Cigarro mata mais fumantes passivos do que ativos

De acordo com o Inca, Instituto Nacional do Câncer, o fumo passivo mata sete brasileiros diariamente. Cerca de 2.655 não-fumantes morrem a cada ano no Brasil por causa do fumo passivo, isso que somente indivíduos na faixa etária de 35 anos ou mais foram alvo do estudo do Inca, fumantes e ex-fumantes não fizeram parte da população avaliada.

O estudo definiu os fumantes passivos como pessoas que nunca fumaram e que moravam com pelo menos um fumante no mesmo domicílio. Três principais doenças foram citadas na pesquisa: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto) e acidentes vasculares cerebrais, várias outras ficaram de fora do estudo.

De acordo com o Inca, Instituto Nacional do Câncer, o fumo passivo mata sete brasileiros diariamente. Cerca de 2.655 não-fumantes morrem a cada ano no Brasil por causa do fumo passivo, isso que somente indivíduos na faixa etária de 35 anos ou mais foram alvo do estudo do Inca, fumantes e ex-fumantes não fizeram parte da população avaliada.

O estudo definiu os fumantes passivos como pessoas que nunca fumaram e que moravam com pelo menos um fumante no mesmo domicílio. Três principais doenças foram citadas na pesquisa: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto) e acidentes vasculares cerebrais, várias outras ficaram de fora do estudo.

O que é Tabagismo Passivo?

Conforme o Inca, define-se tabagismo passivo como a inalação da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados.

A fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados é denominada poluição tabagística ambiental (PTA) e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), torna-se ainda mais grave em ambientes fechados. O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool.

O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro, constata o Instituto Nacional do Câncer.

Substâncias como nicotina, monóxido de carbono, amônia, benzeno, nitrosaminas e outros carcinógenos são encontradas em quantidades mais elevadas na fumaça inalada por não-fumantes do que a fumaça exalada por fumantes

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Em uma análise feita pelo INCA, em 1996, em cinco marcas de cigarros comercializados no Brasil, verificou-se níveis duas 2 vezes maiores de alcatrão, 4,5 vezes maiores de nicotina e 3,7 vezes maiores de monóxido de carbono na fumaça que sai da ponta do cigarro do que na fumaça exalada pelo fumante. Os níveis de amônia na corrente secundária chegaram a ser 791 vezes superior que na corrente primária.

fonte: www.baladatotal.com.br, 07 Novembro de 2008.

 

Doenças relacionadas ao fumo passivo matam sete brasileiros por dia, m

Pelo menos sete brasileiros morrem a cada dia devido a doenças associadas ao fumo passivo de tabaco. A revelação foi feita por um estudo conjunto do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgado em agosto último.

Segundo os resultados preliminares do trabalho, 2.655 pessoas que não fumam morrem anualmente em conseqüência de câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto) e acidentes vasculares cerebrais (AVC), as três principais doenças relacionadas ao tabagismo passivo. Desse total, 60,3% são mulheres. Esse estudo fortalece a implementação do artigo oitavo da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, o primeiro tratado internacional de saúde pública, e serve como mais um suporte científico para a legislação que abole o fumo em ambientes fechados.

Parte do Programa Nacional de Controle de Tabagismo, que busca inibir a iniciação ao fumo e promover sua supressão, o estudo se limitou às três principais doenças associadas com essa atividade. “Nossa análise abrangeu apenas esses males porque consideramos somente a mortalidade”, explica um dos autores do trabalho, o epidemiologista Antonio José Leal Costa, do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da UFRJ.

Ele diz que há outras doenças que acometem os fumantes passivos, como asma brônquica e bronquite, comuns em crianças, mas, para levá-las em conta, o escopo da pesquisa teria de ser ampliado para incluir dados de morbidade (taxa de indivíduos doentes em um dado grupo e durante um período determinado).

Embora os resultados preliminares abordem apenas a exposição à fumaça ambiental do tabaco em domicílios localizados em capitais, o estudo também coletou informações sobre ambientes de trabalho. “É provável que, se abrangêssemos outras regiões dos estados ou incluíssemos áreas rurais, o número de mortos seria maior”, afirma a assistente social Érica Cavalcanti, da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, lembrando que três cigarros consumidos por um fumante equivalem ao efeito de um cigarro para um não-fumante exposto à fumaça.

