Fumo passivo é o principal responsável pela sinusite crônica

A fumaça do cigarro dos outros é um dos principais culpados pelos casos de sinusite, de acordo com um estudo da Universidade de Brock, no Canadá.

A doença é marcada por inflamação na cavidade nasal e nos seios da face, evolvendo coceira, coriza, congestão nasal e dores de cabeça. De acordo com os pesquisadores, o problema acomete um em cada seis americanos adultos, causando grande desconforto.

A partir do estudo, os pesquisadores afirmam que o fumo passivo pode estar por trás de 40% dos casos de sinusite crônica nos Estados Unidos.

Para chegar a esse resultados, a pesquisa, publicada na edição de abril da revista Archives of Otolaryngology, avaliou 306 adultos não-fumantes que desenvolveram a condição de sinusite e 306 não-fumantes saudáveis.

Através do acompanhamento desses voluntários, os pesquisadores descobriram que os participantes que ficam muito expostos à fumaça do cigarro dos outros - especialmente no ambiente de trabalho e em ocasiões sociais, como festas e encontros - triplicaram as chances de desenvolver a doença crônica.

Dentro do primeiro grupo, as análises mostraram que a exposição ao fumo passivo em casa era de 13%, 19% no trabalho e 51% em encontros sociais privados. Comparados com o grupo de pessoas saudáveis, esse números foram bem menores: 9% em casa, 7% no ambiente de trabalho e 28% nos encontros sociais.

O coordenador do estudo Martin Tammemagi disse, em comunicado à imprensa americana, que estava surpreso em descobrir que mais da metade da população (53% das pessoas) tem alguma exposição ao tabagismo passivo. O médico ressaltou a necessidade de mais investimento do governo para reduzir esse número.

fonte: www.cidadederibeiraopreto.com.br, 04 Maio de 2010.

 

O fumo e a gravidez

Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida fuma.

A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma.Tais agravos são devidos, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

Efeitos da Fumaça sobre a Saúde da Criança

Se a mãe fuma depois que o bebê nasce, este sofre imediatamente os efeitos do cigarro. Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina através do leite materno, havendo registro de intoxicações atribuíveis à nicotina (agitação, vômitos, diarréia e taquicardia) em filhos de mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia.

Em recém-nascidos, filhos de mães fumantes de 40 a 60 cigarros por dia, observou-se acidentes mais graves como palidez, cianose, taquicardia e crises de parada respiratória, logo após a mamada.

Estudos mostram que crianças com sete anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças: observou-se atraso de três meses para a habilidade geral, de quatro meses para a leitura e cinco meses para a matemática.

Há também uma maior prevalência de problemas respiratórios (bronquite, pneumonia, bronquiolite) em crianças de zero a um ano de idade que vivem com fumantes, em relação àquelas cujos familiares não fumam. Observa-se que, quanto maior o número de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias, chegando a 50% nas crianças que vivem com mais de dois fumantes em casa.

É, portanto, fundamental que os adultos não fumem em locais onde haja crianças, para que não as transformem em fumantes passivos.

fonte: www.tabagismoumadoenca.hpg.ig.com.br, 01 Maio de 2010.

 

Cuidado com o cigarro

Os malefícios do fumo não se resumem à saúde, você sabia? Além de fazer mal para a saúde e causar ataque cardíaco, por exemplo, o cigarro também pode diminuir o QI (quociente intelectual) de uma pessoa. Esse foi o resultado de um estudo feito pelo Centro Médico Sheba do Hospital Tel Hashomer, localizado em Israel, com 20 mil voluntários jovens. Se você fuma, o Nube vai te auxiliar a fazer um balanço dos benefícios e malefícios desse hábito para a sua vida e sua carreira. Confira.

Segundo um levantamento realizado pela Catho Online com 4,1 mil gestores de RH, mais de 81% dos consultados declararam ter alguma restrição à contratação de fumantes. E acredite: o índice de rejeição foi ainda maior entre os presidentes e diretores. Após a aprovação da Lei Antifumo na cidade de São Paulo, em 7 de agosto de 2009, muitos jovens foram obrigados a criar novas regras para se adaptarem à exigência, até mesmo, no ambiente corporativo. Alguns deixaram de lado o tabaco e outros diminuíram o seu uso, no entanto, a maioria optou por criar regras para não deixar esse vício atrapalhar o rendimento e a imagem profissional.

Além dos conhecidos problemas físicos e financeiros de fumar, o costume influencia sim na conquista de uma vaga de estágio. Empresas do ramo químico, por exemplo, contratam apenas não-fumantes por um critério de segurança. Além disso, escritórios localizados em prédios não disponibilizam um local para esses colaboradores fumarem. “O fumódromo foi proibido no ambiente corporativo, com isso, aumentou o período de pausas durante o expediente para quem tem o vício. Os gestores optam por não contratar colaboradores de tal perfil por inúmeros motivos, entre eles está política interna de cada empresa”, afirma Natália Caroline, coordenadora de seleção do Nube.

De acordo com o presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas de Campinas, José Antonio Cremasco, as empresas devem estipular regras relacionadas ao consumo de cigarro. Para ele, o empregador deve deixar claro quantas vezes o funcionário pode sair para fumar e, só depois disso, poderá punir quem descumprir a regra. Lembre-se: essa punição pode ser desde uma advertência verbal até a rescisão do seu estágio.

Vale a pena refletir: o fumo é responsável por 30% das mortes por câncer. Os principais são câncer de boca, laringe, pulmão, esôfago, pâncreas, rim bexiga e colo de útero. Doenças como bronquite, pneumonia, enfisema pulmonar, infarto e derrame também são recorrentes em fumantes. Além disso, ainda pode prejudicar sua imagem profissional. Será que vale a pena ficar nessa?

Conheça também sobre como o cigarro pode causar prejuízos na sua vida financeira. Faça os cálculos do quanto em www.igf.com.br/calculadoras/cigarro-tabagismo.aspx

O Nube torce por você. A decisão é sua.

fonte: http://www.nube.com, 30 Abril de 2010.

 

Tabagismo pode estar nos genes

Para algumas pessoas deixar de fumar pode ser particularmente difícil na medida em que a dependência poderá ser, em parte, de origem genética, sugerem três estudos publicados na revista Nature Genetics.

dos trabalhos, que contou com a participação de 74 053 pessoas, identificou três regiões genéticas relacionadas com a quantidade de cigarros fumados por dia. “As variações genéticas associadas ao tabagismo, localizadas no cromossoma 15, estão situadas numa região que contém os genes receptores da nicotina”, esclarece Helena Furberg, da Universidade da Carolina do Norte.

No segundo estudo, liderado por Clyde Francks da Faculdade de Oxford, foi identificado um grupo de genes, alojado no cromossoma 15q25, que está associado à quantidade de cigarros fumados por dia. Este trabalho contou com a participação de 40 mil voluntários.

Por fim, a terceira investigação, de origem islandesa, chegou à mesma conclusão que os estudos anteriores: alguns genes do cromossoma 15 estão directamente ligados ao consumo de tabaco.

Quatro genes identificados,

A análise aos dados de mais de 70 mil fumadores permitiu identificar dois genes (CYP2A6 e CYP2B6) envolvidos no metabolismo da nicotina e outros dois (CHRNB3 e CHRNA6) que desempenham um papel na forma como o corpo processa a nicotina.

Os cientistas salientam ainda que algumas destas regiões foram também associadas à predisposição para o cancro do pulmão.

Estas variantes genéticas, agora identificadas pelas diferentes equipas, “levantam a questão sobre se o risco de cancro do pulmão se relaciona com o comportamento tabágico ou com a maior vulnerabilidade aos efeitos nocivos do tabaco”, escrevem os autores.

fonte: ttp://www.cienciahoje.pt, 29 Abril de 2010.

 

"Doces" com tabaco podem envenenar crianças, diz pesquisa

Uma nova geração de produtos derivados do tabaco e que se parecem com balas e gomas de mascar podem ser fatais para crianças que confundí-los com doces, de acordo com pesquisadores da Harvard School of Public Health - em Boston, nos Estados Unidos - e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). As informações são da CNN.

Segundo Greg N. Connolly, do Grupo de Pesquisa e Controle do Tabaco, de Harvard, as crianças podem confundir os produtos que são deixados pelos pais ao seu alcance. Esses novos derivados do tabaco contém nicotina - que, de acordo com o cientista, é literalmente um veneno -, mas, ao contrário do cigarro, não são fumados, e sim ingeridos.

A pesquisa liderada por Connolly indica que esses produtos são a segunda causa mais comum para o envenenamento por nicotina em crianças, atrás apenas dos cigarros. Dos 13.705 casos de ingestão de tabaco - muitas vezes os cigarros são engolidos - relatado por 61 centros de envenenamento, entre 2006 e 2008, a grande maioria dos casos foi de crianças, sendo que em 1.768 das vezes envolveu esses produtos que não produzem fumaça.

De acordo com a reportagem, pelo menos três "doces" de nicotina estão em teste em três cidades: um que lembra uma bala ou uma pastilha e tem sabor de menta; outro do tamanho de um palito e que se dissolve na boca; e o último que lembra gomas de mascar para refrescar o hálito. Esses produtos não servem para ajudar os dependentes a pararem de fumar, mas são vistos como uma alternativa para os lugares onde o cigarro não é permitido.

O porta-voz da empresa responsável disse à reportagem que a embalagem é "100% resistente às crianças", em conformidade com a legislação e, além disso, o rótulo deixa claro que é para manter fora do alcance delas.

Por outro lado, os pesquisadores afirmam que as crianças podem ter acesso aos "doces" mesmo assim e que, com menos de 0,5 miligramas de nicotina por cada quilo de peso corporal, uma criança pode morrer envenenada. Uma análise química indica que o produto que lembra uma bala tem cerca de 0,83 mm de nicotina em cada unidade. A substância ainda passa por um processo que permite absorção mais rápida e pode ser mais tóxica que outras formas da droga. "Uma pequena pastilha com liberação rápida de nicotina e uma criança jovem com pouco peso pode ser um problema muito sério", diz o cientista.

fonte: noticias.terra.com.br, 19 Abril de 2010.

 

Cigarro provoca queda de cabelo

Todo mundo sabe que fumar faz muito mal à saúde. E também à beleza. Por isso, se você é fumante, mas fez questão de ter um cabelo lindo, não resta alternativa a não ser largar o vício. O cigarro, além de estragar os fios e acabar com a saúde deles, deixa um cheiro horrível. Sem contar que é uma das principais causas da queda de cabelos nas mulheres.

Tudo isso acontece porque a nicotina diminui a circulação sanguínea e impede que o ferro, vitaminas, proteínas, aminoácidos e outros nutrientes cheguem à raiz dos fios. Para começar a aparecer os primeiros efeitos negativos, não é necessário muito tempo. Um ano de vício já é o suficiente.

Alteração na cor e na textura dos fios são os primeiros sinais da ação da nicotina nas madeixas. Como a fumaça do cigarro é oxidante, ela deixa o cabelo mais ressecado, frágil e sem brilho, potencializando o envelhecimento tanto do fio como do couro cabeludo. “Quem fuma sofre uma descamação maior da pele do couro cabeludo. Essas células mortas, somadas aos resíduos de químicas e produtos, asfixiam o bulbo, o que dificulta a nutrição e a lubrificação dos fios. Daí a aparência opaca e sem vida de muitos cabelos”, explica a terapeuta capilar Sheila Bellotti.

A boa notícia é que os efeitos nocivos do cigarro podem ser revertidos. Basta parar de fumar e logo as diferenças começam a surgir. Em três ou quatro semanas já é possível perceber as melhorias na aparência e na saúde dos fios. Para apressar ainda mais o processo, as ex-fumantes também podem apostar em tratamentos de limpeza profunda dos fios e do couro cabeludo

fonte: www.diariodopara.com.br, 19 Abril de 2010.

 

Benefício do vinho é anulado pelo cigarro

A dose moderada de álcool que pode prevenir contra derrames não adianta nada se for acompanhada por cigarro. A conclusão é de uma pesquisa no Reino Unido, que acompanhou 20 mil pessoas por 12 anos. Dessas, 900 tiveram derrames. Entre as que tomavam até duas taças de vinho por dia, houve risco 37% menor de derrame. Mas só para as que não fumavam. A ocorrência da doença foi a mesma entre os fumantes que bebem moderadamente e os que não bebem.

fonte: abran.org.br, 18 Abril de 2010.

 

Restrição ao cigarro reduz internações hospitalares, diz estudo

Uma revisão de 50 estudos internacionais sobre os efeitos da proibição do fumo em locais públicos indica que esse tipo de medida reduz a exposição ao fumo passivo e as internações hospitalares por problemas cardíacos. O trabalho, encabeçado pela pesquisadora Joanne E. Callinan, do Centro de Saúde Milford, na Irlanda, foi realizado para a Cochrane Colaboration, uma organização sem fins lucrativos de levantamento de informações médicas.

Exame genético pode detectar fumantes com alto risco de câncer

"Houve evidência consistente da redução de internações hospitalares por eventos cardíacos, bem como a melhoria de alguns indicadores de saúde" após a proibição do fumo, escrevem os autores num resumo do trabalho.

Foram analisados estudos que descreviam proibições legislativas ao fumo, e que tivessem um período de acompanhamento de pelo menos seis meses das mudanças nos comportamentos relativos ao tabaco.

Os pesquisadores não encontraram variações expressivas no fumo passivo dentro de automóveis ou em residências, mas "evidência consistente" de queda no fumo passivo em locais de trabalho, restaurantes, bares e áreas públicas.

Os autores concluem que a imposição de leis proibindo o fumo leva a uma redução da exposição ao fumo passivo. A população mais beneficiada, segundo o levantamento, foram os funcionários da indústria da hospitalidade, como hotéis e restaurantes.

Há pouca evidência do impacto dessas medidas no fumo ativo, mas a tendência, diz o trabalho, é de queda. Os autores também notam que o apoio popular às proibições cresce depois que são implementadas.

fonte: http://www.estadao.com.br, 16 Abril de 2010.

 

Comprovada relação entre o cigarro e a depressão

A relação entre depressão e fumo, há muito observada por especialistas da saúde, é real e forte, mostra um novo relatório do governo americano. Pessoas a partir de 20 anos com depressão têm duas vezes mais chances de serem fumantes, descobriram os pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

A magnitude da relação é surpreendente, afirma a pesquisadora Laura Pratt, epidemiologista do Centro Nacional de Estatística de Saúde, dos CDC, que publicou os resultados em 14 de abril.

"A relação entre depressão e cigarro se fortaleceu ao longo do tempo", disse. Em 1952 e 1970, conta ela, os estudos detectaram apenas uma ligação pequena e insignificante na população americana. Mas, quando Pratt e sua parceira de pesquisa Debra Brody analisaram dados de 2005 a 2008, extraídos da Pesquisa Nacional de Exames Médicos e Nutricionais, elas descobriram que:

- Cerca de 43% dos adultos depressivos com 20 anos ou mais fumavam, em comparação a 22% dos não depressivos na mesma faixa etária.

- Mulheres com depressão tinham proporções de fumantes semelhantes a homens com depressão, embora mulheres sem depressão fumassem menos do que os homens.

- Com a piora do quadro depressivo, a porcentagem de adultos fumantes crescia.

- Fumantes depressivos fumavam mais do que fumantes sem depressão.

Adultos que tinham depressão e eram fumantes tinham menos chances de largar o cigarro do que fumantes sem depressão.

- Cerca de 7% dos adultos americanos com 20 anos ou mais tiveram depressão de 2005 a 2008, revela o levantamento. Cerca da metade das pessoas de até 55 anos com depressão no período da pesquisa era fumante, mas menos de um quarto daqueles sem depressão na mesma faixa etária era fumante.

Desde a divulgação dos males do cigarro em um relatório do órgão americano que supervisiona profissionais da saúde de 1964, o fumo de cigarro entre adultos caiu pela metade no país, mas cerca de 21% do total de adultos ainda fuma, observa o relatório.

"Todo mundo sabe que gente com depressão tem mais probabilidade de fumar", disse Pratt, mas o que a surpreendeu, explica, foi a extensão dessa ocorrência constatada pelo estudo.

Por exemplo, entre mulheres de 20 a 39 anos, o estudo revela que 50% daquelas com depressão fumavam, enquanto fumantes representavam apenas 21% daquelas sem depressão.

Mesmo adultos com leves sintomas depressivos - aqueles que não se enquadrariam na depressão clínica - tinham mais chances de fumar do que pessoas sem sintomas de depressão, revelam as pesquisadoras.

O motivo exato de as pessoas depressivas tenderem a fumar mais estava fora do escopo do estudo, afirma Pratt, mas algumas pesquisas sugerem que o comportamento pode ser um tipo de automedicação, com os cigarros de alguma forma agindo como calmantes ou um mecanismo de relaxamento. Stanton A. Glanzt, diretor do Centro para Pesquisa e Educação no Controle do Tabaco da Universidade da Califórnia, em São Francisco, afirma não ter se surpreendido com os resultados.

Ele concorda com a ideia de que pessoas depressivas que fumam possam estar se automedicando. Parte do problema, afirma, é que profissionais de saúde mental demoram para lidar com o problema do tabaco.

"Existe um mito no qual, se você lidar com a situação, encorajando o paciente a parar de fumar, fica mais difícil tratar a doença mental subjacente", disse Glantz. "A verdade é exatamente o oposto disso."

fonte: www.diariodopara.com.br, 16 Abril de 2010.

 

Tabagismo é tema de formação em Olinda

Nesta terça e quinta-feira (13 e 15 de abril), o auditório da Policlínica João Barros Barreto, Carmo, será palco de um encontro de formação sobre tabagismo destinado para profissionais Redutores de Danos, arte-educadores do Núcleo de Educação Popular em Saúde (NEPS), da Coordenação Saúde do Trabalhador, do programa Se Bole e do Centro de Assistência Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS ad) da Secretaria de Saúde do município. A formação acontece das 8h às 12h, e vai discutir o Panorama do Tabagismo no Brasil e no Mundo, Tabagismo Passivo, Dependência e Abordagem do Fumante.

Segundo a coordenadora do Controle do Tabagismo no município, Maristela Menezes, a formação serve para promover o aumento de multiplicadores na rede do município. “O objetivo é incentivar a implementação de ações educativas para o controle do tabagismo, levando informações necessárias para transformar cada vez mais os ambientes em Livres do Fumo e diminuir a prevalência de fumantes na população”, enfatizou a coordenadora, acrescentado que pretende ampliar esses ambientes no município.

Para se ter uma idéia, a pandemia do tabagismo é a maior causa de morte isolada prevenível da atualidade, matando mais do que a soma de pessoas com AIDS, dependência em cocaína, álcool, heroína, acidente de carro, incêndio, suicídio e homicídio. Vale salientar, que a nicotina é droga e só perde para o crack no critério de dependência.

O tabagismo, que é a maior causa de morte no mundo, tem consequências que lesionam a vida humana, sendo 40% responsável pela causa de impotência sexual, 35% das mortes por doenças cardiovasculares, 30% das mortes por todos os tipos de câncer, 90% das mortes por câncer de pulmão e 85% das mortes por Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas – DPOC (enfisema pulmonar e bronquite crônica). Segundo o último relatório da Organização Mundial da Saúde – OMS “A menos que atuemos de maneira urgente, o tabagismo poderá matar um bilhão de pessoas até o fim deste século” (OMS, 2009).

fonte: www.olinda.pe.gov.br, 14 Abril de 2010.

 

Oficina produz relatório técnico sobre uso do tabaco no Brasil para a

Foi aberta nesta segunda-feira, 12 de abril, no Rio, a “Oficina sobre a Pesquisa Especial de Tabagismo em Pessoas de 15 ou Mais Anos de Idade – Petab – Elaboração do Relatório Técnico do Brasil”. No evento, que vai se estender até o dia 16, será preparado o documento final para o Comitê Técnico Internacional da GATS (Pesquisa Mundial de Tabagismo em Adultos) com análise descritiva sobre os vários temas relacionados ao tabagismo no Brasil. A GATS é conduzida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças em 14 países e visa à comparabilidade internacional de estatísticas sobre o assunto.

Para o relatório brasileiro serão utilizados os resultados da Pesquisa Especial de Tabagismo em Pessoas de 15 ou Mais Anos de Idade – Petab, realizada pelo IBGE em 51.011 domicílios, e publicada em 2009 em parceria com o Ministério da Saúde, por intermédio do INCA. Os resultados referem-se a aspectos como o uso dos produtos derivados do tabaco, as tentativas de cessação do hábito de fumar, a exposição à fumaça do tabaco, o acesso às campanhas de conscientização sobre os riscos do tabagismo e a percepção das pessoas sobre esses riscos, além dos aspectos relacionados à compra de cigarros industrializados. Para serem consolidados no relatório final, os dados serão analisados sob a perspectiva das políticas de controle do tabaco e de outras ações da sociedade civil organizada.

A iniciativa para produção do relatório para a GATS reúne especialistas do INCA, Secretaria de Vigilância à Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), IBGE, Fiocruz, Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, Bloomberg, dos EUA, e CDC Foundation.

O diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, que abriu a Oficina, destacou o trabalho cooperativo entre as instituições como diferencial de qualidade. “As instituições aqui representadas atestam por si só a seriedade e competência com que o trabalho está sendo desenvolvido”, elogiou.

A gerente da Divisão de Epidemiologia do INCA e coordenadora da Oficina, Liz Maria de Almeida, anunciou que os dados e as informações consolidadas na Oficina serão aproveitados para a produção de uma publicação: “Nosso objetivo é elaborar um livro ilustrado em português, até o fim de 2010, para ser utilizado como referência pelos coordenadores estaduais do Programa Nacional de Controle do Tabaco,” explicou a epidemiologista.

fonte: http://www2.inca.gov.br, 12 Abril de 2010.

 

Impotência e fumo

Estudos indicam que o cigarro provoca o enrijecimento das artérias que irrigam o pênis, o que acaba por provocar a impotência.

Os homens que fumam bastante possuem mais chances de desenvolver a doença.

Além da impotência sexual, o cigarro é um dos grandes responsáveis pela má utilização de vitaminas, o que pode acarretar uma séria de doenças carenciais. O cigarro é considerado ainda um grande causador de câncer, quer seja de pulmão tanto quanto o de boca.

Estudos mostraram que as pessoas que fumam têm duas vezes mais chances de perder os dentes do que as não fumantes.

O cigarro provocaria perda óssea nos maxilares o que consequentemente prejudicaria a sustentação dos dentes no osso.

fonte: www.saudenainternet.com.br, 10 Abril de 2010.

 

Brasil tem quase 25 milhões de fumantes, diz IBGE

O número de brasileiros fumantes correntes (habituais), com 15 anos ou mais, era de 24,6 milhões em 2008, o que representa 17,2% da população de 143 milhões de pessoas nessa faixa etária. Os dados são do suplemento de Saúde, divulgado nesta quarta-feira (31), da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008. O levantamento foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em convênio com o Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o estudo, no total da população com 15 anos ou mais, 15,1% eram fumantes diários e 2,1% eram fumantes ocasionais (só fumam ao beber, por exemplo). Mais de 82% (117,9 milhões) da população nessa faixa etária eram não fumantes e 0,3% (464 mil) não declararam.

Segundo a pesquisa, dos 82,5% de não fumantes, 13,3% (19 milhões) eram ex-fumantes diários e 69% nunca foram fumantes diários, dos quais 65,8% nunca haviam fumado. A Região Sul tinha o maior porcentual de fumantes correntes (19,3%).

A incidência do tabagismo, de acordo com o levantamento, era maior entre os homens, sendo que 21% deles eram fumantes correntes, contra 13,2% das mulheres. Quanto ao tipo de produto de tabaco, 17,2% fumavam qualquer produto de tabaco; 14,7%, cigarro industrializado; 4,4%, cigarro de palha ou enrolado à mão; e 0,7%, outros produtos de tabaco. O Nordeste tinha o maior porcentual dos que fumavam cigarro de palha ou enrolado à mão (7%).

fonte: g1.globo.com/Noticias, 31 Março de 2010.

 

Fumantes têm QI mais baixo, diz estudo

Fumar 20 ou mais cigarros ao dia, por exemplo, está associado a um resultado em média sete pontos menor. O estudo foi feito com 20 mil jovens adultos e conclui que, quanto maior o número de maços tragados, menor os pontos marcados no teste. De acordo com os pesquisadores responsáveis, do Centro Médico Sheba no Tel Hashomer Hospital, em Israel, um jovem entre 18 e 21 anos, fumante, tem media de 94 pontos. Já os não fumantes ficaram com 101.

Quem fumava mais de um pacote ao dia tinha medias particularmente baixas, perto de 90. Para efeito de comparação, os resultados médios normalmente variam de 84 a 116 pontos.

Segundo informações do Telegraph, o médico responsável pelo estudo, Dr. Mark Weiser, disse que não há como saber se o fumo afeta o QI ou se pessoas com QI mais baixo fumam mais.

fonte: info.abril.com.br, 29 Março de 2010.

 

Vereadores comemoram extinção dos fumódromos aprovada pelo Senado

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Paulo Siufi (PMDB) disse ontem (12) que o projeto de lei do senador Tião Viana (PT-AC) que proíbe o uso de cigarros em todos os recintos coletivos, privados ou públicos do país - os chamados fumódromos, aprovado esta semana pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, reforça a lei muncipal de Campo Grande, que dispõe sobre o assunto.

A expectativa dos autores do projeto, que proíbe em Campo Grande o consumo de quaisquer produtos fumígeros, derivados ou não do tabaco, em recintos de uso coletivo, é de que o prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) regulamente e lei ainda no mês de março. O projeto é de autoria dos vereadores Paulo Siufi (PMDB), João Rocha (PSDB) e dr. Jamal Salem (PR).

“Fico feliz em saber que em todo país os fumódromos deixarão de existir. Isso só vem mostrar que estamos no caminhos certo. nós legislamos em favor do povo e por isso temos de preservar a saúde da nossa população”, disse Siufi.

Já o projeto aprovado, pelo Senado deve passar novamente no Senado e depois seguir para o Congresso. A medida quer evitar exposição dos "fumantes passivos" aos malefícios do cigarro.

fonte: http://www.acritica.net, 18 Março de 2010.

 

Proposta que acaba com fumo em ambientes fechados tem apoio do MS

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, no dia 10/3, o Projeto de Lei 315/8, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC). A proposta, que tem o apoio do Ministério da Saúde, proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público.

"Estou muito satisfeito com a aprovação da CCJ do Senado. Do ponto de vista da política tabagista, em que o Brasil é liderança mundial, essa é uma questão primordial. Doze estados já aprovaram leis estaduais, vários municípios também, mas nós temos que ter uma lei federal que dê respaldo a essas iniciativas", afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ele acrescenta que o banimento do fumo passivo é uma grande conquista de saúde pública. "Há profissionais, como os garçons, que não fumam e trabalham em ambientes expostos à fumaça. O Inca já fez um estudo mostrando que o impacto do fumo passivo é muito sério", ressalta.

Atualmente, a Lei Federal 9.294/96 proíbe o fumo em recintos coletivos, mas permite fumar em áreas destinadas exclusivamente a esse fim, desde que o local seja devidamente isolado e com arejamento conveniente - os chamados fumódromos. O PLS 315/08 acaba com essas áreas.

Fumantes passivos: No Brasil, 2.655 pessoas morrem por ano devido ao tabagismo passivo. A lei que está em vigor é considerada defasada em relação às práticas preconizadas pela Organização Mundial da Saúde, que recomenda ambientes 100% livres do fumo como a única forma de proteger os fumantes dos riscos do tabagismo passivo. Apesar de a lei estabelecer locais exclusivos para os fumantes, na prática, a maioria dos bares, restaurantes e casas noturnas mantém seus funcionários trabalhando nesses locais. A mudança na lei vai proteger esses trabalhadores e outros fumantes passivos, que correm sérios riscos de desenvolver câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias.

Estudo realizado, em 2008, pelo Instituto Nacional do Câncer e o Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da UFRJ apontou que pelo menos 2.655 não fumantes morrem a cada ano no Brasil por doenças atribuíveis ao tabagismo passivo. A maioria das mortes ocorre entre mulheres (60,3%). Os níveis de fumaça ambientais de tabaco em restaurante chegam a ser duas vezes maior em restaurantes que em outros locais de trabalho, como escritórios. Os níveis em bares chegam a ser quase seis vezes maior que nos escritórios.

As pessoas que não fumam mas são submetidas ao tabagismo passivo têm 30% de chance a mais de desenvolver câncer de pulmão e 24% de chance a mais de infarto do coração e doenças cardiovasculares. Pneumonia, sinusite e asma também estão entre as doenças que os fumantes passivos podem ter de enfrentar.

A fumaça que sai da ponta do cigarro contém, em média, o triplo de nicotina e monóxido de carbono, e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

A política tabagista do Ministério da Saúde apresenta resultados positivos. Estudo divulgado em 2009, o Vigitel, mostrou que o consumo de cigarros entre os jovens brasileiros caiu mais de 50% nos últimos 20 anos. Em 2008, 14,8% dos jovens entre 18 e 24 anos tinham o hábito de fumar, contra 29% em 1989. O índice nacional é de 16,1%. Um dos fatores mais importantes no controle do tabagismo é evitar o início do vício entre adolescentes e jovens. A existência de leis antitabagistas e ações educativas contribuem para que os jovens fumem menos.

Tramitação: Com a aprovação na CCJ do Senado, o projeto segue para avaliação da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). De lá, caso não haja manifestação por parte dos senadores para avaliar em plenário, a matéria segue para apreciação da Câmara dos Deputados. Se receber modificações nessa Casa, volta para análise do Senado.

Tabagismo no Brasil 16,1% dos brasileiros fumam.

Queda de 43,4% no consumo de cigarros no Brasil em 20 anos.

Entre os jovens, esse índice foi de 50%. Dez porcento dos jovens são ex-fumantes, 53,9% das pessoas com 65 anos ou mais deixaram de fumar, e 200 mil pessoas por ano morrem no Brasil por causa do tabagismo.

Fumantes passivos têm 30% mais chances de desenvolver câncer de pulmão, 24% mais chances de ter infarto e doenças cardiovasculares.

Filhos de gestantes que fumam têm o dobro de chance de nascer com baixo peso, 70% mais chances de sofrer aborto espontâneo e a possibilidade de morrer ao nascer é 30% maior.

fonte: www.ensp.fiocruz.br, 17 Março de 2010.

 

Fumar em lugares fechados já é proibido em 12 estados

Ainda existem estados brasileiros que não aprovaram leis antifumo. Onde a lei foi aprovada, ela pegou. Essa lei melhorou a vida de quem não fuma e faz muita gente parar de fumar.

Nas empresas não há mais fumódromos, os funcionários são obrigados a ir até a rua. Muitos estão desistindo do cigarro.

Uma pesquisa do Hospital das Clínicas mostra que o ar em bares e restaurantes de São Paulo está menos poluído. Outras cidades também estão apertando o cerco aos fumantes.

É longa a caminhada de Talma para fumar. Duas vezes por dia, ela deixa o escritório onde trabalha para acender um cigarro. Não reclama, porque está conseguindo reduzir o vício: “Fumava dois maços por dia. Hoje, fumo um maço”.

Na universidade, funcionários fiscalizam se os alunos cumprem a regra.

“Dá até vontade acender um cigarro, mas não posso dentro da faculdade, não tem como”, diz a estudante Amanda Gil Cairo.

“Está mais limpo”, elogia a estudante Alessandra Alves Lima Santos.

Agora, fumar só na calçada em frente à faculdade.

“Tem que se adaptar. É uma lei, tem que seguir”, aponta o estudante Rodrigo da Mota.

Quem não se adaptou, pagou caro. Em São Paulo, em seis meses foram aplicadas 761 multas. Os frequentadores e funcionários das casas noturnas foram os mais beneficiados pela lei antifumo.

Nos ambientes fechados desses locais, houve uma redução de 73,5% nos níveis de monóxido de carbono. É o que aponta um estudo do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas.

A pesquisa foi realizada a partir dos dados coletados por fiscais da Vigilância Sanitária. O aparelho que mede a qualidade do ar ajudou a descobrir, por exemplo, que antes da lei, a poluição provocada pelo cigarro em ambientes fechados era pior que a da rua.

“Quando o ar, por exemplo, está acima de 4,5 partes por milhão já é um parâmetro inaceitável. Nos bares e restaurantes de São Paulo, os ambientes fechados tinham essa concentração”, aponta a coordenadora da pesquisa Jaqueline Scholz Issa.

O combate ao fumo virou lei em 12 estados e no Distrito Federal. Também há casos de cidades que sancionaram leis municipais para garantir o ar mais puro, já que o estado não aderiu. É o caso, por exemplo, de Belém, Aracaju, Salvador, Goiânia, Florianópolis, Lages e Tubarão.

Raul Vieira agradece. Há 26 anos trabalhando como garçom na capital paulista, ele sente a diferença: “Em termos de saúde, com certeza, eu ganhei. Chegava em casa, ficava com o corpo doído de tanta fumaça e tossia. Melhorou muito a saúde de todos os garçons, com certeza”.

Em São Paulo, 20 mil pessoas morrem de problemas como infarto e derrame cerebral a cada ano. Doenças, muitas vezes, provocadas pelo cigarro. A expectativa dos pesquisadores é que em agosto, quando a lei antifumo completar um ano, o número de casos tenha sofrido uma redução entre 10% e 30%.

fonte: http://g1.globo.com/bomdiabrasil, 10 Março de 2010.

 

Número de fumantes no Brasil caiu para quase a metade em 20 anos

É o primeiro estudo internacional sobre o cigarro e o hábito de fumar. No Brasil a pesquisa ouviu 1.826 pessoas, sendo que 1.211 eram fumantes em três cidades: Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre entre abril e junho de 2009.

Os fumantes brasileiros estão diminuindo. Eram 33% da população em 1989. Hoje são 17% - 92% fumam todo dia e 82% admitem que o fumo já lhes causou algum problema de saúde. E 63% apóiam tanto as campanhas quanto as leis contra o fumo.

Entre os povos dos 20 países que participaram da pesquisa, os brasileiros são os que mais se arrependem de ter começado a fumar: 91% dos fumantes do Brasil carregam, além do cigarro, um sentimento de culpa e mais da metade (51%) disseram que pretendem parar de fumar nos próximos seis meses.

"Esse é o meu projeto desse ano, vou para esse ano. Eu me arrependo. Era atleta, hoje não tenho fôlego. Se der uma corridinha já era", diz um carioca.

Para a supervisora de controle de câncer do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Cristina Perez, a pesquisa mostrou que as leis e campanhas brasileiras estão atingindo o alvo e que o país pode avançar ainda mais no controle do tabaco.

“Com certeza um ambiente livre da fumaça do cigarro é um campo que precisamos avançar para o Brasil. Estamos atrasados nesse ponto. É importante que as pessoas saibam o que é uma lei de proteção. Temos que continuar avançando na proteção das pessoas. Que pessoas deixem de fumar, tenham vidas mais saudáveis. Fumar em ambientes fechados é uma coisa que já é ultrapassada no mundo inteiro”, diz Cristina Perez.

Como a maioria dos fumantes pesquisados, a advogada Flavia Harpaz também se arrepende de ter posto um cigarro na boca, há 13 anos. Flavia teve problemas de saúde e já parou uma vez. Ficou cinco anos longe do tabaco, mas voltou e teve novos problemas: “Bronquite, problemas nas cordas vocais”.

Nessa terça-feira, Flávia começou uma nova fase. Parou de fumar e diz que agora é para sempre: “Meu corpo pediu arrego. Hoje eu parei”.

fonte: http://g1.globo.com/bomdiabrasil, 10 Março de 2010.

 

Cão fuma dois cigarros por dia e deixa dona preocupada

Um cachorro chamado "Tesouro", de Beijing, na China, é viciado em cigarro e precisa de, pelo menos, dois por dia. Segundo sua dona, Li, o cão de estimação inala fumaça desde que tinha cinco meses de idade. A chinesa contou ao jornal "Daily Mail" que, quando as pessoas estão fumando, o animal chega a se levantar para inalar a fumaça. Além disso, o cão adora comer pontas de cigarros. A dona, porém, anda preocupada com a saúde de seu animal de estimação. Após levá-lo a um veterinário, ela descobriu que o cão apresenta manchas em seus pulmões e seu coração e fígado são maiores do que o normal.

fonte: http://g1.globo.com/Noticias, 04 Março de 2010.

 

Tabagismo pode piorar esquizofrenia e transtorno bipolar

Pacientes com transtorno bipolar ou esquizofrenia têm pior prognóstico se forem fumantes, segundo estudo publicado na revista científica Comprehensive Psychiatry. O estudo mostra que os fumantes regulares têm piores resultados em termos de escores de depressão e transtorno bipolar, comparados aos não-fumantes, e também são mais propensos a ficarem mais tempo internados em um hospital. A pesquisa, que avaliou 240 pacientes psiquiátricos, confirma que as pessoas com transtorno bipolar têm taxas muito maiores de tabagismo do que a população geral - 51% contra 23%, respectivamente -, e o hábito de fumar estava associado à pior qualidade de vida geral entre esses pacientes. O tabagismo poderia agravar o ciclo bipolar, causando mais sintomas episódicos e aumentando a frequência das mudanças de humor. Além disso, o hábito de fumar pode interferir na eficácia e metabolismo dos medicamentos psicotrópicos.

fonte: www.correiodobrasil.com.br, 04 Março de 2010.

 

Cigarro é vilão em 95% dos casos de câncer de cabeça e pescoço, diz Ic

Cerca de 95% dos pacientes que desenvolvem tumores de cabeça e pescoço tem histórico de tabagismo ou são fumantes ativos. O dado é alarmante, segundo o setor de oncologia clínica do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), responsável pelo levantamento.

O estudo foi realizado com 327 pacientes tratados na especialidade de cabeça e pescoço do setor de oncologia e divulgado nesta terça-feira. A pesquisa revelou, também, que os homens são os mais atingidos pelos tumores nessa região, representando aproximadamente 90% dos pacientes atendidos.

Outro dado apurado foi que em 60% das pessoas atendidas, as neoplasias (tumores) estão localizadas na boca ou na faringe, o que também pode estar vinculado ao cigarro. "Outros fatores de risco importantes são o etilismo (consumo de bebidas alcoólicas em excesso) e infecção por papilomavírus humano (HPV)", informou o oncologista clínico do Icesp Gilberto Castro, por meio de assessoria.

O Icesp, que é ligado à Secretaria de Estado da Saúde, recebe semanalmente de cinco a dez novos casos de câncer na região da cabeça e pescoço. O número é considerado alto pelo especialista. Apesar desses tumores poderem ser diagnosticados precocemente, por estarem em locais visíveis, a maioria dos pacientes descobre a doença em estágio avançado, segundo o órgão.

Prevenção

Segundo o Icesp, alguns dos sintomas manifestados por esses tipos de cânceres podem ser manchas brancas na boca, dor, lesão ulcerada ou com sangramento e cicatrização demorada, nódulo no pescoço presente por mais de duas semanas, mudanças na voz ou rouquidão persistente e dificuldade para engolir.

A doença pode ser evitada com medidas simples, como não fumar nem consumir bebidas alcoólicas em excesso e dar preferência aos alimentos pobres em gordura e ricos em fibras. De acordo com o Instituo, também é importante que as pessoas criem o hábito de examinar a boca diante do espelho à procura de caroços, aftas, manchas brancas e outros ferimentos. Além disso, cuidar da higiene bucal e visitar o dentista periodicamente ajudam a detectar precocemente um câncer.

fonte: www1.folha.uol.com.br, 03 Março de 2010.

 

II Festival de Grafitagem Contra o Tabagismo em João Pessoa

O II Festival de Grafitagem - A Arte Vencendo o Tabagismo começou nesta terça-feira, dia 2. O público pode votar a partir desta terça-feira, dia 2, nos três melhores trabalhos. Foram inscritas 35 telas, sendo que 27, produzidas por 19 grafiteiros, foram selecionadas. A votação prossegue até o próximo dia 12.

A votação acontecem através do endereço eletrônico http://gti1.saude.pb.gov.br/questionario_grafite_2010/. Os vencedores serão premiados no dia 15 de março, Dia Estadual de Combate ao Tabagismo.

A promoção do festival é da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), em parceria com a Secretaria de Saúde de João Pessoa.

Para a realização do festival, a SES e a Agevisa se responsabilizaram pela compra das tintas e por todas as despesas do festival e o município de João Pessoa está dando apoio na divulgação e mobilização do evento.

Os trabalhos que integram o festival estão expostos em muros da avenida Epitácio Pessoa, (nas proximidades do Grupamento de Engenharia), Espaço Cultural, Busto de Tamandaré e no Hospital Municipal de Cabedelo.

Os autores dos trabalhos procuraram mostrar as crianças e os jovens para chamar atenção para o problema do tabagismo.

Para o diretor técnico da Agevisa, Jorge Alberto Molina, um dos objetivos do II Festival de Grafitagem é promover uma educação continuada juntos aos jovens para sobre os malefícios do fumo. Ele afirmou que “no momento em que contamos com a colaboração desses grafiteiros, buscamos também envolver toda a sociedade na luta contra o tabagismo”.

Em 2009, o festival contou com 43 trabalhos inscritos, sendo que 25 trabalhos de 18 grafiteiros foram selecionados. Os internautas escolheram as três que foram premiados pela SES. A grafitagem que ganhou o primeiro lugar serviu para ilustrar a camisa usada durante o Dia Mundial de Combate ao Tabagismo, lembrado em 31 de maio.

fonte: www.onorte.com.br, 03 Março de 2010.

 

Fumo e aneurisma

O risco de quem fuma ter um aneurisma aumenta significativamente se o indivíduo for portador de certas variantes genéticas comuns. A afirmação é de um estudo apresentado na Conferência Internacional da American Stroke Association's, realizado na semana passada em San Antonio, no Texas.

Joseph Broderick, professor da Universidade de Cincinnati, e colegas identificaram que as chances de desenvolver um aneurisma intracraniano aumentaram entre 37% e 48% para pessoas que tinham as variantes presentes nos cromossomos 8 e 9.

Mas, quando a presença desses genes era combinada com o hábito de fumar o equivalente a um maço de cigarros por dia, o risco aumentava mais de cinco vezes, de acordo com a pesquisa.

“É como acender um fósforo: fumar aumenta grandemente o risco de aneurisma em pessoas com susceptibilidade genética”, disse Broderick.

O estudo ressalta que o cigarro é a principal causa ambiental de aneurisma intracraniano. De 70% a 80% dos casos de aneurismas ocorrem em indivíduos que fumavam. No estudo, 82,5% dos participantes fumou em algum período da vida.

Aneurismas intracranianos também ocorrem em vários membros de famílias suscetíveis. Aneurisma é a dilatação irregular de uma artéria que pode se romper ou trombosar. O rompimento pode levar a uma hemorragia do tipo subaracnóidea. Quando isso ocorre, cerca de 40% dos pacientes morrem e a maior parte dos demais experimenta problemas sérios causados por danos ao cérebro promovidos pelo rápido sangramento.

Os cientistas examinaram 406 pacientes de famílias com pelo menos dois casos de aneurisma intracraniano e 392 outras pessoas no grupo de controle.

“É uma mensagem importante para os membros de famílias com casos de aneurisma: se você fumar estará multiplicando a predisposição genética”, disse Broderick. Segundo o pesquisador, todos os membros de famílias com casos de aneurisma intracraniano deveriam simplesmente parar de fumar. (Fonte: Agência Fapesp)

fonte: noticias.ambientebrasil.com.br, 02 Março de 2010.

 

Cheiro residual de cigarro também indica risco à saúde, diz estudo

Todos já conhecem os perigos do tabaco tanto para os fumantes ativos como para os passivos, mas um novo estudo revela que a fumaça que fica impregnada nos locais em que se fuma é nociva para a saúde.

Quando se acende um cigarro, a nicotina liberada em forma de fumaça pode ficar depositada por meses nas paredes, móveis e cortinas, segundo o estudo publicado nos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS, sigla em sigla).