Locais fechados

Para chegar ao resultado publicado, os pesquisadores combinaram dados do período de 2002 a 2004 do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde; do Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, pesquisa realizada em 2003 pelo Inca e pela Secretaria de Vigilância em Saúde; e de três estudos internacionais que determinavam o risco relativo de morte de não-fumantes expostos ao tabagismo passivo em relação aos não expostos.

“A análise restringiu-se a indivíduos de 35 anos ou mais que conviviam com pelo menos um fumante em casa. Essa idade foi escolhida, porque as doenças consideradas no estudo dependem de uma exposição cumulativa à fumaça”, esclarece Cavalcanti.

Segundo Costa, a maior incidência de mortes é entre mulheres que convivem com homens fumantes. “Se estivéssemos considerando o hábito de fumar, em vez do tabagismo passivo, esse cenário se inverteria”, afirma. Para Cavalcanti, o estudo corrobora a noção de que não há níveis seguros de exposição. “Embora as doenças principais demorem a aparecer, certas substâncias cancerígenas, como a nitrosamina NNK, presentes na fumaça do cigarro, já são detectadas na urina de não-fumantes logo após a primeira exposição”, revela a assistente social.

O objetivo agora é usar o estudo para embasar uma lei federal que proíba completamente o fumo em locais fechados. “Alguns estados, como Rio de Janeiro, Paraíba e São Paulo, saíram na frente com legislações próprias para esse fim”, observa Cavalcanti. Costa informa que, apesar de esses locais já possuírem áreas restritas para fumantes, a fumaça não necessariamente ‘respeita’ esses limites e os que aí trabalham são expostos a ela involuntariamente.

“Esses profissionais seriam os mais beneficiados por uma proibição total do tabagismo, pois, mesmo que um garçom não fume, ele ainda tem que servir clientes na área de fumantes”, ressalta o epidemiologista. Segundo ele, a análise dos dados referentes a ambientes de trabalho deve estar concluída em dois meses.

fonte: cienciahoje.uol.com.br, 23 Outubro de 2008.

 

Fumaça de cigarro não induz ex-fumante a voltar ao vício

Pesquisadores da Universidade de Auckland resolveram testar a hipótese de que a fumaça de cigarro poderia fazer com que ex-fumantes desejassem voltar a fumar.

A reação dos ex-fumantes ao cheiro do cigarro dos outros varia muito, desde a rejeição violenta a outros que ficam aspirando a fumaça alheia com saudades. O estudo cientifico foi desenvolvido para testar o impacto da fumaça de cigarro sobre o retorno ao hábito por parte de quem o havia largado.

As informações foram obtidas com mais de 1.100 tabagistas, inscritos em programas de cessação de vicio em uma clínica de Londres, na Inglaterra. Os métodos de apoio ao fim do tabagismo variavam do uso de adesivos de nicotina até a utilização de medicamentos que ajudam na libertação do vicio.

Apos uma semana de abstinência os ex-fumantes eram solicitados a avaliar o efeito da fumaça do cigarro alheio.Dentre os participantes, 23% acharam o cheiro ligeiramente prazeroso e 54% pelo menos tentador. A taxa de retorno ao tabagismo foi dentro do esperado, embora não se estabelecesse relação direta entre avaliação como agradável do cheiro de cigarros e o retorno ao hábito. Os abstêmios recentes, que classificaram a fumaça de cigarro como tentadora, estatisticamente cederam à tentação.

O interessante foi o fato de que a tentação diminuía com o tempo e, quatro semanas após esse período, a tentação não influenciava na taxa de retorno ao tabagismo. A conclusão dos especialistas foi que achar a fumaça de cigarro tentadora não influencia no retorno, mas deve servir de sinal de que a cessação do hábito corre perigo.

Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN

fonte: g1.globo.com/Noticias, 22 Outubro de 2008.

 

Vício mais difundido do mundo é o tema do filme 'Fumando espero'

Para a diretora carioca Adriana Dutra, que por duas décadas de sua vida fumou dois maços de cigarro por dia, deixar o vício não foi fácil. De sua batalha pessoal, nasceu o documentário "Fumando espero", que estréia na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e chega aos cinemas de todo o Brasil em 13 de março. Foram quatro anos de pesquisas, entrevistas, filmagens, tratamentos e tentativas para deixar de fumar. Comecei as filmagens fumando. Parei à meia-noite de 31 de dezembro de 2006 para 2007. Recai em setembro e voltei a parar no réveillon de 2007 para 2008. Voltei a fumar em maio e parei em agosto de 2008, espero que de vez - conta Adriana, lembrando que as recaídas fazem parte do processo. - Patrocinadores do filme que me encontraram fumando chegaram a dizer que eu devia fumar escondida. Mas não estou levantando bandeiras. Quis fazer uma reflexão sobre o tabagismo. Daí a idéia de me emprestar para o filme, que me proporcionou um entendimento muito grande da questão. Mas o documentário é muito mais que a luta de Adriana para deixar o cigarro. É também a história de fumantes convictos, ex-fumantes saudosos, ex-fumantes intolerantes, pessoas que, assim como Adriana, tentam se libertar do vício mais difundido do século XX e XXI: médicos, ativistas, publicitários, agricultores que plantam fumo são quase escravos de uma das indústrias que mais lucra no mundo. O documentário pode funcionar como um despertar de consciência para quem ama, já amou ou odeia o cigarro. Faço uma volta de 360º no assunto para fazer uma reflexão e mostrar a realidade, em que há muita manipulação, fraude, escravidão para quem planta. Mantenho um distanciamento, ao mesmo tempo em que faço com que o espectador se identifique com a história por meio dos personagens que apresentam todos os segmentos: dependência, prazer, tratamento, fraudes contra a saúde pública. Não dá para tomar partido, mas a verdade é barra pesada. O filme termina com o suicídio, a morte para quem planta o fumo - conclui Adriana. Apesar dos momentos difíceis, o filme é recheado com muito humor, um traço marcante da personalidade da diretora. Os depoimentos do ex-fumante Ney Latorraca, a própria experiência de Adriana, as animações que apresentam dados sobre o tabagismo no Brasil e no mundo, aliviam as denúncias de exploração dos agricultores no sul do Brasil, os maiores exportadores de fumo do mundo, mas são escravos das multinacionais que produzem cigarros; o descaso da Justiça em relação às ações indenizatórias movidas contra a indústria tabagista; o marketing disfarçado feito pelas empresas de cigarro, que atinge crianças e adolescentes em pontos-de-venda e o engodo dos cigarros light. - Um documentário é denúncia, informação, mas é também entretenimento. O filme é sério, mas fiz questão de colocar humor como contraponto, para que fosse digerível. Adriana agora se dedica a finalizar o roteiro de um longa de ficção, "Quadrilha caseira", que ela pretende começar a filmar em 2010, sobre corrupção de profissionais liberais em condomínios luxo. O próximo projeto de documentário deve seguir os moldes de "Fumando espero" e vai falar de obesidade. Adriana já começou as pesquisas.

fonte: globo.com, 21 Outubro de 2008.

 