"Nosso estudo revela que, quando a nicotina residual reage com o ácido nitroso do ambiente, forma nitrosaminas cancerígenas específicas do tabaco", explica Hugo Destaillats, um dos autores do estudo. "Estas nitrosaminas são as cancerígenas mais ativas e potentes associadas ao tabaco", enfatizou.

A exposição a estas nitrosaminas passa geralmente pela inalação de pó ou pelo contato da pele com as almofadas, cortinas ou roupas, o que torna as crianças ainda mais vulneráveis, acrescentou.

fonte: www1.folha.uol.com.br, 09 Fevereiro de 2010.

 

Indústria deverá revelar fórmula exata de cigarro nos EUA

A partir de junho, a indústria de cigarro nos Estados Unidos terá de informar a fórmula exata de seus produtos e os estudos relacionados aos efeitos deles à FDA, órgão que regula alimentos e fármacos.

A decisão, embora valha para todos os remédios há décadas, é inédita para a indústria do tabaco. Há cerca de 46 milhões de fumantes nos EUA.

As novas informações devem ajudar a FDA a descobrir quais ingredientes podem tornar o tabaco mais viciante. Deverá ser possível, também, estabelecer limites para substâncias como cacau e café, que melhoram o sabor.

fonte: www1.folha.uol.com.br, 19 Janeiro de 2010.

 

Fumante é mais suscetível a sofrer de dores lombares, diz análise

Fumantes, especialmente os mais jovens, têm mais probabilidade de apresentar dores lombares do que pessoas que nunca fumaram. A conclusão é de uma metanálise publicada na edição de janeiro do "American Journal of Medicine".

Para saber se o tabagismo aumenta a incidência de dores nas costas, um tema ainda controverso, cientistas do Finnish Institute of Occupational Health revisaram 40 estudos de várias partes do mundo que envolveram dores lombares e fumantes, ex-fumantes e pessoas que nunca fumaram, feitos entre 1966 e 2009.

Eles concluíram que, apesar de os dados não provarem que o tabagismo leva à dor nas costas, as pesquisas sugerem uma associação entre o fumo e a dor -que mostrou-se mais forte nos casos em que a dor era crônica ou debilitante. Os adolescentes também são mais vulneráveis à dor que os adultos.

Não se sabe qual é a relação entre os dois fatos, mas as hipóteses incluem uma redução do fornecimento de sangue para a espinha dorsal, um risco mais alto de osteoporose e a circulação aumentada de substâncias relacionadas à dor no organismo dos fumantes.

fonte: http://gazetaweb.globo.com, 13 Janeiro de 2010.

 

OMS: mais de 94% da população mundial está exposta a fumo passivo

Em seu relatório sobre a Epidemia Global do Tabaco, a OMS disse que políticas antifumo são cruciais para reduzir o dano causado pelo fumo passivo, que estaria matando prematuramente 600 mil pessoas por ano, além de causar doenças incapacitantes e prejuízos de dezenas de bilhões de dólares.

O relatório, no entanto, aponta alguns progressos. Em 2008, cerca de 154 milhões de pessoas (2,3% do total mundial) foram beneficiadas por novas leis antifumo. Mas os governos ainda precisam agir com rapidez para evitar muitas outras mortes.

"O fato de mais de 94% das pessoas continuarem desprotegidas por leis antifumo abrangentes mostra que é preciso muito mais trabalho", disse Ala Alwan, especialista da OMS em doenças não-transmissíveis.

Há provas científicas irrefutáveis de que a exposição à fumaça de cigarros causa morte e doenças graves. Nas últimas quatro décadas, a prevalência de fumantes caiu em países ricos, mas vem crescendo em grande parte do mundo em desenvolvimento.

A OMS disse que em 2008 sete países --Colômbia, Djibuti, Guatemala, Maurício, Panamá, Turquia e Zâmbia-- adotaram leis abrangentes contra o fumo, elevando para 17 o total de países com tal legislação.

O tabagismo mata mais de 5 milhões de pessoas por ano no mundo. Em agosto, a Fundação Mundial do Pulmão estimou que o fumo possa matar 1 bilhão de pessoas neste século.

"A não ser que uma ação urgente seja tomada para controlar a epidemia tabagista, o número anual de mortes pode subir para 8 milhões até 2030", disse o relatório da OMS. "Mais de 80 por cento dessas mortes prematuras ocorrerão em países de renda baixa e média - em outras palavras, precisamente onde é mais difícil evitar e arcar com tais perdas tremendas."

A OMS apontou uma enorme carência de verbas nos esforços contra o tabagismo - para cada 173 dólares recolhidos em impostos sobre o tabaco, só 1 dólar é gasto em medidas para tentar ajudar a população a parar de fumar.

Os avanços na proibição da propaganda e na taxação de cigarros pararam, disse o relatório, e 95 por cento das pessoas vivem em lugares onde o imposto representa menos de 75 por cento do preço de varejo do produto.

A OMS conclamou os governos a implementarem as regras da sua convenção-quadro sobre o controle do tabagismo, assinada por 170 países.

Essa convenção prevê medidas para evitar o consumo direto de cigarros e o fumo passivo, para oferecer apoio a quem quiser deixar o hábito, para proibir a publicidade e para elevar impostos sobre o tabaco.

No momento, menos de 10% da população mundial está coberta por alguma dessas medidas, segundo a OMS.

fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/, 11 Dezembro de 2009.

 

Tabagismo afeta principalmente negros e pobres

Dos quase 25 milhões de brasileiros com mais de 15 anos de idade que eram fumantes no ano passado, a grande maioria era negra, de baixa renda e baixa escolaridade, mostrou um estudo inédito do IBGE divulgado nesta sexta-feira. "O perfil do fumante é bem claro. As classes baixas fumam mais e, consequentemente, quanto menor a escolaridade maior é a incidência do tabaco. A cor da população também influencia", disse à Reuters Cimar Pereira Azeredo, coordenador da pesquisa.

O estudo mostrou que 17,2 por cento da população com idade superior a 15 anos consumia derivados de tabaco no ano passado, ou o equivalente a 24,6 milhões de pessoas. Os homens fumam mais que as mulheres, de acordo com o levantamento. Enquanto a incidência entre os homens é de 21,6 por cento, entre as mulheres é de 13,1 por cento.

Apesar de mais da metade dos fumantes ter como renda um salário mínimo por mês, o gasto médio com cigarro no ano passado das pessoas que fumam foi de 78,43 reais mensais. Na região Sul, esse gasto se aproximava dos 100 reais, segundo o IBGE. O estudo apontou ainda que a escolaridade é um dos fatores que influencia na idade em que a pessoa começa a fumar. Entre as pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo, a proporção dos que começaram a fumar antes dos 15 anos de idade chega a 40,8 por cento. "Fumar no Brasil é um ato cultural", afirmou o economista.

Os ex-fumantes somavam, no ano passado, 26 milhões de pessoas, ou 18,2 por cento da população de 15 anos ou mais e 22 por cento dos não fumantes. As regiões Sul e Nordeste concentravam os maiores percentuais de fumantes. "O Sul é a principal região produtora do país e há o hábito de se fumar. A incidência do tabagismo é maior no meio rural", disse o coordenador do levantamento. "No Nordeste, há uma concentração grande de negros, pobres e de pessoas de menor escolaridade. Esse é o perfil do fumante no Brasil", acrescentou.

O Acre tinha o maior percentual de fumantes de tabaco (22,1 por cento) e Sergipe, o menor (13,1 por cento). Apenas 12,2 por cento dos fumantes declararam consumir tabaco ocasionalmente, o restante fumava diariamente, de acordo com o estudo.

As pessoas com idade entre 45 e 64 anos são as que fumam mais, porém, é na juventude que acontece o primeiro contato com o cigarro. "O acesso acontece principalmente antes de se atingir a maioridade. É preciso se pensar em políticas públicas para isso", disse Azeredo.

A grande maioria dos fumantes (93 por cento) afirmava saber que o cigarro pode causar doenças graves, e um pouco mais da metade deles (52,1 por cento) disse que pensava ou planejava parar de fumar. "As pessoas sabem dos malefícios do tabaco como câncer, AVCs (acidentes vasculares cerebrais) e outros transtornos, mas não conseguem parar", disse o pesquisador.

fonte: http://www.netsite.com.br, 27 Novembro de 2009.

 

Projeto que proíbe fumo pode ser votado nesta terça

O projeto de lei que proíbe o fumo em recintos coletivos públicos e privados no Distrito Federal, poderá ser votado pela Câmara Legislativa na sessão ordinária desta terça-feira (17/11). O mesmo assunto foi tema de uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira, porém não houve acordo na análise da proposta.

De um lado, representantes de donos de bares e restaurantes defenderam uma mudança no projeto, permitindo a existência de fumódromos. De outro, representantes de entidades defenderam a proibição total.

A aprovação ou rejeição do projeto -- de autoria do deputado Dr. Charles (PTB) e do deputado licenciado Alírio Neto -- deverá ser decidida no voto.

fonte: www.correiobraziliense.com.br, 24 Novembro de 2009.

 

Lei Antifumo entra em vigor em Curitiba

Seis equipes da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde começaram à zero hora de hoje a fiscalização sobre o cumprimento da Lei Antifumo em bares e casas noturnas de Curitiba. A lei proíbe também a existência de fumódromos.

Ainda hoje a prefeitura deve divulgar um balanço de como foi o primeiro dia da fiscalização, que deverá acontecer de forma contínua daqui para frente. A Vigilância Sanitária também vai checar denúncias da população, que podem ser feitas pelos telefones 156 e 0800-644-00-41.

Os estabelecimentos nos quais clientes forem encontrados fumando podem receber multa de R$ 1 mil, valor que será dobrado em caso de reincidência e que pode acarretar, até, na cassação de alvará de funcionamento do local.

A lei determina que a punição é para o estabelecimento, e não para a pessoa pega fumando, já que o local é responsável por cuidar que o ambiente fique livre do tabaco.

“Todas as pesquisas apontam para aceitação na faixa dos 90% da população (sobre a lei). É uma lei que funciona bem nos lugares em que já existe, inclusive em outros países, e em Curitiba não vai ser diferente”, acredita o vice-prefeito e secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci.

Também fica proibido fumar dentro de hotéis e nas áreas fechadas de uso comum de condomínios, como hall de entrada, salão de festas e corredores. A recomendação da prefeitura é que as normas da Lei Antifumo sejam incorporadas aos estatutos dos condomínios.

No restante do Paraná, a lei estadual Antifumo começa a vigorar no próximo dia 28 e também não permite a existência de fumódromos. Enquanto isso, três ações tramitam na Justiça para conseguir restabelecer esses locais específicos para fumantes, ingressadas pela Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Curitiba (Sindotel).

Nesses primeiros dias da lei em vigor, a orientação dessas instituições é instruir o cliente assim que chegar ao local, para evitar posteriores situações de mal entendido.

fonte: parana-online.com.br, 19 Novembro de 2009.

 

Estudo comprova que cigarro reduz ação de antibiótico

Para compensar a redução do efeito do medicamento no organismo, dentistas e médicos precisariam ministrar doses maiores do remédio para os pacientes fumantes, sob o risco potencializar também seus efeitos colaterais, como alteração de paladar e diarréia, entre outros problemas. A conclusão é do estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, com sede em Campinas, que avaliou a biodisponibilidade - quantidade do medicamento efetiva - do antibiótico Metronidazol em pacientes fumantes.

O medicamento normalmente é receitado em casos de tratamentos de doenças periodontais, como gengivite e periodontite, por exemplo, além de tratamentos ginecológicos, entre outros. "Planejamos fazer novas pesquisas que envolvam outros grupos de remédios, que também podem causar esse problema", afirma Juliana Cama Ramacciato, professora da São Leopoldo Mandic e uma das orientadoras da pesquisa. Segundo a pesquisa, realizada em parceria com a área de Farmacologia da Faculdade de Odontologia da Unicamp, o cigarro pode interferir na ação do Metronidazol no organismo de fumantes, o que significa a alteração de sua metabolização e uma possível interferência na eficácia do tratamento de doenças com o uso deste medicamento.

fonte: www.odebate.com.br, 18 Novembro de 2009.

 

Design do maço de cigarro pode influenciar fumantes

Uma coisa tão simples como a cor do maço de cigarro pode levar os fumantes a pensar que os cigarros que contém são menos perigosos para sua saúde, revela um estudo realizado por pesquisadores da Universidad de Waterloo, no Canadá. O estudo mostra, além disso, que as palavras "light", "mild" (suave) e "low-tar" (baixo teor de nicotina), que foram proibidas em mais de 40 países, os elementos do design ou a cor estão sendo usadas pelas companhias para transmitir uma falsa sensação de segurança sobre os efeitos daninhos do tabaco.

A pesquisa envolveu maços de cigarros criados especificamente e apresentados a cerca de 600 fumantes e não fumantes adultos. Os pacotes pareciam reais e continham cigarros, mas as marcas eram inventadas. Cada maço continha uma advertência sobre a ameaça para a saúde, como requer a lei canadense.

Os pesquisadores descobriram que aproximadamente 80% dos participantes acreditavam que os cigarros num pacote azul continham menos nicotina, um sabor mais suave e representavam um risco menor menor para a saúde do que os que vinham num pacote azul escuro. Outros 70% acharam que um pacote com o símbolo branco implicava cigarros com menor conteúde de nicotina e mais suaves do que os que vinham em um pacote com o símbolo cinza.

Os fumantes apresentavam mais tendência que os não fumantes a serem enganados pelas imagens, palavras e cores dos maços porque "sentem um incentivo maior para acreditar que alguns cigarros possam ser menos daninhos", indica o estudo, publicado no Oxford University Press Journal of Public Health.

fonte: noticias.terra.com.br, 18 Novembro de 2009.

 

Fumantes apoiam a proibição do cigarro no ambiente de trabalho, diz pe

Até mesmo os fumantes aprovam a restrição do cigarro nos locais de trabalho. Essa é conclusão a que chegou uma pesquisa realizada com trabalhadores em diversos países. Foram ouvidas quase 5.000 pessoas e, desse total, 87% se disseram contra o cigarro no ambiente de trabalho. Entre os fumantes, o índice foi de 75%.

"Apesar de variarem entre os países, os resultados globais apoiam a proibição do fumo nos locais de trabalho", afirmou Michael Halpern do instituto RTI International, que coordenou a pesquisa em parceria com o instituto Harris Interactive.

O país que registrou maior apoio às medidas antifumo foi a Índia, com 85%, e em seguida aparece o Japão, com 75%. Já na Alemanha, esse índice cai para 33% e na Polônia, para 27%.

O estudo concluiu também que os fumantes estimam gastar uma hora do seu dia fumando. Apesar disso, a maioria dos entrevistados acredita que o vício não interfere no rendimento profissional. Mas os pesquisadores discordam. "Diversos estudos indicam que apesar da crença de muitos empregados e empregadores, o cigarro tem um impacto substancialmente negativo nas finanças da empresas", afirmou Halpern.

Muitos países como França, Espanha, Irlanda e Portugal já proibiram o cigarro nos ambientes de trabalho. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 200.000 trabalhadores morrem todos os anos devido à fumaça no local onde trabalham, enquanto 700 milhões de crianças respiram ar poluído com fumaça de tabaco, especialmente em casa.

Participaram da pesquisa 3.500 funcionários e 1.400 empregadores de países como Coreia do Sul, Japão, Taiwan, Índia, Grã-Bretanha, Itália, Suíça, França, Alemanha, Espanha, Polônia, Turquia e Brasil.

fonte: veja.abril.com.br/, 17 Novembro de 2009.

 

‘Semana Sem Fumo’ assinala o ‘Dia do Não Fumador’

Durante esta semana realiza-se um conjunto de acções de promoção da saúde e de prevenção da doença tabágica, com especial envolvimento das equipas das diversas consultas de cessação tabágica que funcionam na ARSLVT, aproveitando o próximo “Dia do Não Fumador”, que se comemora a 17 de Novembro. No âmbito desta “Semana Sem Fumo”, realiza-se também o “Encontro das Consultas de Cessação Tabágica”, da ARSLVT, no dia 20 de Novembro, no Anfiteatro do Centro de Histocompatibilidade do Hospital Pulido Valente. O objectivo é a troca de experiências e a actualização científica por parte das equipas que ajudam diariamente os utentes a deixar de fumar. As informações sobre este encontro estão disponíveis no site da ARSLVT. Na Região de Lisboa e Vale do Tejo existem, neste momento, 48 estabelecimentos que disponibilizam consultas de cessação tabágica, quer em Centros de Saúde, quer em Hospitais, que podem ajudar os utentes a conseguir deixar de fumar.

fonte: www.portaldocidadao.pt/, 16 Novembro de 2009.

 

Entra em vigor lei anti-fumo em Nova Friburgo

A lei estadual proíbe o fumo de de cigarros e charutos em ambientes públicos fechados.

O comércio vai ter que se adequar às novas regras. É proibido ter espaço exclusivo para fumantes em bares, restaurantes e boates. Cinzeiros também deverão ser retirados. Em Nova Friburgo, a prefeitura já tinha sancionado uma lei com a mesma finalidade, que também entra em vigor nesta segunda-feira.

O dono do estabelecimento comercial que descumprir a lei pode receber multas que variam de 3 mil a 30 mil reais. A proibição também vale para veículos oficiais, como viaturas policiais e ainda veículos públicos ou privados de transporte coletivo como ônibus e táxis.

Um shopping da cidade, já tinha se adequado a uma lei federal anti-tabagismo de 1996 que, proíbe o fumo em locais fechados. Acabou com a área exclusiva para fumantes e eliminou os cinzeiros, mas segundo a administração, as novas leis são mais rígidas e dão subsídios para que clientes sejam proibidos de fumar.

fonte: intertvonline.globo.com, 16 Novembro de 2009.

 

Maggi veta projeto anti fumo

O governador Blairo Maggi (PR) vetou o projeto de lei que proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhos, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco. De autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), a iniciativa estabelece normas de proteção à saúde e de responsabilidade por dano ao consumidor, conforme a Constituição Federal, para a criação de ambientes de uso coletivo livres de produtos fumígenos.

No entanto, mesmo sendo aprovado em 30 de setembro deste ano pelos deputados, o Executivo justificou o veto ressaltando que essa competência é da União. “Vislumbra-se que a presente proposição legislativa avilta a norma geral que regula a matéria, no caso a Lei Federal nº 9.294 de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre a mesma disciplina tratada no projeto de lei em tela”, diz trecho do Veto 106/09.

O projeto vetado proíbe o consumo em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados, total ou parcialmente fechados onde haja permanência ou circulação de pessoas. Ele define como recinto de uso coletivo os ambientes de trabalho, estudo, cultura, culto religioso, lazer, esporte ou de entretenimento.

Também engloba as áreas comuns de condomínios, casas de espetáculos, teatros, cinemas, bares, lanchonetes, boates, restaurantes, praças de alimentação, hotéis, pousadas, centros comerciais, bancos e similares, supermercados, açougues, padarias, farmácias e drogarias, repartições públicas, instituições de saúde, escolas, museus, bibliotecas, espaços de exposições, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais de qualquer espécie e táxis.

O autor da proposta argumenta que a situação de Mato Grosso é mais crítica que a de São Paulo, estado que além de ser o mais rico do país, possui uma rede hospitalar bem mais ampla, aparelhada e com um maior número de funcionários por habitantes do que Mato Grosso. "Outros estados brasileiros como São Paulo e Rio de Janeiro aprovaram leis estaduais que tratam sobre o mesmo assunto e em Mato Grosso é vetado. Esse projeto tramitou por mais de dois anos na Assembleia e agora o Executivo não quer aplicar", afirmou.

Riva cita também estudos científicos que estabelecem a relação do uso do tabaco com problemas de saúde. Conforme o Instituto Nacional do Câncer, milhares de estudos acumulados evidenciam o uso do tabaco como fator causador de quase 50 doenças diferentes, com destaque às doenças cardiovasculares, o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas.

“Os ambientes livres de fumo visam preservar o direito de todos à saúde, fumantes e não fumantes, sejam eles os freqüentadores dos ambientes coletivos, ou trabalhadores que ali exercem sua atividade”, afirma.

A justificativa do projeto chama a atenção para o número de mortes provocadas pelo uso do tabaco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o total atingiu 4,9 milhões anuais, ou 10 mil mortes por dia. A instituição prevê que, caso as atuais taxas de consumo sejam mantidas, esse valor aumentará para 10 milhões de mortes anuais até 2030.

fonte: www.folhadoestado.com.br, 13 Novembro de 2009.

 

Apple nega conserto de computadores 'contaminados' por fumo

Duas lojas da Apple nos Estados Unidos rejeitaram nos últimos meses consertos de computadores danificados por fumaça de cigarro, segundo afirma um site de defesa de consumidores americano. Nos dois casos registrados, os computadores ainda estavam dentro da garantia e a empresa alegou "contaminação" do equipamento.

Segundo o texto, publicado nesta semana pelo site The Consumerist, um consumidor do estado de Iowa reclamou que a Apple rejeitou, em abril deste ano, o conserto de um Macbook que ainda estava dentro da garantia porque o computador "estava contaminado" com fumaça de cigarro. Em outro caso similar, a empresa de Steve Jobs se negou a consertar o iMac de uma cliente devido aos "riscos para a saúde do fumo passivo".

Em ambos os casos, os clientes afirmam que a Apple, em um primeiro momento, aceitou o conserto dos computadores, para depois informar que o reparo seria impossível devido ao dano causado pela fumaça do cigarro no sistema.

A mulher, segundo o site de notícias Electricpig, reclamando sobre o fato da Apple ter se negado a consertar seu iMac, afirmou: "Minha garantia Applecare não faz referência a nenhuma perda do direito no caso do usuário ser fumante". Applecare é uma espécie de garantia especial que a Apple oferece aos seus clientes com durações variadas.

As lojas autorizadas da Apple envolvidas nestes casos alegaram que a contaminação pela nicotina está em uma lista de substâncias perigosas e isto impede a manipulação da máquina por um trabalhador devido a razões sanitárias. A lista em questão inclui produtos como álcool sanitário e carbonato de cálcio.

Os termos e condições das garantias da Apple não indicam diretamente a nicotina, indicam apenas que a empresa não cobre "danos causados por ambientes extremos".

O site The Consumerist afirmou que está há meses esperando uma resposta da Apple sobre os dois casos e alerta os consumidores sobre o fato que a nicotina não é mencionada nos contratos de garantia da empresa.

fonte: tecnologia.terra.com.br, 13 Novembro de 2009.

 

Tabaco pode agravar quadro clínico de gripe A

Tabaco pode agravar quadro clínico de gripe A édia de idades nos casos mais graves de gripe A é de 36,5 anos.

O tabaco é um dos principais factores de risco nos doentes infectados com o vírus H1N1, sendo que a média de idade nos casos mais graves da doença ronda os 36 anos.

Esta conclusão é tirada do último relatório da Comissão de Saúde Pública, integrado no Ministério da Saúde em Espanha, que aponta ainda a asma, outras patologias pulmonares e a gravidez também como factores que podem agravar um quadro clínico de gripe A. O mesmo documento refere que a maioria dos casos mais graves surge em pessoas jovens, cuja média de idades ronda os 36,5 anos.

A questão que se coloca é "porque razão fumar agrava a infecção?". A resposta é simples o tabaco não só afecta as vias respiratórias, como altera o sistema imunitário dos pacientes.

"Os fumadores têm um factor de risco só por si", estando mais propensos a infecções, tanto bacterianas como virais, explica o presidente da SEMICYUC, sociedade espanhola especializada em Medicina Intensiva, lembrando que os pulmões são principal "alvo" da infecção gripal.

Também a obesidade é apontada como um forte risco para os doentes infectados com o vírus H1N1. Esta é ainda uma novidade para alguns especialistas, que desconhecem uma "razão exacta para tal", mas que pensam dever-se ao facto do excesso de peso não permitir um funcionamento correcto do sistema respiratório.

fonte: economico.sapo.pt, 11 Novembro de 2009.

 

Ministros das Finanças da UE aumentam imposto mínimo sobre tabaco

Os ministros das Finanças da União Europeia acordaram hoje aumentar o imposto mínimo sobre o tabaco para promover a luta contra o tabagismo e limitar, durante um período transitório, as importações de cigarros oriundos de países com taxas menores.

O projecto de directiva prevê um aumento da taxa mínima sobre o tabaco que deve ser aplicada na UE, anunciou hoje a presidência sueca da União, actualmente em exercício.

"É muito mais do que uma questão fiscal, é também uma questão se saúde pública", afirmou o comissário europeu para os Assuntos Fiscais, Laslo Kovacs, em conferência de imprensa.

Actualmente, os impostos sobre o tabaco (sobre o consumo) devem representar pelo menos 57% do preço do maço de 20 cigarros e pelo menos 64 euros por mil cigarros.

Espera-se agora aumentar o imposto para os 60% do preço do maço e para os 90 euros por mil cigarros, até 2014.

O compromisso autoriza um período de transição até 01 de Janeiro de 2018 para os estados que ainda não instauraram as taxas mínimas actuais ou que o fizeram recentemente, como a Bulgária, Grécia, Estónia, Letónia, Lituânia, Hungria, Polónia e Roménia.

As diferenças entre os impostos cobrados sobre o tabaco na UE atingem actualmente os 600% (700% em termos de preços praticados), estando o Reino Unido, França, Alemanha, Irlanda no topo da lista dos países que mais taxam o tabaco.

O texto aprovado hoje prevê também aumentar os impostos sobre o tabaco de enrolar, que tem agora um sistema de imposto muito inferior.

Os ministros europeus das Finanças também querem reforçar a cooperação entre administrações fiscais para uma luta mais eficaz contra a fraude fiscal.

fonte: www.ionline.pt, 11 Novembro de 2009.

 

Bebês de mães fumantes sofrem mais com cólicas severas

Não adianta para de fumar apenas na gravidez. Mães que fumam podem causar cólicas fortes em seus bebês, garante um estudo publicado no "Archives of Disease in Childhood". A pesquisa, feita com mais de 3 mil famílias e coordenada por pesquisadores da Organização Australiana de Pesquisa Científica Aplicada, mostrou uma relação entre a cólica dos bebês e o fumo.

Filhos de mães fumantes, segundo o estudo, costumam chorar mais de três horas por dia, mais de três vezes na semana, e têm duas vezes mais cólicas que os filhos de não fumantes. O motivo do sofrimento dos pequenos é a cotinina, uma substância presente na nicotina que é eliminada no leite materno. A incidência de cólicas severas, indica é pesquisa, é proporcional a quantidade de cotinina no leite da mãe. Além de causar cólicas, outros estudos indicam que o cigarro também é responsável por alergias, problemas respiratórios, baixa imunidade e aumenta o risco de morte súbita no primeiro ano de vida da criança

fonte: globo.com, 09 Novembro de 2009.

 

Anvisa veta uso de cigarro eletrônico no Brasil

Estão proibidos no Brasil o consumo e o comércio de cigarros eletrônicos -aparelhos que simulam o fumo e são vendidos como promessa para ajudar o fumante a se livrar do vício.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que determinou o veto ao produto ontem, não há nenhuma evidência de que eles ajudem a parar de fumar.

Cigarros eletrônicos contêm agente cancerígeno, diz governo dos EUA

A agência também se apoiou em constatações da FDA, o seu par norte-americano, de que o produto contém substâncias cancerígenas e nicotina -ao contrário do que alegam os seus fabricantes chineses-, embora ainda não se saiba exatamente quanto desses compostos são absorvidos.

"O indivíduo acha que está parando de fumar, mas ele não está porque existem as tais substâncias", afirma Jussara Fiterman, presidente da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia).

De acordo com ela, a presença de materiais como o dietileno glicol é o que diferencia o produto de outros mecanismos comumente usados para ajudar a parar de fumar, como o adesivo e o chiclete de nicotina.

"A nicotina é a parte do cigarro que dá o prazer, mas, em termos de danos, é até menos nociva. Se o paciente for tratado com essas terapias, é evidente que o médico vai saber a dose adequada e o momento de reduzir a dose", diz Fiterman.

No final do ano passado, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já havia desaconselhado o cigarro eletrônico como paliativo para o tabagismo.

O aparelho funciona com pilha ou bateria. Ele tem na ponta um cartucho recarregável preenchido com refis de nicotina e aromatizantes. Quando o fumante traga, um nebulizador joga no ar gotículas de propileno glicol, fazendo com que a nicotina seja vaporizada.

O aparelho nunca teve a comercialização autorizada no Brasil, porque não tinha registro, mas podia ser encontrado no exterior, na internet ou no comércio popular, via contrabando. O que a resolução da agência faz, agora, é deixar expressa essa proibição.

A partir do novo veto, se alguém desembarcar no país com o produto, ele deverá ser retido na alfândega pela Receita Federal. Além da apreensão, não há outra sanção para o consumidor, segundo o diretor da Anvisa Agenor Álvares.

Quem já tem o cigarro eletrônico também não poderá usá-lo. O advogado e professor da Faculdade de Direito da USP Sebastião de Barros Tojal explica que, se alguém for pego com o produto, poderá ser impedido de consumi-lo pela Anvisa ou por uma autoridade policial.

Já a empresa que fizer entrar o aparelho eletrônico ilegalmente no país está sujeita às sanções da legislação sanitária, que prevê multa de R$ 2.000 a R$ 1,5 milhão, além de outras penas previstas pela legislação nos casos de contrabando.

O veto da Anvisa ao cigarro eletrônico vai entrar em vigor assim que a resolução da agência for publicada no "Diário Oficial da União". De acordo com o diretor da agência, isso deve ocorrer até sexta-feira desta semana.

Procurado ontem no final da tarde, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) informou que não havia ninguém disponível no momento para comentar a resolução da Anvisa.

No mês passado, o órgão se manifestou contra a liberação do cigarro eletrônico justamente porque não há evidências de que ele seja seguro.

fonte: folha on line, 26 Outubro de 2009.

 

Proibição do fumo reduz ataques cardíacos em até 47%

Uma pesquisa financiada pelo Centro de Controle de Doenças (CDC) do governo dos Estados Unidos fez uma revisão de dados estatísticos e confirmou que a proibição do fumo em locais públicos pode reduzir a ocorrência de doença cardíaca em até 47%. Uma comissão de especialistas foi montada pelo Institute of Medicine para avaliar os estudos científicos já realizados sobre o tema. A missão era buscar a comprovação científica dos efeitos biológicos do tabagismo passivo, sua influência sobre o sistema cardiovascular e os efeitos do banimento do fumo em locais públicos. As pesquisas celulares e animais comprovam que mesmo pouco tempo de exposição à fumaça de cigarros é capaz de produzir alterações no sistema cardiovascular. As artérias do corpo humano se contraem de forma inadequada, aumentando a pressão arterial e o risco de problemas coronarianos. Os pesquisadores encontraram 11 estudos que avaliavam o impacto das mudanças de legislação do tabagismo sobre a saúde pública. Os trabalhos selecionados tinham boas bases estatísticas, permitindo a comparação dos resultados. Atualmente, 17 estados norte-americanos, além de Porto Rico e da capital federal, têm leis que proíbem o fumo em locais públicos. A legislação não é igual em todos os estados, variando a extensão do banimento e de tipos de locais onde o fumo é proibido. A redução da ocorrência de infartos do coração identificada nos estudos científicos variava de 6% a 47%. Os especialistas identificaram fatores que influenciam na redução dos eventos. As campanhas educativas associadas à proibição são fundamentais para aumentar o efeito positivo da restrição do fumo. As pessoas que já têm doença coronariana conhecida são as que mais sofrem com a exposição à fumaça de cigarros, que pode levar a eventos cardíacos agudos. Mesmo em cidades que já vêm desenvolvendo programas de prevenção de doenças cardiovasculares, a proibição tem efeito positivo, diminuindo os infartos e internações. A conclusão é de que o tabagismo passivo altera o funcionamento das artérias do nosso corpo e que as leis que proíbem o fumo em locais públicos podem salvar vidas e evitar internações por problemas cardíacos.

fonte: g1.globo.com, 19 Outubro de 2009.

 

Proibição de fumar reduz o risco do tabagismo passivo

Este estudo mostra que os não fumadores expostos passivamente ao fumo de cigarro, mesmo durante períodos relativamente curtos, estão mais sujeitos a ataques cardíacos.

"Não existe qualquer dúvida que a proibição de fumar funciona", destacou Lynn Goldman, professora de Ciências ambientais da saúde na faculdade de medicina Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, que presidiu à comissão de peritos que redigiu este relatório.

"As proibições de fumar reduzem os riscos de crise cardíaca em não fumadores assim como nos fumadores", sublinhou a especialista.

"Outras investigações podem explicar mais pormenorizadamente a amplitude da diferença entre os dois grupos e também como o tabagismo passivo produz os seus efeitos tóxicos", prosseguiu a professora.

Cerca de 43% das crianças, com idades até aos 18 anos, não fumadoras e 37% dos adultos que não fumam estão expostos ao tabagismo passivo nos Estados Unidos, segundo estatísticas federais.

Apesar das claras reduções da proporção de norte-americanos vítimas de tabagismo passivo durante vários anos, cerca de 126 milhões de não fumadores ainda continuavam expostos a esse problema em 2000, segundo este relatório.

fonte: dn.sapo.pt, 19 Outubro de 2009.

 

Propaganda de cigarro já teve bebê e médico, mostra exposição em SP

Papai Noel mandava você fumar. Médicos diziam que, se você não consegue parar, então o melhor a fazer é usar Marlboro. Dentistas pregavam que o negócio para evitar dentes amarelos eram os cigarros com filtro. Até bebês de colo eram convocados para as campanhas: "Nossa mamãe, você gosta mesmo do seu Marlboro". Ao que a mãe explicava: "Sim, você nunca sente que fumou demais. É o milagre do Marlboro!".

Bem-vindo ao mundo aparentemente insano da publicidade de cigarro. Ele é o tema de uma mostra que abre hoje em São Paulo, na livraria Cultura do Conjunto Nacional, com um título que já entrega tudo: "Propaganda de Cigarro. Como a Indústria Enganou Você". A exposição fica em cartaz até o dia 26.

São 63 reproduções de campanhas veiculadas na imprensa e na TV nos EUA, entre 1920 e 1950. Foram coletadas por dois professores da Universidade Stanford: Robert Jackler (médico) e Robert Proctor (historiador da ciência).

É um mundo só aparentemente insano porque tudo ali foi planejado, disse Jackler à Folha. Nos anos 50, bebês, Papai Noel e noivas eram usados para que o cigarro não fosse visto como coisa de desclassificado, como a indústria temia, mas como um dado do cotidiano.

"A estratégia era fazer do cigarro um elemento essencial do cotidiano: do trabalho, dos jogos, da amizade, das férias e, especialmente, do amor."

Mostra revela que até bebês foram usados para vender cigarros em propagandas Na década de 50, a indústria tinha duas tarefas de Hércules: transformar o cigarro em algo banal como um doce e responder às pesquisas científicas que demonstravam o efeito cancerígeno do fumo. O plano foi fazer de conta que as evidências de que o cigarro vicia e mata não estavam comprovadas.

A primeira peça dessa estratégia é um anúncio publicado em 4 janeiro de 1954 sob o título "Uma declaração franca aos fumantes". Saiu em cerca de 400 jornais e dizia que a indústria revelaria tudo o que soubesse sobre fumo e saúde.

A peça, que está na exposição, já trazia uma mentira --pelo menos desde 1950 a indústria já sabia que fumo causava câncer e só foi admitir isso quatro décadas depois.

Jackler afirma que não se trata de uma mentirinha branda, comum no mundo publicitário, já que milhões de pessoas morreram por causa dessa estratégia. "Em vez de demonstrar preocupação com a saúde do consumidor, a indústria simplesmente criou o mito de que o cigarro é seguro e pode inclusive melhorar a saúde."

A exposição é repleta de amostras de anúncios sobre os benefícios do cigarro à saúde. Uma propaganda de Lucky Strike afirma: "20.679 médicos dizem que Luckies é menos irritante", referindo-se à garganta. Outra peça, do Camels, apregoa: "Mais médicos fumam Camel do que qualquer outra marca".

O

levantamento do Camels foi feito num congresso em que o fabricante distribuiu maços na porta de entrada e perguntava na saída "que cigarro você tem no bolso?", segundo a curadora brasileira da mostra, Bia Pereira. A exposição é uma iniciativa da agência Nova/SB, que cria anúncios contra o fumo para a Organização Mundial de Saúde.

Os médicos que aparecem nos anúncios são, em sua maioria, atores, mas Jackler não poupa seus pares. O apoio dos médicos foi conseguido, segundo ele, com injeção de dinheiro nas entidades de classe. O caso mais famoso é o da Associação Médica Americana, que hoje lidera as campanhas contra o fumo: nos anos 50 o jornal da entidade trazia anúncios em que os médicos pregavam os benefícios do cigarro para a saúde.

Para quem acha que tudo isso é coisa do passado, Jackler tem uma resposta na ponta da língua: a indústria do cigarro faz a mesma coisa até hoje.

"Propagandas de Cigarro - Como a Indústria do Fumo Enganou Você" Quando: inauguração hoje. De 15 a 26 de outubro. Segunda a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 12h às 20h Onde: Livraria Cultura Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073, São Paulo, tel. 0/xx/11 3170-4033) Quanto: grátis

fonte: www1.folha.uol.com.br, 17 Outubro de 2009.

 

Revista: fabricante destruiu estudos que ligam fumo a câncer

A fabricante de cigarros Imperial Tobacco Canada destruiu, no ano de 1992, dezenas de estudos realizados por seus cientistas que provam que o tabagismo causa câncer e vicia, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira. O trabalho, publicado na Revista da Associação Médica Canadense, indica que os estudos, relativos ao período 1967-1984, foram destruídos para que não fossem usados nos processos contra tabaqueiras abertos nos Estados Unidos nos anos 1990. A Imperial Tobacco Canada era uma filial da multinacional British American Tobacco (BAT), uma das maiores companhias tabaqueiras do mundo. David Hammond, professor do Departamento de Estudos Sanitários da Universidade de Waterloo e responsável pela pesquisa, disse à revista que a BAT e outras fabricantes de cigarros e similares, "sob o conselho de seus advogados", instituiu "uma política de destruição de documentos" especialmente rigorosa nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália. A decisão foi tomada depois que, em 1989, um juiz canadense autorizou o acesso às pesquisas científicas realizadas pela Imperial Tobacco Canada e a BAT. Em carta datada de junho de 1992, um advogado da Imperial Tobacco Canada informou à BAT que a empresa destruiu cópias de 60 documentos - com cerca de sete milhões de páginas -, embora tenha mantido outras cópias nas sedes sociais da BAT no Reino Unido. Os pesquisadores canadenses descobriram que 40 dos 60 documentos destruídos se referiam aos efeitos cancerígenos e à "atividade biológica" dos cigarros. Um dos documentos, de 1976, indica que a BAT estudou a relação entre a fumaça de cigarro e casos de câncer de pulmão, bronquite, enfisema, doenças cardiovasculares e anormalidades reprodutivas. Muitos documentos se referem ao "Project Janus", uma pesquisa de longo prazo realizada entre 1965 e 1978 para determinar os componentes cancerígenos da fumaça dos cigarros. O trabalho demonstrou que a fumaça provoca câncer. Outros documentos indicariam que cigarros aparentemente menos prejudiciais que os comuns, na verdade, eram mais perigosos porque os fumantes compensavam o uso de produtos com menos nicotina aumentando a quantidade de fumaça inalada.

fonte: noticias.terra.com.br, 15 Outubro de 2009.

 

RS aprova lei que proíbe fumo em locais fechados

Um projeto de lei que proíbe o fumo em locais fechados no Rio Grande do Sul foi aprovado, nesta terça-feira (6), pela Assembleia Legislativa do estado. A medida ainda aguarda sanção da governadora Yeda Crusius (PSDB) e deve entrar em vigor na data de sua publicação.

Segundo a Agência de Notícias da Assembleia Legislativa, são considerados fechados todos os ambientes destinados à utilização simultânea de várias pessoas. O não cumprimento da lei acarretará a aplicação de uma multa. Segundo o projeto de lei, o responsável ou proprietário do estabecimento deve zelar pelo cumprimento da medida.

A lei prevê a criação de áreas específicas para fumantes, desde que tenham exaustores. A lei antifumo já foi aprovada em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Ceará e Espírito Santo, além de cidades como Curitiba, Salvador e Belém.

fonte: g1.globo.com, 06 Outubro de 2009.

 

Agência dos EUA proíbe venda de cigarro com sabor

São Paulo - A FDA - agência americana que regula remédios, alimentos e, nos últimos três meses, cigarros - proibiu a venda de cigarros com sabor, como cravo, baunilha e chocolate, entre outros. É a primeira medida de impacto da agência contra o fumo desde que o presidente Barack Obama aumentou o poder da agência. O motivo da medida é desestimular o fumo entre jovens. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte: www.abril.com.br, 23 Setembro de 2009.

 

Proibição do consumo de tabaco em locais públicos reduz ataques cardía

A proibição do consumo de tabaco em locais públicos parece reduzir bastante o risco de ataques cardíacos, mostra um estudo publicado esta semana na revista “Journal of the American College of Caridiology”. Os investigadores adiantam que a proibição pode reduzir até 26 por cento dos ataques, por ano. “Até respirar o fumo de cigarro em doses baixas pode aumentar o risco de uma pessoa ter um ataque cardíaco”, disse David Meyers, da Escola de Medicina da Universidade do Kansas, dos Estados Unidos, referindo que os fumadores passivos saem a ganhar com a nova lei. “A proibição parece ser tremendamente eficaz em reduzir os ataques cardíacos e, teoricamente, pode também ajudar a prevenir o cancro do pulmão e o enfisema, doenças que se desenvolvem muito mais lentamente do que os ataques cardíacos”, explicou em comunicado, o investigador, que liderou o estudo. A investigação foi feita a partir de uma análise de dez estudos de locais como os Estados Unidos, o Canadá e a Europa. A análise comparou o rácio de ataques cardíacos antes e depois da proibição, num período de tempo entre dois meses e três anos. “É interessante que a proibição de fumar em locais públicos tenha tido um efeito forte em reduzir o ataque cardíaco nas mulheres e nos jovens, o que pode explicado, em parte, porque os jovens frequentam discotecas, restaurantes e bares onde fumar faz parte do contexto social”, disse Meyers. O fumo do tabaco aumenta para o dobro o risco de ataques cardíacos no caso de fumadores activos e aumenta para 30 por cento no caso dos fumadores passivos. O que parece claro é que existe um benefício rápido da proibição, com uma descida dos ataques cardíacos a partir de três meses depois da entrada da lei.

fonte: ultimahora.publico.clix.pt, 22 Setembro de 2009.

 

Luta contra tabagismo ganhará reforços

A partir de 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) inicia a construção do Laboratório de Controle de Produtos Derivados do Tabaco, o que reforçará a luta contra o tabagismo.

A unidade, com sede no Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão, vai integrar a Rede Mundial de Laboratório de Tabaco (TobLabNet), e será referência para os países da América Latina e Caribe na análise de produtos derivados do tabaco. Atualmente, as análises dos componentes do cigarro tem que ser feitas fora do Brasil, já que não há tecnologia no país para isso.

Anualmente 200 mil brasileiros morrem em decorrência de doenças relacionadas ao tabaco.

fonte: Anvisa, 22 Setembro de 2009.

 

Nova York estuda proibir cigarro também em parques e praias da cidade

A proibição de fumar em locais fechados, em vigor há seis anos em Nova York, poderá ser ampliada para parque e praias, informou na última segunda-feira (14) o site do jornal 'The New York Times'. De acordo com a reportagem, a medida poderá ser tomada por meio de uma portaria pelo Departamento de Parques e Recreação. O comissário de saúde da cidade, Thomas A. Farley, autor da proposta, disse que o objetivo é reduzir ainda mais o índice de fumo, que vem caindo. A ideia, no entanto, pegou de surpresa o prefeito Michael Bloomberg. Na noite de segunda-feira, Bloomberg - que ao mesmo tempo em que defende programas antitabagismo é candidato à reeleição -, disse não ser contra a proposta, embora queira "ver se o fumo em parques tem um impacto negativo na saúde das pessoas". Ele acrescentou, segundo a reportagem, que "pode não ser logicamente possível impor uma proibição por milhares de hectares, mas devem haver áreas dentro de parques onde a restrição ao fumo pode proteger a saúde". "Conceitualmente, é uma ideia à qual estou muito aberta", disse Christine Quinn, do Conselho da Cidade, cujo suporte pode ser crucial para a ampliação da proibição. Ela afirmou que gostaria que o Conselho fizesse audiências públicas sobre o assunto. Outras cidades Em algumas cidades americanas - especialmente na Califórnia - esse tipo de restrição já vigora. Em 2007, Los Angeles ampliou para os parques municipais a proibição do fumo, que já atingia praias e playgrounds. No mesmo ano, Chicago baniu o cigarro em algumas áreas abertas, embora o fumo ainda seja permitido em muitos parques. Neste ano, parlamentares da Califórnia decidiram proibir o fumo em todos os parques estaduais e em algumas partes das praias do estado. Em Nova York, a ampliação da proibição atingiria os mais de 1,7 mil parques, plaugrounds e locais de recreação, assim como as sete praias da cidade. Críticas A ideia é criticada por representantes da indústria tabagista. David Sutton, porta-voz da fabricante de cigarros Philip Morris, afirmou, em comunicado, que a proibição ao fumo está indo longe demais. "Nós acreditamos que deveria ser permitido fumar ao ar livre, exceto em circunstâncias muito particulares, como as áreas ao ar livre concebidas especialmente para crianças."

fonte: g1.globo.com, 15 Setembro de 2009.

 

Prefeitura Municipal de Curitida antecipa lei e terá ambiente livre do

O secretário de Governo Municipal, Rui Hara, abriu nesta terça-feira (15), no salão nobre da Prefeitura, a primeira das dez reuniões conduzidas pela Secretaria Municipal da Saúde para esclarecer os servidores sobre a lei 13.254, norma sancionada pelo prefeito Beto Richa em 19 de agosto passado. A lei proíbe o fumo em ambientes fechados de uso coletivo. Apesar de a lei entrar em vigor somente em 19 de novembro - 90 dias após sua publicação - ela estará valendo em todos os órgãos da Prefeitura já a partir de 5 de outubro. A determinação de tornar todos os ambientes da Prefeitura livres de cigarro - ou qualquer outro produto fumígeno - 45 dias após a publicação da lei é do vice-prefeito e secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci. "Assim, em novembro, toda a estrutura e o corpo funcional da administração municipal estarão plenamente adaptados", explica, referindo-se ao tempo necessário para eliminar a prática do fumo em locais hoje restritos e tolerados mas que, quando a lei entrar em vigor, não servirão mais a essa prática. A Prefeitura tem 32,5 mil servidores ativos dos quais, segundo pesquisa realizada em 2002, menos de 18% são fumantes. Esse percentual corresponde à média de fumantes no município, segundo pesquisa coordenada pelo Ministério da Saúde. Rui Hara observou que, além das reuniões com os coordenadores de cada área da Prefeitura, também haverá encontros de sensibilização específicos para servidores fumantes. "Queremos mostrar a eles que a nova lei é um marco de amadurecimento da cidadania e que vem para proteger a saúde de todos, inclusive dos fumantes que são minoria entre a população e podem parar de fumar", disse.

fonte: www.curitiba.pr.gov.br, 15 Setembro de 2009.

 

Câmara de Belém aprova lei antifumo

A proibição de cigarros, ou de quaisquer produtos fumígenos, em ambientes fechados de uso coletivo pode ser decretada em Belém. Ontem, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade o projeto de autoria do vereador Carlos Augusto Barbosa (DEM) que proíbe, inclusive, a destinação de espaços reservados unicamente para fumantes. Se for sancionada pelo prefeito Duciomar Costa, Belém será a quarta capital a adotar a lei antifumo no país.

'Além dos malefícios notórios que o cigarro traz à saúde, tem também os enormes gastos do Poder Público com as doenças e as mortes causadas pelo 'fumo passivo' e o próprio tratamento das vítimas do cigarro. Um estudo do SUS (Sistema Único de Saúde) e da Previdência Social mostra, inclusive, que o Brasil gasta cerca de R$ 37 milhões por ano no tratamento destas pessoas', afirmou Carlos Augusto.

O vereador explica que o projeto tramita na Casa há mais de um ano e passou por três audiências públicas antes de seguir para plenário. 'Tentamos nos cercar da melhor forma possível para que a questão fosse amplamente debatida, com a participação da população, antes de vir a plenário. Trouxemos estudos que mostram que é cada vez maior o número de pessoas que morrem por conta do cigarro', afirmou.

A proposta recebeu modificações significativas após a publicação da Lai antifumo em São Paulo. Ao invés de restringir o hábito de fumar apenas a bares e restaurantes, como constava do projeto original, agora a lei de Belém atinge qualquer recinto de uso coletivo, como ambientes de trabalho, estudo, de culto religioso, áreas comuns de condóminio, casas de espetáculo, hotéis, lojas, táxis e até salões de beleza.

Desta forma, os fumantes têm agora apenas as vías públicas e espaços de ar livre; residências, estabelecimentos destinados exclusivamente ao consumo de tabaco no próprio local de produtos fumígenos, desde que esta condição esteja anunciada de forma clara na entrada; locais de culto religioso em que o produto faça parte do ritual; e instituição de tratamento de saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assistia. E ainda assim forem adotadas condições de isolamento, ventilação ou exaustão do ar que impeçam a contaminação dos ambientes protegidos por lei. "Não estamos impedindo os direitos individuais, tanto que o fumante pode continuar fazendo isso na rua ou em casa, mas preservando a saúde de quem não fuma", afirmou. Pela nova lei, o responsavél pelo estabelecimento deveráadvertir os infratores, e até expulsá-los com a ajuda do aparato policial se for necessário, sob pena de pagar multas que variam de 20 a 100 UFIRs aos órgãos municipais de vigilância sanitária. E em casos de reincidência, o proprietário poderá, inclusive, ter o seu estabelecimento comercial fechado.

fonte: http://www.orm.com.br, 18 Agosto de 2009.

 

Lei antifumo entra em vigor nesta sexta-feira em São Paulo

partir desta sexta-feira (7), está proibido fumar em ambientes fechados de uso coletivo em todo o Estado de São Paulo. A lei antifumo, sancionada pelo governador José Serra há três meses, não permite cigarros, charutos e cigarrilhas no interior de bares, restaurantes, empresas, lanchonetes e boates. A lei considerada recintos de uso coletivo: “aqueles total ou parcialmente fechados em qualquer dos seus lados por parede, divisória, teto ou telhado, ainda que provisórios, onde haja permanência ou circulação de pessoas”. Entre os recintos onde passou a ser proibido fumar, estão “os ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou de entretenimento, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculos, teatros, cinemas, bares, lanchonetes, boates, restaurantes, praças de alimentação, hotéis, pousadas, centros comerciais, bancos e similares, supermercados, açougues, padarias, farmácias e drogarias, repartições públicas, instituições de saúde, escolas, museus, bibliotecas, espaços de exposições, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais de qualquer espécie e táxis.” A multa inicial pelo desrespeito à lei antifumo – que será aplicada apenas nos estabelecimentos, não nos fumantes - ficará entre R$ 792,50 e R$ 1.585. Na segunda irregularidade, a cobrança será dobrada e, na terceira autuação, o estabelecimento comercial poderá ser totalmente interditado por 48 horas. Caso volte a desrespeitar a lei, as outras interdições serão por 30 dias. Os responsáveis pelos estabelecimentos terão que fixar um aviso alertando os frequentadores do local sobre a regra. Este aviso deve seguir um modelo publicado no Diário Oficial. Aplicação da multa O valor da multa que será aplicada nos estabelecimentos que descumprirem a lei antifumo irá variar, dentro dos valores mínimo e máximo estabelecidos pelo governo estadual, de acordo com elementos presentes no Código de Defesa do Consumidor. Segundo a Fundação Procon, entre os fatores estão a condição econômica do infrator, a gravidade e a quantidade de infrações. Será levado em conta, ainda, se elas são primárias ou não. “A resolução foi feita para que as multas não sejam díspares. Elas têm caráter pedagógico, visam desestimular a infração. Ela não pode ser irrisória, pois compensaria para o infrator manter a situação irregular, mas não pode ser excessiva”, explicou Paulo Arthur Goes, diretor de fiscalização do Procon. A fiscalização será feita por 500 agentes da Vigilância Sanitária e do Procon. “Todos os dias, 24 horas por dia, sete dias por semana, teremos fiscais rodando pelas cidades do estado”, afirmou Maria Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária.

fonte: http://g1.globo.com, 07 Agosto de 2009.

 

Exército dos EUA deveria proibir fumo em 20 anos

Um relatório encomendado pelo governo dos Estados Unidos sugere que as autoridades deveriam proibir o consumo do tabaco no Exército do país em 20 anos.

O Insituto de Medicina (IOM, na sigla em inglês) afirma que 30% dos militares são fumantes, o que eleva os gastos do governo em saúde.

Segundo o documento, o Departamento de Defesa americano gasta mais de US$1,6 bilhão todos os anos em serviços médicos ligados ao tabaco, tratamento hospitalar e ausências no mercado de trabalho.

O relatório indica que o número de fumantes no Exército aumentou desde 1998 e pode chegar a 50% entre os oficiais que voltaram do serviço militar no Iraque e no Afeganistão.

O relatório ressalta que os soldados que fumam têm menos preparo físico, apresentam pior visão noturna e demoram mais para se recuperar de ferimentos.

“Esses soldados estão essencialmente colocam suas vidas em risco duas vezes: uma ao servir o país e a segunda ao servir o tabaco”, disse Stuart Bondurant, que liderou o comitê responsável pelo relatório.

Mudança

Apesar de sugerir a proibição do fumo entre os oficiais do Exército, o relatório reconhece que seria difícil de introduzir a mudança, já que fumar “está relacionado à imagem de um guerreiro forte, sem medo”.

O Pentágono declarou que apóia a ideia e acredita que a mudança é um objetivo possível de ser atingido.

De acordo com o documento, as Forças Armadas “já sabem que o consumo de tabaco prejudica a prontidão dos militares e resulta em enormes custos financeiros e de saúde”.

Apesar disso, o relatório critica a permissão das Forças Armadas de fumar em ambientes militares, dedicando menos atenção ao consumo de tabaco do que ao de álcool e por vender produtos tabagísticos às tropas a preços reduzidos.

fonte: www.bbc.co.uk, 11 Julho de 2009.

 

Estudo levantará danos à saúde de produtores de fumo

Um estudo vai avaliar a doença da folha verde do tabaco e os problemas causados pelo uso de agrotóxicos em agricultores fumicultores de três municípios do sul do País: Boqueirão do Leão (RS), Pinhal Grande (RS) e Vitor Meireles (SC), abrangendo mil famílias. A pesquisa será realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), para melhorar a qualidade de vida dos produtores familiares.

Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco, Adriana Gregolin, o MDA investirá R$ 300 mil no estudo. Ela destaca que um dos focos do Programa é a qualidade de vida dos agricultores. “A doença da folha verde do tabaco é uma preocupação do Ministério, já que influencia diretamente a saúde das famílias agricultoras”, diz.

Os resultados da pesquisa serão importantes no trabalho de agentes sociais, líderes comunitários e órgãos públicos para a criação de mecanismos que viabilizem culturas alternativas para o desenvolvimento sustentável na agricultura familiar em regiões produtoras de fumo. A proposta do estudo é gerar conhecimentos que contribuam para promover uma vida mais saudável para os agricultores, em especial os fumicultores.

Para o MDA, a pesquisa vai gerar elementos a serem utilizados no planejamento de ações no Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco. Criado em 2005 pelo Governo Federal, sob a coordenação da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, o Programa apóia projetos em regiões produtoras de tabaco com o intuito de gerar alternativas de produção e renda na agricultura familiar.

Doença do Tabaco Verde

Entre novembro e dezembro de 2008, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) realizou uma investigação de surto de doenças na época da colheita nas lavouras de tabaco, no município Candelária (RS). Neste local, quatro mil famílias se dedicam à atividade. Nesse período, foram detectados 46 casos suspeitos. Os sintomas foram encefaléia, náuseas, vômitos, fadiga muscular, zonzeira e alterações repentinas de pressão arterial.

Após a identificação dos casos, foram coletadas informações dos pacientes e realizados exames de resíduos de cotinina (identifica absorção dérmica de nicotina). Dos 46 casos investigados, 33 tiveram a confirmação de Doença do Tabaco Verde.

O Ministério da Saúde (MS) irá emitir comunicado a toda rede de saúde alertando para a ocorrência da doença nas regiões fumicultoras. O objetivo é despertar a atenção de médicos e equipes de saúde para os sintomas do mal. Será expedida, ainda, uma orientação do MS aos agricultores da cadeia produtiva do tabaco.

Para a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), a identificação dos casos em Candelária aponta para a necessidade de uma investigação mais aprofundada.

Segundo a Federação, um estudo realizado na Índia aponta para 54% de prevalência da doença entre os trabalhadores. Os sintomas são mais agudos em períodos chuvosos, quentes, quando a absorção dérmica amplia por causa do suor.

Para o técnico agrícola da Fetraf-Sul, Albino Gewehr, uma informação como essa pode acelerar a decisão de diversificar a produção, levando os agricultores a buscar outras fontes de renda e evitar, assim, a dependência de uma única fonte de renda. Para isso, ele acredita ser necessário ampliar o Programa de Diversificação das Áreas Cultivadas com Fumo.

Dados técnicos

Índices padrões de cotinina:

Não fumantes - menos de 10 ng/ml (nanogramas por milímetro)

Fumantes - mais de 50 ng/ml (nanogramas por milímetro).

Índices encontrados:

Não fumantes trabalhadores na colheita do fumo – de 68 a 380 ng/ml

Fumantes trabalhadores na colheita do fumo – índices de 180 até 800 ng/ml.

fonte: www.mda.gov.br, 07 Julho de 2009.

 

Senado colombiano aprova lei que proibe fumo em áreas fechadas

O Senado colombiano aprovou a lei antifumo, que entre outros aspectos proibe o consumo de tabaco em áreas fechadas e o patrocínio de eventos esportivos. A medida veta o fumo em bares, restaurantes, shoppings, lojas, parques, estádios, cafeterias, discotecas, hotéis, feiras, cassinos e áreas onde são realizados eventos que reúna grandes massas.

A iniciativa terá de ser novamente discutida, porque os textos aprovados pela Câmara de Deputados e o Senado são diferentes. Após a tramitação, a medida vai para a sanção do presidente Álvaro Uribe.

A proposta proíbe também que as fabricantes de cigarro anunciem seus produtos em meios de comunicação, como "rádio, televisão, cinema, jornais, revistas ou em qualquer documento de difusão em massa".

Com a aprovação da lei, o futebol colombiano terá de buscar, em um prazo de um ano, outra fonte de financiamento para os campeonatos da primeira e segunda divisões, atualmente patrocinados por uma empresa do setor.

Antes da aprovação do projeto, o presidente da Divisão Maior (primeira divisão) do Futebol Colombiano, Ramón Jesurún, se mostrou contrário à lei. "Respeitamos a lei, mas não concordamos com ela. A saúde e a educação em nosso país sempre foram financiadas pelas bebidas, os jogos de azar e o tabaco", disse.

fonte: www.folhaonline.com.br, 18 Junho de 2009.

 

Deputados estaduais do Maranhão aprovam lei anti-fumo

Os deputados estaduais aprovaram em sessão, nesta terça-feira, 16, projeto de lei que proíbe fumar em ambientes fechados (restaurantes e boates).

O projeto, de autoria do deputado estadual Marcos Caldas (PTdoB), que altera a Lei n° 5.074, de 20 de dezembro de 1990, será encaminhado para a sanção do governador em exercício, João Alberto de Sousa.

De acordo com o deputado Marcos Caldas (PTdoB), o estabelecimento que não cumprir a lei, aprovada em dois turnos na Assembleia Legislativa, estará sujeito à multa, cujo o valor ainda não foi definido.

fonte: www.tvcanal13.com.br, 18 Junho de 2009.

 

Governador de Vitória sanciona e entra em vigor lei que proíbe fumo em

O governador Paulo Hartung sancionou, na tarde desta quarta-feira (17), a lei que estabelece normas suplementares à legislação federal no tocante ao uso e ao consumo de produtos fumígenos no Espírito Santo. O projeto, de autoria do Poder Executivo, foi aprovado pela Assembleia Legislativa no último dia 10 de junho. A lei proíbe, em recintos de uso coletivo, públicos ou privados, o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, exceto em áreas destinadas exclusivamente a esse fim, devidamente isoladas e com arejamento conveniente.

Os responsáveis pelo estabelecimento que desrespeitarem a lei estarão sujeitos a sanções que vão desde advertência até aplicação de multa que varia de R$ 1 mil a R$ 50 mil. As sanções poderão ser aplicadas gradativamente e, na reincidência, cumulativamente. Caberá aos responsáveis pelos recintos advertir os eventuais infratores sobre a observância da lei, bem como sobre a obrigatoriedade, caso estes persistam na conduta proibida, de imediata retirada do local, se necessário mediante o auxílio de força policial.

Tratando-se de fornecimento de produtos e serviços, o empresário deverá cuidar, proteger e vigiar para que no local de funcionamento de sua empresa não seja praticada infração à lei. Nos recintos relacionados pela lei deverão ser afixados avisos sobre a proibição do tabagismo, em locais de ampla visibilidade e de fácil identificação pelo publico.

A lei define que a expressão “recintos de uso coletivo” se aplica, dentre outros, aos locais de trabalho, de estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou de entretenimento, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculos, teatros, cinemas, bares, lanchonetes, boates, restaurantes, praças de alimentação, hotéis, pousadas, centros comerciais, bancos e similares, supermercados, açougues, padarias, farmácias e drogarias, repartições públicas, instituições de saúde, escolas, museus, bibliotecas, espaços de exposições, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais de qualquer espécie e táxis.

A lei não se aplica, no entanto, aos locais de culto religioso em que o uso de produto fumígeno faça parte do ritual; às instituições de tratamento da saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista; às vias públicas e aos espaços ao ar livre; às residências; aos estabelecimentos específicos e exclusivamente destinados ao consumo no próprio local de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, desde que essa condição esteja anunciada, de forma clara, na respectiva entrada.

Mesmo nos locais fechados onde a lei não se aplicar, como nos locais de culto religioso em que o uso de produto fumígeno faça parte do ritual e naqueles destinados ao consumo no próprio local de cigarros, deverão ser adotadas condições de isolamento, ventilação ou exaustão do ar que impeçam a contaminação de ambientes protegidos pela lei.

A lei entrará em vigor 90 dias após sua publicação no Diário Oficial, que irá ocorrer nesta quinta-feira (18). Qualquer pessoa poderá relatar ao órgão de vigilância sanitária ou de defesa do consumidor da respectiva área de atuação, fato que tenha presenciado em desacordo com o disposto na lei.

A decisão do Governo do Estado de encaminhar o projeto de lei foi tomada em virtude de iniciativa da deputada Aparecida Denadai, que havia apresentado proposta semelhante, mas que fora vetada com base em parecer da Procuradoria Geral do Estado, devido à verificação de sua inconstitucionalidade.

A proposta do governo preservou o conteúdo do projeto de lei da parlamentar, no tocante à necessidade de se promover a prevenção e a preservação da saúde pública. A Procuradoria Geral do Estado entendeu, no entanto, que o Estado, enquanto ente federativo, insere-se na competência concorrente dos temas destacados nos incisos do art. 24 da Constituição Federal. Por conta disso, coube à legislação estadual complementar a lei federal nº 9.294, de 15 de julho de 1996, de modo a não contrariar e tampouco violar os ditames normativos traçados pela União.

Seguindo a mesma trilha da lei federal, foram formuladas normas que buscassem conciliar o direito das pessoas de exercerem a ação de fumar, legalmente permitida em nosso país, com o direito de não serem expostas ao tabagismo passivo, notoriamente nocivo e grave.

fonte: www.folhavitoria.com.br, 18 Junho de 2009.

 

Nova lei sobre o tabaco nos Estados Unidos

Depois de décadas de resistência da poderosa indústria do tabaco, o congresso norte-americano aprovou, finalmente, a lei que passa para as mãos do estado o controlo da venda dos cigarros.

A lei, que conta com o apoio de centenas de associações de saúde pública, foi aprovada por uma larga maioria.

Barack Obama, que promete promulgá-la rapidamente, congratula-se com a decisão do congresso:

“Durante mais de uma década, os dirigentes dos dois partidos lutaram para impedir a indústria do tabaco de promover os seus produtos junto das crianças e para fornecer ao público as informações necessárias para perceber até que ponto fumar é um hábito perigoso. Após dez anos de oposição, conseguimos todos uma vitória com esta lei”.

O texto autoriza a administração a restringir a venda e a distribuição de tabaco e a regulamentar a publicidade aos cigarros.

Os fabricantes vão deixar de poder produzir cigarros aromatizados para atrair clientes jovens e as mensagens sobre os perigos serão mais visíveis nos maços de tabaco.

O controlo desta política vai passar para as mão da FDA, a agência de segurança alimentar e dos medicamentos.

Nos Estados Unidos morrem, por ano, 400 mil pessoas de doenças relacionadas com o consumo do tabaco.

fonte: pt.euronews.net, 13 Junho de 2009.

 

EUA aprovam lei dura para regular cigarro

A poderosa indústria americana de tabaco recebeu ontem um de seus golpes mais duros dos últimos 50 anos. Por 79 votos a 17, o Senado dos EUA aprovou lei que autoriza a Food and Drugs Administration (FDA), a agência federal de medicamentos e alimentos, a controlar produção, venda e publicidade do cigarro, entre outros poderes de regulação.

Apesar dos efeitos danosos à saúde terem sido reconhecidos oficialmente pelo governo em 1964 e de tal aviso constar dos maços de cigarro há décadas, o produto e seus correlatos, como o tabaco de mascar, a cigarrilha e o charuto, sofriam relativamente pouco controle federal nos EUA, se comparado a países como o Brasil.

Entre as exigências aprovadas ontem estão o aumento do tamanho dos avisos dos danos à saúde e a publicação a partir de 2012 de imagens gráficas nos maços, como já acontece no Brasil hoje. Além disso, a FDA pode pedir a diminuição ou mesmo a eliminação de ingredientes que considerar nocivos entre os mais de 6.000 produtos químicos usados na fabricação do cigarro, como a nicotina.

Termos como "light" (leve), "mild" (moderado) e "low" (baixo) também serão proibidos de aparecer nas cartelas a não ser que os fabricantes consigam provar que os produtos em questão são realmente menos aditivos que as versões normais. Por fim, serão vetados anúncios e ações que possam levar crianças e adolescentes a fumar, como a adição de sabores nos cigarros.

Assim, serão proibidos anúncios com fotos e letras coloridas em lojas que vendem cigarro nos EUA, como farmácias e lanchonetes, onde serão substituídos por letreiros com apenas letras e em preto e branco. Caem também os anúncios em outdoors localizados a menos de 304,8 metros (mil pés) de escolas e parquinhos públicos.

Agora, depois de a versão do Senado ser conciliada com a da Câmara dos Representantes (deputados federais), aprovada em abril, a lei deve ir para sanção do presidente Barack Obama. O democrata de 48 anos, um fumante assumido que luta para largar o vício há anos, promete assinar a medida, que contou com seu apoio quando era senador.

"Hoje, o Senado aprovou o Ato Familiar de Controle e Prevenção de Fumo e Tabaco, que contou com apoio bipartidário e amplo em ambas as Casas", disse o presidente, em declaração. A lei "vai fazer história ao dar a cientistas e especialistas médicos na FDA o poder de tomar passos razoáveis que irão reduzir os efeitos danosos do tabaco e evitar que essas companhias divulguem seus produtos para as crianças".

A lei reforça localmente o cerco que o mundo ocidental vem empreendendo contra essa indústria, que só nos EUA movimenta US$ 89 bilhões por ano, ou o equivalente ao PIB do Vietnã. Em 2000, a FDA tentou classificar a nicotina como droga, mas foi barrado por decisão da Suprema Corte, que entendeu que só o Congresso poderia fazer isso. Ontem, a agência ganhou esse poder.

Especialistas apontam que as novas exigências acabarão por tirar de fato do mercado concorrentes menores da gigante Philip Morris, considerada a única capaz de se adaptar. Por fim, representantes da indústria deram sinal de que podem contestar medidas antipublicidade, por considerar que ferem a Primeira Emenda da Constituição, que garante a liberdade de expressão.

Uma em cinco pessoas fuma nos EUA, e cerca de 400 mil morrem por ano por doenças relacionadas com o vício. Os autores da lei acreditam que ela diminuirá 11% o fumo adolescente na próxima década e 2% o fumo em geral, cifras que os fabricantes contestam.

fonte: Folha de São Paulo, 12 Junho de 2009.

 

STF rejeita ação contra lei antifumo em São Paulo

O Supremo Tribunal Federal rejeitou na noite desta terça-feira (12) a ação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes contra a lei antifumo em São Paulo.

Veja o site do Jornal da Globo

A ação direta de inconstitucionalidade chegou nesta terça-feira ao STF. A Associação dos Bares e Restaurantes argumentava que a lei antifumo sancionada pelo governador de São Paulo, José Serra, desrespeita a Constituição.

Ao proibir o fumo em qualquer ambiente fechado a lei estadual atropelaria a lei federal, que permite a existência de fumódromos. Além disso, os bares diziam que a fiscalização viola o direito à privacidade e que quem deveria ser punido é o fumante, não o dono do estabelecimento.

“Parece incrível, mas a lei estadual atropela diversos princípios constitucionais”, argumenta o diretor jurídico da Abrasel (Associação Brasileira de Restaurantes e Empresas de Entretenimento), Percival Maricato.

O governo paulista rebateu os argumentos. Disse que está amparado num tratado da Organização Mundial da Saúde, referendado pelo congresso brasileiro. E que a saúde dos não-fumantes é prioridade.

“Essas associações esquecem que o Brasil assinou um tratado internacional que está em vigor e que é mais recente, no qual o país se compromete a adotar medidas contra a contaminação do tabaco em ambientes fechados. Portanto, a lei tem toda base para ter validade”, diz o secretário de Justiça de São Paulo, Luiz Antônio Marrey.

Na noite desta terça, a ministra Ellen Gracie, relatora do processo, negou o pedido da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, e arquivou a ação de inconstitucionalidade. Se não houver contestação, a lei que proíbe o cigarro em ambientes coletivos de São Paulo entra em vigor no dia 6 de agosto. Até lá a polêmica continua.

Um restaurante da cidade já se antecipou à lei e proibiu o fumo até na área aberta. Para a dona, Maria Rita Marracine, a restrição ao cigarro não vai trazer prejuízo.

"Isso é uma tendência global, essa restrição ao cigarro todo mundo sabe que é prejudicial à saúde. Então era uma questão de tempo. Só isso", afirma.

fonte: http://g1.globo.com, 13 Maio de 2009.

 

Estudo relaciona cigarro e desnutrição em países em desenvolvimento

As consequências do tabaco podem ir além dos riscos imediatos para a saúde e influenciar na nutrição familiar nos países em desenvolvimento, quando os fumantes destinam aos cigarros parte do dinheiro que seria utilizada para comprar alimentos. É o que afirma um estudo da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, segundo o qual há fumantes nas zonas rurais da Indonésia que comprometem o orçamento familiar que seria destinado aos alimentos, "o que, com o tempo, resulta em uma piora na nutrição de seus filhos". Os autores do artigo, Steven Block e Patrick Webb, publicarão suas conclusões na edição de outubro da revista "Economic, Development and Cultural Change". Baseado em dados de 33 mil núcleos familiares pobres de Java, o estudo aponta que uma família normal, com pelo menos um fumante, gasta 10% de seu orçamento em tabaco. Do total, 68% do orçamento de uma família fumante é destinado aos alimentos, enquanto em outra, onde nenhuma parte do dinheiro vai para a compra de cigarros, essa proporção chega a 75%. Em uma análise global das despesas de famílias com e sem fumantes, os dados indicam que 70% das despesas com tabaco são financiadas com uma redução no orçamento para comida, indicam os pesquisadores. Assim, "a diminuição das despesas em comida parece ter consequências nutricionais reais para os filhos dos fumantes", que tendem a ter níveis de nutrição mais baixos que o normal para sua idade. Nas famílias com fumantes, a nutrição é mais pobre, não só porque se compra menos comida, mas a comprada tende a ser de qualidade inferior, segundo o estudo. As famílias com fumantes compram mais arroz que carne, frutas e verduras, que são mais nutritivas, mas também mais caras. Na Indonésia, cerca de 60% dos homens fumam, uma taxa similar à de outros países asiáticos em desenvolvimento e que tende a aumentar.

fonte: www.unicv.edu.cv, 11 Maio de 2009.

 

Nova lei limita fumo em São Paulo; veja as restrições

A chamada lei antifumo, aprovada no início de abril pela Assembleia Legislativa de São Paulo e sancionada nesta quinta-feira pelo governador José Serra (PSDB), bane o uso de cigarro e derivados de tabaco em ambientes de uso coletivos --públicos e privados-- em todo o Estado. A lei entra em vigor em 90 dias. Conforme o texto, a nova lei proíbe cigarro ou derivados de tabaco em ambientes de uso coletivo, públicos ou privado, total ou parcialmente fechados em qualquer um dos lados por parede ou divisória, em todo o Estado. Entre os locais de proibição estão áreas internas de bares e restaurantes, casas noturnas, ambientes de trabalho, táxis e áreas comuns fechadas de condomínios. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a fiscalização para verificar o cumprimento da lei antifumo terá início em agosto deste ano. Serão disponibilizados 500 agentes do Procon (do Estado e municípios) e da Vigilância Sanitária para cumprir a lei. Antes de entrar em vigor, no entanto, o governo deverá realizar uma ampla campanha educativa para explicar o que muda com a lei. O projeto também prevê que o Estado disponibilize medicamentos e dê assistência médica aos fumantes que queiram largar o cigarro. A lei não prevê punição ao fumante infrator, mas os estabelecimentos podem ser multados por órgãos estaduais de vigilância sanitária com base no Código de Defesa do Consumidor, podendo ser interditados. A multa também poderá ser aplicada até mesmo nos locais em que ninguém estiver fumando durante a fiscalização, segundo a Vigilância Sanitária. Serão considerados evidências de desrespeito à nova legislação cinzeiros ou bitucas de cigarro jogadas no chão, no lixo ou em vasos sanitários, falta de placas de proibição ao fumo com menção à nova lei e até cheiro de fumaça. As multas constantes na regulamentação assinada hoje vão de R$ 782 a até R$ 3 milhões. Existem algumas escalas para a aplicação das multas. A primeira vez em que for flagrado, o responsável pelo local será autuado com multa. Em caso de reincidência, o valor da multa aplicada dobra. Se numa terceira visita for constatado que ainda há a presença de fumo em local proibido, o estabelecimento será impedido de abrir suas portas durante dois dias consecutivos. Numa eventual quarta visita em que for constatada a irregularidade, o estabelecimento terá de ficar 30 dias com as portas fechadas.

fonte: Folha on line, 07 Maio de 2009.

 

Seminário aborda tabagismo em junho

O I Seminário de Promoção da Saúde, Prevenção e Controle do Tabagismo de Maringá será realizado nos dias 2 e 3 de junho, no auditório do Nupélia na UEM e no Teatro Calil Haddad. Os objetivos são os de possibilitar a troca de experiências e informações entre os participantes sobre o tema do evento e propiciar a apresentação de trabalhos científicos, relatos de casos, ações, experiências e projetos. A solenidade de abertura será às 19 horas, no Nupélia. Logo a seguir, Heloíza Machado, do Ministério da Saúde, profere a conferência Promoção da Saúde e o Controle do Tabagismo. No dia seguinte, as atividades começam às 8h30. Os temas das palestras são: História e os Efeitos do Tabagismo; Controle do Tabagismo no Paraná; A Cultura do Tabaco em Irati; O Comércio Ilegal do Tabaco; O Tabagismo no Brasil e no Mundo. Haverá apresentação de trabalhos das 14h30 às 15h30 e mesa-redonda Ações que Podem Promover Saúde, Prevenir e Controlar o Tabagismo, a partir das 15h30. Dentro da mesa-redonda, serão explorados os seguintes temas: Regulação do Tabagismo no Brasil; Vigilância em Saúde no Município de Maringá; Tratamento de Usuários de Tabaco em Maringá; Rede de Municípios Potencialmente Saudáveis e os Ambientes Livres de Tabaco; e Rede Paranaense para o Controle de Tabagismo entre Mulheres. O seminário é promovido pela Secretaria de Saúde de Maringá, UEM e Lions Maringá Universitário Integração. As inscrições, gratuitas, devem ser feitas pelo e-mail ciconegero@uem.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo ou no local do evento. Outras informações pelos fones 3218-3181 e 3261-4963 ou promosaude@maringa.pr.gov.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo .

fonte: www.uem.br, 06 Maio de 2009.

 

Instituto do Câncer lançará site sobre fumo passivo e tumores

Até o final de maio, um portal será lançado na internet pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) com informações sobre o fumo passivo e o desenvolvimento de tumores malignos, uma das bandeiras levantadas pelo governo de São Paulo para banir o uso de cigarro na maioria dos ambientes públicos e privados de SP. O portal será abastecido com informações de estudos nacionais e internacionais que já contabilizaram os impactos de aspirar a fumaça alheia. Entre as pesquisas estão a de que o fumo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, superada apenas pelo tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool. Famosas revelam hábitos que gostariam de adotar Entenda por que é tão difícil parar de fumar Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), pessoas que trabalham onde é permitido fumar respiram o equivalente a 10 cigarros por dia. Só em SP, a projeção é que no ano passado foram 45 mil novos casos da doença. O site também contará com informações gerais sobre todos os tipos de cânceres, com dicas de saúde sobre hábitos saudáveis, de nutrição. “A ideia é fornecer um serviço de referência que sirva não só para os pacientes e funcionários do hospital, mas também para profissionais de saúde, estudantes e instituições de ensino da área de saúde”, explica Marcos Fumio Koyama, diretor executivo do Instituto do Câncer. O lançamento do endereço eletrônico é em comemoração ao aniversário de um ano do Icesp, completos neste mês.

fonte: www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude, 06 Maio de 2009.

 

Seminário debate alternativas para agricultores que cultivam tabaco no

A expectativa que o consumo de fumo caia em todo o mundo nos próximos anos e que o Brasil, maior exportador mundial, encontre dificuldades para escoar a produção é um dos assuntos em debate no seminário Diversificação na Agricultura Familiar. O encontro reúne até amanhã (6) agricultores familiares dos três estados da Região Sul, em Curitiba. Segundo o secretário nacional da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Adoniram Sanches Peraci, existem no país mais de 200 mil famílias que vivem dessa atividade. Estima-se que existam cerca de 160 mil famílias fumicultoras só na Região Sul, distribuídas em 700 municípios. De acordo com o secretário, o que precisa ser enfatizado é que não é proibido produzir tabaco e que não há nenhum constrangimento legal para exportar, mas que o Brasil é um dos 146 países signatários da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que faz a adoção gradativa de restrições ao fumo. Com esse cenário, irreversível, a preocupação agora é conscientizar os produtores, a maioria de agricultores familiares, sobre a necessidade de buscar a reconversão para outras lavouras. “Desde 1985, o consumo de tabaco entre a população adulta brasileira caiu de 35% para 14%.” Peraci ressalta que seminários como esse abrem o processo de discussão, pois o que o governo pretende é buscar alternativas ao tabaco de forma gradativa. A Secretaria da Agricultura Familiar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural coordena, desde 2005, o Programa de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco. Além disso, o agricultor está sendo esclarecido também neste encontro sobre o direito de acessar linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Estamos com 56 projetos inscritos, de biodiesel, sistemas florestais, pecuária de leite, entre outros. A diversificação, combinada com as políticas públicas dos governos federal e estadual pode ser até mais vantajosa que plantar fumo”, afirmou Sanches. O Paraná é o terceiro maior produtor de fumo do país, com cerca de 35 mil agricultores na atividade, o que justifica, segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento,Valter Bianchini, a preocupação do estado em buscar alternativas de diversificação nas lavouras. Bianchini enfatiza que a produção de fumo é de alto risco à saúde, não só para a do produtor, mas também do consumidor. “Estamos mostrando nesse seminário as experiências já colocadas em prática com as alternativas para o setor, seja na fruticultura, pecuária de leite, avicultura, entre outros, que podem dar maior e melhor sustentabilidade ao agricultor.”

fonte: www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009, 05 Maio de 2009.

 

Tabagismo dos pais: Cerca de 60% das crianças, menores de 5 anos, apre

fumaça do tabaco no ambiente doméstico é o principal irritante do aparelho respiratório de crianças. Um estudo avaliou os fatores associados aos sintomas e às enfermidades respiratórias, assim como a principal fonte de exposição ao tabagismo no domicílio de 2.037 crianças menores de cinco anos de Cuiabá, Mato Grosso, Brasil.

A exposição ao tabagismo, doenças respiratórias e as características sociodemográficas foram obtidas, por entrevista, com os responsáveis pelas crianças. A prevalência de crianças com sintomas respiratórios foi de 59,9%, sendo maior para as que convivem com fumantes. A asma brônquica foi a doença que esteve mais fortemente associada com o tabagismo.

Outras variáveis que permaneceram associadas às doenças respiratórias foram: o nível socioeconômico, a escolaridade e ocupação da mãe, o distrito sanitário, faixa etária e sexo da criança, aleitamento natural e tabagismo dos moradores. As crianças pertencentes aos níveis socioeconômicos mais baixos e, expostas ao tabagismo dos moradores do domicílio, apresentam maior associação com a doença respiratória.

fonte: portaldocoracao.uol.com.br, 24 Março de 2009.

 

Cigarro com sabor dificulta abandono do vício, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey (EUA) com 1.688 fumantes que buscaram tratamento especializado para parar de fumar mostrou que, entre os adeptos de cigarros flavorizados, as taxas de abandono do vício nas primeiras quatro semanas foram menores. Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Controle do Tabagismo,Tânia Cavalcante, a adição de substâncias adocicadas ao fumo, especialmente o mentol, é uma estratégia para conquistar o público mais jovem, já que mascara o gosto ruim que o tabaco tem para quem não fuma.

No entanto, alerta, quando esses açúcares queimam, geram uma substância chamada acetaldeído, que é cancerígena. “A indústria tenta passar a ideia de que esses aditivos existem na comida e por isso não causam mal. Mas comer é diferente de inalar”, explica ela. O sistema digestivo tem uma barreira natural de desintoxicação, o que não acontece com os alvéolos pulmonares, que são desprovidos de defesa. Alguns desses aditivos não são inócuos podendo favorecer as hemorragias do pulmão.

Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há 25 produtos flavorizados registrados no País, em um total de 69. “Mas não existe regulação específica para a adição de açúcar, álcool, mentol, frutas ou sabores de bala nas marcas de cigarro. Também não há restrição à propaganda voltada para jovens nos pontos de venda. O ideal seria a proibição total da venda desses cigarros, mas um bom começo é criar uma legislação”, disse Tânia.

fonte: http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/, 23 Março de 2009.

 

Instituto do Câncer quer fim do cigarro com sabor

Pesquisa inédita realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) alerta que a maioria dos consumidores de cigarros no Brasil é jovem e que, daqueles que fumam regularmente, 44% já utilizaram cigarros com sabores, ou flavorizados, 5% deles habitualmente - situação que levou o órgão a passar a defender a proibição desses cigarros no País.

No início do mês, uma comissão da Câmara dos Deputados norte-americana deu parecer favorável a uma lei que proíbe a comercialização de cigarros flavorizados. A medida deve ser votada em plenário neste ano e tem o apoio dos democratas e do presidente Barack Obama.

No Brasil, a prevalência de fumantes na população caiu de 34,2%, em 1989, para 22,4% em 2003. Mas, segundo o novo trabalho do Inca, dos 23 milhões de fumantes brasileiros, apenas 7 milhões têm mais de 30 anos. Pesquisa inédita realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) alerta que a maioria dos consumidores de cigarros no Brasil é jovem e que, daqueles que fumam regularmente, 44% já utilizaram cigarros com sabores, ou flavorizados, 5% deles habitualmente - situação que levou o órgão a passar a defender a proibição desses cigarros no País.

fonte: O estadão, 22 Março de 2009.

 

Fumo está em 60% dos filmes nos EUA

Um estudo divulgado no mês passado nos Estados Unidos revelou que, apesar das campanhas antitabagistas terem ganhado fôlego nos últimos anos, o cinema hollywoodiano pode ainda estar bastante impregnado pela fumaça dos cigarros.

De acordo com a pesquisa "Smoking Presentation Trends in U.S. Movies 1991-2008" (tendências na apresentação do fumo em filmes dos EUA de 1991 a 2008), o cigarro ainda aparece em cerca de 60% das produções, independentemente da classificação indicativa. O número, referente ao ano de 2008, é considerado alto pelos pesquisadores, especialmente levando em conta o público adolescente. Eles estimam que 52% da iniciação ao fumo entre jovens se deva às imagens de cigarro na telona.

fonte: Folha on line, 22 Março de 2009.

 

Fumo passivo pode afetar a fertilidade feminina

Não é nenhuma novidade o quanto o cigarro é prejudicial para a fertilidade das fumantes que querem engravidar. Mas ele também pode trazer problemas para aquelas que não fumam, mas convivem com a fumaça algumas horas do dia. Um estudo epidemiológico, realizado pela University Medical Center, em Nova York, analisou 4.800 mulheres não fumantes e constatou que 40% daquelas que eram expostas à fumaça do cigarro por seis horas ou mais tiveram dificuldade para engravidar ou sofreram abortos espontâneos.

Segundo Renato Kalil, ginecologista do Hospital São Luiz, enquanto há uma série de estudos e comprovações dos males provocados pelo cigarro no aparelho reprodutor das mulheres, como a menopausa precoce, o tabagismo passivo está começando a ser estudado agora. Ainda sem confirmações de como ele pode afetar o organismo da mulher, já se sabe que a fumaça que vem de outras pessoas atrapalha a fecundação, reduzindo a fertilidade em até 30%.

fonte: revistacrescer.globo.com, 21 Março de 2009.

 

Tabagismo afeta filhos de mães fumantes

Um estudo realizado pela PUCRS, que será apresentado, em junho, no Congresso Brasileiro de Pneumologia Pediátrica, em São Paulo, verificou que quase 30% de crianças menores de três anos internadas na emergência do Hospital São Lucas eram filhas de mulheres que fumaram durante a gestação, apesar de todas as campanhas de alerta contra o tabagismo. O fumo, no entanto, é apenas um dos fatores de risco para doenças respiratórias.

A asma é uma inflamação crônica das vias aéreas, e infecções causadas por vírus são o maior fator de risco associado ao desencadeamento de crises. O mesmo grupo de pesquisa da PUCRS já havia constatado que cerca de 20% das crianças gaúchas têm sintomas crônicos de tosse e encatarramentos e em torno de 10% apresentam asma. Números considerados extremamente altos.

Para combater essa situação, os médicos utilizam medicações contínuas em crianças bem novas, mesmo a partir dos primeiros anos de vida. Uma novidade é que, nos casos com história familiar de asma ou alergias, podem ser usadas essas medicações com toda a segurança. Estudos recentes derrubaram o mito de que os remédios, como bombinhas e sprays, faziam mal à saúde.

– Um dos grandes entraves para o tratamento de crianças com quadros repetidos de tosse intensa ou dificuldade respiratória associados a uma história familiar de alergias é o preconceito quanto ao uso de spray. Uma série de medicações anti-inflamatórias para uso inalatório foi lançada nos últimos anos e mostrou-se muito segura para uso contínuo mesmo em crianças pequenas – explica o pneumologista Renato Stein.

fonte: zerohora.clicrbs.com.br, 18 Março de 2009.