Fórum discute promoção de ambiente livre de fumo

A Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seduc), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) e a Fundação Municipal de Saúde (FMS), visando marcar o dia 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco, realizou o II Fórum de Promoção de Ambientes Livres de Fumo. O evento aconteceu com palestras e discussões sobre o tema, nessa terça-feira, 27, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (Fapepi). O evento reuniu profissionais públicos e de outras áreas para discutir, entre outros assuntos, o ambiente livre de fumo na perspectiva do direito do trabalhador à saúde e competências da Vigilância Sanitária na fiscalização de ambientes livres de fumo. Para a coordenadora do Programa Estadual de Combate ao Tabagismo, Norma Sueli Alberto, o fórum objetiva sensibilizar a sociedade sobre os danos do tabagismo e enfocar as alternativas de mudanças. “A iniciativa comprova a eficiência na prevenção e controle do tabagismo. Chamamos a atenção de pais e professores para evitar práticas de vício na frente das crianças. O exemplo e o diálogo ainda são as melhores prevenções”, frisou. De acordo com Norma Sueli, a intenção do evento é firmar um compromisso com os gestores públicos, gerentes de órgãos e entidades a tornarem seus estabelecimentos ambientes livres do fumo. “Acreditamos que esse é o primeiro passo para a conscientização de que tantos fumantes como não fumantes têm direitos e deveres a cumprir”, enfatiza a coordenadora. Para este ano, o Ministério da Saúde lançou o slogan Ambiente livre de fumo é direito de todos. Dados do Ministério da Saúde indicam que ainda são altos os índices de morte e doenças provocadas pelo uso do tabaco: metade dos fumantes regulares, ou seja, cerca de 650 milhões de pessoas poderão morrer por alguma doença tabaco-associado. Segundo a supervisora de saúde e prevenção nas escolas, professora Maria Galvão, os fumantes passivos são o foco da campanha do Ministério da Saúde para este ano. “No Brasil, a lei federal 9.294/96 e o Decreto Federal n° 2.018, que regulamenta a lei, estabeleceram importantes avanços na proibição do fumo em ambientes fechados de uso coletivo, tanto em instituições públicas quanto em espaços privados”, explica. Os males do tabagismo passivo são irritações nos olhos, tosse, problemas alérgicos e dor de cabeça. A fumaça aumenta o risco de câncer, doenças cardiovasculares, infarto no miocárdio, arteriosclerose e asma, além de reduzir a capacidade respiratória. “As crianças são as que mais sofrem, com bronquite, pneumonia, infecção de ouvido e síndrome da morte súbita infantil”, revela Galvão. Entre as ações desenvolvidas pelo Programa de Combate ao Tabagismo acontecem, até o fim de semana, palestras educativas para estudantes das escolas da rede pública. “Segundo o Ministério da Saúde, as taxas de mortalidade por câncer de pulmão têm aumentado com maior velocidade entre as mulheres do que entre os homens nos últimos anos, um reflexo da tendência mais tardia de crescimento do tabagismo entre mulheres. Além disso, dados mostram que, embora o consumo venha caindo mesmo entre os jovens, em alguns lugares as meninas estão fumando mais cedo do que meninos”, revela. Perigos do tabagismo O tabagismo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é diretamente responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão e 25% das mortes por doença cerebrovascular. A fumaça do tabaco é um agente perigoso, contendo mais de duzentas substâncias químicas venenosas conhecidas. Cada vez que um tabagista acende um cigarro, ele está sendo lesado em algum grau pela inalação dessas substâncias. O fumo de dois maços de cigarros por dia encurta a expectativa de vida do usuário em oito anos, e até mesmo os que fumam menos encurtam suas expectativas de vida em quatro anos. Os fumantes passivos (pessoas que convivem com fumantes em ambientes fechados) podem ser vítimas também de doenças como: irritação dos olhos, manifestações nasais, problemas alérgicos, entre outros. O tabagismo é causador isolado de doenças evitáveis e que atualmente vêm causando mais mortes prematuras no mundo do que a soma das mortes provocadas por Aids, cocaína, álcool, acidentes de trânsito, entre outros.

fonte: www.ccom.pi.gov.br, 16 Outubro de 2008.

 

Indústria do Tabaco: fraude, corrupção e mentiras

A Aliança de Controle do Tabagismo – ACT faz um protesto nesta quarta-feira, 14 de outubro, das 10h às 12h, em frente ao Hotel Intercontinental, em São Conrado. Lá, estará começando o Global Tobacco Networking Forum, a primeira reunião dos grandes fabricantes de tabaco na América Latina, que vai até sexta-feira. Um dos patrocinadores deste fórum é a British American Tobacco, da qual a Souza Cruz é subsidiária. A concentração para o protesto será às 9:30, no canteiro gramado entre as avenidas Prefeito Mendes de Moraes e Aquarela do Brasil. Em frente ao hotel, será montado um cemitério com 200 cruzes, simbolizando as 200 mil mortes ocorridas no Brasil, por ano, por causa do tabagismo. Pessoas estarão vestidas de morte e distribuirão material sobre a indústria, desmontando conceitos como o de boa cidadania corporativa. Haverá ainda esquetes de teatro e hip hop. A intenção da ACT é chamar a atenção para a atuação da indústria do tabaco, reconhecida tanto pela Organização Mundial da Saúde quanto pela Justiça norte-americana e européia por estar por trás da epidemia tabagista e que atua em conjunto e coordenadamente para enganar a opinião pública, governos, comunidade de saúde e consumidores. “É uma indústria pautada pela falta de ética e pela ausência de compromisso com a vida e a saúde de fumantes e não- fumantes, que mentiu, enganou e, de forma conspiratória, fraudou todo o mundo”, explica Paula Johns, diretora-executiva da ACT. Entre outros temas, a ACT quer chamar a atenção para: * Danos do tabagismo A indústria do tabaco sabia, há mais de 50 anos, que o cigarro causa doenças, mas sempre negou seus efeitos danosos para a saúde. Apesar disso, os fabricantes sempre empreenderam esforços no sentido de atacar e desacreditar as provas científicas da ligação entre tabagismo e doenças. Só recentemente, por força da legislação, passou a informar sobre os danos nas embalagens de seus produtos. * Dependência Há mais de 40 anos, pesquisas feitas pela indústria mostravam que a nicotina presente no tabaco causa dependência ao tabagismo. A indústria não só negou publicamente que o fumo vicia, mas também omitiu as informações. A indústria agiu assim para manter seus lucros – incentivando os fumantes a não pararem e atraindo novos consumidores — para evitar ações judiciais e para evitar regulamentações. * Níveis de Nicotina A indústria controla os níveis de nicotina dos cigarros para garantir que os fumantes tornem-se dependentes e assim permaneçam. * Cigarros Light Desde os anos 70, a indústria vem enganando os consumidores, fazendo-os acreditar que os ditos cigarros light ou com baixos teores de alcatrão seriam mais saudáveis que os outros, constituindo uma alternativa aceitável a parar de fumar. Mas ela sabe, há décadas, que esses cigarros não oferecem nenhum benefício comprovado para a saúde. * Marketing para jovens A indústria monitora o comportamento dos jovens e usa essas informações para criar campanhas de marketing altamente sofisticadas, com o objetivo de incentivá-los a começar a fumar e a continuar fumando. Os jovens são o mercado futuro da indústria, em substituição aos fumantes que param de fumar ou morrem. * Tabagismo Passivo A indústria sabe, há muito tempo, que o tabagismo passivo, ou poluição tabagística ambiental (PTA), é perigoso para os não-fumantes. Mesmo tendo se comprometido a apoiar estudos objetivos sobre a questão, a indústria sempre tomou medidas para solapar as pesquisas independentes, financiar estudos favoráveis a ela e para abafar e depreciar os resultados de pesquisas desfavoráveis. * Supressão de Informações Por mais de 50 anos, a indústria tentou se proteger contra litígios e regulamentações por meio de: (1) supressão e ocultação de pesquisas científicas; (2) destruição de documentos; (3) uso de instrumentos legais e de confidencialidade para evitar que seus documentos internos viessem a público.

fonte: www.revistavigor.com.br, 14 Outubro de 2008.

 

Índia reforça proibição ao fumo em locais públicos

A iniciativa ocorre no momento em que a nação de quase 1,2 bilhão de pessoas marca o aniversário do grande líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, que não fumava e não bebia. Desta vez, as autoridades esperam uma campanha antitabagista intensa - incluindo pressão sobre a indústria cinematográfica local, a chamada Bollywood, para que as estrelas de cinema parem de fumar e uma proibição do fumo nos filmes, associada a uma fiscalização mais rigorosa. Mas até mesmo o ministro da Saúde, Anubamani Ramadoss, que há tempos faz campanhas contra o uso do tabaco, reconheceu que a mudança de hábitos no país levará tempo. "Vai ser um processo contínuo", disse ele. A proibição, em escala nacional - que sofreu oposição das redes hoteleiras e da indústria do cigarro - cobre escritórios, hotéis, restaurantes, hospitais e aeroportos, e amplia a proibição anterior, malsucedida, para incluir câmpus universitários, bares e casas noturnas. As autoridades dizem que o plano é agir contra os administradores e proprietários de locais onde a proibição seja violada, e que nenhum local poderá oferecer cinzeiros, isqueiros ou fósforos. O fumo continuará a ser permitido em casa, no carro e a céu aberto, mas será vetado nos transportes públicos. Grandes aeroportos e restaurantes com capacidade para mais de 30 comensais poderão separar uma área de fumantes. Um dos principais astros de Bollywood, o fumante Shah Rukh Khan, deu boas vindas à proibição. "Seria melhor proibir o cigarro, torná-lo ilegal e enforcar todos os que fossem pegos fumando", disse ele a uma rede local de televisão. "Mas não podemos fazer isso porque somos um país democrático, e essa também é uma coisa boa", disse ele, sem se comprometer em parar de fumar.

fonte: http://www.estadao.com.br, 02 Outubro de 2008.