 

Tabagismo e anticoncepcional aumentam risco de doenças

Aliado ao hábito de fumar, o método contraceptivo causa risco iminente de doenças cardiovasculares. Atualmente, a cardiologista Maria do Rocio Peixoto de Oliveira, do Hospital Cardiológico Costantini, explica as conseqüências dessa combinação. “A nicotina, encontrada no cigarro favorece a agregação das plaquetas e, aliada ao anticoncepcional, facilita formação de coágulos nas artérias, podendo obstruir o fluxo sangüíneo”, revela. Se essa oclusão for numa artéria no coração, a mulher pode ter um infarto. No cérebro, pode causar um acidente vascular cerebral, o popular derrame.

O indicado é que as mulheres parem mesmo de fumar. O tabagismo é responsável não apenas por doenças no sistema respiratório e circulatório, mas também no reprodutor. “O cigarro aumenta a taxa da infertilidade feminina e, nas mulheres grávidas, facilita o trabalho de parto prematuro, baixo peso. e pode causar o câncer de colo cervical. Portanto, o ideal é parar de fumar. Se a mulher não conseguir, ela deverá iniciar um tratamento com outro método contraceptivo para evitar as complicações, como a camisinha ou o DIU”, pondera.

PERDAS E GANHOS

Tradicionalmente, as doenças cardiovasculares eram preocupações predominantes no sexo masculino, pois o risco das mulheres era menor. Mas, infelizmente para elas, essa diferença está diminuindo com o passar dos anos. O número de casos de mulheres sofrendo infarto está aumentando. Segundo dados da SOCESP Mulher, projeto vinculado à regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Cardiologia, no Brasil, depois da menopausa a incidência de infartos entre as mulheres é grande.

Em média, até os 50 anos, são cerca de cinco homens infartados para cada mulher. Depois dessa idade, para cada mulher infartada são registrados apenas dois casos entre o sexo masculino. De acordo com a entidade, estudos realizados nos últimos 20 anos apontaram que a mulher que pára de fumar reduz em 13% o risco de doenças cardiovasculares. Aquelas que fazem dieta e controlam o colesterol diminuem esse risco em 16%. “Está comprovado cientificamente que a probabilidade dessas doenças ocorrerem nas mulheres só se iguala à dos homens após a menopausa, devido aos distúrbios hormonais desencadeados nessa época”, afirma a cardiologista.

Para Maria do Rocio, a maior parte das mulheres se preocupa mais com o câncer de mama e de útero, depositando assim no ginecologista a maior responsabilidade pelo cuidado de sua saúde e correndo o risco de esquecer o coração. A falta de cuidados se agrava quando somada ao fato das mulheres terem ganhado algumas responsabilidades que até pouco tempo eram exclusivamente masculinas. Fatores como a competição no mercado de trabalho, estresse, consumo de alimentação inadequada, falta de tempo para atividades físicas, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas, completam a fórmula para uma precoce complicação cardíaca na mulher.

DEPRESSÃO De acordo com a cardiologista, distúrbios de humor são um dos principais responsáveis pelo aumento do número de mulheres fumantes, pois facilitam a dependência delas. “Mulheres com depressão, ansiedade e/ou estresse buscam no cigarro uma válvula de escape para seus problemas sociais, facilitando assim a dependência do tabaco”, revela Maria do Rocio.

fonte: www.diariopopularpr.com.br, 17 Março de 2009.

 

Estudo aponta impactos do tabagismo na saúde da mulher

A Aliança de Controle do Tabagismo - ACT - aproveita o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, para lançar um novo material em seu website, intitulado 'Tabagismo e Saúde Feminina', e faz um alerta sobre o assunto.

Preparado pela médica ginecologista Edina de Araújo Veiga Lion, consultora da ACT, o material mostra que riscos e doenças antes tipicamente masculinos hoje atingem também as mulheres. O tabagismo, incorporado ao dia-a-dia da mulher e associado a uma falsa imagem de independência, juntamente com a exposição ao tabagismo passivo, tem elevado o impacto sobre a saúde feminina.

Evidências científicas têm demonstrado que as mulheres são tão ou mais suscetíveis que os homens aos malefícios do fumo, tanto nos aspectos de saúde geral (cardiovascular e pulmonar, por exemplo), quanto nas peculiaridades próprias do sexo, como a gestação, a menopausa, o uso de pílulas anticoncepcionais, os cânceres de colo uterino e mama, entre outros. Em termos objetivos, pode-se dizer que o tabagismo mata homens e mulheres, mas há diferenças específicas do gênero, cujas evidências são crescentes.

O estudo expõe ainda as diversas doenças causadas pelo tabagismo entre as mulheres. Confira as principais:

Doenças Cardiovasculares

O tabagismo é a maior causa de doença coronariana tanto em homens quanto em mulheres, e a correlação entre o fumo e a doença cerebrovascular também já foi descrita pela ciência. Além disto, fumar é o mais poderoso fator de risco para doença arterial periférica, e recentemente o fumo passivo tem sido colocado também como importante fator para doença arterial coronariana.

A doença cardio e cerebrovascular é a causa de morte mais comum entre fumantes. Os efeitos do fumo no início e na progressão da aterosclerose, assim como de suas complicações, é o maior responsável pelo aumento do risco cardio e cerebrovascular em fumantes, comparativamente aos não fumantes. Nas mulheres, embora o status hormonal possa ter um papel estabilizador da placa aterosclerótica, o tabagismo pode influenciar nas complicações da aterosclerose.

Câncer de Pulmão

O relatório "O Tabaco e a Mulher", do departamento americano de saúde, divulgado em 2001, alerta que nos Estados Unidos a mortalidade feminina provocada por câncer de pulmão aumentou 600% nos últimos 50 anos, sendo responsável por 25% das mortes por câncer nas mulheres americanas (contra 3% em 1950).

As estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para 2008 no Brasil prevêem 9.460 novos casos de câncer de pulmão, classificando-o como o quarto mais frequente nas mulheres brasileiras (sem considerar o câncer de pele não melanoma), exceção feita à região Nordeste, onde ocupa o quinto lugar.

Estudos médico-científicos observam que os níveis de mortalidade por câncer de pulmão entre os homens têm se mantido estáveis ou até diminuído, em países desenvolvidos. Entre as mulheres, entretanto, tem havido um aacentuado aumento de mortalidade. Esse dado relaciona-se à redução do consumo de cigarros entre os homens, nestas últimas décadas, nestes mesmos países desenvolvidos.

Câncer de Mama

Segundo as estimativas do Inca, o Brasil deve registrar 49.400 novos casos de câncer de mama em 2008, que traduz um risco estimado de 51 casos para cada 100 mil mulheres, tornando-o o câncer mais incidente entre a população feminina (região sudeste do Brasil e no mundo).

A relação entre tabagismo e este tipo de câncer é muito estudada. Avaliações da época de inicio do tabagismo e sua intensidade têm sido realizadas para quantificar o aumento no risco de câncer mamário, relacionando-o com fatores de conhecida relevância na história natural da doença, como a existência de gestações e a menopausa. Sabe-se que o risco aumenta quando o tabagismo começa cinco anos após a primeira menstruação e em mulheres sem filhos, fumantes de mais de 20 cigarros/dia ou que tenham fumado cumulativamente 20 maços/ano ou mais.

Estudos recentes sugerem que tanto o fumo ativo quanto o passivo levam a um aumento no risco de doença, comparando-se com as mulheres não fumantes (ativas ou passivas).

Há também risco de câncer de pulmão para mulheres fumantes submetidas à radioterapia para tratamento de câncer de mama.

Câncer de Colo Uterino

O câncer de colo uterino é atualmente o segundo câncer mais comum entre as mulheres, sendo responsável por 230 mil mortes ao ano, em todo o mundo. No Brasil, segundo as estimativas do Inca, são esperados 18.680 novos casos em 2008.

A relação do tabagismo como importante fator causal para o câncer do colo uterino já é bem conhecida pela ciência.

Um bom exemplo é um estudo realizado em 2002, numa clinica de colposcopia em Rhode Island - EUA, entre pacientes com exames de Papanicolau alterados ou com diagnóstico prévio de câncer de colo. Foi confirmada nesta população uma grande porcentagem de fumantes (39%, ou seja, 98 entre 250 mulheres).

Em Oxford, no Reino Unido, uma avaliação de dados de 23 estudos epidemiológicos em câncer de colo uterino definiu com clareza que o risco deste tipo de câncer aumenta nas fumantes quanto maior é o número de cigarros ao dia (intensidade) e o inicio do tabagismo em idades mais precoces (duração).

Já o fumo passivo foi avaliado em um extenso trabalho realizado junto ao Hospital John Hopkins, acompanhando por anos um grupo de fumantes (ativos e passivos), confirmando-se o aumento do risco de câncer de colo para ambos os tipos de tabagismo (ativo e por poluiçào ambiental).

O tempo de sobrevida após o câncer de colo uterino também é influenciado pelo tabagismo. Estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina na Universidade de Washington chegou à conclusão que a sobrevida de mulheres com câncer de colo uterino diminui na presença do tabagismo. A chamada Síndrome da Morte Súbita do recém-nascido ocorre com mais frequência (de 1,4 a 3 vezes mais) entre os filhos de mães fumantes.

Não podemos esquecer também que a mãe fumante muitas vezes torna seus filhos fumantes passivos; tais crianças possuem um risco maior de apresentarem bronquite, pneumonias, otites (infecções de ouvido), asma (formas graves), sintomas respiratórios e crescimento pulmonar mais lento.

O estudo completo da ACT está disponível pelo link: http://www.actbr.org.br/uploads/conteudo/213_TABAGISMO_E-SAUDE_FEMININA_FINAL.pdf

fonte: www.bonde.com.br, 04 Março de 2009.

 

Fumo passivo veiculado a doença arterial periférica em mulheres

A exposição ao fumo passivo é um importante factor de risco para doença arterial periférica e doença cardíaca, segundo estudo chinês publicado na revista "Circulation".

A doença arterial periférica, que afecta as artérias da perna e dos braços, pode conduzir a amputações nos casos mais graves.

O estudo avaliou 1209 chinesas com mais de 60 anos que nunca tinham fumado. Os investigadores constataram que as que relataram serem expostas ao fumo do cigarro em casa ou no trabalho por, pelo menos, dois anos tinham um risco 67% maior de apresentarem doença arterial periférica e 69% maior risco de doença cardíaca.

Por isso, os autores fazem um apelo para que medidas urgentes de saúde pública sejam tomadas para prevenir o problema.

fonte: www.alert-online.com, 02 Março de 2009.

 

Bichos // Cães e gatos unidos contra o cigarro

Você deixaria de fumar se soubesse que a fumaça faz mal ao seu bicho de estimação? Pois saiba que os Publicitária Gina Figueiredo diz que não fuma quando seu gato persa está por perto.

Malefícios do cigarro também afetam os animais.

Pouca gente toma conhecimento, mas os efeitos tóxicos do fumo atingem um cachorro de maneira parecida aos humanos, alertam os veterinários. Na fumaça há cerca de cinco mil elementos diferentes, boa parte delas com propriedades cancerígenas e até radioativas. Além do câncer, o cigarro também é apontado como causador de problemas respiratórios.

Uma pesquisa realizada pela internet na cidade de Michigan, nos Estados Unidos, tentou responder à pergunta que abre esta reportagem. Dos 3.293 donos de cães, gatos e pássaros entrevistados, 28,4% afirmaram que largariam o vício do cigarro pelo bem-estar do animal. E 16,4% disseram que pediriam ao parceiro que parassem de fumar, caso soubesse que o hábito prejudicaria o bicho de estimação. O estudo foi feito pelo instituto Henry Ford Health System. O levantamento teve a participação de mais de três mil pessoas. A pesquisa propõs questões sobre os animais que viviam na casa do entrevistado, hábitos tabagistas das famílias, interesse em largar o vício e regras relativas ao hábito de fumar dentro de casa. Questionada sobre a possibilidade de parar de fumar, a publicitária Gina Figueiredo, de 32 anos, há 15 fumando, afirmou que estaria disposta a parar com o cigarro, em benefício do seu gato persa, Branquinho, de três anos. "Se soubesse da informação eu não fumaria. Mas pode-se evitar fumar perto. Eu procuro não acender um cigarro em ambiente fechado quando ele está próximo. O problema é que ele vive perto de mim. É da raça dele mesmo, muito apegada ao dono", disse. A publicitária ainda conta que já teve outro gato antes e não percebeu problemas em relação ao fato de fumar perto dele. "Tive um siamês que sobreviveu 16 anos e morreu de velhice". O médico veterinário Davi Wilson Mariano explica que o prejuízo mais imediato para o animal decorrente do fumo passivoé no faro. "Se um cachorro ficar exposto demais à fumaça do cigarro, seu olfato, cerca de 80 vezes mais potente que o do homem, pode ser altaredo. Ele perde a sensibilidade e cão sem faro, sem sentir cheiro, não sobrevive. No caso do gato, o olfato não é tão eficaz como o do cachorro, mas felinos também dependem dele para viver", disse. O veterinário ainda afirma que para evitar a perda de sensibilidade no olfato dos animais a solução é a prevenção. "Apesar de nunca ter atendido um bicho vítima de problemas devido à fumaça, recomendo não fumar perto dele. O bicho não tem noção, não sabe que não era para estar ali e tem um espaço físico limitado. Então cabe ao dono não fumar perto dele. Assim como seres humanos, a fumaça é também prejudicial aos animais", disse. Números l Foram entrevistados 3.293 donos de cães, gatos ou pássaros l21% declararam ser fumantes regulares l 27% informaram conviver em casa com pelo menos um fumante. l 28,4% afirmaram que largariam o vício se soubessem dos malefícios do fumo para seus animais de estimação l 16,4% pediriam ao parceiro para parar de fumar se descobrissem que o animal de estimação da casa está sendo prejudicado Fonte: Henry Ford Health System

fonte: www.diariodepernambuco.com.br, 01 Março de 2009.

 

Trote

O trote Universitário do Cesupa vai estimular o sentimento solidário em seus calouros e veteranos. No dia 7 de março, os estudantes prestarão diversos serviços à comuidade que reside no entorno da unidade, na Av. Almirante Barroso. Na ocasião, a instituição promoverá, também, a campanha "Cesupa Contra o Fumo", com a participação dos centros acadêmicos da área da saúde.

fonte: www.oliberal.com.br, 26 Fevereiro de 2009.

 

Entenda como o cigarro influencia negativamentes os níveis da pressão

tabagismo e a hipertensão arterial são dois importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral (derrame cerebral). Essas duas enfermidades são as principais causas de morte em nosso país.

O tabagismo tem-se mostrado um forte preditor para o desenvolvimento da hipertensão arterial, ao longo de um período de acompanhamento aproximado de 10 anos. Além disso, sabemos que o ato de fumar dificulta o controle da pressão arterial em pacientes hipertensos.

Um estudo realizado por pesquisadores italianos há mais de uma década, demonstrou de uma forma muito objetiva, os efeitos do ato de fumar sobre a pressão arterial e o batimento cardíaco. Dez fumantes sem hipertensão arterial (normotensos), foram instruídos a fumar um cigarro a cada 15 minutos, durante uma hora. Todos os participantes foram submetidos a uma monitorização contínua da pressão arterial e dos batimentos cardíacos.

Após o primeiro cigarro, observou-se uma elevação quase que imediata da pressão arterial (tanto da pressão arterial máxima como da pressão arterial mínima), com um pico de elevação dessas pressões arteriais entre 2 e 4 minutos. A pressão arterial manteve-se elevada por cerca de 15 minutos , até o momento que o participante do estudo fumaria o seu próximo cigarro. Elevações do batimento cardíaco também foram observadas. Para uma adequada medida da pressão arterial, recomendamos que os pacientes não fumem cerca de uma hora antes da consulta.

Como o tabagismo aumenta a pressão arterial?

Existem vários mecanismos que explicam o aumento da pressão arterial após o consumo dos derivados do tabaco. Acredita-se que a nicotina acarrete uma vasoconstricção direta dos vasos (estreitamento do diâmtero destes vasos) além de, um aumento da liberação da vasopressina , adrenalina e noradrenalina, substâncias que acarretam uma elevação da pressão anterial e doss batimentos cardíacos.

A cessação do tabagismo é uma meta importante para o tratamento dos indivíduos hipertensos , pois este hábito aumenta o risco cardiovascular global e ainda, dificulta os controle dos níveis da pressão arterial.

fonte: portaldocoracao.uol.com.br, 24 Janeiro de 2009.

 

Prefeito de Nova York quer proibir fumo em todos os locais públicos

Será que uma cruzada apaixonada contra o tabagismo poderia tornar Nova York na Los Angeles da Costa Leste? Essa era a pergunta que os nova-iorquinos se faziam na quinta-feira (10) à tarde, depois que o prefeito Michael Bloomberg vigorosamente defendeu sua proposta de proibir o fumo em todos os locais públicos.

"Será que seu desejo de fumar em qualquer lugar, em qualquer hora, não atropela o direito dos outros, de respirarem ar puro no trabalho?" perguntou Bloomberg, ex-fumante. "A necessidade de respirar ar puro é mais importante do que a permissão para poluí-lo".

Opositores alegam que a proibição, que seria uma das mais rigorosas leis antifumo do país, comprometeria a famosa vida noturna da cidade.

O colunista Sidney Zion, de Nova York, escreveu nesta semana que Bloomberg quer fazer de Nova York uma "Los Angeles do Leste". Segundo ele, os "fascistas antitabagistas" ameaçam acabar com o cigarro até mesmo em parques.

Por outro lado, os defensores da proposta dizem que os riscos do cigarro à saúde são muito piores que as preocupações econômicas.

"As pessoas não pararam de ir ao estádio Yankee só por que não podiam fumar", disse Bloomberg.

Muitos acreditam que a aprovação da medida na maior cidade do país poderia inspirar outras cidades e Estados a tomar o mesmo passo.

"Califórnia aprovou esse tipo de lei há anos, mas as pessoas consideram lugares como Los Angeles exageradamente preocupados com a saúde. No entanto, ninguém jamais acusou a cidade de Nova York disso antes" disse John Banzhaf, que é diretor executivo da Ação para o Cigarro e a Saúde. A organização, sem fins lucrativos, dedica-se a proteger os direitos dos não fumantes.

"A proibição do fumo em um lugar como Nova York certamente levará outras grandes cidades até mesmo estados- do país a fazerem o mesmo", disse.

Atualmente a maior parte dos Estados adotou alguma restrição ao fumo em locais públicos. Califórnia, Delaware e vários municípios proibiram totalmente fumar em bares e restaurantes. Maine, Utah e Vermont vetam o fumo em restaurantes, mas não em bares.

O condado de Nassau, no lado oeste de Nova York, acaba de proibir o fumo em locais públicos. O condado de Suffolk está considerando proibição similar.

Flórida poderia ser o próximo Estado a oficialmente extinguir o fumo em restaurantes. Em novembro, os eleitores decidirão, em plebiscito, se aprovam ou não a proposta de proibir o fumo na maior parte dos locais de trabalho, inclusive em 38.000 restaurantes.

As pessoas ainda poderiam fumar em bares que não servem comida.

Algumas jurisdições, porém, têm relutado em entrar no bonde do antitabagismo.

Na Geórgia, um regulamento do Condado de Fulton que inclui Atlanta- proíbe fumar na maior parte dos escritórios, mas não em restaurantes, onde ao menos 50% de suas mesas para não-fumantes.

O Conselho da Cidade de Atlanta considerou proibir o cigarro em restaurantes em 1999, mas a idéia foi derrubada depois de reclamações da indústria.

Bloomberg sugeriu sua proposta pela primeira vez em agosto, como forma de proteger a saúde de quem trabalha em restaurantes.

"Se houvesse asbesto no ar, tiraríamos todos do local rapidamente", disse.

Na audiência de quinta-feira, Bloomberg e seus partidários citaram estudos que mostram que quem trabalha em bares e restaurantes tem 50% mais chance de desenvolver câncer de pulmão que outros trabalhadores.

Quem está do outro lado do debate, entretanto, argumenta que os riscos de saúde foram exagerados e que uma proibição desestimularia o turismo --especialmente o internacional.

Um garçom em Staten Island disse que "as pessoas trabalham em bares por escolha".

Ele disse que uma proibição forçaria os clientes e sair do bar a cada 10 minutos para fumar, uma situação que criaria barulho e poluição perto de áreas residenciais.

Nova York já proíbe fumar em restaurantes com mais de 35 lugares, mas não há restrições em bares ou bares de restaurantes.

A proposta de Bloomberg proibiria o fumo em quase toda parte até mesmo em piscinas públicas.

A Associação de Vida Noturna de Nova York disse que um quinto dos clientes entrevistados em bares e boates na cidade disseram que passariam menos tempo e gastariam menos dinheiro nesses estabelecimentos se fumar fosse proibido.

Críticos também dizem que a medida de Bloomberg extinguiria os vários bares de charutos. A audiência de quinta-feira com o prefeito foi a primeira de duas. A votação final não deverá acontecer antes de um mês. Bloomberg, que já tem o apoio de ao menos 22 membros, precisa dos votos de 26 dos 51 membros do Conselho da Cidade para que sua proposta seja aprovada

fonte: www.noticias.uol.com.br, 21 Janeiro de 2009.

 

Souza Cruz vai indenizar viúva, filhos e netos de fumante que morreu d

Não há dúvida que produzir cigarros é uma atividade lícita. Contudo, a mera licitude formal da atividade comercial não exonera a empresa de reparar prejuízos gerados aos consumidores.

Com esse entendimento majoritário, a 5ª Câmara Cível do TJRS condenou a Souza Cruz S/A a reparar, por dano moral, a viúva Sonia Maria Hoffmann Mattiazzi, cinco filhos e dois netos do fumante Vitorino Mattiazzi

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A viúva e os filhos receberão, cada um, R$ 70 mil pela morte do marido e pai. Os dois netos, R$ 35 mil cada. A condenação, assim, ascende a R$ 490 mil.

Os valores serão corrigidos pelo IGP-M desde 27 de junho, data da sessão de julgamento do colegiado, acrescido de juros legais a contar do falecimento, em 24 de dezembro de 2001, na ordem de 6% ao ano, até a entrada em vigor do vigente Código Civil, em janeiro de 2003, passando a incidir o percentual de 1% ao mês.

Vitorino Mattiazzi nasceu em junho de 1940 e começou a fumar na adolescência, motivado, na época, pelo “glamour” que tal agir ensejava - afirmou a sua família à Justiça.

O falecido fumava cigarros, principalmente, da marca “Hollywood”, todos produzidos pela Souza Cruz. O fumante morreu por causa de um “adenocarcinoma pulmonar”.

A sentença do juízo de Cerro Largo/RS julgou improcedentes os pedidos dos familiares. Da decisão, houve recurso ao TJRS. Narrou o relator, desembargador Paulo Sérgio Scarparo, que a doença que acometeu Vitorino foi devidamente comprovada, “uma vez que o diagnóstico restou amplamente demonstrado (...) inclusive sendo determinada como causa mortis”. O desembargador Umberto Guaspari Sudbrack acompanhou o voto do relator.

O uso de cigarros da marca Hollywood desde os 18 anos e o falecimento em decorrência de câncer foram confirmados ao longo do processo.

Para a Organização Mundial de Saúde, ressaltou o magistrado, “o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo”. Segundo a OMS, 1,2 bilhão de pessoas no mundo são fumantes; 4,9 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência do tabagismo e casos mantidos os índices atuais de expansão do consumo de tabaco, o número de mortes será elevado para 10 milhões ao ano em 2030, sendo a metade dessas mortes de pessoas em idade produtiva (35 a 69 anos).

O desembargador Pedro Luiz Rodrigues Bossle, que presidiu o julgamento, divergiu do relator. “Há muito tempo a sociedade conhece os malefícios do cigarro e obviamente que a propaganda associa o hábito de fumar com atividades prazerosas, o que não poderia ser diferente”, afirmou o magistrado.

“Contudo”, observou, “o prazer do fumo vem mal acompanhado pelo risco do vício e por danos à saúde”, continuou. “Diante desse quadro em que é consabido que basta força de vontade para parar de fumar, não vislumbro espaço para a responsabilização da ré pela indenização pretendida, impondo-se a manutenção da sentença”.

Os advogados Roberto Perius e Miriam Estela Oliveira Jaeschke atuam em nome dos autores da ação. Como a decisão da 5ª Câmara não foi unânime, a Souza Cruz poderá interpor o recurso de embargos infringentes. (Proc. 70017634486 - com informações do TJRS e da redação do Espaço Vital).

fonte: www.portaldecanoinhas.com.br, 20 Janeiro de 2009.

 

Fumantes correm risco 70% maior de precisar de tratamento de canal

Que o hábito de fumar faz mal aos seus dentes e à sua gengiva já era sabido, porém agora cientistas alertam para o fato de que as lesões induzidas pelo cigarro podem ser mais graves ainda.

O estudo foi realizado por dentistas de Boston, nos Estados Unidos, que encontraram um risco aumentado da necessidade de um tratamento de canal em fumantes. Foram mais de 800 pessoas no trabalho, que tiveram sua saúde oral acompanhada por 30 anos. Os fumantes apresentaram 70% mais chances de precisar de um tratamento de canal.

A relação entre o uso do cigarro e as lesões dentárias é dependente do tempo de tabagismo e da quantidade de cigarros. Quem fuma há menos de quatro anos tem um risco aumentado em 20% de precisar de um tratamento de canal. Já os que fumam entre cinco e 12 anos têm mais do que o dobro de chances de sofrer um tratamento de canal por causa do cigarro.

A boa noticia é que, após nove anos sem tabaco, seu risco volta aos níveis de quem nunca fumou. Essa pode ser mais uma razão para motivar quem quer parar de fumar.

fonte: www.ambienteemfoco.com.br, 19 Janeiro de 2009.

 

81% dos brasileiros apóiam lei contra fumo

Uma pesquisa nacional feita pelo Datafolha na semana passada mostra que 81% dos brasileiros apóiam o projeto de lei que proíbe o fumo em todos os ambientes coletivos fechados do Estado de São Paulo, incluindo os fumódromos.

O aumento do rigor contra o cigarro é defendido até mesmo pelas pessoas que afirmam "fumar cigarros, mesmo que de vez em quando". Desse grupo, 64% se dizem favoráveis à proposta.

Entre os não-fumantes, 86% aprovam a idéia. O projeto foi apresentado à Assembléia Legislativa no final do mês passado pelo governador José Serra (PSDB). Se for aprovado pelos deputados estaduais, ficará proibido fumar em bares, boates, restaurantes, hotéis, áreas comuns de condomínios, shoppings, hospitais e táxis, por exemplo.

Não serão permitidos, em São Paulo, nem mesmo os espaços separados que atualmente restaurantes e bares reservam aos fumantes. Dessa forma, o cigarro só ficará liberado ao ar livre e dentro de casa.

Segundo o Datafolha, o nível de aprovação ao projeto é parecido em ambos os sexos, em todas as faixas etárias, em todos os graus de escolaridade e nas diferentes faixas de renda.

A aprovação é um pouco maior entre os simpatizantes do PSDB (88%), partido de Serra, que entre os do PT (83%). (As informações são do jornal Folha de São Paulo.Uma pesquisa nacional feita pelo Datafolha na semana passada mostra que 81% dos brasileiros apóiam o projeto de lei que proíbe o fumo em todos os ambientes coletivos fechados do Estado de São Paulo, incluindo os fumódromos.

O aumento do rigor contra o cigarro é defendido até mesmo pelas pessoas que afirmam "fumar cigarros, mesmo que de vez em quando". Desse grupo, 64% se dizem favoráveis à proposta.

Entre os não-fumantes, 86% aprovam a idéia. O projeto foi apresentado à Assembléia Legislativa no final do mês passado pelo governador José Serra (PSDB). Se for aprovado pelos deputados estaduais, ficará proibido fumar em bares, boates, restaurantes, hotéis, áreas comuns de condomínios, shoppings, hospitais e táxis, por exemplo.

Não serão permitidos, em São Paulo, nem mesmo os espaços separados que atualmente restaurantes e bares reservam aos fumantes. Dessa forma, o cigarro só ficará liberado ao ar livre e dentro de casa.

Segundo o Datafolha, o nível de aprovação ao projeto é parecido em ambos os sexos, em todas as faixas etárias, em todos os graus de escolaridade e nas diferentes faixas de renda.

A aprovação é um pouco maior entre os simpatizantes do PSDB (88%), partido de Serra, que entre os do PT (83%). (As informações são do jornal Folha de São Paulo.

fonte: diariodetangara.blogspot.com, 19 Janeiro de 2009.

 

Cigarro na gravidez pode atrapalhar tireóide da mãe e do bebê,

Fumar durante a gravidez pode atrapalhar o funcionamento da glândula tireóide tanto da mãe quanto do filho, segundo estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. De acordo com os autores, essas alterações podem afetar o metabolismo da mãe e do filho, e aumentar os riscos de aborto, nascimento prematuro, baixo peso ao nascer e problemas no desenvolvimento cerebral do bebê.

Pesquisadores britânicos estudaram a influência do fumo na função da tireóide em dois grupos de mulheres em diferentes estágios da gestação - no primeiro (1428 gestantes) e no terceiro trimestre (927 gestantes) -, e o impacto nos níveis de hormônio tireoidiano do cordão umbilical de 618 bebês.

Os resultados indicaram que o hábito de fumar durante a gravidez poderia afetar a tireóide de mães e bebês. "Nos dois grupos (de mulheres) descobrimos que o tabagismo durante a gestação está associado com mudanças nos níveis de hormônio da tireóide das mães" escreveram os autores. Eles acrescentaram que a medida dos níveis do hormônio no cordão umbilical de filhos de fumantes indicou que as mudanças relacionadas ao fumo na função da tireóide também afetam os recém-nascidos.

Porém, entre aquelas que haviam parado de fumar durante a gravidez, os níveis do hormônio eram similares aos encontrados em mulheres não-fumantes, indicando que as mudanças na tireóide podem ser rapidamente revertidas.

fonte: www.opantaneiro.com.br, 19 Janeiro de 2009.

 

Países do Mercosul fecham 10 acordos na área da Saúde

Entre os pontos acertados estão o Pacto para Redução da Mortalidade Materna e Neonatal e medidas que envolvem a área de medicamentos e segurança alimentar

Os ministros da Saúde do Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Venezuela assinaram nesta sexta-feira (28) o Pacto Mercosul para Redução da Mortalidade Materna e Neonatal e outros dez acordos associados à política de medicamentos, de controle do tabaco, de prevenção do câncer do colo de útero e de segurança alimentar. Os compromissos foram assumidos pelos países durante a XXV Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o ministro José Gomes Temporão entregou a presidência pro tempore de Saúde do Mercosul ao Paraguai.

Pacto Mercosul

Um dos maiores desafios para o cumprimento das metas do milênio na América Latina é a redução da mortalidade materna e neonatal. Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) mostram que os indicadores de mortalidade materna na região permanecem preocupantes, com 190 mortes de mulheres para cada 100 mil bebês nascidos vivos, média dez vezes superior à dos países desenvolvidos. A OPAS estima que, pelo menos, 95% das mortes maternas poderiam ser evitadas com conhecimento, tecnologia médica e medidas de impacto social. No caso da mortalidade infantil, as principais causas são as perinatais, que acontecem nas primeiras 22 semanas de gestação e até sete dias após o parto.

O pacto prevê o fortalecimento de ações da atenção básica para a melhoria no acompanhamento do pré-natal, do pós-parto e do estímulo ao aleitamento materno. Os ministros da Saúde querem ainda maior humanização durante o parto, ao recém-nascido e às urgências e emergências maternas.

CÂNCER E TABACO - Os países do Mercosul devem adotar diretrizes para maior controle do câncer do colo de útero, doença que, na região, está entre as dez principais causas de morte entre as mulheres. Os ministros consideram que a vacina contra o HPV não substitui a necessidade de as mulheres se submeterem ao exame Papanicolau e vão estabelecer como prioridade as ações de prevenção, tratamento e reabilitação das mulheres com câncer de colo de útero.

Sobre a Política de Medicamentos, os acordos prevêem recomendações e diretrizes para o combate à falsificação e adulteração de remédios e produtos médicos. O objetivo é ter maior controle na promoção de produtos com impacto na saúde da população do Mercosul, além de promover estratégias para o uso racional de medicamentos, com maior acesso a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade.

Os ministros aprovaram ainda o acordo que visa à proibição da publicidade, promoção e patrocínio dos produtos do tabaco nos estados partes do Mercosul. Principal causa de morte evitável em todo o mundo, o tabagismo é responsável, só no Brasil, por cerca de 200 mil óbitos por ano. Cerca de um terço da população mundial adulta ­- 1,2 bilhão de pessoas, entre as quais 200 milhões de mulheres ­- é fumante. Na tentativa de melhorar esse quadro, o Mercosul tem coordenado ações que estimulam e criam oportunidades para a população adotar comportamentos e estilos de vida saudáveis e que contribuam para a redução da incidência e mortalidade por câncer e doenças relacionadas ao tabaco no país.

ALIMENTAÇÃO – A segurança alimentar e nutricional é outro desafio para os países do bloco, em 2009. Os ministros da Saúde iniciam, no Rio de Janeiro, a discussão sobre a situação das famílias em condições potenciais de insegurança alimentar. Ou seja, aquelas sem renda suficiente para garantir o acesso a um elenco básico de alimentos que atendam às suas demandas nutricionais diárias. A idéia é criar grupos de trabalho em cada país para identificar prioridades e elaborar um plano regional com ações voltadas principalmente à população das áreas de fronteiras, rurais e indígenas.

Dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS-2006) mostram que o acesso aos alimentos aumentou no Brasil. Do total de mulheres entrevistadas, 62,5% disseram ter acesso à alimentação em quantidade e qualidades suficientes. A PNDS-2006 concluiu que, no Brasil, a insegurança alimentar está associada aos domicílios nas regiões Norte e Nordeste, ao meio rural, à baixa escolaridade, à aglomeração domiciliar (mais de sete moradores) com crianças e adolescentes, à mulher negra e ao desemprego.

HISTÓRICO - A Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul (RMS) foi criada em 1995 para propor ao Conselho de Mercado Comum (CMC) medidas destinadas à coordenação de políticas para o setor na região. A RMS tem competência institucional para formular, acordar e apoiar ações de promoção, prevenção, proteção e atenção à saúde, que são realizadas em país, com os recursos existentes nos sistemas de saúde nacionais ou por meio de projetos de cooperação intra ou extrabloco. Define ainda planos, programas, estratégias e diretrizes regionais com vistas ao processo de integração.

fonte: www.mp.go.gov.br, 19 Janeiro de 2009.

 

Lei do tabaco gera mil processos

A ASAE, PSP e GNR instauraram cerca de mil processos por incumprimento da lei do tabaco entre Janeiro e o final de Novembro deste ano.

Entre as infracções detectadas encontram-se a falta de dísticos para identificar locais para fumadores e não fumadores ou avisos nas máquinas de tabaco. A ASAE não revelou o montante das multas aplicadas, remetendo para Janeiro a apresentação das estatísticas da Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica e de Publicidade.

A nova lei do tabaco entrou em vigor a 1 de Janeiro deste ano. O fumo passou a ser proibido nos espaços públicos, locais de trabalho, unidades de saúde, estabelecimentos de ensino e locais como museus, centros comerciais, aeroportos e meios de transporte.

fonte: www.correiomanha.pt/noticia, 29 Dezembro de 2008.

 

Contrabando de cigarro é o maior desafio da saúde pública no Brasil

Rio de Janeiro, 29 de Dezembro de 2008 - O Brasil é um dos principais players do mercado internacional de tabaco. Sendo o maior exportador e quarto produtor de tabaco, é também um dos países onde mais se contrabandeia cigarros em todo o mundo. O comércio ilegal deste produto no Brasil representa mais de um terço do mercado formal, e é considerado um problema crônico, tanto do ponto de vista econômico, social e também de saúde pública.

De acordo com o Grupo de Combate ao Contrabando de Cigarros e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), são consumidos por ano quase 150 bilhões de unidades de cigarros no País. Desse volume, cerca de 50 bilhões são oriundos do contrabando. O governo deixa de arrecadar R$ 1,4 bilhão em tributos aos cofres públicos.

O mercado paralelo de cigarros movimenta R$ 2 bilhões somente no Brasil. No mundo, segundo estimativas, o comércio ilícito de tabaco gera uma perda de arrecadação da ordem de US$ 50 bilhões aos governos. De acordo com informações do Centro de Integridade Pública, uma entidade civil com base nos Estados Unidos que promove consultas nesta área, os cigarros contrabandeados representam 11% da venda mundial desse produto - equivalente a 600 bilhões de unidades de cigarros anuais. A ilegalidade tem efeitos perversos em duas pontas, que se retroalimentam.

Controle

Na ponta da sonegação fiscal, o contrabando faz com que os cigarros não recolham tributos que, não sendo convertidos em recursos para o Sistema Única de Saúde (SUS), deixam de incrementar o tratamento de centenas de milhares de pacientes vítimas do tabagismo no País.

Ao mesmo tempo, na outra ponta, o cigarro contrabandeado é comercializado nas áreas mais carentes do Brasil, onde a fiscalização é menor, e chega às mãos de jovens, adolescentes e novos fumantes a preços atraentes e sem qualquer controle. De acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA), os cigarros ilegais, ao serem comercializados a preços menores do que os praticados no mercado, obrigam as fabricantes de cigarros a reduzirem os seus preços para não perderem consumidores.

É por essa razão que o preço baixo do cigarro facilita o acesso de jovens e pessoas de baixa renda, causando aumento no consumo e, por conseqüência, nas estatísticas de adoecimento e morte relacionadas às doenças provocadas pelo fumo. Uma carteira de cigarro no mercado formal custa de R$ 1,80 à R$ 2,25, já no informal, o preço varia de R$ 0,80 à R$ 1,20.

Impostos e preços

O cigarro é um produto em que incidência de impostos é complexa e, após a reorganização da política de tabelamento, em 1992, o contrabando teve fôlego renovado. Assim, o mercado nacional foi invadido por uma grande variedade de marcas de cigarros falsificados, até 40 % mais baratos e, portanto, mais acessíveis aos jovens e à população de menor poder aquisitivo.

Desde então, o governo brasileiro vem tentando controlar o contrabando no País. Dentre as iniciativas, instituiu a alíquota de 150% para o imposto de exportação de cigarros destinados aos países que compõe a América do Sul e Central.

A carga tributária foi elevada ainda mais a partir de julho de 2007, quando passaram a vigorar o Decreto n 6.006, de dezembro de 2006, e o Decreto n 6.072, de abril de 2007, que estabeleceram novos valores para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de acordo com as classes de enquadramento - o cigarro foi reajustado em 30%.

A princípio, o contrabando foi reduzido diante os novos dispositivos legais. Mas, na seqüência, observou-se o aumento das exportações brasileiras de folhas de tabaco, sem a incidência de impostos. Somente nos países fronteiriços foram estabelecidas dezenas de plantas industriais destinadas a manufaturar cigarros.

Em 2006, a indústria de cigarros produziu 5,603 bilhões de maços, resultando no faturamento de R$ 10,268 bilhões, conforme dados da Receita Federal, tabulados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Sobre esse valor, foram pagos R$ 6,999 bilhões em tributos, ou seja, percentual de 68,17%.

Falta de fiscalização

De acordo com Sindicato da Indústria do Fumo do Estado de São Paulo, o contrabando intensificou-se neste ano, motivado pela ausência de fiscalização por parte da Receita e Polícia Federal. Segundo o órgão, é necessário mais envolvimento das entidades fiscalizadoras estaduais e municipais, bem como a inspeção e maior atenção da Polícia Sanitária no recolhimento dos produtos não registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A queda do da moeda americana em relação ao real, verificada na primeira metade do ano, e a imposição de um piso para o preço do cigarro também foram fatores preponderantes para a escalada da criminalidade.

fonte: www.gazetamercantil.com.br, 29 Dezembro de 2008.

 

Ciência e Saúde - Um ano após infarto, 20% dos pacientes ainda têm dor

Uma em cada cinco pessoas em recuperação depois de ataques cardíacos continua a ter dores no peito um ano após o incidente, segundo um estudo americano. A equipe liderada pela Universidade do Colorado analisou quase dois mil pacientes e disse que as dores no peito após o infarto podem ser ligadas ao fumo ou à depressão.

Alguns dos pacientes sofrem de angina todos os dias, apesar de cirurgias para a colocação de marca-passos, segundo o estudo publicado na revista Archives of Internal Medicine.

A angina, ou dor no peito, é um sintoma comum de doenças cardíacas, e médicos dizem que alguns pacientes continuarão a senti-la após infartos, apesar dos esforços para tratar os problemas no coração.

Fumo e depressão

O objetivo do estudo, realizado com a colaboração de pesquisadores da Denver Colorado University e do Veteran's Affairs Medical Center, era descobrir a extensão do problema.

Dos pacientes que responderam ao questionário do estudo, um ano após seus ataques cardíacos, 19,9% ainda tinham dores no peito e 1.2% deles sentiam dor todos os dias.

O grupo mais susceptível à angina é composto de homens jovens com marca-passos, homens fumantes ou com sintomas de depressão.

Os pesquisadores dizem que os resultados podem ajudar os médicos a monitorar pacientes em risco.

"Esse estudo nos ajuda a entender quais fatores podem levar pacientes a sentirem dor no peito um ano após um infarto", disse um porta-voz da Fundação Britânica do Coração.

"A identificação desses fatores - por exemplo, fumo ou depressão - pode ajudar profissionais da saúde a reconhecer quais pessoas têm o risco de desenvolver o problema."

"Serviços para essas pessoas, como ajudá-las a parar de fumar, podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e a saúde do coração ao aliviar ou prevenir a angina", disse.

fonte: www.notapajos.globo.com, 28 Dezembro de 2008.

 

Cigarro deve causar 10% das mortes no mundo em 2030

As mortes relacionadas ao consumo de tabaco devem passar de 5,4 milhões em 2004 para 8,3 milhões em 2030 representando 10% das mortes no mundo, de acordo com as projeções feitas pela OMS. Segundo o relatório, o tabagismo crescente em países de baixa e média renda deve levar ao aumento de mortes por doenças cardiovasculares, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e câncer. O envelhecimento da população em países de baixa e média renda deve resultar em um aumento significativo de mortes relacionadas a causas não contagiosas nos próximos 25 anos estima-se que elas correspondam a três quartos de todas as mortes em 2030. Uma das principais causas deverá ser o câncer o número de mortes, que foi de 7,4 milhões em 2004, deve chegar a 23,4 milhões em 2030. O relatório prevê também que, nesse período, a mortalidade causada por doenças contagiosas, problemas perinatais e nutricionais caia. As mortes relacionadas ao HIV, por exemplo, devem subir de 2,2 milhões em 2008 para até 2,4 milhões em 2012 e, então, cair para 1,2 milhão em 2030. Esse cenário, porém, está condicionado ao fato de o acesso a drogas anti-retrovirais continuar a subir nas taxas atuais.

fonte: www.folhaonline, 26 Dezembro de 2008.

 

Cigarro: Fraude, corrupção e mentiras

Os fabricantes de cigarro levaram 40 anos para admitir o que já sabiam desde os anos 1950: o fumo causa câncer de pulmão. Nesse período, "a indústria do tabaco cometeu uma sucessão de fraudes, propagou mentiras com ares de controvérsia científica e enganou os consumidores num nível provavelmente inédito na história do capitalismo". Assim começa o excelente livro "O Cigarro" (Publifolha, 87 pág.), de Mario Cesar Carvalho.

Nele, o autor conta a história do cigarro desde suas origens. Diz que o capelão da primeira expedição francesa ao Brasil, em 1556, já relatou seu uso entre os tupinambás. Daqui, o fumo emigrou clandestinamente para Portugal e para a Espanha.