 

Astros de Hollywood recebiam fortunas para promover fumo

As fabricantes de cigarro pagavam altas somas para que astros e estrelas dos "Anos de Ouro" de Hollywood promovessem seus produtos. Documentos liberados pela indústria depois de processos judiciais de grupos de combate ao tabagismo revelam a extensão da relação entre estas empresas e os estúdios de produção cinematográfica. Uma empresa pagou mais de US$ 3 milhões (em valores de hoje) em um ano para as estrelas. Em artigo na revista Tobacco Control, pesquisadores disseram que filmes "clássicos" das décadas de 30, 40 e 50 ainda ajudam a promover o fumo hoje. Praticamente todos os grandes nomes da época estavam envolvidos no merchandising de cigarros, de acordo com os pesquisadores da Universidade de Nova York. Eles tiveram acesso a contratos de merchandising assinados na época para ajudá-los no cálculo do montante de dinheiro envolvido. 'O cigarro dos atores' Há acordos que datam do começo da era do cinema falado. O astro de O Cantor de Jazz (Jazz Singer), Al Jolson, assinou testemunhos dizendo que Lucky Strike era "o cigarro dos atores". Um dos documentos-chave descobertos pelos pesquisadores foi uma lista de pagamentos por um único ano no final da década de 30, detalhando o quanto as estrelas eram pagas pela American Tobacco, fabricante da marca Lucky Strike. Carole Lombard, Barbara Stanwyck e Myrna Loy receberam US$ 10 mil (equivalente a quase US$ 150 mil hoje), para promover a marca. O mesmo ocorreu com Clark Gable, Gary Cooper e Robert Taylor. No total, foram pagos aos atores o equivalente, hoje, a US$ 3,2 milhões. Em alguns casos, os fabricantes de cigarro pagaram os estúdios para criar programas de rádio que incluíam a promoção feita por suas estrelas. A American Tobacco pagou à Warner Brothers o equivalente a US$ 13,7 milhões por Your Hollywood Parade, em 1937, e patrocinou The Jack Benny Show de meados da década de 40 a meados da década de 50. Entre os depoimentos cuidadosamente preparados incluídos em The Jack Benny Show está o de Lauren Bacall. Efeitos duradouros Os pesquisadores, liderados por Stanton Glantz, disseram que os efeitos dos milhões investidos pela indústria do tabaco em Hollywood ainda podem ser sentidos hoje, apesar de uma recente proibição imposta pela própria indústria do cinema à promoção do tabagismo em filmes. Eles disseram que as imagens ligadas ao ato de fumar incluídas nos filmes podem influenciar os jovens fazendo-os adotar o hábito. "Como na década de 30, nada impede hoje que a indústria global do tabaco influencie a indústria do cinema de várias formas." Filmes "clássicos" com cenas de fumo, tais como Casablanca e Estranha Passageira (Now, Voyager), e imagens glamurosas de publicidade ajudaram a "perpetuar a tolerância pública" do tabagismo na tela, disseram os pesquisadores. A ONG britânica contra o tabagismo, ASH, disse que imagens ligadas ao hábito de fumar não podem ser excluídas totalmente, mas podem haver alertas mais claros antes da exibição dos filmes.

fonte: www.bbc.co.uk, 25 Setembro de 2008.

 