Fumar cigarro era raridade até o final do século 19. Em 1880, cerca de 58% dos usuários de tabaco eram mascadores de fumo, 38% fumavam charuto ou cachimbo, 3% cheiravam rapé e apenas 1% era fumante de cigarro. Nesse ano, o americano James A. Bonsack inventou uma máquina capaz de enrolar 200 cigarros por minuto, o que criou condições para o aparecimento da indústria.

Então veio a distribuição de cigarros aos soldados nas trincheiras, durante a Primeira Guerra, e seu uso, que se achava restrito às camadas marginais das sociedades americana e européia, explodiu. Em 1900, o consumo anual americano era de cerca de 2 bilhões de cigarros; em 1930, chegou a 200 bilhões. As duas guerras mundiais, que afrouxaram a oposição ao cigarro, a urbanização acelerada, a criação do mercado de massa e a expansão do mercado de trabalho, criaram as condições para que a epidemia do fumo se espalhasse pelo mundo, envolta em glamour por Hollywood, como símbolo de modernidade.

Descrito com clareza o cenário que levou à disseminação dessa praga do século 20 pelos cinco continentes, o autor mostra como ocorreu a tomada de consciência da sociedade em relação aos malefícios do fumo e como a indústria boicotou as informações científicas que esclareciam a associação do cigarro com o câncer e com as doenças cardiovasculares. Até a década passada, por exemplo, a indústria se negava a reconhecer até o mais óbvio: que a nicotina provoca dependência, num deboche cínico aos que enfrentam o tormento de parar de fumar.

Essa guerra suja, engendrada por executivos de terno e gravata e por pesquisadores sem escrúpulos alugados por eles, é apresentada de forma sucinta e contundente, justificando plenamente a conclusão inicial de que a indústria enganou de forma vil os consumidores, provocando milhões de mortes evitáveis.

A estratégia de rebater todas as evidências de que o cigarro provoca doenças mortais conseguiu assegurar aos fabricantes o direito de manter, por muitos anos, a propaganda do cigarro pelos meios de comunicação de massa, com mensagens dirigidas a adolescentes, concebidas para aliciá-los à escravidão da dependência de nicotina. Existe, na história do capitalismo, exemplo mais abominável de crime contra as crianças, perpetrado em nome do lucro?

Nos dias de hoje, esse aliciamento criminoso se faz sentir especialmente nos países em desenvolvimento, nos quais a defesa da saúde pública ensaia os primeiros passos e a vida humana parece valer menos. Conformada com a perda de mercado nos países industrializados, a indústria do fumo descarrega seu poder de fogo para conquistar novos dependentes nos países pobres.

No Brasil, apesar do avanço inegável dos últimos anos, a adoção de medidas restritivas à publicidade do cigarro aconteceu com 30 anos de atraso em relação aos Estados Unidos, como nos lembra o autor. Desde 1971, é proibido anunciar cigarro na TV americana; no Brasil, a proibição foi feita há pouco mais de um ano. Durante 30 anos, nossas crianças foram bombardeadas com mensagens para induzi-las a fumar, enquanto as americanas eram protegidas pela legislação de seu país.

Da mesma forma, atualmente, enquanto as multinacionais da indústria de tabaco concordaram em pagar 246 bilhões de dólares para convencer os 50 estados americanos a desistir de mover contra elas ações por fraude contra a saúde pública, aqui não arcam nem sequer com um centavo das despesas com o tratamento das doenças provocadas pelo cigarro. Por quê? Para essas companhias, a vida de um cidadão americano vale mais?

Nesse campo vale a pena acompanhar com todo o cuidado a ação que a Associação em Defesa da Saúde do Fumante (Adesf) move contra a Souza Cruz e a Philip Morris e que conseguiu, no Supremo Tribunal, a inversão do ônus da prova, isto é, as companhias é que terão de provar que cigarro não vicia. Foi uma ação similar a essa que possibilitou o acordo de US$ 246 bilhões nos Estados Unidos, como bem ressalta Carvalho.

O ponto alto do livro, no entanto, está no capítulo "Por que o Cigarro Conquistou o Mundo". Nele, o autor toca num ponto quase nunca lembrado, mas absolutamente fundamental para entender qualquer dependência química: o usuário sente prazer ao consumir a droga

No caso da nicotina, esse prazer está ligado à sua interação imediata com receptores dos neurônios situados em áreas do cérebro associadas às sensações de prazer e de recompensa e à busca da repetição do estímulo que provocou o prazer. Se um cigarro for consumido em dez tragadas, o autor calcula, o cérebro do fumante de um maço por dia verá esse circuito repetir-se 73 mil vezes por ano. E pergunta com lógica cristalina: que outra droga provoca 73 mil impactos de prazer num ano? Nessa pergunta elementar está a resposta à dificuldade enfrentada pelos 80% ou mais dos que fracassam na tentativa de abandonar o cigarro. Nela está a explicação de por que é mais difícil largar do cigarro do que do álcool, da maconha, da cocaína, da heroína, da morfina ou do crack.

fonte: drauziovarella.ig.com.br, 22 Dezembro de 2008.

 

Experimento demonstra um pico de elevação da pressão arterial ,

Sabemos dos inúmeros malefícios causados pelo tabagismo , em especial , um aumento do risco de desenvolvimento das doenças cardiovasculares e dos cânceres. Um estudo realizado por pesquisadores italianos há mais de uma década , demonstrou de uma forma objetiva , os efeitos do ato de fumar sobre a pressão arterial e o batimento cardíaco.

Dez fumantes sem hipertensão arterial ( normotensos ) , foram instruídos a fumar um cigarro a cada 15 minutos , durante uma hora. Todos os participantes , foram submetidos a uma monitorização contínua da pressão arterial e dos batimentos cardíacos.

Após o primeiro cigarro , observou-se uma elevação quase que imediata da pressão arterial ( tanto da pressão arterial máxima como da pressão arterial mínima ), com um pico de elevação dessas pressões entre 2 e 4 minutos. A pressão arterial manteve-se elevada por 15 minutos , até o momento que o participante do estudo fumaria o seu próximo cigarro . Elevações do batimento cardíaco , também foram observadas.

Para uma adequada medida da pressão arterial , recomendamos que os pacientes não fumem cerca de uma hora antes da consulta. O tabagismo tem-se mostrado um forte preditor do desenvolvimento de hipertensão arterial ao longo de um período de acompanhamento aproximado de 10 anos. Além disso , sabemos que o ato de fumar , dificulta o controle da pressão arterial em pacientes hipertensos.

fonte: www.portaldocoracao.com.br , 21 Dezembro de 2008.

 

O Partido Sanitário e os ambientes livres de tabaco

O projeto de lei 577/2008 que tramita na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo tem por objetivo regulamentar os Ambientes Livres de Tabaco, tornando-os totalmente livres. Ouviram-se clamores de donos de restaurante e bares, que à guisa de defenderem o que consideram a “liberdade individual de fumar e de tomar as próprias decisões” dos indivíduos acostumados com as mais de 5000 substâncias tóxicas do tabaco, se posicionaram radicalmente contra o projeto de lei. Esta lei, que na realidade deveria ser nacional, visa simplesmente garantir o que o Brasil, como signatário da Convenção Mundial do Controle do Tabagismo, emitido pela Organização Mundial da Saúde, vá gradualmente encontrando o seu caminho no cumprimento do itens da Convenção Mundial sendo que um dos principais itens é o de “Ambientes Totalmente Livres de Tabaco”, acabando-se com a questão dos restaurantes e bares onde a tênue linha dos ambientes dos fumantes e não fumantes não consegue dividir o espaço aéreo e a fumaça chega ao outro lado. Com a regulamentação necessária e possível dos ambientes livres de tabaco a nível nacional, o Brasil cumpriria o seu papel de liderança na luta pelo controle do tabagismo, apesar dos interesses econômicos que envolvem o fato de ser o maior exportador do mundo de tabaco, perdendo em produção somente para a China, que consome toda a sua produção, com mais de 50 a 60% dos seus bilhões de habitantes tabagistas severos. Assim, as ações de controle do tabagismo no Brasil, têm a marca de todos os partidos políticos existentes no Brasil. O Governador Serra iniciou, enquanto Ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso, as proibições de propagandas de marcas de cigarro; o Partido dos Trabalhadores, através do Presidente Lula em 2006, junto com o Presidente da Câmara do PT e a Presidência do Senado Federal do PMDB, ratificaram a Convenção Quadro da Organização Mundial da Saúde, que colocava muito claramente, o que agora o PSDB do estado de São Paulo, junto com todos os outros partidos da Assembléia Legislativa buscam regulamentar, quer seja, que uma das normas efetivas na proteção dos que não fumam e dos que fumam contra o próprio vício, são os ambientes totalmente livres de tabaco. Sabe-se que não existem limites para a fumaça do cigarro e que garçons e trabalhadores de bar e restaurantes, expostos à fumaça, passam a ser fumantes passivos e vão contrair as mesmas doenças cardio-respiratórias, câncer, e as mais de 50 doenças causadas pelo cigarro. O indivíduo que fuma tem também preocupações com a sua constituição familiar, pois se fica doente, gera uma conturbação social e emocional impagável, pois pais e mães são sabidamente insubstituíveis, e cada ano a menos, ceifado pelo tabaco, pode significar uma perda incomensurável. Sabemos portanto, que quando a Convenção Quadro foi homologada em 2006, o foi pela maioria de todos os partidos da casa e o então Presidente do Instituto Nacional do Câncer Dr. José Gomes Temporão, desempenhou um papel fundamental, participando de audiências públicas, em meio aos fumicultores do Rio Grande do Sul, conversando com a mídia e com os políticos, esclarecendo que os benefícios para a Saúde e para a economia do país, com a cessação do tabagismo, se comparam a medidas de grande alcance para o indivíduo e para a sociedade. O tabagismo é a maior causa evitável de doença que existe para o Sistema Único de Saúde e portanto, um melhor controle desoneraria o sistema com conseqüências importantes no custeio de outras doenças. Por isso, aqueles que se alinham no que chamamos de Partido Sanitário suprapartidário, resultante dos princípios de cada um de buscar o desenvolvimento da Saúde Pública acima dos próprios interesses ou dos seus partidos e siglas, podem fazer a diferença, aprovando uma lei que vai ajudar a milhares de paulistanos a ficarem mais protegidos do tabagismo ativo e passivo e que pode ser emblemática como um norte para a luta do controle do tabagismo no Brasil. Sabe-se que em pesquisas realizadas, mais de 80 % da população aprova ambientes fechados totalmente livres de tabaco, inclusive os próprios fumantes, que na verdade não querem prejudicar aos outros e que, se pudessem, mais de 70% deles gostariam de não estar dependendo do tabaco, sendo que mais de 50% tentaram em algum momento parar de fumar e não conseguiram. A cada ano sem cigarro, o corpo recupera suas funções e vão diminuindo os riscos de problemas decorrentes do cigarro, apesar de não desaparecerem. Ainda temos muitos jovens que iniciam a cada ano o uso do tabaco e sabemos que esta é uma população muito vulnerável aos apelos mercadológicos da indústria do Tabaco, inclusive se disseminando atualmente o uso glamouroso do Narguillé, aquela pipa aquosa onde se fuma o equivalente a um maço de cigarro em uma hora, em meio a uma convivência grupal que se sabe estimula muito o tabagismo. Os próprios jovens e seus pais desconhecem que este hábito causa dependência química e que é uma porta de entrada para o tabagismo que é considerado hoje uma epidemia pediátrica e de jovens, pois a idade de início é de 12 a 14 anos de idade. Ainda, filhos de pais que fumam têm maiores chances de virem a ser adultos que fumam, além de sofrerem com doenças infantis respiratórias. Assim, a participação da Sociedade Civil Organizada, dos médicos e de outros profissionais de saúde no controle do tabagismo é fundamental para que se garantam os princípios da constituição, no artigo 196, de que a Saúde é direito de todos e dever do Estado. Cumpre portanto, que todos lutem por este momento e quiçá possa o Projeto de Lei de número 577/2008 de SP ser aprovado e cumprido, para o bem de todos os cidadãos paulistanos e de suas famílias e mais tarde, do Brasil, quando for aprovada uma lei de abrangência nacional, que dorme em berço esplêndido. O Partido Sanitário agradece.

fonte: www.revistavigor.com.br, 21 Dezembro de 2008.

 

Livro explica o cigarro como prazer e risco e mostra tabagismo como ep

"O Cigarro", da coleção "Folha Explica", apresenta uma grande reportagem sobre um tema atual e polêmico, em que o repórter especial da Folha Mario Cesar Carvalho conta a história da indústria do cigarro e mostra que o fumo é a maior causa de mortes evitáveis na história da humanidade. O primeiro capítulo pode ser lido abaixo.

Divulgação: Realista, autor explica que fumar vicia porque é agradável. A obra mostra, por exemplo, que a indústria do cigarro sabia da relação entre fumo e câncer desde os anos 50, mas que tentou esconder esse fato até a década de 90, utilizando o cinema de Hollywood e a indústria publicitária para manipular a opinião pública a favor do cigarro.

Descrito com clareza o cenário que levou à disseminação do cigarro, o autor mostra como ocorreu a tomada de consciência da sociedade em relação aos malefícios do fumo.

O ponto alto do livro está no capítulo "Por que o Cigarro Conquistou o Mundo". Nele, o autor toca num ponto quase nunca lembrado, mas fundamental para entender qualquer dependência química: o usuário sente prazer ao consumir a droga.

Como o nome indica, a série "Folha Explica" ambiciona explicar os assuntos tratados e fazê-lo em um contexto brasileiro: cada livro oferece ao leitor condições não só para que fique bem informado, mas para que possa refletir sobre o tema, de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país.

Fraude, corrupção e mentiras

Os caubóis parecem os mesmos de sempre --botas, chapelões, calças justas, laços na mão. A cena lembra em quase tudo um comercial de Marlboro: estão lá a paisagem selvagem, a música grandiloqüente e o ar estóico dos caubóis. O diabo é a ação. Em vez de laçar vacas, como sempre fizeram, eles perseguem crianças, apavoradas com os cavalos que avançam sob uma nuvem de poeira, num tropel de boiada encurralada. A mensagem não é nada sutil: a indústria do cigarro está aliciando adolescentes a laço.

Os caubóis laçadores de crianças, protagonistas de uma propaganda contra o fumo veiculada na TV pelo governo da Califórnia em 1996, marcaram nos EUA o início de uma nova imagem de massa para o cigarro, a qual se propagou pelo mundo feito vírus de computador. O comercial simbolizou o início de uma nova era para o cigarro --a era do ataque. Em vez de sexo, glamour ou aventura, imagens que a indústria do tabaco cultuava desde 1910, o cigarro passou a simbolizar o mal.

O principal argumento de ataque ao cigarro é a defesa da saúde pública. Como a música dos comerciais de cigarro, os números usados para aquilatar o tamanho do desastre também são grandiloqüentes:

- O cigarro matou mais no século 20 que todas as guerras somadas: foram 100 milhões de vítimas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

- O fumo mata 3,5 milhões de pessoas no mundo ao ano, número superior à soma das mortes provocadas pelo vírus da Aids, pelos acidentes de trânsito, pelo consumo de álcool, cocaína e heroína e pelo suicídio.

- No Brasil, todo ano, morrem 80 mil pessoas de doenças relacionadas ao fumo, quase o dobro das vítimas de homicídio no país.

- O cigarro é o maior causador de mortes evitáveis na história da humanidade.

- O futuro pode ser ainda mais tenebroso. Se os padrões de consumo continuarem inalterados no século 21, o cigarro deverá matar dez vezes mais que no século passado: 1 bilhão de pessoas, segundo projeção do Banco Mundial e da OMS.1 Em 2020, as mortes por ano deverão atingir a casa dos 10 milhões, se nada mudar até lá.

Para retratar com mais precisão o tabagismo, elevado à categoria de doença pela OMS a partir de 1992, os médicos colocaram em circulação um termo reservado para ocasiões muito especiais: pandemia, ou epidemia generalizada. O cigarro gerou a maior pandemia da história, na definição da OMS: 1,1 bilhão de pessoas fuma, o equivalente a um terço da população adulta do mundo.

Ataques contra o fumo existem desde que ele chegou à Europa, no final do século 15, para onde foi levado pelas mãos de um capitão da equipagem de Cristóvão Colombo, d. Rodrigo de Xeres, que desembarcara na América em 1492. Que o tabaco faz mal já se sabe desde o século 18, pelo menos.

A novidade que catalisou os ataques foi um cruzamento inédito de fatos, comportamentos e descobertas, ocorrido no final do século 20. Ao brutal consenso científico de que o cigarro causa pelo menos meia centena de doenças, somaram-se uma obsessão com o corpo e com a saúde jamais vista e a descoberta de que a indústria do tabaco cometeu uma sucessão de fraudes, propagou mentiras com ares de controvérsia científica e enganou os consumidores num nível provavelmente inédito na história do capitalismo.

A satanização do fumo não ocorreu por acaso no final do século 20. O puritanismo dominante na sociedade americana e sua repulsa a todo e qualquer tipo de prazer receberam uma chancela científica ao ter escolhido o cigarro como alvo. Não é um prazer qualquer que está na mira - é um prazer que mata. Um puritano jamais conseguirá entender uma das definições de Cícero (106-43 a.C.) para a felicidade: "Vive-se bem quando se é capaz de desprezar a morte".

O poder das empresas que fabricam cigarros também ajudou a galvanizar o ódio ao fumo. Se fosse contada só com os fatos que a indústria escondeu ou deturpou, a história do cigarro seria uma sucessão de fraudes, corrupção e mentiras. As duas maiores fraudes praticadas pela indústria parecem hoje risíveis diante das provas científicas:

- Os fabricantes de cigarro tentaram criar um clima de controvérsia para um fato que eles próprios conheciam desde os anos 50 e só admitiram 40 anos depois - o de que o cigarro provoca câncer de pulmão.

- Eles também negaram o tempo todo que o cigarro fosse uma droga que causa dependência, pior até do que aquela provocada pela cocaína e heroína, porque nenhum usuário dessas duas drogas consome-as com a mesma freqüência que um fumante.

Isso aconteceu praticamente no mundo todo. Mas nos EUA o consumidor sente-se afrontado quando é iludido. Ele então luta por seus direitos em tribunais, como se estes fossem um dos últimos resquícios da democracia moderna que eles ajudaram a criar. A mensagem parece ser a seguinte: "Agora que as grandes empresas mandam em tudo, vamos mostrar que esse poder tem limites". Foi por isso que a história do cigarro no final do século 20 virou caso de tribunais.

Este livro tem uma ambição prosaica: tenta resumir a história do cigarro com base nos conflitos entre a ciência e a indústria, entre o prazer e o risco. Parte de fatos recentíssimos (a revelação de milhares de documentos secretos dos fabricantes de cigarros nos EUA a partir dos anos 90, documentos estes praticamente desconhecidos no Brasil), passeia pelos 40 anos de mentira da indústria, retrata como nosso país entrou nessa briga, mostra que o antitabagismo tem 500 anos e discute qual o futuro da droga que, ao lado da cafeína, é a mais popular da história --ela seduz um quinto do planeta e tem vendas de US$ 300 bilhões por ano.

1 A estimativa está na seção de apresentação de Tobacco Control in Developing Countries, uma pesquisa feita pelo Banco Mundial e pela Organização Mundial de Saúde em 13 países.

"O Cigarro" Autor: Mario Cesar Carvalho Editora: Publifolha Páginas: 88 Quanto: R$ 17,90 Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

fonte: www.folhaonline.com.br, 20 Dezembro de 2008.

 

EUA: Corte autoriza ações contra fabricantes de cigarro

Por cinco votos a quatro, tribunal decidiu que os fumantes podem usar legislação de proteção ao consumidor sobre propaganda enganosa contra os fabricantes que apresentam o cigarro "light" como menos prejudicial à saúde do que o produto regular. O caso foi levado à Justiça por três fumantes de longa data do Estado americano do Maine, em processo contra o Grupo Altria e sua subsidiária, Philip Morris. Eles argumentam que os fabricantes sabiam há muito tempo que quem fuma cigarros "light" tende a compensar os níveis baixos de nicotina inalando a fumaça com maior freqüência e de maneira mais profunda. Isenção A Philip Morris e o Grupo Altria vinham argumentando que, como as autoridades federais regulamentam os testes com cigarros e as advertências sobre potenciais danos à saúde impressas nos maços, estão isentos de tais processos judiciais. Mas a Suprema Corte decidiu agora que as companhias ainda estão subordinadas às leis estaduais sobre propaganda enganosa e, portanto, podem ser processadas. Cigarros "light" ou de "baixo alcatrão' representam 80% do mercado americano de produtos de tabaco, de acordo com dados do governo. O correspondente da BBC, Richard Lister, disse que a decisão dá sinal verde para muitas ações judiciais semelhantes, que podem, potencialmente, custar para os fabricantes de cigarros bilhões de dólares em indenizações.

fonte: BBC BRASIL.com, 16 Dezembro de 2008.

 

Fumo passivo pode afetar a fertilidade feminina

Não é nenhuma novidade o quanto o cigarro é prejudicial para a fertilidade das fumantes que querem engravidar. Mas ele também pode trazer problemas para aquelas que não fumam, mas convivem com a fumaça algumas horas do dia. Um estudo epidemiológico, realizado pela University Medical Center, em Nova York, analisou 4.800 mulheres não fumantes e constatou que 40% daquelas que eram expostas à fumaça do cigarro por seis horas ou mais tiveram dificuldade para engravidar ou sofreram abortos espontâneos. Segundo Renato Kalil, ginecologista do Hospital São Luiz, enquanto há uma série de estudos e comprovações dos males provocados pelo cigarro no aparelho reprodutor das mulheres, como a menopausa precoce, o tabagismo passivo está começando a ser estudado agora. Ainda sem confirmações de como ele pode afetar o organismo da mulher, já se sabe que a fumaça que vem de outras pessoas atrapalha a fecundação, reduzindo a fertilidade em até 30%.

fonte: revistacrescer.globo.com, 15 Dezembro de 2008.

 

Câncer será a doença mais fatal do planeta em 2010, diz OMS

O câncer deverá superar as doenças cardiovasculares como primeira causa de mortalidade no mundo em 2010, revela estudo do Centro Internacional de Pesquisas contra o Câncer da OMS (Organização Mundial de Saúde). O principal é o fator do aumento do tabagismo, principalmente em países em desenvolvimento. Segundo o relatório, os casos de câncer dobraram entre 1975 e 2000, e devem duplicar novamente entre 2000 e 2020. Em 2030, o câncer poderá matar 17 milhões de pessoas, contra os 7,6 milhões de óbitos que provocou em 2007, adverte o relatório. "Este rápido aumento dos casos de câncer representa um autêntico desafio para os sistemas do mundo", revela Peter Boyle, diretor do centro de pesquisas contra a doença. A maioria dos países desenvolvidos restringiu o fumo em lugares públicos, incluindo locais de trabalho e restaurantes, o que contribuirá para uma redução ainda maior dos casos de câncer nos próximos anos, segundo o estudo. No entanto, advertiu de que, perante o sucesso das campanhas, as empresas de cigarro concentraram sua atenção nas nações em desenvolvimento principalmente China, Rússia e Índia, onde são capazes de investir em "um nível de publicidade sem precedentes". "Mais da metade dos casos e dois terços dos óbitos por câncer ocorrem nos países com nível de renda baixo ou médio. Os países em desenvolvimento, onde a população crescerá 38% até 2030, não têm meios para lutar de forma eficaz contra o câncer", destaca o relatório. Fumo e má-alimentação O consumo de cigarro, a dieta excessivamente rica em gordura e hábitos alimentares cada vez menos saudáveis favorecem o aumento do câncer. Esta combinação de fatores causa crescente estrago nos países emergentes, que copiam o modelo da vida ocidental. Se não forem adotadas medidas para conter este avanço, poderá haver 27 milhões de casos de câncer a cada ano no planeta até 2030, e outras 75 milhões vivendo com a doença durante os cinco anos seguintes a seu diagnóstico. Em 2007, foram registrados 12 milhões de novos casos de câncer, entre os quais 5,6 milhões ocorreram em países em desenvolvimento. No total, 7,6 milhões de pessoas morreram, sendo 4,7 milhões nos países em desenvolvimento. O cigarro, consumido por cerca de 1,3 bilhão de pessoas no planeta, é a primeira causa evitável de mortalidade e de enfermidade. "O controle do consumo de cigarro é o mais importante que podemos fazer para combater esta doença", ressaltou no ato o ciclista Lance Armstrong, ganhador de sete Tours da França, que foi diagnosticado com câncer de testículos em 1996 e ficou conhecido também por sua luta contra a doença.

fonte: Folha Online, 10 Dezembro de 2008.

 

Cigarro mata mais fumantes passivos do que ativos

De acordo com o Inca, Instituto Nacional do Câncer, o fumo passivo mata sete brasileiros diariamente. Cerca de 2.655 não-fumantes morrem a cada ano no Brasil por causa do fumo passivo, isso que somente indivíduos na faixa etária de 35 anos ou mais foram alvo do estudo do Inca, fumantes e ex-fumantes não fizeram parte da população avaliada.

O estudo definiu os fumantes passivos como pessoas que nunca fumaram e que moravam com pelo menos um fumante no mesmo domicílio. Três principais doenças foram citadas na pesquisa: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto) e acidentes vasculares cerebrais, várias outras ficaram de fora do estudo.

De acordo com o Inca, Instituto Nacional do Câncer, o fumo passivo mata sete brasileiros diariamente. Cerca de 2.655 não-fumantes morrem a cada ano no Brasil por causa do fumo passivo, isso que somente indivíduos na faixa etária de 35 anos ou mais foram alvo do estudo do Inca, fumantes e ex-fumantes não fizeram parte da população avaliada.

O estudo definiu os fumantes passivos como pessoas que nunca fumaram e que moravam com pelo menos um fumante no mesmo domicílio. Três principais doenças foram citadas na pesquisa: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto) e acidentes vasculares cerebrais, várias outras ficaram de fora do estudo.

O que é Tabagismo Passivo?

Conforme o Inca, define-se tabagismo passivo como a inalação da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados.

A fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados é denominada poluição tabagística ambiental (PTA) e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), torna-se ainda mais grave em ambientes fechados. O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool.

O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro, constata o Instituto Nacional do Câncer.

Substâncias como nicotina, monóxido de carbono, amônia, benzeno, nitrosaminas e outros carcinógenos são encontradas em quantidades mais elevadas na fumaça inalada por não-fumantes do que a fumaça exalada por fumantes

.

Em uma análise feita pelo INCA, em 1996, em cinco marcas de cigarros comercializados no Brasil, verificou-se níveis duas 2 vezes maiores de alcatrão, 4,5 vezes maiores de nicotina e 3,7 vezes maiores de monóxido de carbono na fumaça que sai da ponta do cigarro do que na fumaça exalada pelo fumante. Os níveis de amônia na corrente secundária chegaram a ser 791 vezes superior que na corrente primária.

fonte: www.baladatotal.com.br, 07 Novembro de 2008.

 

Doenças relacionadas ao fumo passivo matam sete brasileiros por dia, m

Pelo menos sete brasileiros morrem a cada dia devido a doenças associadas ao fumo passivo de tabaco. A revelação foi feita por um estudo conjunto do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgado em agosto último.

Segundo os resultados preliminares do trabalho, 2.655 pessoas que não fumam morrem anualmente em conseqüência de câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto) e acidentes vasculares cerebrais (AVC), as três principais doenças relacionadas ao tabagismo passivo. Desse total, 60,3% são mulheres. Esse estudo fortalece a implementação do artigo oitavo da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, o primeiro tratado internacional de saúde pública, e serve como mais um suporte científico para a legislação que abole o fumo em ambientes fechados.

Parte do Programa Nacional de Controle de Tabagismo, que busca inibir a iniciação ao fumo e promover sua supressão, o estudo se limitou às três principais doenças associadas com essa atividade. “Nossa análise abrangeu apenas esses males porque consideramos somente a mortalidade”, explica um dos autores do trabalho, o epidemiologista Antonio José Leal Costa, do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da UFRJ.

Ele diz que há outras doenças que acometem os fumantes passivos, como asma brônquica e bronquite, comuns em crianças, mas, para levá-las em conta, o escopo da pesquisa teria de ser ampliado para incluir dados de morbidade (taxa de indivíduos doentes em um dado grupo e durante um período determinado).

Embora os resultados preliminares abordem apenas a exposição à fumaça ambiental do tabaco em domicílios localizados em capitais, o estudo também coletou informações sobre ambientes de trabalho. “É provável que, se abrangêssemos outras regiões dos estados ou incluíssemos áreas rurais, o número de mortos seria maior”, afirma a assistente social Érica Cavalcanti, da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, lembrando que três cigarros consumidos por um fumante equivalem ao efeito de um cigarro para um não-fumante exposto à fumaça.

Locais fechados

Para chegar ao resultado publicado, os pesquisadores combinaram dados do período de 2002 a 2004 do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde; do Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, pesquisa realizada em 2003 pelo Inca e pela Secretaria de Vigilância em Saúde; e de três estudos internacionais que determinavam o risco relativo de morte de não-fumantes expostos ao tabagismo passivo em relação aos não expostos.

“A análise restringiu-se a indivíduos de 35 anos ou mais que conviviam com pelo menos um fumante em casa. Essa idade foi escolhida, porque as doenças consideradas no estudo dependem de uma exposição cumulativa à fumaça”, esclarece Cavalcanti.

Segundo Costa, a maior incidência de mortes é entre mulheres que convivem com homens fumantes. “Se estivéssemos considerando o hábito de fumar, em vez do tabagismo passivo, esse cenário se inverteria”, afirma. Para Cavalcanti, o estudo corrobora a noção de que não há níveis seguros de exposição. “Embora as doenças principais demorem a aparecer, certas substâncias cancerígenas, como a nitrosamina NNK, presentes na fumaça do cigarro, já são detectadas na urina de não-fumantes logo após a primeira exposição”, revela a assistente social.

O objetivo agora é usar o estudo para embasar uma lei federal que proíba completamente o fumo em locais fechados. “Alguns estados, como Rio de Janeiro, Paraíba e São Paulo, saíram na frente com legislações próprias para esse fim”, observa Cavalcanti. Costa informa que, apesar de esses locais já possuírem áreas restritas para fumantes, a fumaça não necessariamente ‘respeita’ esses limites e os que aí trabalham são expostos a ela involuntariamente.

“Esses profissionais seriam os mais beneficiados por uma proibição total do tabagismo, pois, mesmo que um garçom não fume, ele ainda tem que servir clientes na área de fumantes”, ressalta o epidemiologista. Segundo ele, a análise dos dados referentes a ambientes de trabalho deve estar concluída em dois meses.

fonte: cienciahoje.uol.com.br, 23 Outubro de 2008.

 

Fumaça de cigarro não induz ex-fumante a voltar ao vício

Pesquisadores da Universidade de Auckland resolveram testar a hipótese de que a fumaça de cigarro poderia fazer com que ex-fumantes desejassem voltar a fumar.

A reação dos ex-fumantes ao cheiro do cigarro dos outros varia muito, desde a rejeição violenta a outros que ficam aspirando a fumaça alheia com saudades. O estudo cientifico foi desenvolvido para testar o impacto da fumaça de cigarro sobre o retorno ao hábito por parte de quem o havia largado.

As informações foram obtidas com mais de 1.100 tabagistas, inscritos em programas de cessação de vicio em uma clínica de Londres, na Inglaterra. Os métodos de apoio ao fim do tabagismo variavam do uso de adesivos de nicotina até a utilização de medicamentos que ajudam na libertação do vicio.

Apos uma semana de abstinência os ex-fumantes eram solicitados a avaliar o efeito da fumaça do cigarro alheio.Dentre os participantes, 23% acharam o cheiro ligeiramente prazeroso e 54% pelo menos tentador. A taxa de retorno ao tabagismo foi dentro do esperado, embora não se estabelecesse relação direta entre avaliação como agradável do cheiro de cigarros e o retorno ao hábito. Os abstêmios recentes, que classificaram a fumaça de cigarro como tentadora, estatisticamente cederam à tentação.

O interessante foi o fato de que a tentação diminuía com o tempo e, quatro semanas após esse período, a tentação não influenciava na taxa de retorno ao tabagismo. A conclusão dos especialistas foi que achar a fumaça de cigarro tentadora não influencia no retorno, mas deve servir de sinal de que a cessação do hábito corre perigo.

Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN

fonte: g1.globo.com/Noticias, 22 Outubro de 2008.

 

Vício mais difundido do mundo é o tema do filme 'Fumando espero'

Para a diretora carioca Adriana Dutra, que por duas décadas de sua vida fumou dois maços de cigarro por dia, deixar o vício não foi fácil. De sua batalha pessoal, nasceu o documentário "Fumando espero", que estréia na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e chega aos cinemas de todo o Brasil em 13 de março. Foram quatro anos de pesquisas, entrevistas, filmagens, tratamentos e tentativas para deixar de fumar. Comecei as filmagens fumando. Parei à meia-noite de 31 de dezembro de 2006 para 2007. Recai em setembro e voltei a parar no réveillon de 2007 para 2008. Voltei a fumar em maio e parei em agosto de 2008, espero que de vez - conta Adriana, lembrando que as recaídas fazem parte do processo. - Patrocinadores do filme que me encontraram fumando chegaram a dizer que eu devia fumar escondida. Mas não estou levantando bandeiras. Quis fazer uma reflexão sobre o tabagismo. Daí a idéia de me emprestar para o filme, que me proporcionou um entendimento muito grande da questão. Mas o documentário é muito mais que a luta de Adriana para deixar o cigarro. É também a história de fumantes convictos, ex-fumantes saudosos, ex-fumantes intolerantes, pessoas que, assim como Adriana, tentam se libertar do vício mais difundido do século XX e XXI: médicos, ativistas, publicitários, agricultores que plantam fumo são quase escravos de uma das indústrias que mais lucra no mundo. O documentário pode funcionar como um despertar de consciência para quem ama, já amou ou odeia o cigarro. Faço uma volta de 360º no assunto para fazer uma reflexão e mostrar a realidade, em que há muita manipulação, fraude, escravidão para quem planta. Mantenho um distanciamento, ao mesmo tempo em que faço com que o espectador se identifique com a história por meio dos personagens que apresentam todos os segmentos: dependência, prazer, tratamento, fraudes contra a saúde pública. Não dá para tomar partido, mas a verdade é barra pesada. O filme termina com o suicídio, a morte para quem planta o fumo - conclui Adriana. Apesar dos momentos difíceis, o filme é recheado com muito humor, um traço marcante da personalidade da diretora. Os depoimentos do ex-fumante Ney Latorraca, a própria experiência de Adriana, as animações que apresentam dados sobre o tabagismo no Brasil e no mundo, aliviam as denúncias de exploração dos agricultores no sul do Brasil, os maiores exportadores de fumo do mundo, mas são escravos das multinacionais que produzem cigarros; o descaso da Justiça em relação às ações indenizatórias movidas contra a indústria tabagista; o marketing disfarçado feito pelas empresas de cigarro, que atinge crianças e adolescentes em pontos-de-venda e o engodo dos cigarros light. - Um documentário é denúncia, informação, mas é também entretenimento. O filme é sério, mas fiz questão de colocar humor como contraponto, para que fosse digerível. Adriana agora se dedica a finalizar o roteiro de um longa de ficção, "Quadrilha caseira", que ela pretende começar a filmar em 2010, sobre corrupção de profissionais liberais em condomínios luxo. O próximo projeto de documentário deve seguir os moldes de "Fumando espero" e vai falar de obesidade. Adriana já começou as pesquisas.

fonte: globo.com, 21 Outubro de 2008.

 

Fórum discute promoção de ambiente livre de fumo

A Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seduc), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) e a Fundação Municipal de Saúde (FMS), visando marcar o dia 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco, realizou o II Fórum de Promoção de Ambientes Livres de Fumo. O evento aconteceu com palestras e discussões sobre o tema, nessa terça-feira, 27, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (Fapepi). O evento reuniu profissionais públicos e de outras áreas para discutir, entre outros assuntos, o ambiente livre de fumo na perspectiva do direito do trabalhador à saúde e competências da Vigilância Sanitária na fiscalização de ambientes livres de fumo. Para a coordenadora do Programa Estadual de Combate ao Tabagismo, Norma Sueli Alberto, o fórum objetiva sensibilizar a sociedade sobre os danos do tabagismo e enfocar as alternativas de mudanças. “A iniciativa comprova a eficiência na prevenção e controle do tabagismo. Chamamos a atenção de pais e professores para evitar práticas de vício na frente das crianças. O exemplo e o diálogo ainda são as melhores prevenções”, frisou. De acordo com Norma Sueli, a intenção do evento é firmar um compromisso com os gestores públicos, gerentes de órgãos e entidades a tornarem seus estabelecimentos ambientes livres do fumo. “Acreditamos que esse é o primeiro passo para a conscientização de que tantos fumantes como não fumantes têm direitos e deveres a cumprir”, enfatiza a coordenadora. Para este ano, o Ministério da Saúde lançou o slogan Ambiente livre de fumo é direito de todos. Dados do Ministério da Saúde indicam que ainda são altos os índices de morte e doenças provocadas pelo uso do tabaco: metade dos fumantes regulares, ou seja, cerca de 650 milhões de pessoas poderão morrer por alguma doença tabaco-associado. Segundo a supervisora de saúde e prevenção nas escolas, professora Maria Galvão, os fumantes passivos são o foco da campanha do Ministério da Saúde para este ano. “No Brasil, a lei federal 9.294/96 e o Decreto Federal n° 2.018, que regulamenta a lei, estabeleceram importantes avanços na proibição do fumo em ambientes fechados de uso coletivo, tanto em instituições públicas quanto em espaços privados”, explica. Os males do tabagismo passivo são irritações nos olhos, tosse, problemas alérgicos e dor de cabeça. A fumaça aumenta o risco de câncer, doenças cardiovasculares, infarto no miocárdio, arteriosclerose e asma, além de reduzir a capacidade respiratória. “As crianças são as que mais sofrem, com bronquite, pneumonia, infecção de ouvido e síndrome da morte súbita infantil”, revela Galvão. Entre as ações desenvolvidas pelo Programa de Combate ao Tabagismo acontecem, até o fim de semana, palestras educativas para estudantes das escolas da rede pública. “Segundo o Ministério da Saúde, as taxas de mortalidade por câncer de pulmão têm aumentado com maior velocidade entre as mulheres do que entre os homens nos últimos anos, um reflexo da tendência mais tardia de crescimento do tabagismo entre mulheres. Além disso, dados mostram que, embora o consumo venha caindo mesmo entre os jovens, em alguns lugares as meninas estão fumando mais cedo do que meninos”, revela. Perigos do tabagismo O tabagismo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é diretamente responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão e 25% das mortes por doença cerebrovascular. A fumaça do tabaco é um agente perigoso, contendo mais de duzentas substâncias químicas venenosas conhecidas. Cada vez que um tabagista acende um cigarro, ele está sendo lesado em algum grau pela inalação dessas substâncias. O fumo de dois maços de cigarros por dia encurta a expectativa de vida do usuário em oito anos, e até mesmo os que fumam menos encurtam suas expectativas de vida em quatro anos. Os fumantes passivos (pessoas que convivem com fumantes em ambientes fechados) podem ser vítimas também de doenças como: irritação dos olhos, manifestações nasais, problemas alérgicos, entre outros. O tabagismo é causador isolado de doenças evitáveis e que atualmente vêm causando mais mortes prematuras no mundo do que a soma das mortes provocadas por Aids, cocaína, álcool, acidentes de trânsito, entre outros.

fonte: www.ccom.pi.gov.br, 16 Outubro de 2008.

 

Indústria do Tabaco: fraude, corrupção e mentiras

A Aliança de Controle do Tabagismo – ACT faz um protesto nesta quarta-feira, 14 de outubro, das 10h às 12h, em frente ao Hotel Intercontinental, em São Conrado. Lá, estará começando o Global Tobacco Networking Forum, a primeira reunião dos grandes fabricantes de tabaco na América Latina, que vai até sexta-feira. Um dos patrocinadores deste fórum é a British American Tobacco, da qual a Souza Cruz é subsidiária. A concentração para o protesto será às 9:30, no canteiro gramado entre as avenidas Prefeito Mendes de Moraes e Aquarela do Brasil. Em frente ao hotel, será montado um cemitério com 200 cruzes, simbolizando as 200 mil mortes ocorridas no Brasil, por ano, por causa do tabagismo. Pessoas estarão vestidas de morte e distribuirão material sobre a indústria, desmontando conceitos como o de boa cidadania corporativa. Haverá ainda esquetes de teatro e hip hop. A intenção da ACT é chamar a atenção para a atuação da indústria do tabaco, reconhecida tanto pela Organização Mundial da Saúde quanto pela Justiça norte-americana e européia por estar por trás da epidemia tabagista e que atua em conjunto e coordenadamente para enganar a opinião pública, governos, comunidade de saúde e consumidores. “É uma indústria pautada pela falta de ética e pela ausência de compromisso com a vida e a saúde de fumantes e não- fumantes, que mentiu, enganou e, de forma conspiratória, fraudou todo o mundo”, explica Paula Johns, diretora-executiva da ACT. Entre outros temas, a ACT quer chamar a atenção para: * Danos do tabagismo A indústria do tabaco sabia, há mais de 50 anos, que o cigarro causa doenças, mas sempre negou seus efeitos danosos para a saúde. Apesar disso, os fabricantes sempre empreenderam esforços no sentido de atacar e desacreditar as provas científicas da ligação entre tabagismo e doenças. Só recentemente, por força da legislação, passou a informar sobre os danos nas embalagens de seus produtos. * Dependência Há mais de 40 anos, pesquisas feitas pela indústria mostravam que a nicotina presente no tabaco causa dependência ao tabagismo. A indústria não só negou publicamente que o fumo vicia, mas também omitiu as informações. A indústria agiu assim para manter seus lucros – incentivando os fumantes a não pararem e atraindo novos consumidores — para evitar ações judiciais e para evitar regulamentações. * Níveis de Nicotina A indústria controla os níveis de nicotina dos cigarros para garantir que os fumantes tornem-se dependentes e assim permaneçam. * Cigarros Light Desde os anos 70, a indústria vem enganando os consumidores, fazendo-os acreditar que os ditos cigarros light ou com baixos teores de alcatrão seriam mais saudáveis que os outros, constituindo uma alternativa aceitável a parar de fumar. Mas ela sabe, há décadas, que esses cigarros não oferecem nenhum benefício comprovado para a saúde. * Marketing para jovens A indústria monitora o comportamento dos jovens e usa essas informações para criar campanhas de marketing altamente sofisticadas, com o objetivo de incentivá-los a começar a fumar e a continuar fumando. Os jovens são o mercado futuro da indústria, em substituição aos fumantes que param de fumar ou morrem. * Tabagismo Passivo A indústria sabe, há muito tempo, que o tabagismo passivo, ou poluição tabagística ambiental (PTA), é perigoso para os não-fumantes. Mesmo tendo se comprometido a apoiar estudos objetivos sobre a questão, a indústria sempre tomou medidas para solapar as pesquisas independentes, financiar estudos favoráveis a ela e para abafar e depreciar os resultados de pesquisas desfavoráveis. * Supressão de Informações Por mais de 50 anos, a indústria tentou se proteger contra litígios e regulamentações por meio de: (1) supressão e ocultação de pesquisas científicas; (2) destruição de documentos; (3) uso de instrumentos legais e de confidencialidade para evitar que seus documentos internos viessem a público.

fonte: www.revistavigor.com.br, 14 Outubro de 2008.