Cerco contra fumo atinge turistas pelo mundo; veja leis em dez países

De lá para cá, o cerco aos fumantes só apertou. No fim do mesmo ano, o Butão baniu o tabaco totalmente, inclusive a venda de cigarros. Países antes identificados com o fumo, como França, Turquia e Japão, têm leis severas que proíbem tragadas em ambientes públicos. No Japão, há ruas não-fumantes. Antes de viajar, consulte as regras do destino. Veja alguns exemplos. Argentina Não há lei nacional de proibição do fumo. Desde 2006, em Buenos Aires, é proibido fumar em ambientes fechados. Grande parte dos estabelecimentos oferece mesas ao ar livre nas quais é permitido fumar. A lei permite que locais com mais de 100 m2 destinem 30% de sua área aos fumantes. Não há multa para infratores. Preço do cigarro: 4,20 pesos (R$ 2,48) a caixa de Marlboro. China continental Em maio deste ano, foi proibido o fumo em escolas, hospitais e instalações oficiais em Pequim. Hotéis, restaurantes e bares devem ter área de fumantes separada. Fumantes infratores levam multa de R$ 2,28. Preço do cigarro: 12 yuans (R$ 3,20) o maço de Marlboro. Espanha Diante das restrições em outros países europeus, a lei espanhola, de 2005, parece leve. É proibido fumar em ambientes fechados. Mas locais com mais de 100 m2 podem designar 30% de sua área a fumantes. E estabelecimentos com menos de 100 m2 podem ser fumantes ou não-fumantes. Cigarros só são vendidos nos tradicionais estancos, lojas de cigarros e selos. Preço do cigarro: em média, 1,90 (R$ 4,91) o maço. Estados Unidos As leis de banimento de cigarro são estaduais e, em alguns casos, municipais. Vinte e oito Estados têm leis que restringem o fumo em locais de trabalho, bares ou restaurantes. Desses, 13, mais Porto Rico e Washinton, têm leis de banimento do uso de tabaco em qualquer lugar fechado. Além disso, 380 municípios têm leis similares, de um total de 2.883 cidades com leis de restrição ao fumo. Outros 78 municípios proíbem o fumo em áreas abertas de restaurantes. Veja lista no www.no-smoke.org. Preço do cigarro: oscila de US$ 3 a US$ 8 (R$ 5,49 a R$ 14,64) o maço. França Desde fevereiro de 2007 é proibido fumar em lugares fechados em todo o país. Em restaurantes, hotéis, tabacarias e cafés, a lei entrou em vigor em janeiro deste ano. Alguns estabelecimentos podem ter área de fumantes, mas nesses espaços não pode haver entregas. Ou seja, em um café, não haverá serviço de garçom na área de fumantes. A multa para quem desobedecer a proibição é de 68 (R$ 175,83). Preço do cigarro: 5,30 (R$ 13,73), uma caixa de Marlboro. Itália Foi o terceiro país da Europa a criar uma lei nacional de banimento do cigarro. É proibido fumar em ambientes fechados, bares e restaurantes. Esses estabelecimentos podem criar áreas de fumantes, seguindo normas bastante específicas de isolamento e ventilação. É permitido fumar em mesas ao ar livre, mesmo que o tempo frio leve a cobrir a área aberta. Preço do cigarro: em média, 2,77 (R$ 7,16) o maço. Japão Não tem proibição nacional do fumo. Uma lei de 2003 encoraja escolas, hospitais, teatros e restaurantes a fazer esforços para evitar a exposição de não-fumantes, mas não prevê punições. Hoje, há banimentos pontuais, como em táxis, trens e estações, além de alguns prédios públicos. Tóquio e Kyoto têm ruas em que é proibido fumar. Nessas ruas, uma indústria do tabaco instalou lounges para fumódromos. A multa para quem fumar nas ruas de Chiyoda Ward, região que implementou o banimento, ou atirar bitucas no chão vai de 2 mil a 20 mil ienes (R$ 34,90 a R$ 349). Preço do cigarro: em média, 300 ienes (R$ 5,23) o maço. Cartão ensina boas maneiras a fumantes no Japão, como não apagar os tocos de cigarro no chão Marrocos Uma lei que bane o fumo em lugares fechados tramita no Senado do país, que deve votá-la no mês que vem. A lei vai proibir o fumo em escolas, repartições públicas e em cafés e restaurantes com menos de 50 m2. A multa para fumantes infratores será de 500 dirhams (R$ 114,75) na primeira infração e o dobro disso na segunda. Preço do cigarro: n/d Reino Unido Lei nacional proíbe o fumo em todos os ambientes fechados, incluindo bares e restaurantes. Hotéis podem ter áreas para fumantes. Quem desrespeitar a lei leva uma multa inicial 50 libras (R$ 162,92), que pode aumentar em casos de reincidência. Preço do cigarro: em média, 5,66 (R$ 18,46) o maço. Turquia O país, um dos mais fumantes da Europa, aprovou lei que proíbe o fumo nos lugares fechados. Ela entrou em vigor em maio para a maior parte dos estabelecimentos. Bares e restaurantes têm até a metade do ano que vem para se adaptar. É permitida a criação de área de fumantes, desde que sinalizada e seguindo normas de ventilação. A multa para infratores será de 50 liras (R$ 71,81). Preço do cigarro: 4,80 liras (R$ 6,92) o maço de Marlboro.

fonte: Folha de S. Paulo, 18 Setembro de 2008.