 

Índia reforça proibição ao fumo em locais públicos

A iniciativa ocorre no momento em que a nação de quase 1,2 bilhão de pessoas marca o aniversário do grande líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, que não fumava e não bebia. Desta vez, as autoridades esperam uma campanha antitabagista intensa - incluindo pressão sobre a indústria cinematográfica local, a chamada Bollywood, para que as estrelas de cinema parem de fumar e uma proibição do fumo nos filmes, associada a uma fiscalização mais rigorosa. Mas até mesmo o ministro da Saúde, Anubamani Ramadoss, que há tempos faz campanhas contra o uso do tabaco, reconheceu que a mudança de hábitos no país levará tempo. "Vai ser um processo contínuo", disse ele. A proibição, em escala nacional - que sofreu oposição das redes hoteleiras e da indústria do cigarro - cobre escritórios, hotéis, restaurantes, hospitais e aeroportos, e amplia a proibição anterior, malsucedida, para incluir câmpus universitários, bares e casas noturnas. As autoridades dizem que o plano é agir contra os administradores e proprietários de locais onde a proibição seja violada, e que nenhum local poderá oferecer cinzeiros, isqueiros ou fósforos. O fumo continuará a ser permitido em casa, no carro e a céu aberto, mas será vetado nos transportes públicos. Grandes aeroportos e restaurantes com capacidade para mais de 30 comensais poderão separar uma área de fumantes. Um dos principais astros de Bollywood, o fumante Shah Rukh Khan, deu boas vindas à proibição. "Seria melhor proibir o cigarro, torná-lo ilegal e enforcar todos os que fossem pegos fumando", disse ele a uma rede local de televisão. "Mas não podemos fazer isso porque somos um país democrático, e essa também é uma coisa boa", disse ele, sem se comprometer em parar de fumar.

fonte: http://www.estadao.com.br, 02 Outubro de 2008.

 

Astros de Hollywood recebiam fortunas para promover fumo

As fabricantes de cigarro pagavam altas somas para que astros e estrelas dos "Anos de Ouro" de Hollywood promovessem seus produtos. Documentos liberados pela indústria depois de processos judiciais de grupos de combate ao tabagismo revelam a extensão da relação entre estas empresas e os estúdios de produção cinematográfica. Uma empresa pagou mais de US$ 3 milhões (em valores de hoje) em um ano para as estrelas. Em artigo na revista Tobacco Control, pesquisadores disseram que filmes "clássicos" das décadas de 30, 40 e 50 ainda ajudam a promover o fumo hoje. Praticamente todos os grandes nomes da época estavam envolvidos no merchandising de cigarros, de acordo com os pesquisadores da Universidade de Nova York. Eles tiveram acesso a contratos de merchandising assinados na época para ajudá-los no cálculo do montante de dinheiro envolvido. 'O cigarro dos atores' Há acordos que datam do começo da era do cinema falado. O astro de O Cantor de Jazz (Jazz Singer), Al Jolson, assinou testemunhos dizendo que Lucky Strike era "o cigarro dos atores". Um dos documentos-chave descobertos pelos pesquisadores foi uma lista de pagamentos por um único ano no final da década de 30, detalhando o quanto as estrelas eram pagas pela American Tobacco, fabricante da marca Lucky Strike. Carole Lombard, Barbara Stanwyck e Myrna Loy receberam US$ 10 mil (equivalente a quase US$ 150 mil hoje), para promover a marca. O mesmo ocorreu com Clark Gable, Gary Cooper e Robert Taylor. No total, foram pagos aos atores o equivalente, hoje, a US$ 3,2 milhões. Em alguns casos, os fabricantes de cigarro pagaram os estúdios para criar programas de rádio que incluíam a promoção feita por suas estrelas. A American Tobacco pagou à Warner Brothers o equivalente a US$ 13,7 milhões por Your Hollywood Parade, em 1937, e patrocinou The Jack Benny Show de meados da década de 40 a meados da década de 50. Entre os depoimentos cuidadosamente preparados incluídos em The Jack Benny Show está o de Lauren Bacall. Efeitos duradouros Os pesquisadores, liderados por Stanton Glantz, disseram que os efeitos dos milhões investidos pela indústria do tabaco em Hollywood ainda podem ser sentidos hoje, apesar de uma recente proibição imposta pela própria indústria do cinema à promoção do tabagismo em filmes. Eles disseram que as imagens ligadas ao ato de fumar incluídas nos filmes podem influenciar os jovens fazendo-os adotar o hábito. "Como na década de 30, nada impede hoje que a indústria global do tabaco influencie a indústria do cinema de várias formas." Filmes "clássicos" com cenas de fumo, tais como Casablanca e Estranha Passageira (Now, Voyager), e imagens glamurosas de publicidade ajudaram a "perpetuar a tolerância pública" do tabagismo na tela, disseram os pesquisadores. A ONG britânica contra o tabagismo, ASH, disse que imagens ligadas ao hábito de fumar não podem ser excluídas totalmente, mas podem haver alertas mais claros antes da exibição dos filmes.

fonte: www.bbc.co.uk, 25 Setembro de 2008.

 

Cerco contra fumo atinge turistas pelo mundo; veja leis em dez países

De lá para cá, o cerco aos fumantes só apertou. No fim do mesmo ano, o Butão baniu o tabaco totalmente, inclusive a venda de cigarros. Países antes identificados com o fumo, como França, Turquia e Japão, têm leis severas que proíbem tragadas em ambientes públicos. No Japão, há ruas não-fumantes. Antes de viajar, consulte as regras do destino. Veja alguns exemplos. Argentina Não há lei nacional de proibição do fumo. Desde 2006, em Buenos Aires, é proibido fumar em ambientes fechados. Grande parte dos estabelecimentos oferece mesas ao ar livre nas quais é permitido fumar. A lei permite que locais com mais de 100 m2 destinem 30% de sua área aos fumantes. Não há multa para infratores. Preço do cigarro: 4,20 pesos (R$ 2,48) a caixa de Marlboro. China continental Em maio deste ano, foi proibido o fumo em escolas, hospitais e instalações oficiais em Pequim. Hotéis, restaurantes e bares devem ter área de fumantes separada. Fumantes infratores levam multa de R$ 2,28. Preço do cigarro: 12 yuans (R$ 3,20) o maço de Marlboro. Espanha Diante das restrições em outros países europeus, a lei espanhola, de 2005, parece leve. É proibido fumar em ambientes fechados. Mas locais com mais de 100 m2 podem designar 30% de sua área a fumantes. E estabelecimentos com menos de 100 m2 podem ser fumantes ou não-fumantes. Cigarros só são vendidos nos tradicionais estancos, lojas de cigarros e selos. Preço do cigarro: em média, 1,90 (R$ 4,91) o maço. Estados Unidos As leis de banimento de cigarro são estaduais e, em alguns casos, municipais. Vinte e oito Estados têm leis que restringem o fumo em locais de trabalho, bares ou restaurantes. Desses, 13, mais Porto Rico e Washinton, têm leis de banimento do uso de tabaco em qualquer lugar fechado. Além disso, 380 municípios têm leis similares, de um total de 2.883 cidades com leis de restrição ao fumo. Outros 78 municípios proíbem o fumo em áreas abertas de restaurantes. Veja lista no www.no-smoke.org. Preço do cigarro: oscila de US$ 3 a US$ 8 (R$ 5,49 a R$ 14,64) o maço. França Desde fevereiro de 2007 é proibido fumar em lugares fechados em todo o país. Em restaurantes, hotéis, tabacarias e cafés, a lei entrou em vigor em janeiro deste ano. Alguns estabelecimentos podem ter área de fumantes, mas nesses espaços não pode haver entregas. Ou seja, em um café, não haverá serviço de garçom na área de fumantes. A multa para quem desobedecer a proibição é de 68 (R$ 175,83). Preço do cigarro: 5,30 (R$ 13,73), uma caixa de Marlboro. Itália Foi o terceiro país da Europa a criar uma lei nacional de banimento do cigarro. É proibido fumar em ambientes fechados, bares e restaurantes. Esses estabelecimentos podem criar áreas de fumantes, seguindo normas bastante específicas de isolamento e ventilação. É permitido fumar em mesas ao ar livre, mesmo que o tempo frio leve a cobrir a área aberta. Preço do cigarro: em média, 2,77 (R$ 7,16) o maço. Japão Não tem proibição nacional do fumo. Uma lei de 2003 encoraja escolas, hospitais, teatros e restaurantes a fazer esforços para evitar a exposição de não-fumantes, mas não prevê punições. Hoje, há banimentos pontuais, como em táxis, trens e estações, além de alguns prédios públicos. Tóquio e Kyoto têm ruas em que é proibido fumar. Nessas ruas, uma indústria do tabaco instalou lounges para fumódromos. A multa para quem fumar nas ruas de Chiyoda Ward, região que implementou o banimento, ou atirar bitucas no chão vai de 2 mil a 20 mil ienes (R$ 34,90 a R$ 349). Preço do cigarro: em média, 300 ienes (R$ 5,23) o maço. Cartão ensina boas maneiras a fumantes no Japão, como não apagar os tocos de cigarro no chão Marrocos Uma lei que bane o fumo em lugares fechados tramita no Senado do país, que deve votá-la no mês que vem. A lei vai proibir o fumo em escolas, repartições públicas e em cafés e restaurantes com menos de 50 m2. A multa para fumantes infratores será de 500 dirhams (R$ 114,75) na primeira infração e o dobro disso na segunda. Preço do cigarro: n/d Reino Unido Lei nacional proíbe o fumo em todos os ambientes fechados, incluindo bares e restaurantes. Hotéis podem ter áreas para fumantes. Quem desrespeitar a lei leva uma multa inicial 50 libras (R$ 162,92), que pode aumentar em casos de reincidência. Preço do cigarro: em média, 5,66 (R$ 18,46) o maço. Turquia O país, um dos mais fumantes da Europa, aprovou lei que proíbe o fumo nos lugares fechados. Ela entrou em vigor em maio para a maior parte dos estabelecimentos. Bares e restaurantes têm até a metade do ano que vem para se adaptar. É permitida a criação de área de fumantes, desde que sinalizada e seguindo normas de ventilação. A multa para infratores será de 50 liras (R$ 71,81). Preço do cigarro: 4,80 liras (R$ 6,92) o maço de Marlboro.

fonte: Folha de S. Paulo, 18 Setembro de 2008.

 

Fumo passivo mata 7 brasileiros por dia

Mesmo sem fumar, pelo menos sete pessoas morrem todos os dias no Brasil em função de doenças causadas pela exposição à fumaça do cigarro. São 2.655 mortes por ano em decorrência de câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração e acidentes vasculares cerebrais desenvolvidos em não-fumantes. Os dados são da pesquisa “Mortalidade atribuível ao tabagismo passivo na população brasileira”, divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). O trabalho foi realizado pelo órgão em conjunto com o Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa considerou apenas três doenças causadas pelo tabagismo passivo: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração e acidentes vasculares cerebrais. A técnica sanitária da divisão de controle de tabagismo do Inca, Vera Colombo, explica que, a cada 1.000 mortes por doenças cérebro-vasculares, 29 são atribuídas à exposição passiva à fumaça do tabaco. A proporção é de 25 para 1.000 no caso de doenças isquêmicas e de 7 para 1.000 mortes por câncer de pulmão. “Como as doenças relacionadas ao tabaco aparecem com o tempo, as pessoas não têm a real dimensão do problema. Não se dão conta que essa epidemia é séria”, diz. Vera ressalta que o não-fumante corre risco de contrair doenças relacionadas ao cigarro ao inalar a chamada Fumaça Ambiental do Tabaco (FAT). A FAT, segundo a técnica, é a mistura da fumaça exalada depois de tragar, junto com a fumaça que sai da ponta do cigarro, formada em 96% do tempo de queima do cigarro. A técnica do Inca ressalta que pode-se dizer que uma pessoa que fica exposta durante todo o dia à fumaça do tabaco em um ambiente fechado fumou, mesmo sem dar uma única tragada, cerca de 8 a 10 cigarros. O estudo considerou como fumante passivo pessoas que não fumam, mas moram com, pelo menos, um fumante. Durante o estudo foram avaliadas apenas pessoas de 35 anos ou mais, sendo que foi verificado que o maior número de ocorrências está na faixa de 65 anos ou mais, em ambos os sexos. A pesquisa revelou ainda que 60,03% desses óbitos ocorrem em mulheres. Das 2.655 mortes, 1.601 foram de mulheres. Segundo Vera, ainda que atualmente as meninas experimentem mais o cigarro que os meninos, historicamente o homem fuma mais que a mulher. “Uma pesquisa realizada em 2003 revelou que os homens ainda fumam mais que as mulheres. Diante desse fato, concluímos que as mulheres estão mais expostas à fumaça passiva”, diz. INÉDITA Em nota, o Inca destaca que esta é a primeira pesquisa do gênero realizada no Brasil, e que os resultados representam apenas uma parcela da mortalidade atribuível à exposição passiva à fumaça do tabaco. O estudo não levou em conta outras causas de morte possivelmente associadas ao tabagismo passivo, como síndrome da morte súbita da infância e doenças respiratórias crônicas. Também não foram avaliadas doenças da infância e período neonatal. CONTINUIDADE A pesquisa teve como fonte o “Inquérito Domiciliar Sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não Transmissíveis”, realizado em 15 capitais brasileiras e Distrito Federal em 2003. O próximo desdobramento sobre o assunto, segundo informa Vera, é a questão do trabalhador que está exposto ao cigarro no ambiente de trabalho. “Proprietários de estabelecimentos onde é permitido tabaco estão ferindo a saúde do trabalhador e podem ser responsabilizados por isso”, frisa. SAIBA MAIS OUTROS MALES DO TABAGISMO PASSIVO: – Irritação nos olhos – Tosse – Dor de cabeça – Aumento dos problemas alérgicos e cardíacos. Fonte: Ministério da Saúde (MS)

fonte: www.hojenoticia.com.br, 23 Agosto de 2008.

 

Ambientes 100% Livres do Fumo: um direito de todos

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) no Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, alerta a população para os males do tabagismo passivo: a exposição de não fumantes à fumaça do cigarro. O tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, superada apenas pelo tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool. As orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) estipulam que lugares públicos e ambientes de trabalho sejam 100% livres de fumaça do tabaco. Tais diretrizes devem ser adotadas pelo Brasil e pelos demais países que ratificaram o tratado internacional da Organização Mundial de Saúde (OMS) que pretende frear a expansão do tabagismo pelo mundo. As orientações da OMS determinam a proibição total do ato de fumar em recintos coletivos como a melhor prática para proteger a todos dos riscos do tabagismo passivo. Reforçam o fato de que ventilação e filtragem do ar não são suficientes para reduzir a exposição passiva aos malefícios da fumaça. A ciência já demonstrou que a fumaça de derivados do tabaco liberada em recintos coletivos é cancerígena e genotóxica para seres humanos e que não fumantes respiram os mesmos elementos tóxicos da fumaça inalados por fumantes ativos. Pessoas que trabalham onde é permitido fumar, ao final do dia, poderão ter respirado o equivalente a dez cigarros, o que aumenta em cerca de duas vezes o risco de infarto do miocárdio e em seis vezes o risco de câncer de pulmão. Garçons não fumantes expostos à fumaça em bares e restaurantes apresentam, em média, o dobro de chance de desenvolverem câncer de pulmão do que não fumantes, não expostos à fumaça ambiental do tabaco. Um restaurante ou bar ao permitir o fumo em seu estabelecimento comercial está descumprindo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê no artigo 157 a proteção do trabalhador em relação a doenças ocupacionais. Some-se a isso a norma regulatória 09, do Departamento Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho, que estabelece a obrigatoriedade da implementação de um programa de prevenção de riscos ambientais. Cigarro faz mal até para quem não fuma Os males do tabagismo passivo vão de irritação nos olhos, tosse, dor de cabeça e aumento dos problemas alérgicos e cardíacos até efeitos de médio e longo prazo: pesquisas nacionais e internacionais indicam que os fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão. Além disso, têm mais propensão à asma, redução da capacidade respiratória, 24% a mais de chances de infarto do miocárdio e maior risco de atereosclerose. Crianças expostas à fumaça do tabaco podem desenvolver doença cardiovascular quando adultas, infecções respiratórias e asma brônquica. Os filhos de gestantes que fumam apresentam o dobro de chances de nascer com baixo peso e 70% de possibilidades de sofrer um aborto espontâneo; 30% podem morrer ao nascer. Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina por meio do leite materno. A substância produz intoxicação, podendo ocasionar agitação, vômitos, diarréia e taquicardia, principalmente em mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia. Fumaça mortal Os dois componentes principais da Fumaça Ambiental do Tabaco, FAT, são a fumaça inalada pelo fumante, chamada de corrente primária, e a fumaça que sai da ponta do cigarro, a corrente secundária. Esta última é o principal componente da FAT, formada em 96% do tempo total da queima dos derivados do tabaco. Algumas substâncias, como nicotina, monóxido de carbono, amônia, benzeno, nitrosaminas e outros carcinógenos podem ser encontrados em quantidades mais elevadas na corrente secundária. Isto porque não são filtrados e também devido ao fato de que os cigarros queimam em baixa temperatura, tornando a combustão das substâncias incompleta.

fonte: www.inca.gov.br, 23 Agosto de 2008.

 

Associação Médica do Paraná será ambiente 100% livre de cigarro

A Associação Médica do Paraná será ambiente 100% livre de cigarro a partir de 29 de agosto – Dia Nacional de Combate ao Fumo. A determinação passa a valer para os mais de 2 mil metros quadrados de área construída da sede social, localizada no bairro Água verde. Lá, trabalham mais de 50 funcionários na administração, Sinam, Centro de Eventos, restaurante, e departamentos científicos. “O tabagismo é uma doença que prejudica e mata não apenas quem fuma, mas também o fumante passivo. Por isso, aderimos ao conceito que o Instituto Nacional de Câncer e Ministério da Saúde definiram para a campanha deste ano e resolvemos impedir o cigarro em todos os ambientes fechados da Associação Médica do Paraná”, afirma o presidente da AMP, Dr. José Fernando Macedo. A iniciativa da Associação Médica do Paraná conta com o apoio da Associação Paranaense Contra o Fumo, entidade criada há 27 anos e co-responsável pela lei federal que instituiu o 29 de Agosto como Dia Nacional de Combate ao Fumo. O primeiro evento de maior importância da Associação foi a Greve do Fumo, em 29 de agosto de 1981. Por meio de divulgação na mídia, foi solicitado a todas as pessoas que não fumassem nesse dia. Pelas ruas centrais de Curitiba, foram recolhidas 147.842 assinaturas de cidadãos que apoiavam o movimento. “O documento resultante foi encaminhado a Brasília, juntamente com o apelo de proibir a propaganda de cigarro em veículos de comunicação impressos e eletrônicos”, relembra o médico Jayme Zlotnik, um dos fundadores da Associação Paranaense Contra o Fumo e atual presidente da instituição, que tem parceria com a Sociedade Paranaense de Pneumologia e apoio da Associação Médica do Paraná. O movimento repetiu-se no ano seguinte e um número ainda maior de assinaturas foram coletadas – 205.680. A força da iniciativa sensibilizou o governo federal e, em 1985, a Associação Paranaense Contra o Fumo foi chamada a Brasília para presenciar o momento da assinatura do então presidente José Sarney, sancionando a primeira lei federal sobre o tabagismo, de caráter educativo. Ao longo dos anos, a Associação promoveu campanhas como maratonas, seminários, passeios de rua, concursos de cartazes na Biblioteca Pública e ações em escolas, que incentivavam a levar a idéia do anti-tabagismo à educação infantil. “Desta forma, o Paraná entrou para a história como uma das localidades mais atuantes na luta contra o tabagismo e, até hoje, o Dia Nacional de Combate ao Fumo é visto como uma homenagem ao Estado”, afirma Zlotnik. Números De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e do Ministério da Saúde, o tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A estimativa é de que um terço da população mundial adulta seja fumante – aproximadamente 47% dos homens e 12% das mulheres. Ainda segundo as informações do Inca, são registradas 4,9 milhões de mortes por ano devido ao uso do cigarro – ou mais de 10 mil óbitos diários.

fonte: http://www.clicnews.com.br/saude, 20 Agosto de 2008.

 

Luta contra o fumo vai focar ambientes fechados

Com o tema “Ambientes 100% livres de fumo: um direito de todos”, o Ministério da Saúde (MS) vai comemorar, no próximo dia 29, o Dia Nacional de Combate ao Fumo. O objetivo é estimular a sociedade para pressionar o Congresso Nacional pela modificação da Lei 9294/1996, que determina a implantação de áreas reservadas para fumantes em ambientes fechados. O texto atual não especifica critérios para a criação dos “fumódromos”, gerando situações esdrúxulas como áreas de fumantes e não-fumantes “convivendo” dentro de um mesmo ambiente fechado. Com o tema “Ambientes 100% livres de fumo: um direito de todos”, o Ministério da Saúde (MS) vai comemorar, no próximo dia 29, o Dia Nacional de Combate ao Fumo. O objetivo é estimular a sociedade para pressionar o Congresso Nacional pela modificação da Lei 9294/1996, que determina a implantação de áreas reservadas para fumantes em ambientes fechados. O texto atual não especifica critérios para a criação dos “fumódromos”, gerando situações esdrúxulas como áreas de fumantes e não-fumantes “convivendo” dentro de um mesmo ambiente fechado. “A brecha na legislação fez com que a Lei não se impusesse de fato. Agora, queremos que sejam feitas modificações que definam a separação destas áreas em ambientes diferentes”, diz a subchefe da Divisão do Controle de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Valéria Cunha, que esteve em Salvador nesta quarta-feira, 20, participando de um seminário promovido pela ONG Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) do Brasil. Segundo Valéria, estudos já provaram que as substâncias tóxicas do cigarro se dissipam de forma homogênea em ambientes fechados. Isso significa que não adianta apenas separar fisicamente fumantes dentro de um ambiente onde circula o mesmo ar. “Não há sistema de ventilação, mesmo com ar-condicionado, que filtre a fumaça. Quem está perto ou longe do fumante leva ao organismo as mesmas coisas”, explica. Reposição - Os números sobre o tabagismo no Brasil podem ser considerados positivos. Atualmente, 16% da população acima de 18 anos fuma, enquanto em 1990 o percentual era de 30%. No entanto, nesse mesm período houve um aumento na quantidade de jovens e mulheres fumantes. Segundo a vice-diretora da ACT, Mônica Andreis, esse fato seria uma conseqüência direta do investimento da indústria do tabaco nestas populações. “Como o número de homens que fuma caiu, eles estão “explorando” este novo mercado”, afirma. Segundo Mônica, pesquisas da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que a maior parte dos fumantes está começando a dar os primeiros tragos antes dos 18 anos e que a prevalência do tabagismo entre as mulheres aumentou em países subdesenvolvidos. “A prova disso é a alta na incidência de câncer de pulmão que, no Brasil, já é a segunda causa de morte por câncer entre as mulheres”, pontua. Poucos dados - Na Bahia, não há dados atualizados sobre o número de fumantes entre a população, segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo e Outros fatores de Risco de Câncer (Pect), Teresinha Paim. A coordenadora diz que as informações mais recentes são da pesquisa "Vigilância de Tabagismo em Escolares", realizada entre 2002 e 2005, com alunos da 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental de Salvador. “Vamos refazer a pesquisa este ano”, promete. Valéria Cunha afirmou que, em breve, o MS vai realizar uma abrangente pesquisa sobre o universo de fumantes do País. Por enquanto, o Governo Federal ainda se baseia em dados revelados por estudos parciais como o Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel), feito pelo próprio ministério. O último resultado publicado, em 2006, aponta Salvador como a capital brasileira com o menor percentual de fumantes. Dos 786 homens entrevistados, 9,5% eram fumantes e das 1.224 mulheres ouvidas, 7,2% cultivavam o hábito. Outra situação levantada nas discussões é a incidência de problemas de saúde entre os agricultores de fumo no País. Segundo o representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Albino Otto, uma pesquisa do MS realizada com plantadores de fumo em Arapiraca (AL) identificou níveis de nicotina três vezes superior à quantidade normalmente encontrada em fumantes. “Muitos deles apresentam tremedeira, dores de cabeça e no estômago, desmaios e pensam que a causa é o agrotóxico”, diz. Otto ressalta que é urgente a necessidade de se comprovar estes indícios da chamada “doença do fumo verde”, para que sejam tomadas providências. “Precisamos informar às mais de 200 mil famílias de agricultores deste cultivo sobre os riscos e oferecer alternativas de trabalho, além de tratamento para os que estão doentes”, enfatiza. Com tantas “frentes de batalha”, Valéria Cunha, afirma que o MS vai mesmo focar suas ações na restrição total do fumo em ambientes fechados, prevenção entre jovens e mulheres e na luta para aumentar os impostos sobre a produção de cigarros, para inibir o consumo pelo aumento do preço do maço. Atualmente, o produto vendido no país é o sexto mais barato do mundo. A estratégia de ação está baseada na "Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco" (CQCT) - primeiro tratado internacional de saúde pública assinado por 192 países, inclusive o Brasil.

fonte: www.atarde.com.br, 20 Agosto de 2008.

 

Cirurgia plástica é incentivo para parar de fumar

Lisa Morrison sempre achou que tinha uma saúde de ferro. Ela era adepta de alimentos orgânicos, exercícios regulares e meditação. A única falha em sua existência quase exemplar era o maço de cigarros que fumava diariamente desde os 18 anos. Quando Morrison, hoje com 50 anos, se consultou com o doutor Vincent Giampapa, um cirurgião plástico credenciado de Montclair, Nova Jersey, ela já havia tentado de tudo para largar o fumo em nome de sua saúde. "Acupuntura, adesivos de nicotina, hipnose," ela disse. "Nada funcionou." Quer dizer, nada até 2007, quando Giampapa disse à paciente que ela teria que se livrar do amado cigarro se quisesse mesmo um lifting de pescoço e pálpebra dos olhos. "O médico disse seriamente que se eu quisesse ter uma boa recuperação, teria que parar de fumar," Morrison conta. "Quando o assunto é o seu rosto, você fica motivada." A cada ano, entre 40 e 45% dos 45 milhões de fumantes nos EUA tentam largar o vício, segundo o doutor Michael Fiore, diretor do Centro de Pesquisa e Intervenção do Tabaco da Universidade de Wisconsin, em Madison. Apenas 5% dos fumantes abandona o vício para sempre. Mas atualmente, um número crescente de candidatos à cirurgia plástica está encontrando motivação para abandonar o cigarro por outras razões: a vaidade e a ameaça de não conseguir um cobiçado rosto, barriga ou seios novos. "Quando alguém escuta um clínico geral ou cardiologista dizer que fumar faz mal, aumenta o risco de câncer de pulmão e prejudica o coração, as pessoas tendem a deixar o conselho de lado se sentem que estão bem," disse o doutor Alan Gold, presidente da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e Estética. "Mas se elas já têm um problema médico e não vão ao hospital só para um check-up de rotina, a tendência de dar ouvidos ao conselho é maior. "Com cirurgia plástica, é um pouco diferente. As pessoas desejam fazer a cirurgia plástica e esse é o seu objetivo principal quando chegam aqui. É algo que elas querem muito." Nos últimos cinco a 10 anos, muitos cirurgiões plásticos e cosméticos se recusaram a operar pacientes fumantes, especialmente aqueles que desejam cirurgias de lifting facial, abdominoplastia ou lifting de seios ¿ procedimentos em que a pele é movida. "A nicotina faz com que os vasos sanguíneos se contraiam ou se comprimam, reduzindo o fluxo de sangue da pele," disse o doutor Darshan Shah, cirurgião plástico de Bakersfield, Califórnia. Complicações pós-operatórias incluem má cicatrização, maior risco de infecção, hematomas que demoram a desaparecer e cicatrizes vermelhas e salientes. "Há 25 anos, talvez fosse mais aceitável um paciente passar por uma cirurgia sem deixar de fumar," disse o doutor Patrick McMenamin, presidente eleito da Associação Americana de Cirurgia Cosmética. "Hoje em dia, se um médico sabe que o paciente estava fumando no período em que passou por uma cirurgia flap, afirmou, se referindo a cirurgias em que a pele é movida, "muitos de nós considerariam isso negligência médica." Cirurgiões plásticos e cosméticos recomendam que se deixe de fumar pelo menos duas semanas antes e duas depois da cirurgia, embora alguns exijam um período ainda maior como segurança extra. (Fumantes também correm risco de infecção e complicações respiratórias durante a anestesia). O doutor Jeffrey Rosenthal, chefe de cirurgia plástica do Bridgeport Hospital em Connecticut, recomenda um período de seis semanas sem fumar antes de uma cirurgia de pálpebras ou aumento de seios, e um período de seis meses a um ano antes de uma cirurgia de abdominoplastia. Os médicos também desenvolvem planos para os pacientes deixarem de fumar, prescrevendo medicamentos como Wellbutrin ou Chantix e recomendando hipnose e grupos de apoio. "Por que investir tanto dinheiro em uma cirurgia cosmética se o paciente não colabora e não faz a sua parte para garantir os melhores resultados?" disse a doutora Shirley Madhere, cirurgiã plástica de Manhattan. Nancy Irwin, psicóloga e hipnoterapeuta de Los Angeles, disse que entre 5 e 10% de sua clientela vem por indicação de cirurgiões plásticos. "Elas não se importam em morrer por causa do cigarro," ela afirma sobre suas pacientes, "mas se o tabagismo atrapalha sua plástica de seios, aí sim é um problema. Colocam a imagem antes da saúde," ela disse. Cirurgiões plásticos citam algumas razões pelas quais, mais do que nunca, recomenda-se ao paciente que ele pare de fumar. Nos anos recentes, com o crescente aumento de operações - cerca de 11,7 milhões de procedimentos cosméticos cirúrgicos e não-cirúrgicos foram realizados nos EUA em 2007, em comparação a três milhões em 1997, segundo a Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e Estética - mais pessoas (e fumantes) estão entrando na faca. Como a maioria das cirurgias plásticas é eletiva, cirurgiões plásticos têm o tempo a seu favor, diferente de um cirurgião cardíaco, por exemplo. "Você pode convencer os pacientes a parar de fumar, mas não há como passar um mês fazendo isso quando se está tentando salvar a vida de alguém que precisa de uma cirurgia do coração," disse o doutor Roger Friedenthal, cirurgião plástico credenciado de São Francisco, que se recusa a operar fumantes.

fonte: The New York Times, 20 Agosto de 2008.

 

Sespa organiza Dia Nacional de Combate ao Fumo

"Ambiente 100% livre do fumo; um direito de todos" é o tema do Dia Nacional de Combate ao Fumo, que será comemorado no dia 29 de agosto. No Pará, a programação será realizada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Controle do Tabagismo, em parceria com os municípios. O tema foi definido no Encontro Nacional de Coordenadores de Tabagismo, realizado em julho, no Rio de Janeiro, numa promoção do Ministério da Saúde e Instituto Nacional do Câncer (Inca). A definição do tema está alinhada com o Artigo 8 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, primeiro tratado internacional de saúde pública negociado por 192 países, sob coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS), ratificada pelo Congresso Nacional Brasileiro em novembro de 2005. O objetivo do tema é promover o conhecimento dos malefícios da fumaça ambiental do tabaco e a existência da Lei Federal nº 9294/96, que proíbe o fumo em ambientes coletivos fechados. Sessão especial - Em Belém, onde está tramitando o Projeto de Lei pedindo 100% dos espaços livres de fumo, no dia 29 de agosto, às 9 horas, acontecerá uma sessão especial na Câmara Municipal, para apresentação de mensagem sobre a importância dos ambientes livres de fumo. Serão homenageados 29 estabelecimentos comerciais, que cumprem rigorosamente a lei. A Sespa também vai realizar uma programação interna, com a finalidade de resgatar o Projeto Sespa Livre de Cigarro, lançado em 2004, que culminou com a publicação da Portaria 1242/2004, que proíbe o fumo em todos os ambientes da Secretaria. Segundo a coordenadora estadual de Controle do Tabagismo, Raquel dos Anjos, a programação será composta por sensibilização dos servidores em dias anteriores e atividades educativas. Na ocasião, será apresentada a Lei Estadual 7.094, de 22 de janeiro de 2008, que também proíbe o fumo em todos os órgãos públicos da administração direta e indireta, e divulgada pesquisa sobre o fumo entre os servidores da Sespa. A abertura oficial será às 9 horas, no prédio do Nível Central da Sespa, na rua Presidente Pernambuco. O conceito da campanha reforça o controle social na fiscalização da lei e legitima os direitos de respeito à cidadania, ao abordar a questão da responsabilidade social no que se refere à qualidade do ar nos ambientes fechados.

fonte: www.agenciapara.com.br, 19 Agosto de 2008.

 

Fabricante de cigarro tem 9 meses para mudar fotos de embalagens

Os fabricantes de cigarros e produtos derivados do tabaco terão nove meses, a contar do dia 7, para substituir as imagens e mensagens de advertência em suas embalagens e materiais de propaganda por novas, consideradas mais agressivas. A contagem do prazo teve início a partir da publicação da Resolução nº 54 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que regulamenta a nova campanha. Divulgação Fotos foram produzidas com base em estudo sobre o grau de aversão que alcançam A determinação é válida não apenas para o cigarro, mas para todos os produtos fumígenos, inclusive charutos, cigarrilhas e cigarros de palha, entre outros. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Souza Cruz criticou a nova resolução. "O objetivo do Ministério da Saúde, apontado à época do lançamento das imagens, foi criar repulsa e aversão, o que para a Souza Cruz vai de encontro ao propósito final que é de educar e informar o consumidor. Para tanto, a Souza Cruz acredita que as imagens deixam de lado qualquer cunho educativo." Eficácia A coordenadora do Programa Nacional de Controle de Tabagismo do Inca (Instituto Nacional de Câncer), Tânia Cavalcante, defendeu a necessidade de renovar as imagens da campanha para que ela não perca sua eficácia. "Como qualquer produto, a embalagem faz parte de uma estratégia de marketing. Então, com esse olhar, nós iniciamos um projeto que durou dois anos entre estudos preliminares, pesquisas de campo e produção do novo material até chegarmos a esta resolução", afirmou Cavalcante. As pesquisas realizadas identificaram que as imagens atuais nas embalagens e na propaganda de cigarros "tinham pouco impacto no sentido de mobilizar o fumante a pensar em parar de fumar e também no de desestimular não-fumantes a adquirirem o hábito" e concluiu que era necessário torná-las mais agressivas. "Munidos de evidências científicas de que as imagens que têm mais impacto são as que causam algum tipo de reação emocional negativa, como repulsa ou medo, criamos esta campanha", disse Cavalcante. As novas ilustrações, divulgadas pelo Ministério da Saúde em maio durante as atividades do Dia Mundial sem Tabaco, abordam dez malefícios causados pelo fumo e têm como alvo prioritário o público jovem. O envelhecimento precoce, por exemplo, é representado pelo rosto de uma mulher dividido pela metade. De um lado, uma face com aparência saudável; do outro, a mesma face projetada através de um maço de cigarro com a pele enrugada, seca e manchada. Ainda por meio de sua assessoria de imprensa, a Souza Cruz declarou que "não teve a oportunidade de participar do debate quanto ao caráter educativo" da norma recém-publicada pela Anvisa. Procurada pela Folha, a Philip Morris não respondeu até o fechamento desta edição

fonte: www1.folha.uol.com.br, 15 Agosto de 2008.

 

Tabagismo é culpado por 90% dos casos de câncer de pulmão

Preocupação de vários governos pelo mundo afora por se tratar de um problema de saúde pública, o vício de fumar é responsável por causar uma infinidade de malefícios ao corpo. A cada tragada, o fumante carrega para dentro de si um conjunto de substâncias altamente nocivas e causadoras de uma doença sorrateira e fatal, o câncer de pulmão. Doença que, entre os homens, é a principal causa de mortalidade por câncer; já entre as mulheres, é a segunda maior causa, ficando atrás apenas do de mama. O surgimento do câncer de pulmão depende de vários fatores, no entanto cerca de 90% dos casos estão ligados principalmente ao tabagismo. Além disso, sabe-se que a exposição crônica ao asbesto - no passado, usado na fabricação de telhas de amianto - e a ocorrência na família são dois fatores ligados ao risco deste tipo de câncer. "Geralmente os cânceres do pulmão são oligossintomáticos em suas fases mais precoces, isto é, dão poucos sintomas clínicos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Na maioria das vezes, o diagnóstico precoce só acontece por achados fortuitos em exames de rotina, como, por exemplo, uma radiografia do tórax", revela o médico oncologista Rogério Brandão, diretor da OncoClínica Ltda. Alguns sintomas da doença são tosse, dispnéia (falta de ar), escarros sanguinolentos, sibilos localizados, engurgitamento dos vasos do pescoço e dor torácica. "Os tumores do ápice do pulmão, quando crescem para cima, costumam comprimir o plexo braquial originando uma dor que percorre o ombro e o braço afetados", explica o médico, informando que o câncer pode também por causar alterações oftálmicas, como a diminuição da pupila, a ptose palpebral e a enoftalmia. Em outros caso, o diagnóstico do tumor de pulmão é feito a partir do surgimento de síndromes paraneoplásicas, que podem simular doenças hormonais ou levar o paciente ao emagrecimento progressivo por anorexi, até a morte. "Febre de origem obscura também pode ser sintoma de um tumor oculto do pulmão", completa o médico. "Eu sofro mesmo é com a tosse e a falta de ar. Já são dez anos de cigarro e é indiscutível que meu corpo sente as conseqüências", lamenta o comerciante Marcos Siqueira, 30 anos, que tentouvárias vezes largar o vício, mas não evitou as recaídas. "É muito difícil largar, mas ainda tenho esperança de conseguir. Sei que minha saúde depende disso". Além dos fumantes habituais, existe o risco maior de desenvolver a doença para as pessoas que não fumam, mas têm um contato contínuo com a fumaça do cigarro: são os fumantes passivos. "O fumante passivo é vítima deste mau hábito. Aquela fumaça que sai da ponta do cigarro contém cerca de três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e 50 vezes mais substâncias tóxicas do que encontramos no que o fumante geralmente aspira com filtro, reduzindo a exposição", alerta o oncologista. O diferencial para que o fumante passivo não adoeça mais é apenas uma questão de quantidade e tempo a que é exposto ao fumo. "Trabalhadores como garçons de boates, em um período de oito horas,fumam sem querer o equivalente a oito cigarros por turno. Isto é um absurdo e um desrespeito ao trabalhador e aos freqüentadores que não desejam fumar", opina o médico Rogério Brandão. Para o comerciante Marcos Siqueira, é preciso ter consciência de que as pessoas próximas não devem ser afetadas pelo vício de fumar. "Eu nunca fumo em casa. Moro com mais três pessoas e não quero que fiquem expostos à fumaça. Sempre que dá vontade, saio de casa para dar um trago", diz. A nicotina é a responsável pela dependência que a fumo causa. "Em farmacologia, a nicotina é uma droga estudada no mesmo capítulo em que estudamos a cocaína e as anfetaminas, que são drogas estimulantes do sistema nervoso central". Ao deixar de fumar, cessando a ingestão da nicotina, o paciente pode apresentar síndrome de abstinência, como acontece com outras drogas. O alto índice de mortalidade causado pelo câncer de pulmão pode ser atribuído, entre outros fatores, à possibilidade de cura limitada à fase inicial da doença e ao fato de que o diagnóstico nesta fase é difícil. "Quando a doença começa a dar sintomas, geralmente já se encontra em estadiamento três ou quatro, onde as taxas de cura ou mesmo sobrevida de cinco anos são anedóticas e a média de vida, de apenas 9 meses", revela o médico oncologista. Não existe nenhum método comprovadamente eficaz de prevenção contra o câncer de pulmão. No entanto, como 90% deste tipo de câncer ocorrem em fumantes, a única medida capaz de reduzir a incidência da doença e a conseqüente mortalidade seria abolir o fumo. Para quem insiste em fumar, o médico Rogério Brandão deixa um apelo: "Jamais acenda um cigarro em um ambiente fechado ou junto a não fumantes". Esperança Renovada "Deixar de fumar sempre é importante, independente de há quanto tempo se fume e a quantidade de cigarros consumidos. Quanto mais cedo melhor, pois algumas lesões, como os danos nas paredes dos alvéolos pulmonares, são irreversíveis e comprometem fortemente a capacidade respiratória residual" diz o médico. Quando interrompido o consumo de fumo, os benefícios ao corpo são quase que imediatos. Após 20 minutos ao último cigarro, o pulso, a freqüência cardíaca e a temperatura das mãos e pés ficam normais. Oito horas sem cigarro aumentam a quantidade de oxigênio circulante no corpo. A melhora no olfato e paladar ocorrem após 72 horas de abstinência. Posteriormente, a tosse crônica típica dos fumantes diminui. Com a melhora da função respiratória, os riscos de doença cardíaca, acidentes vasculares cerebrais e câncer diminuem sempre progressivamente. Ao fim de 15 anos sem cigarro, o fumante tem praticamente os mesmos riscos de câncer de pulmão que o não fumante.

fonte: Fonte: JC Online, 15 Agosto de 2008.

 

Estudo liga mutação genética a vício pelo cigarro

Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos sugere que mutações genéticas podem estar por trás do vício pelo cigarro. A equipe, da Universidade de Utah, investigou mutações genéticas em um gene que determina a estrutura do "receptor da nicotina no cérebro", uma proteína que interage com a substância e determina o nível de dependência por ela. Os especialistas analisaram amostras de DNA de 2.827 fumantes e avaliaram o nível de dependência em nicotina além de informações como a idade em que eles haviam começado a fumar, há quanto tempo fumavam e o número de cigarros fumados por dia. Eles verificaram que os fumantes que haviam começado a fumar antes dos 17 anos e tinham uma cópia duplicada do gene que interage com a nicotina tinham até cinco vezes mais chances de ficar viciado em cigarro durante a vida adulta. Já para os que começavam a fumar com 17 anos ou mais, a chance de dependência era bem menor. Ainda segundo os especialistas, outras variações encontradas no mesmo gene poderiam funcionar de maneira oposta, evitando a dependência pelo tabaco. Prevenção Os especialistas acreditam que seria importante identificar adolescentes com mutações genéticas que podem levar à dependência pelo cigarro como forma de tentar reduzir os índices de tabagismo. "Nós sabemos que pessoas que começam a fumar quando jovens têm mais chances de sofrer séria dependência pela nicotina na vida adulta", afirmou o coordenador da pesquisa, Robert Weiss. "A identificação de indivíduos com tais variações genéticas poderia beneficiá-los com intervenções como campanhas educativas para adolescentes. Em última análise, ações como essa poderiam resultar na redução do tabagismo." A pesquisa americana foi divulgada na publicação científica PLoS Genetics.

fonte: G1.globo.com, 14 Julho de 2008.

 

Jovens que começam a fumar antes dos 17 podem ser dependentes por toda

Variações genéticas que afetam os receptores de nicotina no sistema nervoso podem aumentar a probabilidade de jovens, que começam a fumar antes dos 17 anos, serem dependentes em nicotina durante toda a vida, segundo estudo da Universidade de Utah e Wisconsin-Madison, divulgado nesta segunda-feira, na ScienceDaily. A pesquisa, feita com americanos descentes de europeus, ressalta a importância dos esforços dos sistemas de saúde para reduzirem o número de jovens que começam a fumar. As variações genéticas comuns, conhecidas como polimorfismos de um só nucleótido (SNPs, na sigla em inglês), são mudanças numa única unidade de DNA. Quando ligados e herdados juntos, os SNPs são chamados de haplótipos. A presença destes genes é comum, está presente em 38 a 41% da população. Mas, de acordo com a pesquisa, o risco do haplótipo no receptor de nicotina causar dependência, é muito maior quando as pessoas começam a fumar antes dos 17 anos. Descobriu-se que as pessoas que começaram a fumar antes dos 17 e possuíam duas cópias do haplótipo de alto risco tinham de 1.6 a 5 vezes mais chances de se tornarem fortes consumidores de cigarros quando adultos. Para pessoas que começaram a fumar após os 17 anos, a presença de haplótipo de alto risco não influenciava significativamente o risco de dependência posterior. Os pesquisadores estudaram 2.827 fumantes de longa data, recrutados em Utha e Wisconsin. Eles avaliaram o nível de dependência em nicotina de todos os fumantes e registraram a idade que eles começaram a fumar diariamente, o número de anos que eles fumaram, e a média de cigarros consumiram por dia. Com mostras de DNA de todos os fumantes, os pesquisadores registraram a ocorrência de SNPs comuns, agrupados em quatro haplótipos, que foram identificados anteriormente em um grupo de participantes.

fonte: globo online, 14 Julho de 2008.

 

Cresce o número de infartos entre jovens

Estressados, fumantes, sedentários e comendo mal, jovens na faixa etária entre 20 e 40 anos estão sofrendo mais infartos do miocárdio. Nos principais hospitais cardiológicos de São Paulo, eles representam, em média, 12% dos casos. Há dez anos, não passavam de 6%. Nos EUA, o índice médio de infartos em jovens é de 4%. Não há no país uma estatística consolidada sobre esses casos, mas eles já fazem parte da rotina dos maiores serviços de emergência da capital paulista. "Antigamente, a gente fazia festa quando chegava um infartado com menos de 40, era uma curiosidade entre os médicos. Hoje, ninguém mais estranha, virou algo comum", diz o cardiologista Marcelo Ferraz Sampaio, responsável pela sessão de biologia molecular do Instituto Dante Pazzanese. A cada dez dias, Sampaio atende a pelo menos um paciente que infartou antes dos 40 anos. "Há dez anos, era um por mês", lembra. O médico fez a primeira pesquisa científica do país sobre infarto em jovens --foi publicada em revista científica internacional e ganhou prêmio-- e constatou que eles representavam 11% dos atendimentos no Dante Pazzanese. Em dois anos, o cardiologista avaliou 249 infartados com idades entre 17 e 40 anos, 60% deles com menos de 30 anos. A maioria (60%) era homem. "Hoje o jovem está no mercado de trabalho muito cedo, passa por um estresse grande." Um fato que chamou a atenção do médico foi a alta incidência de fumantes entre esses jovens: 91%. "Esse foi o principal fator de risco, além dos antecedentes familiares [presentes em 45% dos infartados]. É muito difícil encontrar um jovem que infartou e que não fume. E o pior é que vemos jovens de 12, 13 anos fumando." No HCor (Hospital do Coração), os infartados abaixo de 40 anos já respondem por 20% dos casos, e as características dos pacientes são semelhantes às do Dante Pazzanese: jovens fumantes, com histórico familiar de doença coronariana, muitos obesos, sedentários e estressados. Drogas Só o cardiologista Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do HCor, atendeu recentemente a três casos de jovens infartados. Ele explica que a ocorrência nesse público também pode estar relacionado ao uso da cocaína. O cardiologista Marcelo Knobel, coordenador da unidade coronariana do Hospital Albert Einstein, relata que, recentemente, atendeu a um rapaz de 33 anos, usuário crônico de cocaína, e ficou impressionado com o estado das coronárias. "O padrão é como se fosse de um idoso de 70 anos". No InCor (Instituto do Coração), o que chamou a atenção do cardiologista Múcio Tavares, diretor do serviço de emergência, foi o aumento de infartos entre as mulheres -14% contra 6% entre homens. "As mulheres também estão expostas aos mesmos fatores de risco dos homens e, ainda por cima, usam anticoncepcionais, que podem aumentar as chances de eventos cardíacos", disse. A boa notícia é que o infarto em jovens tende a matar menos porque, em geral, o coração deles é mais "saudável" e ainda não sofre de co-morbidades que afetam os mais velhos, como a diabetes e a hipertensão. Tavares diz que no InCor o índice de mortalidade entre os jovens não chega a 1% -contra 10%, em média, no público acima de 50 anos. Mas é preciso levar em conta que em 50% dos casos as pessoas morrem antes de chegar ao hospital. A má notícia é que o infarto deixa uma cicatriz no coração. "O jovem fica seqüelado. Tem redução da função ventrilar, diminui a contratividade, o coração bate mais fraco. E essa marca é para o resto da vida", alerta o cardiologista Sampaio. Não largar o cigarro pode triplicar as chances de o jovem sofrer um novo infarto, revela um estudo grego com infartados abaixo de 35 anos, em que 95% dos infartados jovens fumavam. Desses, 55% continuaram fumando e 32% sofreram novo infarto em um ano.

fonte: noticias.bol.uol.com.br, 14 Julho de 2008.

 

Cigarro: do glamour ao declínio

Dentro de um cinzeiro cheio de cigarros, um feto morto ilustra a frase: vítima deste produto. Em uma cama de necrotério, um cadáver marcado por cirurgias no abdômen representa a legenda “morte”. Impactantes, as fotos são algumas das 10 novas imagens que serão impressas nos maços de cigarro a partir de fevereiro de 2009. A atual campanha contra o fumo, feita pelo Ministério da Saúde, relaciona os males causados pelo tabagismo. O que hoje é sinônimo de combate, prevenção e até mesmo aversão por parte da sociedade poderia ser chamado de charmoso, há 80 anos atrás. A partir de 1920, o processo de independência feminina, simbolizado pela queima de sutiãs nas ruas do mundo inteiro, era acompanhado pela indústria do cigarro, que lançou os primeiros maços com nome de mulher: Yolanda e Dalila. Nas telas dos cinemas, em cenas marcadas pela sensualidade, artistas como Marilyn Monroe, James Dean e Clark Gable fumavam seus cigarros como um dos atos mais prazerosos e glamurosos da década de 1950. A popularização do fumo em Hollywood foi tão grande na época que a palavra virou marca de cigarro. Na televisão, os maços Camel patrocinavam os primeiros telejornais, que em cada intervalo comercial, exibiam os apresentadores fumando. A publicidade associava o tabaco à liberdade e à prática de esportes radicais, como o pára-quedismo, o alpinismo, o surfe e o automobilismo. Preocupados com as descobertas que comprovavam a dependência química da nicotina em fumantes, o governo norte-americano proibiu a exposição do cigarro nos cinemas em 1988. Hoje, o produto é visto apenas nas mãos dos grandes vilões das tramas. No Brasil, o processo de inserção das advertências sanitárias começou a ser obrigado por lei em 2001, o que o tornou o segundo país, depois do Canadá, a exibir imagens de danos causados pelo tabagismo nos maços de cigarro. A fim de verificar a eficácia dessas imagens, o Instituto Data Folha pesquisou, em 2002, um grupo com cerca de 2 mil pessoas e descobriu que 70 por cento dos entrevistados confirmaram a aversão às ilustrações. O cientista político e professor Francisco Ferraz contesta a hipótese. Para ele, as fotos não fazem com que o fumante deixe o vício, pois muitas vezes, eles não prestam atenção nelas: a dependência química vai além disso. Segundo Francisco, o conjunto de políticas anti-tabagistas do governo brasileiro foi influenciado pelo modelo conservador e puritano dos Estados Unidos, intensificado pela ideologia do trabalho: “O objetivo capitalista é ter mais atividades lucrativas e prolongar a vida. Para estar sempre disposto a trabalhar, a mídia te deixa obcecado pela saúde e você se esquece de viver bem”. Dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que a inalação de fumaça em ambientes fechados, por indivíduos não-fumantes, contém três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, além de 50 vezes mais toxinas cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do tabagista depois de ter passado pelo filtro do cigarro. Para o INCA, o tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo. Informações como esta, explica Francisco, é que transformaram o pensamento do cidadão. Fumante há 50 anos, ele diz que as contra-propagandas se aproveitaram da expressão “comprovado cientificamente” para instituir que fumar é politicamente incorreto e pode atingir os não-tabagistas – o que os torna os principais aliados contra o cigarro: “Por isso uma parcela da sociedade discrimina o fumante e o trata como uma minoria desqualificada”. Citado pelo professor, um exemplo de grandes proporções desse estigma é a intervenção do Estado no direito de liberdade do cidadão, sobretudo após o decreto de Cesar Maia, prefeito do Rio de Janeiro, que proibiu o fumo em locais fechados, públicos ou privados – medida também prevista na Lei Federal número 9.294. Francisco diz que o ato de reflexão associado ao fumo estaria sendo esquecido para dar lugar às discussões sobre os males do cigarro. Em uma pesquisa sobre essa proibição, a organização não-governamental Aliança de Controle do Tabagismo entrevistou 1,9 mil pessoas, em 150 municípios brasileiros, e concluiu que 88% dos cidadãos são contra o fumo em locais coletivos fechados. Para Francisco, esta é uma medida absurda de segregação, que poderia ser resolvida com outra, de prevenção, por meio do aumento da taxação dos cigarros brasileiros – que é o sexto mais barato do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Em março de 2008, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) pesquisou o imposto sobre produtos industrializados, e concluiu que, em 9 meses, o aumento em 10% do cigarro reduziu em 5% o consumo per capita. O produto é o industrializado que mais paga imposto no país, o que faz da Souza Cruz o maior contribuinte industrial privado na Receita Federal. Doutora em psicofarmacologia e coordenadora de programas anti-tabagismo, Vilma Aparecida da Silva costuma citar a perda de renda como um dos principais males do fumo, em conversas com seus pacientes: “A população não tem dinheiro para a passagem do ônibus ou para comprar um remédio. Mas todos os dias compram um maço”. O aumento dos impostos equivale a 70% do preço final do produto. Para Vilma, o dinheiro arrecadado pelo governo deveria ser investido na saúde e no tratamento dos tabagistas. Contudo, a doutora e o professor alertam para o fato de que esses preços têm que ser controlados, a fim de evitar o contrabando do produto, e portanto, são contrários a suspensão da venda de cigarros. Porém, a especialista discorda de Francisco quando se trata das campanhas: “Tem que haver pressão da sociedade sobre o governo contra o tabaco. Estamos falando de pessoas que estão lesadas e não conseguem parar de fumar”. Publicado em fevereiro de 2008, um relatório da OMS, revela que nem sempre o governo atua em prol da saúde pública: no mundo inteiro, os países recebem 500 vezes mais com os impostos do cigarro do que gastam com medidas de combate ao fumo. No Brasil, apenas R$ 2 bilhões, de um total de R$ 6 bilhões arrecadados, são utilizados com esse fim. O mercado negro do produto começou em 1990 e hoje representa um terço do que é vendido em território nacional. Já o Ministério da Saúde afirma que os 23 milhões de fumantes brasileiros consomem cerca de 100 bilhões de cigarros por ano e geram despesas anuais de R$ 400 milhões em atendimentos médicos. O número de pessoas mortas pelo tabagismo no Brasil, principal alerta das contra-propagandas, gira em torno de 200 mil por ano, conforme indicado pelo INCA. Por isso, a OMS considera que esta é a principal causa de morte evitável no mundo. O problema é maior ainda quando se trata das estatísticas relacionadas a jovens: quase 90% dos fumantes iniciam o vício antes dos 18 anos, tornando o tabaco a segunda maior droga consumida por eles. O INCA comprova que a nicotina, substância química presente no cigarro, atinge mais facilmente as pessoas entre 12 e 18 anos, pois esta é uma fase de formação fisiológica e psicológica. Vilma confirma o fato, uma vez que os adolescentes são mais suscetíveis ao que é veiculado pela mídia e, por isso, se mostra totalmente a favor da contra-propaganda, o que pode depreciar a imagem do tabaco. De acordo com a especialista, não adianta dizer para o jovem que o cigarro é responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão. “É preciso enfatizar que eles vão ficar sem dentes, com a pele amarelada ou impotentes”, exemplifica. Na maioria das vezes, para ser inserido em determinado grupo social, o jovem começa a fumar, explica a especialista. Quando ele se habitua ao fumo, fica dependente da nicotina, que reforça o circuito de recompensa do prazer no cérebro, impedindo que ele se livre da droga. Porém, as doenças não são causadas apenas pelo tabagismo. Apesar dos testes com animais demonstrarem que a fumaça de cigarros, charutos, maconha e cachimbos causam danos à saúde, Vilma esclarece que o estresse, a má alimentação e o sedentarismo, por exemplo, contribuem para intensificar os efeitos dos problemas. Esses fatores desencadeiam uma incapacidade de proteção do organismo contra as células cancerígenas. No entanto, ela alerta para a divulgação de pesquisas cujo conteúdo tenta tirar a culpa do cigarro: “Hoje, muitos artigos publicados são financiados pela indústria do tabaco, já que as empresas tiveram suas propagandas suspensas. Então, fica difícil conferir a veracidade deles”. A doutora faz uma comparação das drogas com os remédios, recomendando que os pacientes leiam suas bulas antes de consumir. A OMS aponta que cerca de 80% dos fumantes fracassam no processo de abstinência do cigarro. Isso ocorre porque, segundo Vilma, o circuito do prazer percorrido pela nicotina, daquele que fuma um maço por dia, chega ao cérebro em 9 segundos e se repete por quase 73 mil vezes por ano. “Que outro produto causa 73 mil impactos de prazer?”, questiona. É por isso que a fissura causada pela abstinência gera efeitos colaterais tão fortes, como a irritabilidade, a insônia, o enjôo, a depressão e a ansiedade. Com contra-propagandas eficazes ou não, o combate ao fumo rende alguns efeitos. Segundo o Ministério da Saúde, entre 1982 e 2004, o consumo per capita de cigarros no Brasil caiu 32%, além ter sido registrada a redução da prevalência de fumantes com mais de 15 anos: de 32% para 17%. As indústrias do tabaco mudaram as estratégias de publicidade: agora, adotam o reconhecimento dos riscos associados ao fumo e se envolvem em projetos de causas sociais, como o combate à pobreza, ao trabalho infantil e ao analfabetismo, além da defesa ao meio ambiente. Um exemplo disso foi em 2003, quando a maior distribuidora de cigarros do Brasil, a Souza Cruz, ganhou um prêmio da Câmara Municipal de São Paulo pela atuação “socialmente responsável”.

fonte: poder-das-palavras.blogspot.com, 13 Julho de 2008.

 

British Medical Association sugere banir cigarro de filmes como forma

Se você é um dos fãs da figura enevoada do Canceroso em seus encontros com Mulder no seriado "Arquivo X" ou das divas dos anos 40 envoltas em redemoinhos de fumaça azulada, saiba que estas e outras cenas podem em breve ser uma coisa do passado. A British Medical Association sugeriu o fim das cenas com cigarros em filmes como forma de diminuir o vício, principalmente entre os jovens. Reunida em uma conferência em Edimburgo, na Escócia, a associação sugeriu que a classificação etária dos filmes leve em consideração a existência de cenas em que os personagens aparecem fumando, e que os filmes apresentem avisos sobre o assunto. Além de mais controle sobre as imagens, os médicos também sugeriram ações no dia a dia, entre elas que os maços de cigarro sejam brancos e ilustrados somente com uma mensagem anti-fumo do governo, o fim das máquinas de venda, a diminuição do número de lojas com permissão para venda de cigarros e um preço mínimo para o produto. O relatório da conferência, intitulado "Forever Cool", analisou os filmes da década de 40, repletos de fumantes, e apontou um declínio das cenas com cigarros entre 1950 e 1990. A associação, no entanto, aponta nos últimos anos um aumento das cenas com o que eles denominam "imagem positiva do fumo", entre elas o poster de "Pulp Fiction", que mostra Uma Thurman fumando numa pose sexy. Outro filme criticado pelos médicos foi "Independence Day", em que Will Smith acende um charuto cada vez que mata um alienígena. Segundo a diretora de ciência e ética da associação, Vivienne Nathanson, a proibição do fumo em bares e locais públicos na Inglaterra, que entrou em vigor ano passado, contribuiu para uma queda no número de fumantes. A médica, no entanto, informa que os números começaram a cair em ritmo menor nos últimos anos e 9% dos jovens entre 11 e 15 anos são fumantes regulares no Reino Unido. Na opinião da médica, se uma novela mostra personagens fumando, então um deles deveria morrer vitimado por uma doença relacionada ao câncer como forma de mostrar a progressão lógica do hábito. Além da proibição ao fumo em locais públicos, 2007 marcou também o aumento da idade mínima para compra de cigarros de 16 para 18 anos na Inglaterra, País de Gales e Escócia. A mesma medida entrará em vigor ainda este ano na Irlanda do Norte (que também integra a Grã-Bretanha). O objetivo dos médicos é abolir o tabaco no Reino Unido até 2035, mas a guerra promete ser violenta. As sugestões da BMA foram recebidas com ceticismo pelo Forest, um grupo pró-tabaco que considera inócua a remoção de anúncios e displays com maços. Na opinião do grupo, esconder o cigarro pode transformá-lo em algo ainda mais atraente para os adolescentes, e seria mais efetivo transformar as máquinas de venda de cigarros para que aceitassem somente cartões de crédito. Quanto ao cinema e a TV, o Forest considera as ações sugeridas pela BMA similares a censura.

fonte: overbo.com.br, 08 Julho de 2008.

 

Fumo traz prejuízo de R$ 398 milhões por ano

O cigarro custa muito pouco para o fumante, mas gera prejuízo muito alto para os cofres públicos. Em todo o mundo, o cigarro brasileiro é o sexto mais barato. Em contrapartida, estima-se que cerca de 8% dos gastos com internação e quimioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) são atribuídos às doenças relacionadas ao consumo de tabaco. O prejuízo equivale a R$ 398 milhões por ano. “E outra coisa que você não pode mensurar é a dor de parentes ao perderem os entes queridos, por causa do cigarro”, destaca o pneumologista Ricardo Meireles. ”Qualquer investimento para controlar o tabagismo é muito menor do que o custo do tratamento das doenças relacionadas a ele”. Investir em prevenção e conscientizar a população de fumantes são caminhos a serem seguidos. Para o pneumologista, é importante aumentar o preço do cigarro e combater o contrabando. “O preço do cigarro é muito barato. Além de ser barato, o tabaco ainda é contrabandeado. Queremos aumentar o preço e combater o contrabando. Quando se aumenta o preço, o consumo cai”, diz. Para evitar o consumo, principalmente pelos mais jovens, o Inca tem realizado ações educativas, voltadas para prevenção, por meio de visitas às escolas e realização de palestras. Quase 90% dos fumantes regulares começam a fumar antes dos 18 anos. O dado leva a Organização Mundial da Saúde (OMS) a considerar o tabagismo uma doença pediátrica. Daí a importância de ações voltadas para este público. Legislação Ações para que os tabagistas deixem de fumar também são realizadas. O esforço pode ser percebido na legislação. A lei 9.294/1996 proíbe o consumo do tabaco em ambientes fechados, propondo a criação de fumódromos. “Recomenda-se que ambientes fechados sejam livres da fumaça do cigarro. A tendência é que não existam mais áreas para fumantes”, afirma Meireles. Outra vitória citada por Meireles foi a lei 10.167/2000, que restringe a propaganda de cigarro apenas a pontos internos de venda, proibindo a propaganda de cigarro em rádios, jornais e revistas. “A propaganda é feita para atrair novos consumidores, os não fumantes”, explica, acrescentando que o Ministério da Saúde quer exatamente o contrário, evitar que o público de fumantes aumente. A mesma lei proíbe inclusive o patrocínio de eventos esportivos nacionais e culturais por fabricantes de cigarro. De acordo com o médico, o resultado das ações está na diminuição da prevalência de fumantes no Brasil. Pesquisas realizadas em áreas urbanas e rurais mostram que a prevalência de fumantes na população adulta era de 34,8% em 1999 e passou para 22,4% em 2003. Dados mais recentes, realizados em 2006, em todas as Capitais apontam a prevalência de 16,2%. “O cenário está mudando. As pessoas estão querendo parar de fumar. A gente acha que esse é um retrato de que as ações do Ministério da Saúde estão dando resultado”, disse Meireles. Segundo ele, existem mais estudos visando à elaboração de novos medicamentos para o tratamento da dependência de nicotina. “Temos que tratar a prevenção ao mesmo tempo em que damos atendimento, conscientizando o fumante de que é preciso parar de fumar, e orientando o jovem a não começar a fumar”. Meireles acrescenta que, entre as ações, também é preciso estimular o fumante a ter uma vida saudável. No mundo O tabaco é uma das maiores ameaças à saúde pública que o mundo já enfrentou. Existem mais de 1 bilhão de fumantes no mundo. Globalmente, o uso de produtos do tabaco está aumentando, embora esteja descrescendo em países cuja população tem alto poder aquisitivo. Quase metade das crianças do mundo respiram ar poluído pela fumaça do tabaco. Mais que 80% dos fumantes do mundo vivem em países cuja população tem entre baixo e médio poder aquisitivo. O uso do tabaco mata 5,4 milhões de pessoas por ano - uma proporção de uma pessoa a cada seis segundos - e responde por uma morte a cada 10 adultos que morrem. O tabaco mata mais da metade dos fumantes. É um fator de risco para seis das oito principais causas de morte no mundo. A pessoa demora vários anos para sentir as conseqüências do fumo, embora ele já esteja trazendo graves danos ao organismo. 100 milhões de mortes foram causadas pelo tabaco no século 20. Se essa tendência permanecer, haverá mais de um bilhão de mortes no século 21. Sem o devido combate ao tabagismo, mortes associadas à utilização do cigarro aumentarão para mais de oito milhões por ano até 2030, e 80% de todas as mortes ocorrerão nos países em desenvolvimento. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fuma. Nos países em desenvolvimento, os fumantes são 48% da população masculina e 7% da população feminina. Nos países desenvolvidos, a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o hábito de fumar. No Brasil No Brasil, 200 mil mortes anuais são causadas pelo tabagismo. A prevalência de fumantes maiores de 15 anos diminuiu de 32% para 19%, entre 1989 e 2003. Os homens apresentaram prevalências mais elevadas de fumantes do que as mulheres. A concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo. A OMS estima que cerca de 200 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência de doenças ligadas à exposição ao cigarro em locais de trabalho. Prejuízos do tabaco ao SUS Cerca de 8% dos gastos com internação e quimioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) são atribuídos às doenças relacionadas ao consumo de tabaco. O prejuízo equivale a R$ 398 milhões por ano. O cigarro brasileiro é o 6º mais barato do mundo. O baixo preço do cigarro estimula o consumo e facilita o acesso de crianças e adolescentes. Desta forma, é imprescindível o estabelecimento de uma política tributária que reflita no aumento de preços e impostos destes produtos, contribuindo para a redução da iniciação pelos jovens.

fonte: www2.obid.senad.gov.br, 07 Julho de 2008.

 

Holanda proíbe tabaco em 'coffee shops' e preocupa usuários de maconha

A lei antitabaco, que entra em vigor a partir desta terça-feira na Holanda, não irá excluir os famosos coffee shops - cafés que vendem maconha e haxixe e em que a compra e consumo das drogas também é permitido. A nova legislação proíbe o fumo em cafés, bares e restaurantes e segue o exemplo de vários outros países europeus, que já adotaram a proibição. Mas, na Holanda, a legislação, introduzida para proteger os não-fumantes, teve que ir mais longe por causa dos coffee shops. De acordo com a nova legislação, os famosos joints - cigarros de maconha ou haxixe misturados com tabaco - só poderão ser consumidos em espaços internos reservados e isolados do restante do público nos coffee shops. Os freqüentadores dos coffee shops, entretanto, poderão fumar cigarros de maconha pura, sem a mistura com o tabaco. Cigarros comuns só podem ser fumados do lado de fora dos estabelecimentos comerciais. A permissão para o uso dessas cabines internas é a principal diferença da lei antitabaco holandesa com relação à de outros países europeus. Na Holanda, cigarros de maconha e haxixe não podem ser consumidos na rua - pelo menos oficialmente - e, por isso, a lei inclui a permissão para a construção dessas cabines isoladas. A ofensiva antitabaco na Holanda vai ao encontro da orientação da União Européia, cujo comissário da Saúde, Markos Kyprianou, já expressou desejo de ver uma proibição total ao fumo de tabaco em locais públicos em toda a Europa em questão de poucos anos. Comércio Proprietários de coffee shops temem que a medida afete a freqüência dos estabelecimentos - tidos como importante atração turística na Holanda- já que a maioria dos clientes costuma fumar maconha e haxixe misturados com o tabaco. O proprietário do coffee shop Pumpkin, em Amsterdã, Sigmund Laurent, diz que a droga pura é impossível de ser consumida porque "é muito pesada para o corpo, ninguém agüenta". Segundo ele, a nova legislação irá mudar o perfil de seu estabelecimento comercial, já que os fregueses, que normalmente vão ao local para fumar seu joint, jogar xadrez, ouvir música e conversar. "A partir de agora, vai se tornar apenas um centro de recolhimento do produto", disse Laurent. Ele não tem espaço para construir uma cabine reservada, mas ainda assim calcula que não irá ter prejuízo financeiro porque o local é pequeno e sua clientela é fiel. Os clientes estão recebendo nota de esclarecimento com os detalhes da lei antitabaco. Já o proprietário do coffee shop Trenchtown, em Amersfoort, investiu em uma cabine hermeticamente fechada com vidro duplo, para satisfazer sua freguesia fumante e a lei. Dois terços do local estão dentro do "aquário" e os funcionários no balcão de atendimento são totalmente protegidos da fumaça, até mesmo para alcançar o banheiro. Há dois meses, o proprietário do local começou com o "processo de educação" de sua clientela. Segundo o gerente, "a tendência é que o movimento aumente ainda mais, já que o local será uma rara alternativa para quem deseja tomar um cafezinho acompanhado por um joint". Nos coffeeshops não são permitidas bebidas alcoólicas. Muitos detalhes sobre a implantação da lei no país ficaram claros somente no final da semana passada. Isso porque a organização dos proprietários de hotéis, cafés e restaurantes (Horeca) abriu vários processos contra o governo para modificar algumas resoluções. Há novas restrições para o uso de tabaco em barracas de campanha abertas ou fechadas, nos terraços, nos festivais culturais e artísticos, em danceterias, nas cantinas de ginásios de esporte entre outros casos específicos. O que facilita a adoção da medida é que ela ocorre no verão. O calor e o tempo bom são essenciais para o sucesso da lei, assinala Angela Klarenbeek, proprietária do Jazz Café e Restaurante Lazy Louis, em Amersfoort. "Dentro de três meses as pessoas já vão estar acostumadas a fumar lá fora e nem vão sentir a diferença". Já o dono do restaurante Pallas Athenas, na região de Utrecht, Kostas Georgiadis, diz que vai esperar passar o verão para decidir se constrói ou não uma cabine para fumantes no andar superior de seu restaurante. Festa Organizações antitabagistas prevêem que a entrada da lei em vigor nesta terça-feira será marcada por grande movimentação nos bares, cafés, restaurantes e coffee shop. Já os fumantes promovem, nesta segunda-feira, a "festa do cinzeiro", onde irão fumar seus últimos cigarros em ambiente fechado. Uma enquete do instituto de pesquisa Nivel, a pedido do Ministério da Saúde e o Fundo para Asma, revelou que o setor de hotéis, cafés e restaurantes vai contar com 800 mil novos fregueses, entre pacientes asmáticos e de outras doenças respiratória e os não-fumantes.

fonte: g1.globo.com, 30 Junho de 2008.

 

Proibição de fumo 'levou 400 mil britânicos a largar cigarro'

A lei que proíbe o fumo em lugares públicos na Grã-Bretanha, introduzida há um ano, aumentou de forma dramática o número de pessoas que abandonaram o cigarro no país, segundo uma pesquisa. O estudo, financiado pela entidade beneficente Cancer Research UK, de fomento à pesquisa sobre o câncer, estimou que cerca de 400 mil pessoas deixaram de fumar após a lei ter entrado em vigor. Os pesquisadores calculam que isto poderia ajudar a salvar por volta de 40 mil vidas nos próximos dez anos. Foram pesquisadas 32 mil pessoas. De acordo com o trabalho, desse grupo 5,5% das pessoas pararam de fumar nos nove meses que se seguiram à proibição. Nos nove meses anteriores à proibição, do grupo pesquisado 1,6% pararam de fumar. Os pesquisadores concluíram que o aumento de pessoas que pararam de fumar se deu principalmente por causa da proibição do fumo em locais públicos e projetaram os números para a população total do país, chegando aos 400 mil. Segundo o Departamento de Saúde britânico, o período de 12 meses posterior à entrada em vigor da legislação foi um sucesso, com quase 100% de obediência à lei pela população. Mais Leis O especialista da Cancer Research UK Robert West, autor da pesquisa, disse que não esperava tamanho impacto. "Esses números mostram a maior queda no número de fumantes já registrada", disse. "O efeito tem sido o mesmo em todos os grupos sociais, pobres e ricos." Jean King, diretor de controle de tabaco da organização, disse: "Os resultados mostram que as leis anti-fumo animaram os fumantes a deixar (o hábito)". "Essas leis estão salvando vidas e não devemos esquecer que a metade de todos os fumantes morre de doenças relacionadas ao (consumo de) tabaco". Outros estudos sugeriram que as vendas de cigarros caíram bruscamente no último ano, com 1,93 bilhão a menos de cigarros vendidos na Inglaterra e 220 mil a menos vendidos na Escócia. Segundo o grupo que faz pressão para controle sobre o tabaco ASH, uma pesquisa feita pela entidade revelou que a maioria da população é hoje favorável a mais leis anti-fumo. Entre as medidas estariam, por exemplo, uma proibição do fumo em carros com crianças e a abolição das máquinas que vendem cigarros. A proibição do fumo em lugares públicos no País de Gales entrou em vigor alguns meses antes da lei inglesa. Dados publicados pela administração local indicam que o número de ataques cardíacos entre outubro e dezembro de 2007 caiu 13% em relação ao mesmo período no ano anterior.

fonte: g1.globo.com/Noticias, 30 Junho de 2008.

 

Aumento de locais sem cigarro muda comportamento de fumantes

(embargada até 20h de Brasília) Paris, 29 jun (EFE).- A multiplicação dos espaços sem fumaça graças às políticas de luta contra o tabagismo também tem efeito benéfico sobre o comportamento e a saúde dos fumantes, segundo um relatório de especialistas ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS). PUBLICIDADE De acordo com um estudo publicado hoje pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIPC), os benefícios para a saúde dos fumantes serão mais duradouros à medida que as políticas contra o fumo integrarem uma estratégia global contra o tabagismo. Proibir o fumo no trabalho ajuda a diminuir o tabagismo entre os adultos, já que os fumantes acendem menos cigarros, segundo os pesquisadores do CIPC, que enfatizam que as leis também reduzem o consumo entre os jovens e a incidência de problemas cardíacos. Além disso, todas essas políticas têm diminuído sensivelmente a exposição dos fumantes passivos à fumaça e às suas conseqüências. Mas os autores do estudo, dirigido por John Pierce, da Universidade de San Diego (Estados Unidos), e Maria Leon, da equipe de tabagismo e câncer do CIPC, vão além ao afirmar que "as políticas antitabaco não diminuem a prática em bares e restaurantes". No entanto, os pesquisadores foram menos categóricos na hora de avaliar a redução do câncer de pulmão, isso por que não há como fazer uma relação direta a curto e médio prazo entre a menor exposição a um agente cancerígeno como a fumaça dos cigarros e a queda no número de diagnósticos da doença. O diretor do CIPC, Peter Boyle, também lembrou que, atualmente, "o tabagismo é a principal causa evitável de mortes prematuras por doença crônica nos países de renda elevada". Cálculos indicam que, no mundo todo, 450 milhões de pessoas morrerão por causa do tabagismo até 2050. "A prioridade para reduzir este número é impedir que os fumantes atuais fumem. As provas da eficácia das políticas contra o tabaco fornecidas por esta avaliação deveriam levar a uma aplicação mais generalizada", destacou Boyle. EFE ac/bm/sc |Q:SYS:pt-BR:07000000:Saúde|

fonte: br.noticias.yahoo.com, 29 Junho de 2008.

 

Tom e Jerry e outros desenhos clássicos vão sofrer cortes na tv

Se os americanos levam fama de paranóicos, os britânicos começam a dar sinais de que podem não ficar muito atrás. Esta semana a Turner Broadcasting, dona do canal Boomerang, anunciou que vai rever mais de 1.500 episódios de desenhos clássicos da Hanna-Barbera, como "Tom e Jerry", "Os Flinstones" e "Scooby-Doo" para retirar cenas que façam apologia ao fumo. A decisão foi tomada pelo escritório europeu da empresa depois que um espectador inglês reclamou de dois episódios de "Tom e Jerry", alegando que cenas de fumo "não devem estar em um desenho direcionado a crianças". No primeiro episódio, "Texas Tom", Tom tenta impressionar uma gatinha enrolando um cigarro com uma mão só. No outro, "Tennis Chumps", o oponente de Tom fuma um enorme charuto durante uma partida de tênis. O escritório regulador de mídia na Inglaterra, que recebeu a reclamação, sugeriu que o canal elimine cenas em que o cigarro apareça glamourizado, para evitar sua imitação. A porta-voz da Turner, Yinka Akindele, afirmou que cenas em que o vilão aparece fumando, não serão necessariamente editadas. "Esses são desenhos históricos, que foram feitos durante 50 anos, em diferentes épocas e lugares. Tomamos esta atitude como reflexo da mudança dos tempos", disse.

fonte: Globo.Com SériesETC, 28 Junho de 2008.

 

Cigarro é grande produtor de Radicais Livres no organismo

O governo brasileiro tem lançado diversas medidas para conter o avanço do tabagismo. Só no Brasil, mais de 35 milhões de pessoas entre 18 e 70 anos são fumantes ativos, um total de 32,6% da população urbana. E o cigarro, por ser um grande produtor de radicais livres, acaba acelerando o processo normal do envelhecimento, além de causar diversas doenças. Por isso, segundo o médico e professor ortomolecular, Dr. Marcos Natividade, o primeiro passo para quem quer ter uma boa saúde é parar de fumar e fazer uma boa reposição de nutrientes para equilibrar o organismo, evitando doenças futuras. Mais de 50 doenças estão relacionadas ao consumo do cigarro. E as estatísticas revelam ainda que os fumantes, comparados aos não fumantes, apresentam um risco 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão, 5 vezes maior de sofrer infarto, 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar e 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral. “Cada cigarro contém 23mg de cádmio - metal pesado não tem utilidade nenhuma no nosso organismo. Ele se deposita principalmente no pulmão e no rim, ajudando a desencadear doenças e pode ser um fator coadjuvante dos processos hipertensivos”, explica o médico e professor ortomolecular, Dr. Marcos Natividade. O fumante agride intensamente o organismo, que luta para se defender. E muitos fumantes só largam o vício quando não tem mais jeito, e neste ponto as alterações são irreversíveis. Segundo ainda o Dr. Marcos Natividade, quando o organismo já está sofrendo em um processo avançado por causa do cigarro, não adianta tomar vitaminas para buscar o equilíbrio e evitar doenças futuras sem parar de fumar. E se o tratamento auxilia quem quer parar de fumar? “Sim, desde que a pessoa realmente queira parar de fumar! Com a reposição dos nutrientes, principalmente os aminoácidos, a dependência diminui e a pessoa terá condições de abandonar o vício. Quanto antes isto for feito, melhor será”, completa Dr. Marcos Natividade.

fonte: www.r2cpress.com.br/, 24 Junho de 2008.

 

Fumadores passivos são vítimas do tabaco consumido nas suas casas por

Em Portugal morrem por ano 1519 adultos por causa do tabaco dos outros. Entre os 27 países da União Europeia são 79 mil os fumadores passivos mortos, revela a Sociedade Europeia de Problemas Respiratórios (ERS), entidade que defende uma maior protecção dos não-fumadores. A maioria das mortes de fumadores passivos resulta do consumo de tabaco por familiares dentro de casa, pelo que o relatório deste ano da Organização Mundial da Saúde, ‘Epidemia Global do Tabaco’, sublinha que "os não-fumadores não estão suficientemente protegidos do tabaco" e salienta "a pouco informação existente sobre os perigos para os fumadores passivos". Em Portugal, com 939 casos, os ataques cardíacos são a principal causa de morte por fumo passivo, seguindo-se a doença isquémica cardíaca, com 368 casos. Registaram-se ainda 132 vítimas de cancro de pulmão e 80 de doença respiratória crónica. A esmagadora maioria destes, 1450, está exposto ao fumo do tabaco dentro de casa, sendo que 69 são vítimas do tabaco no trabalho. Os trabalhadores de restaurantes, bares e discotecas são os mais expostos. O fumo libertado no ar é considerado mais tóxico do que o que é inalado.

fonte: www.correiodamanha, 23 Junho de 2008.

 

Cigarro e mulheres: relação perigosa em qualquer fase da vida

Já faz tempo que fumar deixou de ser sinônimo de prestígio e requinte para a sociedade. Inúmeros estudos comprovam, dia após dia, os males que o cigarro traz à saúde. Vão de problemas respiratórios ao câncer, doenças cardiovasculares e morte. Sabe-se, contudo, o quão difícil é largar o vício, principalmente devido ao efeito de dependência causado pela nicotina – um dos componentes do cigarro. Nocivo para homens e mulheres, o ato de fumar ainda é mais prejudicial ao sexo feminino, e isso em todas as fases da vida: seja para aquelas que tomam pílula anticoncepcional, para as que pretendem engravidar ou àquelas perto da menopausa. “Homens e mulheres têm comportamentos diferentes quando o assunto é cigarro”, explica a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo. Pesquisas indicam que mulheres fumantes apresentam quase o dobro de ansiedade e depressão comparativamente aos homens tabagistas. “Muitas mulheres descontam a ausência do cigarro na maior ingestão de alimentos e engordam. Essa substituição pode aumentar os níveis de colesterol, pressão arterial e glicemia, conhecidos fatores de risco para as doenças cardiovasculares”, alerta a médica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se 5,4 milhões de óbitos ao ano relacionados ao fumo e até 2030 o tabaco será responsável pela morte de 8 milhões de pessoas. No caso das mulheres, dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que 40% delas com menos de 65 anos morrem em decorrência do tabagismo. “Além de aumentar o risco de desenvolver doenças em pulmões, mamas e vias urinárias, as fumantes que fazem uso de contraceptivos hormonais apresentam maior risco de sofrer hipertensão e ter problemas cardiovasculares”, adverte o ginecologista Vicente Bagnoli, da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (FMUSP). Segundo o médico, os componentes do cigarro interferem na coagulação do sangue e causam alterações nos vasos sanguíneos, elevando a pressão arterial e aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (derrame). Esses efeitos do tabaco são aumentados nas usuárias de pílulas anticoncepcionais, já que elas são fator de risco adicional para os eventos cardiovasculares. Para a mulher com planos de engravidar, o maior presente que ela pode dar ao filho e a ela mesma é abandonar o tabagismo antes. As fumantes apresentam maior índice de infertilidade em relação às que não fumam. Os componentes do cigarro têm ação direta na produção de hormônios dos ovários, interferindo na ovulação. A gestante tabagista também corre mais riscos de saúde durante a gravidez do que as não-fumantes. “Estão mais sujeitas a hipertensão, trombose, complicações cardíacas e maior morbidade e mortalidade”, alerta o médico. Já os bebês de mães fumantes sofrem de baixo peso, óbito ainda dentro do útero e parto prematuro. Menopausa precoce Tema assustador para algumas mulheres, a menopausa normalmente ocorre após os 40 anos. Contudo, o cigarro é capaz de antecipar a falência na produção dos hormônios sexuais, o que causa complicações graves na fase pós-menopausa. Entre elas estão aumento da perda óssea – podendo levar a osteoporose com quadro de dor e fraturas –, maior risco de doenças cardiovasculares e dislipidemias (níveis elevados de colesterol no sangue) e, conseqüentemente, óbito prematuro. Segundo Bagnoli, o mecanismo que leva à menopausa prematura é semelhante ao da infertilidade, com atuação negativa nos ovários e no sistema nervoso central. “Além disso, mulheres com menopausa precoce apresentam maiores riscos de trombose, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral, que comprometerão o bem-estar e a qualidade de vida.” Eu quero parar Felizmente, pesquisas apontam que dos cerca de 23 milhões de fumantes brasileiros, 80% afirma querer largar o hábito do tabagismo. Entretanto, querer largar o cigarro exige força de vontade, além da ajuda de um médico, que facilita muito a trajetória até o sucesso. Além do comprometimento do fumante, é preciso entender que tabagismo é uma doença como qualquer outra. Há centros de tratamento de tabagismo espalhados por todo o País. Na falta de encontrar um próximo da sua residência, o fumante deve buscar ajuda de um profissional. Mais informações sobre como parar de fumar podem ser obtidas no site www.euqueroparar.com.br; uma campanha do laboratório Pfizer para ajudar o fumante a largar o cigarro e transmitir informações de como fazê-lo: procurar um médico é o primeiro passo.

fonte: CDN Comunicação Corporativa, 23 Junho de 2008.

 

200 mil vivem do fumo. 200 mil morrem pelo cigarro

Acuada pela possibilidade de sofrer restrições legais mais severas, a indústria do fumo investe pesado no estabelecimento de relações próximas com parlamentares. A nova aposta do setor tabagista para evitar que iniciativas como o fim dos "fumódromos" sigam em frente é tentar sensibilizar parlamentares para a situação dos agricultores que hoje dependem da plantação do fumo para sobreviver. No Brasil, pelos cálculos da própria indústria, cerca de 200 mil pequenos produtores obtém sustento na fumicultura. Curiosamente, esta também é a estimativa de mortes anuais devido ao uso do cigarro no país. A estratégia parece estar funcionando. No início do mês, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara realizou audiência pública para debater as perspectivas da indústria tabagista. O evento se transformou numa espécie de homenagem à importância econômica do plantio de fumo. – Normalmente se fala mal do fumo – admitiu Luiz Carlos Setim (DEM-PR), enquanto presidia a audiência. – Mas aqui estamos numa audiência para ver qual fumo é o melhor, se é o do Sul ou da Bahia. O comentário foi uma brincadeira. Mas resumiu bem o tom com o qual foram conduzidas as discussões da audiência. – Nunca houve nenhuma preocupação do poder Executivo de trabalhar com o setor fumo – reclamou Antônio Arantes Lício, consultor do Sindicato da Indústria do Fumo da Bahia, exigindo políticas governamentais de apoio à produção tabagista. – O cigarro hoje é visto como um produto inaceitável. Nós temos que reverter essa situação e só nessa casa podemos começar a fazer isso – defendeu. A autora do requerimento de convocação da audiência, deputada Jusmari Oliveira (PR-BA), declarou-se na audiência "combatente ferrenha do fumo". Mas, oriunda de uma das regiões agrícolas brasileiras mais dependentes do plantio de fumo, o Recôncavo Baiano, não hesitou em sair em defesa da indústria. – Qual será a alternativa produtiva? Os agricultores não estão sendo capacitados nem preparados para plantar outra coisa – afirmou. – Então vamos começar a votar leis e combater decretos que venham no sentido da hipocrisia. Supersimples A deputada criticou ainda medidas como a proibição das indústrias do setor de aderirem ao regime supersimples de tributação e de obterem acesso à financiamentos governamentais como os do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), outro com raízes em uma região onde o plantio de fumo assume papel dinamizador da economia – a região Sul do país concentra 95% da área plantada do país – seguiu a mesma linha. – Enquanto não tivermos política definida de diversificação da produção é preciso sim voltar incentivos para a agricultura, indústria e comércio do fumo – disse. Na Câmara, 13 deputados receberam, ao todo, R$ 674 mil em doações eleitorais de empresas do setor em 2006 (confira quadro). Quase sete vezes mais do que os R$ 97 mil injetados pela indústria nas eleições anteriores, de 2002. Heinze foi o deputado federal que mais recebeu contribuições do setor nas últimas eleições, R$ 120 mil. Desde 2006 o Ministério do Desenvolvimento Agrário implantou o Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco. A idéia é fornecer o apoio necessário para que pequenos produtores de fumo possam cada vez mais investir em outras plantações. Investimento Apesar do modesto investimento de R$ 10 milhões realizado nos primeiros dois anos de programa, a Secretaria de Agricultura Familiar do ministério garante que a iniciativa atinge cerca de 19 mil famílias em 500 municípios e que as áreas de plantio de fumo já foram reduzidas de 416 mil hectares, em 2005, para 344 mil hectares, em 2008. – Claro que temos que pensar em substituir esta cultura – confirma Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS). – Tem que ser por outras que tenham a mesma lucratividade. O peemedebista recebeu R$ 45 mil do setor nas eleições de 2006. – A maldade está nos olhos de quem vê. É natural que eu, como deputado da minha região, vá pedir dinheiro para as empresas que são competitivas nela – argumentou. Mais da metade dos R$ 674 mil doados pela indústria do fumo em 2006 estão concentrados em apenas cinco parlamentares eleitos pelo Rio Grande do Sul.

fonte: jbonline.terra.com.br, 22 Junho de 2008.