 

Fumo passivo mata 7 brasileiros por dia

Mesmo sem fumar, pelo menos sete pessoas morrem todos os dias no Brasil em função de doenças causadas pela exposição à fumaça do cigarro. São 2.655 mortes por ano em decorrência de câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração e acidentes vasculares cerebrais desenvolvidos em não-fumantes. Os dados são da pesquisa “Mortalidade atribuível ao tabagismo passivo na população brasileira”, divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). O trabalho foi realizado pelo órgão em conjunto com o Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa considerou apenas três doenças causadas pelo tabagismo passivo: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração e acidentes vasculares cerebrais. A técnica sanitária da divisão de controle de tabagismo do Inca, Vera Colombo, explica que, a cada 1.000 mortes por doenças cérebro-vasculares, 29 são atribuídas à exposição passiva à fumaça do tabaco. A proporção é de 25 para 1.000 no caso de doenças isquêmicas e de 7 para 1.000 mortes por câncer de pulmão. “Como as doenças relacionadas ao tabaco aparecem com o tempo, as pessoas não têm a real dimensão do problema. Não se dão conta que essa epidemia é séria”, diz. Vera ressalta que o não-fumante corre risco de contrair doenças relacionadas ao cigarro ao inalar a chamada Fumaça Ambiental do Tabaco (FAT). A FAT, segundo a técnica, é a mistura da fumaça exalada depois de tragar, junto com a fumaça que sai da ponta do cigarro, formada em 96% do tempo de queima do cigarro. A técnica do Inca ressalta que pode-se dizer que uma pessoa que fica exposta durante todo o dia à fumaça do tabaco em um ambiente fechado fumou, mesmo sem dar uma única tragada, cerca de 8 a 10 cigarros. O estudo considerou como fumante passivo pessoas que não fumam, mas moram com, pelo menos, um fumante. Durante o estudo foram avaliadas apenas pessoas de 35 anos ou mais, sendo que foi verificado que o maior número de ocorrências está na faixa de 65 anos ou mais, em ambos os sexos. A pesquisa revelou ainda que 60,03% desses óbitos ocorrem em mulheres. Das 2.655 mortes, 1.601 foram de mulheres. Segundo Vera, ainda que atualmente as meninas experimentem mais o cigarro que os meninos, historicamente o homem fuma mais que a mulher. “Uma pesquisa realizada em 2003 revelou que os homens ainda fumam mais que as mulheres. Diante desse fato, concluímos que as mulheres estão mais expostas à fumaça passiva”, diz. INÉDITA Em nota, o Inca destaca que esta é a primeira pesquisa do gênero realizada no Brasil, e que os resultados representam apenas uma parcela da mortalidade atribuível à exposição passiva à fumaça do tabaco. O estudo não levou em conta outras causas de morte possivelmente associadas ao tabagismo passivo, como síndrome da morte súbita da infância e doenças respiratórias crônicas. Também não foram avaliadas doenças da infância e período neonatal. CONTINUIDADE A pesquisa teve como fonte o “Inquérito Domiciliar Sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não Transmissíveis”, realizado em 15 capitais brasileiras e Distrito Federal em 2003. O próximo desdobramento sobre o assunto, segundo informa Vera, é a questão do trabalhador que está exposto ao cigarro no ambiente de trabalho. “Proprietários de estabelecimentos onde é permitido tabaco estão ferindo a saúde do trabalhador e podem ser responsabilizados por isso”, frisa. SAIBA MAIS OUTROS MALES DO TABAGISMO PASSIVO: – Irritação nos olhos – Tosse – Dor de cabeça – Aumento dos problemas alérgicos e cardíacos. Fonte: Ministério da Saúde (MS)

fonte: www.hojenoticia.com.br, 23 Agosto de 2008.

 
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