 

Audiência debate custo de doenças relacionadas ao cigarro

Audiência debate custo de doenças relacionadas ao cigarro A Comissão de Seguridade Social e Família realiza hoje audiência pública para discutir os custos de tratamento de doenças provocadas ou agravadas pelo consumo do cigarro e as medidas adotadas para o controle do tabagismo. O debate foi sugerido pelo deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). O deputado é autor do Projeto de Lei Complementar 161/00, que cria o Fundo de Reparação Civil para ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) pelas despesas com pacientes portadores de doenças relacionadas ao tabagismo. Segundo a proposta, o fundo será constituído com dotações orçamentárias e com recursos repassados anualmente pela indústria fumageira instalada no País. Raimundo Gomes de Matos também apresentou projeto (PL 2035/07) que proíbe a instalação de áreas para fumantes ("fumódromos") em ambientes fechados. A Organização Pan-Americana da Saúde estima que, a cada ano, o cigarro mate cerca de 200 mil pessoas no Brasil. Dados apresentados pelo Instituto Nacional de Câncer, referentes a 2004, revelam que os dispêndios com o tratamento de doenças relacionadas ao tabaco e com ações de controle do tabagismo totalizaram R$ 3,75 bilhões. "O tabagismo vem gerando uma enorme sobrecarga no sistema público de saúde", afirma o deputado. Matos afirma que há ainda custos previdenciários por causa de pensões e aposentadorias precoces relacionadas a doenças do fumo e da perda de produtividade no trabalho. Foram convidados para a audiência: - a chefe substituta da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Valéria Cunha de Oliveira; - o gerente de Produtos Derivados do Tabaco da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Humberto José Coelho Martins. - um representante do Ministério da Saúde. A audiência está marcada para as 9h30, no plenário 7.

fonte: www2.camara.gov.br, 19 Junho de 2008.

 

Audiência discute custos de doenças relacionadas ao tabaco

Em 2005, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o SUS gastou mais de R$ 338 milhões – o equivalente a 30% dos custos hospitalares totais do sistema público de saúde - apenas com a internação de pacientes que apresentavam câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares relacionadas ao uso de tabaco. Não entram na soma os gastos com exames e atendimentos ambulatoriais, pensões e aposentadorias precoces e custos relacionados à perda de produtividade das vítimas. Os males do fumo e o modelo regulatório brasileiro foram temas de audiência pública nesta quinta-feira (19) na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Também foi discutida a criação do Fundo de Reparação Civil, destinado a ressarcir os gastos do SUS com a prevenção, o tratamento e a reabilitação das vítimas. A proposta consta do projeto de lei complementar 161/00, do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). Participaram da audiência representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Panorama “Considerado uma doença, inclusive pediátrica, o tabagismo é responsável pela morte de cinco milhões de pessoas por ano e leva chefes de família a substituírem a compra de alimentos e outros bens pela compra de cigarros e produtos similares”, esclarece Valéria Cunha de Oliveira, técnica da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), dos 1,3 bilhões de fumantes no mundo, 80% vivem em países em desenvolvimento. O Brasil, que é o segundo maior produtor de tabaco do mundo também acumula, a cada ano, cerca de 200 mil mortes causadas pelo uso de cigarro e produtos similares, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Avanços Embora os desafios ainda sejam grandes, o Brasil está à frente de outros países, tendo uma das legislações mais avançadas do mundo. “A Anvisa parece ser a única agência reguladora no mundo a manter um controle voltado especificamente para estes produtos”, aponta Humberto Coelho Martins, gerente de Produtos Derivados do Tabaco da Anvisa. Para o gerente, em nove anos de regulação foram alcançados importantes avanços: “a Anvisa conseguiu proibir termos que possam induzir a falsa percepção, como “light” e “baixos teores”, além de alimentos e outros produtos que simulem derivados do tabaco. Também acabamos com a propaganda na internet e em eventos esportivos e culturais”, lembra. Outra ação importante foi a exigência de veiculação de advertências e mensagens de forte impacto nas embalagens de cigarro.

fonte: www.anvisa.gov.br, 19 Junho de 2008.

 

O tabaco matará 650 milhões de fumantes

Nova York, 17/06/2008(IPS) - Dentre os mais de 1,3 bilhões de pessoas que fumam em todo o mundo, este vício poderá ser a causa da morte de aproximadamente 650 milhões, alertaram especialistas da Organização das Nações Unidas. “Ao contrário de outras causas de morte, o tabaco mata as pessoas em sua faixa etária mais produtiva”, disse o Grupo de Trabalho Inter-institucional Ad Hoc para o Controle do Tabaco, em um estudo de 19 páginas. Os 20 primeiros do grupo representam quase todas as grandes agências da ONU, entre elas o Fundo para a Infância, o Programa para o Desenvolvimento, a Organização Mundial da Saúde, o Programa para o Meio Ambiente e a Organização Internacional do Trabalho. Além disso, participam outras instituições multilaterais fora do sistema das Nações Unidas, como o Banco Mundial. Só em 2005 morreram cerca de 5,4 milhões de fumantes, segundo estudo citado no informe do grupo que será apresentado nas próximas sessões do Conselho Econômico e Social (Ecosoc), que começará no próximo dia 30. Os especialistas calculam que esse número pode chegar a 8,3 milhões em 2030, e que mais de 80% das mortes ocorrerão nas nações em desenvolvimento. As doenças causadas pelo tabaco aumentarão sua presença no total de 2,6% em 1990 para quase 10% em 2015, “matarão mais pessoas do que qualquer outro mal, e serão responsáveis por 50% a mais de mortes do que as provocadas pelo HIV/Aids. O Ecosoc reconhece que o tabaco não só tem conseqüências negativas para a saúde e o meio ambiente, mas também afeta os esforços da ONU para reduzir a pobreza, diz o informe. O tabaco também está ligado a uma variedade de enfermidades, entre elas vários tipos de câncer (pulmão, traquéia, brônquios, boca, estômago, esôfago), algumas cardiovasculares (isquemias e cerebrovasculares), respiratórias e digestivas. A prevalência de jovens entre 13 e 15 anos expostos à fumaça do cigarro pode superar os 80% na Europa, mais de 60% no continente americano e cerca de 50% na África: Ásia meridional, do sudeste e Ásia-Pacífico, segundo pesquisa citada no informe. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação estima que a produção de tabaco cai nas nações industrializadas, mas aumenta nos paises em desenvolvimento. Na década de 70, as nações em desenvolvimento respondiam por pouco menos de 60% da produção mundial de tabaco. A produção poderá representar 80% em 2010. “Essas cifras dão conta do baixo custo da produção e do acentuado aumento da demanda nas nações em desenvolvimento”, explica. Os benefícios das zonas livres de fumo de tabaco levaram muitos governos a promulgar leis que criam esses espaços. Entre eles Butão, Estônia, França, Irã, Irlanda, Itália, Malta, Nova Zelândia, Noruega, Suécia, Uganda e Uruguai. Uma pesquisa da ONU sobre proibições de fumar mostrou “resultados animadores”, entre eles que “a maioria das instalações da ONU eram zonas livres de fumo”. Quase todas as agencias da ONU operam nesses ambientes, mas ainda resta impor a proibição total de fumar nos 39 andares de sua sede em Nova York. Em julho de 2006, o Ecosoc recomendou à Assembléia Geral considerar em seu 61º período de sessões, de 2007, a “proibição total de fumar em todos os locais da ONU, tanto na sede quanto nos escritórios regionais e nacionais”. A resolução também pedia implementar uma “proibição total de venda de tabaco em todos os locais da ONU”. Mas o plenário não tomou nenhuma decisão a respeito. O informe reiterou a solicitação para o 63º período de sessões da Assembléia, que acontecerá em setembro deste ano. Ao proibir fumar em suas dependências a ONU estará protegendo a saúde de trabalhadores, diplomatas e visitantes, mas também mostrará que reconhece os perigos de fumar, segundo Kathy Mulvey, da organização de análises de políticas empresariais Corporate Accountability International. Mas, a ONU tem nas mãos um instrumento de maior poder: um convênio global conhecido formalmente como Convenção Marco da OMS para o Controle do Tabaco, um dos tratados de maior adesão na historia das Nações Unidas. “Cerca de 80% da população mundial em mais de 150 paises estão protegidos por normas vinculantes que proíbem a publicidade, a promoção, o patrocínio e a obrigação de desvincular políticas de saúde pública da interferência da indústria do tabaco”, disse Mulvey à IPS. Todas as agências da ONU podem fazer mais para apoiar a OMS na implementação desse inovador tratado, acrescentou. (IPS/Envolverde) (FIN/2008)

fonte: www.mwglobal.org, 17 Junho de 2008.

 

Fumo afeta desempenho sexual masculino

O tabagismo é um grande problema de saúde pública no mundo inteiro, atingindo homens, mulheres, adolescentes e até crianças. No Brasil, as estatísticas apontam que entre 15% e 25% da população fuma, sendo este índice maior nas regiões industrializadas e mais prevalente no sexo masculino. No passado, o cigarro promovia status de ''glamour'' e ''rebeldia'' a seus usuários, principalmente pela influência de artistas da TV e do cinema. Felizmente este quadro mudou, e atualmente há uma maior conscientização acerca dos riscos e malefícios do tabagismo, sendo cada vez maior o número de pessoas que abandonam (ou tentam abandonar) o vício. Estamos acostumados a ver campanhas anti-tabagismo que focam nos efeitos prejudiciais do cigarro ao coração, pulmões e gravidez, e estas são as principais preocupações das pessoas que tentam parar de fumar. Porém, nas últimas décadas, os estudos científicos têm colocado cada vez mais em evidência a relação entre o fumo e a disfunção erétil. O cigarro afeta a ereção de várias maneiras. Um estudo publicado em 2001 mostrou que o tabagismo tem uma grande influência na redução das concentrações de óxido nítrico, um importante mediador no relaxamento das artérias penianas - essencial para a ereção. Também é notório o efeito deletério do fumo no aumento da incidência de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, que nada mais são do que obstruções das artérias do coração e do cérebro, respectivamente. Do mesmo modo, esta obstrução ocorre também nas artérias penianas, e contribui sobremaneira para o surgimento da impotência sexual. Pesquisas recentes demonstraram que os fumantes apresentam uma prevalência de 15% de disfunção erétil, além de um risco duas vezes maior de desenvolver a doença em relação aos não fumantes. Estes efeitos são, também, dose-dependentes: quanto maior o número de cigarros consumidos e maior o tempo de tabagismo, maior também é o risco de perder a ereção. É interessante notar que entre os fumantes impotentes a melhora clínica com o uso de drogas específicas é menor do que nos não fumantes com o mesmo problema. Portanto, a cessação do tabagismo deve ser uma meta para todos os homens que desejam não só uma vida longa e saudável, mas também anseiam por um desempenho sexual satisfatório e longevo. Mitos e Verdades - Mito: quem abandona o cigarro diminui o risco de ficar impotente - Verdade: apesar de diminuírem os índices de disfunção erétil, os ex-tabagistas dificilmente atingem o mesmo patamar estatístico das pessoas que nunca fumaram Juliano Plastina, urologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

fonte: www.bonde.com.br, 16 Junho de 2008.

 

Universidade gaúcha veta cigarro em suas dependências

Universidade Católica de Pelotas (UCPel) baniu o cigarro de seus prédios. Desde o último dia 30, ninguém está autorizado a fazer aquela pausa na aula para dar fôlego ao vício. Pelo menos, não nas dependências da instituição. A decisão de acabar com o fumaça pelos corredores foi tomada pelo Conselho Universitário na véspera do Dia Nacional de Combate ao Fumo. E segundo a integrante da comissão do Programa UCPel Mais Saudável, Clotilde Victória, o objetivo é promover a qualidade de vida da comunidade universitária. “Não somos contra o fumante, somos contra o cigarro. Por isso é que não vamos abrir fumódromos”, explicou. Os agentes de portaria já estão treinados para abordar quem descumpre a nova regra. “O fumante recebe a orientação para que se retire e fume na rua. Tem havido uma resistência, mas é da minoria”, afirma a professora. De acordo com a lei 9.294, de 1996, é proibido fumar em locais públicos fechados. Dentre esses locais se incluem as salas de aula e as bibliotecas. Só é permitido o cigarro em áreas como os fumódromos, destinadas aos fumantes, isoladas e com arejamento. Veja aqui a lei. De acordo com o texto da lei, o cigarro só era proibido dentro da sala de aula, mas não nos corredores. “Sempre havia professores e alunos que ficavam do lado de fora fumando. Mas a fumaça se espalha, e acabava entrando na sala”, afirma Clotilde. Resistência dos fumantes Nesta segunda-feira (9), a nova norma foi mais contestada na universidade, segundo Clotilde. “Tivemos uma chuva grande e as pessoas não podiam sair. Então, houve um número maior de abordagens”, diz. Por enquanto, o programa não tem punição para o fumante que descumpre a regra. Mesmo assim, a professora afirma que a medida teve efeito e vem recebendo o aplauso dos não-fumantes. Segundo a professora, todos os prédios da instituição foram visitados. “Temos o claro entendimento de que o uso do tabaco causa três tipos de malefícios: ao próprio fumante, aos outros, que também são afetados pela fumaça, e ao meio ambiente”, afirma. A instituição oferece também acompanhamento para o estudante, professor ou funcionário que pretende parar de fumar. “Nossa idéia é, depois, oferecer ajuda também para a comunidade”, diz Clotilde.

fonte: g1.globo.com/Noticias, 11 Junho de 2008.

 

Medicina é curso de saúde com mais fumantes

O Instituto Nacional do Câncer (Inca), está divulgando resultados de uma pesquisa inédita nesta quarta-feira, Dia Nacional de Combate ao Fumo. O estudo mostra que universitários da área de saúde das cidades do Rio de Janeiro e Campo Grande estão fumando mais do que estudantes das outras duas cidades analisadas. Enquanto no Rio e Campo Grande, 16% dos entrevistados se declararam fumantes freqüentes, em João Pessoa, apenas 7% afirmaram ter o vicio e, em Florianópolis, 4%. Outro aspecto analisado foi seu conhecimento sobre a legislação de controle ao tabagismo. Liz Almeida, chefe do departamento de Epidemiologia do Inca, explicou que o grupo escolhido é muito interessante, devido à área profissional que escolheram. "O objetivo é trabalhar com estes jovens, que no futuro serão formadores de opinião e estarão atendendo a população. A pesquisa, realizada inicialmente em quatro capitais do país, procurou saber se estes estudantes estão utilizando algum produto de tabaco, qual o seu comportamento em ambientes como a universidade, e se recebem treinamentos dentro dos cursos para tratar e prevenir", explicou Liz. "Verificamos que existe uma grande proporção de estudantes que está fumando. A pesquisa também mostra que parte dessa turma fuma dentro dos prédios da universidade." Liz afirma que esse dado também é importante porque existe uma portaria interministerial que recomenda às instituições de saúde e ensino a montar programas de ambientes livres de exposição tabagística, que está em vigor desde 2002. "Ou seja, dentro do prédio da universidade você não pode fumar", disse. "É preciso entender que quando o fumante passivo inspira também está sob risco. Quando o fumante acende o cigarro, a fumaça é prejudicial para ele e para quem está em volta. Já existem estudos comprovando, pessoas que desenvolveram doenças pulmonares, câncer de pulmão, por conviverem com pessoas que fumavam diariamente. Não existe mais nenhuma dúvida nisso." Segundo a pesquisa, a média de idade na área de medicina no Rio de Janeiro é de 21 anos, e na de enfermagem, de 30 anos, o que pode explicar a diferença entre os dois cursos no número de fumantes. O estudo diz que 60% dos estudantes de medicina já experimentaram o cigarro, embora apenas 16,6% possam ser considerados fumantes regulares. Já no curso de enfermagem, 66% já tiveram contato com o tabaco, porém somente 12,8% são dependentes. A diferença maior vem quando se pergunta se o estudante teve disposição de parar de fumar nos últimos 11 meses. A resposta foi sim para 48% dos estudantes fumantes de medicina. Em enfermagem, a proporção sobe para 83%. Dentre aqueles que conseguiram deixar o vício, 42% estavam na escola de medicina e 61%, na de enfermagem. A epidemiologista acredita que uma campanha de conscientização faria bastante efeito, já que 80% dos entrevistados de medicina e 50% dos de enfermagem afirmaram só ter fumado uma ou duas vezes nos últimos 30 dias. Liz lembra que há mais de 10 anos foi criado um grande programa nacional de combate ao tabagismo, que serve de referência para vários países. "É nosso cartão de visita no exterior. O Brasil é conhecido internacionalmente pelos seus programas contra a Aids e tabagismo. Somos apontados como modelo em todas as reuniões internacionais. Isso é fruto de um trabalho realizado pelo grupo há 10 anos, pelo grupo designado para essa questão, do ministério da saúde", afirmou. "Desde 1999, a Organização Mundial de Saúde (OMS), em parceria com o CDC, que é o centro norte-americano de controle de doenças, montou um grande sistema de vigilância do tabagismo, o maior sistema de vigilância implantado em nível internacional. Só na faixa de 13 a 15 anos, já existem 153 países envolvidos neste sistema. Em relação aos estudantes universitários, são mais de 30 países, e o Brasil é pioneiro na adesão dessa faixa." Menores não têm dificuldades em obter cigarros A epidemiologista do Inca indicou a facilidade de obtenção de cigarros por menores como um agravante que precisa ser discutido e avaliado. "É preciso saber que esses comerciantes que vendem cigarros e bebidas para menores têm idéia do estrago que isso vai causar no futuro, não só para a pessoa como para todo o ambiente", disse Liz que, em outra pesquisa, perguntou a jovens de 13 a 15 anos têm acesso ao produto livremente. O levantamento mostrou que "80% respondeu que consegue comprar livremente, em todo o Brasil. Outra questão é dentro de casa. A quantidade de estudantes fumantes que tem pelo menos um dos pais fumando dentro de casa é significativa", disse. Ainda conforme dados da epidemiologista, mulheres estão fumando mais que os homens. "A mídia da indústria tabagista fez uma campanha enorme de que é um símbolo de liberdade, e que as mulheres poderiam se igualar aos homens em relação a isso, mas os homens estão diminuindo. E agora, o que as mulheres vão fazer?", questionou a médica. Dia de combate ao fumo com atividades no estado do Rio O Inca lança nesta quarta-feira uma série de 40 programas contra o tabagismo, que serão distribuídos gratuitamente para cerca de 500 rádios comunitárias de todo o país. Também estão previstas para hoje distribuições de folhetos informativos em 28 farmácias da cidade do Rio de Janeiro, de Niterói, na região metropolitana do estado, e na Baixada Fluminense. Das 9h às 18h, farmacêuticos e estudantes de farmácia orientam sobre tabagismo passivo e dar dicas para quem deseja largar o cigarro. A Secretaria Municipal de Saúde também realiza uma série de atividades neste dia. A Campanha educativa contra o fumo acontece na rua Siqueira Campos, próximo à estação de metrô, em Copacabana, zona sul da cidade. Das 9h às 17h uma equipe faz testes em fumantes para avaliar a quantidade de monóxido de carbono no organismo e dependência de nicotina. A equipe também fará exames bucais para checar se existem lesões. Serão distribuídos folhetos informativos sobre os malefícios do cigarro.

fonte: www.sidneyrezende.com, 05 Junho de 2008.

 

Crianças fumantes passivas têm maior risco de infecção

A descoberta sugere que o fumo passivo não é apenas danoso para o trato respiratório infantil, mas para seus sistemas imunológicos também. Hong Kong proibiu fumar em locais públicos em 2007, mas bebês e crianças ainda estão expostos à fumaça em casa. Apesar dos riscos do fumo passivo para o sistema respiratório infantil em desenvolvimento, pouco era conhecido sobre seu impacto nos riscos de infecção. Para investigar, os pesquisadores seguiram um grupo de crianças nascidas em 1997 até completarem oito anos de idade. Quase 42% das crianças eram expostas à fumaça de cigarro em casa. Crianças que estavam a três metros de fumantes em qualquer ponto dos seus primeiros 18 meses de vida tinham 14% mais chances de serem hospitalizadas por causa de qualquer infecção até completarem oito anos, descobriram os pesquisadores. Crianças ‘maneiras’ ajudam colegas a não fumar A grande diferença foi encontrada entre os menores. Um a cada três bebês foram hospitalizados por causa de uma infecção antes de completarem um ano. A exposição durante os primeiros três meses de idade teve o efeito mais potente. Prematuros e bebês nascidos com baixo peso pareciam ser mais vulneráveis aos efeitos do fumo passivo, por períodos mais longos de tempo; eles tinham o dobro das chances de serem hospitalizados por causa de uma infecção antes de completarem oito anos do que crianças não expostas ao tabaco. Teste de rugas pode impedir venda de cigarros “Este estudo adiciona evidências de uma janela de maior vulnerabilidade à exposição ao fumo passivo na primeira infância, que se estende a todas as doenças infecciosas e não apenas a doenças e infecções respiratórias”, os pesquisadores concluíram.

fonte: hypescience.com, 04 Junho de 2008.

 

Estudo: fumo está ligado a hábitos do cotidiano

No Dia Mundial contra o Tabaco, diversas organizações tentam conscientizar os fumantes sobre os perigos do vício do tabaco. Muitos desejam parar de fumar, mas não conseguem. Uma pesquisa da Secretaria da Saúde de São Paulo aponta uma associação do cigarro a hábitos do dia a dia - como tomar café ou comer -, o que dificulta ainda mais a tentativa de parar. Além do apoio de amigos e da família, e da força de vontade, ajuda especializada pode fazer a diferença » Confira dicas para Muitos só conseguem parar de fumar após três ou quatro tentativas, eventualmente recorrendo a grupos de ajuda, médicos ou psicólogos. Mas os benefícios vêm rapidamente. Cerca de 20 minutos após o último cigarro, a pressão arterial e os batimentos cardíacos voltam ao normal. Após duas horas não há mais nicotina circulando no sangue e, depois de oito horas, o nível de oxigêncio no sangue se normaliza. Para não voltar a fumar após um período de abstinência, especialistas dizem que o fumante deve lembrar que os sintomas ruins são temporários e observar os benefícios do corpo sem o cigarro no dia-a-dia. Outra dica é fazer clareamento dos dentes, como um incentivo paraa não voltar a fumar. De acordo com o site Deixar de Fumar, quem fuma para reduzir a tensão precisa de um antidepressivo e atividades que diminuam o estresse, como ioga e natação. Aquele que faz fumaça sempre em determinadas situações vai ter de passar por um descondicionamento - só mudando de hábito conseguirá abrir mão do cigarro. "O fumante deve encarar esta fase como uma oportunidade de fazer um balanço e modificar seus hábitos e estilo de vida", afirma o médico pneumologista Luiz Fernando Pereira, consultor do Programa de Cessação de Tabagismo da Unimed-BH e coordenador do Ambulatório de Tabagismo do Hospital das Clínicas.

fonte: Redação Terra, 31 Maio de 2008.

 

Adolescente é presa fácil do cigarro e brigar não adianta

Este sábado (31) é o Dia Mundial Sem Tabaco e a Organização Mundial de Saúde escolheu o jovem como alvo especial desta campanha. O motivo é simples: os adolescentes são uma presa fácil do fumo e quase nunca percebem que deveriam parar. “As conseqüências do fumo são de longo prazo. O adolescente e o jovem adulto não sentem nada de errado e, por isso, acham que não têm por que parar”, explicou ao G1 o médico Sérgio Ricardo Santos, coordenador do Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo (PrevFumo) da Universidade Federal Paulista (Unifesp). O problema é que a maioria dos adolescente não fica viciado no cigarro. Eles fumam por que querem. Não parar aumenta as chances de acabarem dependentes na vida adulta. A Organização Mundial de Saúde recomenda a inviabilização de estratégias da indústria de tabaco que apelem aos jovens, como embalagens coloridas, sabores diferentes e patrocínios para eventos como shows e esportes. Sérgio Ricardo Santos recomenda que se faça uma campanha para evitar que o jovem acenda seu primeiro cigarro. E o trabalho deve começar em casa. Como evitar que o jovem fume O adolescente busca o cigarro como forma de auto-afirmação, segundo o especialista. “Ele está em uma idade em que busca a própria identidade, coisas que o definam como parte de um grupo ou como não parte de um grupo. Se ele enxergar no cigarro algo que deixe claro essa posição, ele vai fumar”, explica Santos. Como evitar então que um filho comece a fumar? Uma receita bem simples ajuda bastante: bom convívio familiar e pais não-fumantes. “O jovem só vai querer se afastar da família se não houver um bom convívio. Se ele sabe que os pais não querem que ele fume e há conflito, ele vai fumar, é rebeldia. Mas se o convívio dentro de casa é bom, o convívio com os amigos é bom, o diálogo existe e ninguém fuma por perto, cigarro nem vai passar pela cabeça dele”, afirma o médico. É claro que nem sempre é fácil manter toda essa harmonia dentro de uma casa com um adolescente. Mas os pais precisam fazer esse esforço. Além disso, não fumar é fundamental. “O convívio em casa pode ser excelente, se os pais fumarem as chances do jovem fumar aumentam muitíssimo”, diz o especialista. O que fazer com um jovem que já fuma Quando os pais percebem que o filho começou a fumar, a receita é simples: não brigue. “Discutir e implicar não adiantam absolutamente nada. Só vão aumentar a ansiedade e ansiedade faz fumar mais”, aconselha Santos. Mandar ou obrigar o adolescente a parar faz menos efeito ainda. “Pedagogicamente se sabe que mandar só funciona até os oito, dez anos de idade. A partir daí, o jovem pensa sozinho e se não concordar, não vai obedecer. Com adolescente, o que funciona é argumento”, diz o médico. O caminho? Diálogo. “A primeira coisa a fazer é reconhecer que essa é uma decisão do jovem, e, por mais ruim que seja, uma decisão à qual ele tem direito. Não adianta discutir. Depois é explicar todos os problemas que fumar causa. ‘Eu entendo, a decisão é sua, eu não vou te forçar a parar, eu só me preocupo com a sua saúde por causa disso, disso e disso”, explica Santos. Além dos problemas de saúde, vale ressaltar o que fumar faz com a aparência, que importa muito nessa idade. “Principalmente para as meninas. Fumar envelhece mais rápido, estraga a pele, estraga os dentes. Tem que contar tudo isso.” Muitas vezes só essa conversa já desarma o adolescente. Se ele começou a fumar como ato de rebeldia, o fato do pai não brigar já tira o propósito da coisa. Se ele continuar fumando, é preciso paciência. A regra do “não brigue” continua. De tempos em tempos, é preciso oferecer informação. “Sempre que ver uma reportagem sobre problemas do fumo, discuta. Histórias de amigos que têm problemas. Lembre, informe, sempre com tom de preocupação e não com tom de bronca. Deixe que ele saiba que a decisão de parar é dele e que quando ele parar você irá apóia-lo”, explica Santos.

fonte: g1.globo.com, 31 Maio de 2008.

 

OMS pede proibição total de propagandas de cigarro

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu para que governos proíbam a propaganda de cigarro para ajudar a evitar que jovens adquiram o vício. A OMS acusou fabricantes de tabaco de usar técnicas de marketing cada vez mais sofisticadas para atrair jovens, principalmente meninas em países pobres. A organização diz que quanto mais as pessoas forem expostas a propagandas de tabaco, mais chances têm de começar a fumar. O apelo foi feito neste sábado, o Dia Mundial Sem Tabaco. A OMS diz que apenas 5% da população mundial está coberta por proibições abrangentes de propagandas de cigarro, promoções e patrocínios da indústria do tabaco. A organização afirma ainda que as restrições atuais não são suficientes para proteger os 1,8 bilhões de jovens do mundo, que são atingidos através da Internet, revistas, filmes, shows e eventos esportivos. ‘Mensagens perigosas’ Na Rússia, onde há poucas leis antitabaco, o número de adolescentes e mulheres que começaram a fumar triplicou na última década. Mas, no Canadá, onde o fumo e a propaganda de cigarro são severamente restritos, o número de fumantes é o mais baixo dos últimos 40 anos. A Grã-Bretanha anunciou recentemente planos para proibir máquinas de vender cigarro e maços de dez para evitar que crianças e jovens fumem. A OMS também acusou a indústria do tabaco de atrair jovens ao associar “falsamente” os cigarros com “glamour, energia e apelo sexual”. A maioria dos fumantes começa antes dos 18 anos, com quase um quarto deles começando antes dos 10 anos de idade. Em uma pesquisa mundial da OMS com jovens entre 13 e 15 anos, 55% disseram ter visto outdoors com propagandas de cigarro, enquanto 20% possuíam algum item com um logótipo de uma empresa de tabaco. O diretor da OMS para a Iniciativa Sem Tabaco, Douglas Bettcher, uma proibição completa das propagandas é necessária. “Medidas pela metade não são suficientes”, disse. “Quando uma forma de propaganda é banida, a indústria do tabaco simplesmente transfere seus vastos recursos para outro canal.”

fonte: BBC Brasil.com, 31 Maio de 2008.

 

Dia Mundial Sem Tabaco: jovens são alvo de campanha anti-tabagismo

Principal causa evitável de morte no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabaco é a segunda droga mais consumida entre adolescentes. De acordo com a organização, a maioria dos fumantes experimenta seu primeiro cigarro e se torna dependente antes dos 18 anos de idade. O número de fumantes nesta faixa etária é preocupante. Cerca de 100 mil pessoas começam a fumar todos os dias ainda na juventude. Para celebrar o Dia mundial sem Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, foi lançada a campanha "Juventude Livre do Tabaco". A escolha do tema aponta a preocupação da OMS na prevenção do tabagismo entre crianças e adolescentes. Em Salvador, uma programação especial voltada para a data acontece desde o último dia 26, organizada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Nesta sexta-feira, 30, é realizado o "Controle do Tabagismo: um diálogo intersetorial". O evento, que segue até o final desta tarde no auditório do Ministério Público (MP), discute temas como o controle do tabagismo e a proibição do fumo em ambientes fechados. As ações são desenvolvidas pelo Programa Estadual de Controle do Tabagismo, da Sesab, em parceria com a diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental (Divisa). Já a Secretaria Municipal de Saúde organiza uma caminhada no próximo dia 4 de junho. Estudantes de escolas públicas participarão do movimento, com saída prevista para as 9h da Praça Municipal. Promovido em parceria com Sociedade Baiana de Pneumologia e Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), o evento tem como objetivo alertar a população para os malefícios do fumo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta (1 bilhão e 200 milhões de pessoas) seja fumante. Dados da organização apontam que anualmente 4,9 milhões de pessoas morrem no mundo por causa do tabagismo, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. No Brasil, são 200 mortos pelo tabagismo a cada ano. No último dia 27 foram lançadas as novas imagens de advertência, que serão impressas nos maços de produtos derivados do tabaco. Na ocasião, o Ministério da Saúde divulgou dados indicando que o consumo de cigarro no Brasil caiu 32% de 1989 até 2004.

fonte: A Tarde On Line , 30 Maio de 2008.

 

95% dos fumantes associam cigarro a comida em SP, diz estudo

Levantamento realizado na capital paulista apontou que os fumantes associam cigarro a comida. Para 95% dos cerca de 500 dependentes de tabaco atendidos no ano passado no Centro de Referência em Álcool Tabaco e Outras Drogas (Cratod), serviço da Secretaria Estadual da Saúde, o hábito de fumar está diretamente associado ao fim de cada refeição. As refeições ficaram na frente do tradicional cafezinho. Segundo o levantamento, o café foi relacionado ao fumo por 71% dos entrevistados, e a ansiedade, por 73%. Para 68% dos dependentes, o cigarro está vinculado à tristeza, e à alegria por 55%. Falar ao telefone foi apontado por 42% dos pacientes ouvidos, e 34% vincularam o ato de fumar ao maior consumo de bebidas alcoólicas. “Associar o cigarro a sentimentos, hábitos do dia-a-dia ou problemas é muito perigoso, pois só tende a estimular o fumo”, afirma Luizemir Lago, diretora do Cratod. Para quem quer parar A orientação para quem quer largar o vício é, por exemplo, beber chá ou suco em vez de café, escovar os dentes e chupar uma bala após as refeições, ter caneta ou lápis à mão quando falar ao telefone e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Especialistas sugerem ainda que beber muita água, respirar fundo com os olhos fechados para relaxar, mascar chicletes, cristais de gengibre, cravo, canela ou legumes crus, comer frutas e barras de cereal. Também é recomendada a prática de exercícios físicos como, por exemplo, caminhar por 30 minutos ao dia.

fonte: g1.globo.com/Noticias, 30 Maio de 2008.

 

Cerco fechado para o fumo

As placas de aviso "não fume" têm se tornado cada vez mais freqüentes, as carteiras de cigarro vêm acompanhadas de imagens nada atraentes e as propagandas de cigarro foram proibidas. As leis antitabagistas têm promovido uma verdadeira caça aos amantes do cigarro em todo o mundo e, a exemplo de outros países, aqui no Brasil a meta é aumentar o preço do produto e extinguir os fumódromos. Na Bahia, não é diferente. Há um projeto tramitando na Câmara Municipal de Salvador – de autoria do presidente da Casa, Valdenor Cardoso – para acabar com o fumo em ambientes fechados. A previsão é a de que o projeto seja votado em 60 dias. Se aprovado, fumar só será permitido em locais abertos. É preciso lembrar, no entanto, que nessa luta que coloca o poder público contra a indústria do tabaco e os não-fumantes e fumantes no mesmo ringue, pouco se fala no tratamento da dependência da nicotina no sistema público de saúde, sobretudo, em países em desenvolvimento como o Brasil. O tabagismo é a maior causa evitável de morte por doenças crônicas não-transmissíveis. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), três milhões de fumantes morrem por ano de doenças relacionadas ao tabaco. Destes, 70% desejam parar de fumar, mas apenas 5% conseguem fazê-lo sozinhos. O contador Roque da Silveira faz parte desse time. Fumante inveterado durante 30 anos, ele conseguiu deixar de fumar há quase cinco, sozinho e sem o uso de nenhum medicamento. “Estabeleci dia e horário para deixar de fumar, 26 de junho de 2003, às 20 horas. Foi muito difícil, mas de lá para cá nunca mais toquei em um cigarro e, não tenho dúvidas de que foi a melhor coisa que fiz na vida”, comemora. Infelizmente nem todos conseguem deixar de fumar sem ajuda terapêutica e medicamentosa e há explicações para isso. A dependência da nicotina é similar àquelas que determinam a dependência de outras drogas como a heroína e a cocaína. Se libertar do vício, portanto, é tão difícil quanto tentar deixar de usar drogas desse tipo. DEPENDÊNCIA – Em artigo publicado no site da Unifesp, o psiquiatra e vice-coordenador do Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Ronaldo Laranjeira, afirma que a dependência do cigarro passou a não ser mais vista apenas como um "vício psicológico" mas como uma dependência física que deveria ser tratada como uma doença médica, nos mesmos moldes do tratamento de outras substâncias que causam dependência. "Desde então, todo um arsenal terapêutico foi desenvolvido com o objetivo de aliviar os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina ou diminuir a fissura pela mesma", explica. De acordo com o presidente da Sociedade Baiana de Pneumologia, Guilhardo Fontes, o tratamento para dependentes de nicotina é feito com abordagem cognitiva comportamental, terapia de reposição da nicotina e antidepressivos. “É preciso fazer uma avaliação da quantidade de cigarros que a pessoa fuma diariamente e do grau de dependência. O que leva aquela pessoa a fumar? Tem pessoas que conseguem parar apenas com a terapia comportamental, outros precisam do uso medicamentoso”, explica. A reposição de nicotina mantém o organismo com doses cada vez menores da droga, reduzindo os sintomas físicos de abstinência sem expor o fumante aos efeitos nocivos dos outros componentes do tabaco. As modalidades de reposição mais usadas são os adesivos e a goma de mascar. Já os antidepressivos, como a bupropiona, têm ação de reduzir os sintomas da abstinência de nicotina. Essas medicações alteram as substâncias químicas no cérebro associadas à fissura. Podem ser usadas isoladamente ou em combinação com a reposição de nicotina. AUXÍLIO – No guia de auto-ajuda para pessoas que querem parar de fumar, lançado pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira em 2000, ele afirma que parar de fumar é difícil e algumas pessoas necessitam de duas ou três tentativas para parar em definitivo. “As pesquisas mostram que a cada tentativa séria que a pessoa faz para deixar de fumar fica-se mais próximo da parada definitiva pois fica-se mais experientes com as eventuais dificuldades”, diz Laranjeira. A boa notícia é a de que qualquer pessoa pode parar de fumar.Não importa a idade, condições de saúde ou estilo de vida. A decisão de parar e o sucesso em conseguir terá basicamente a influência de quanto a pessoa realmente deseja parar. O ideal, segundo os médicos, é estabelecer um plano de ação, como foi feito pelo contador Roque da Silveira. Comunicar a família, amigos e colegas de trabalho da decisão de parar de fumar, estabelecer dia e horário, pedir ajuda a um profissional da saúde, evitar bebidas alcoólicas e pessoas que fumam, quando isso for possível, são algumas das recomendações. Para algumas pessoas, no entanto, essas orientações são desnecessárias.Na opinião do vendedor Haroldo Castro, 45 anos, estão cerceando a liberdade dos fumantes. “Fumante odeia ouvir conselhos. Não quero parar de fumar, tenho raiva de quem me dá conselhos e vou morrer fumando. Cada um faz o que quer da sua vida”, diz o vendedor, que respeita e evita fumar próximo de não-fumantes. Não à toa, o físico Albert Einstein falou certa vez: “É mais fácil desintegrar um átomo, do que mudar um hábito”.

fonte: A Tarde Online, 30 Maio de 2008.

 

Tabagismo: Maços de cigarro terão imagens mais “fortes”

O tabagismo é um hábito cada vez mais combatido em todo o mundo. O consumo de cigarros tem diminuído gradativamente ao longo dos anos. No Brasil, O Ministério da Saúde lançou hoje (27/05/08) as dez novas imagens de advertência que serão impressas no verso das embalagens de cigarro. A estratégia – que utiliza o conceito Fique esperto, começar a fumar é cair na deles – faz parte da campanha Juventude sem tabaco, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2008 para comemorar o Dia Mundial sem Tabaco no próximo sábado (31). “As imagens são fortes. De uma certa forma, radicalizam um pouco a linha que vinha sendo adotada pelo ministério. Mas foram construídas em cima de um conjunto de evidências científicas. Há toda uma avaliação por trás que fortalece essa estratégia”, avaliou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ao participar da cerimônia, em Brasília, ele ressaltou que há uma grande preocupação, por parte do governo federal, em relação ao consumo do tabaco entre os jovens. “Percebemos que a indústria desenvolve uma estratégia para capturar essas garotada”. Segundo o ministro, o governo pretende trabalhar com ações de prevenção ao consumo de cigarros dentro das escolas por meio de ações previstas no Programa Mais Saúde (PAC da Saúde). Temporão destacou que outra preocupação do governo é com relação à propaganda e à publicidade de cigarros – apesar da restrição prevista pela legislação brasileira. “A indústria consegue construir estratégias para tentar contornar esses obstáculos, patrocinando eventos esportivos e culturais.” Luiz Antonio Santini, diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (Inca), explica que as novas imagens foram produzidas de maneira que pudessem ser relacionadas a patologias provocadas pelo consumo do cigarro. “Imagens que tivessem grande potencial aversivo e que, por si só, provocassem uma repulsa visual na sua apresentação.” Entre as imagens que serão incluídas nos maços de cigarro - e que fazem parte do terceiro grupo de advertências lançadas pelo ministério - está a de um pé mutilado pela gangrena, a de um bebê morto dentro de um cinzeiro e a de uma pessoa que respira por meio de aparelhos e é observada pela família. O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Melo, garante que a publicação das imagens nos maços de cigarro depende, agora, de uma resolução do órgão. Em seguida, as empresas terão um prazo de até nove meses para que a impressão seja colocada no verso das embalagens. No Brasil, desde 2001, os fabricantes de produtos de tabaco são obrigados, por lei, a inserir nas embalagens advertências sanitárias ilustradas com fotos e o número do telefone do Disque Saúde - Pare de Fumar, serviço de atendimento gratuito do Ministério da Saúde que tem como objetivo apoiar fumantes a deixar o vício. O Brasil foi o segundo país a adotar essa medida no mundo, depois do Canadá. Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil possui 23 milhões de fumantes e registra índices de até 200 mil mortes por ano provocadas pelo consumo do tabaco. Apenas em assistência médica, o custo para o país gira em torno de R$ 400 milhões ao ano – não inclusos gastos com atendimento ambulatorial, realização de exames e consumo de medicamentos.

fonte: saudedofuturo.wordpress.com, 27 Maio de 2008.

 

Consumo de cigarro cai 32% no Brasil entre 1989 e 2004

O Brasil tem conseguido reduzir os casos de tabagismo e fugir das tendências globais de crescimento do consumo de cigarro registradas em países em desenvolvimento. Os resultados foram apresentados nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde, que também divulgou novas imagens de advertência que deverão ser impressas nas embalagens de cigarro. Dados do ministério apontam que, entre 1989 e 2004, o consumo per capita de cigarros no país caiu 32%. A prevalência de fumantes entre os brasileiros com mais de 15 anos de idade também diminuiu no período, passando de 32% para 17%. Esse índice, segundo o ministério, coloca o Brasil em situação favorável em relação a países desenvolvidos e em desenvolvimento que apresentam taxas de 27,4% e de 28,9%, respectivamente. O percentual brasileiro de fumantes está mais próximo do registrado em países como Estados Unidos (20,8%) e Canadá (20%) do que o verificado em nações como México (34,8%) e Argentina (40,4%).

fonte: GAZETA DO POVO, 27 Maio de 2008.

 

Dia Mundial sem Tabaco 2008 - Imagens de advertência mais fortes marca

Em evento que abriu as comemorações do Dia Mundial do Tabaco, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer, Luiz Antonio Santini, apresentaram nesta terça-feira, 27/5, em Brasília, as novas imagens e frases de advertência sanitária para as embalagens dos produtos derivados do tabaco. As imagens têm o objetivo de provocar repulsa pela utilização desses produtos. O Ministério da Saúde lançou também a campanha publicitária "Fique Esperto, fumar é cair na deles", que tem o objetivo de alertar o jovem para as estratégias que a indústria de tabaco utiliza para atrair novos clientes. O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária Dirceu Ramos, o diretor da Iniciativa Livre de Tabaco (TFI) da Organização Mundial da Saúde (OMS), Douglas Betcher e o diretor da Organização Panamericana da Saúde (OPAS), Diego Victoria, também estiveram presentes à solenidade. É a primeira vez que os elementos gráficos de informação sanitária foram produzidos a partir de um estudo científico que mediu o grau de aversão de cada um. O estudo para produzir as imagens foi desenvolvido, de 2006 a 2008, por cinco instituições brasileiras, além do INCA. A pesquisa mediu a reação emocional de 212 jovens entre 18 e 24 anos, fumantes e não fumantes, de três faixas de escolaridade (ensino fundamental, médio e superior), divididos igualmente em homens e mulheres: “É uma das ações mais significativas que já existiram dentro da estratégia de controle do tabagismo”, elogiou o ministro. Apesar de utilizarem modelos, todas as situações apresentadas pelas imagens são reais. “O objetivo é mostrar o mal que o cigarro causa e promover aversão e conseqüentemente afastamento do produto”, explicou Santini, que chamou a atenção para o fato de o tabagismo ser uma doença pediátrica: “A experimentação é feita, em média, aos quinze anos de idade. Temos também que considerar as crianças e jovens que não fumam, mas estão expostos aos ambientes com fumaça tabagística”. Outras medidas estão sendo implementadas, segundo o ministro da Saúde, além das imagens e da promoção de ambientes 100% livres de fumo, como os entendimentos com as áreas-afins para aumentar os impostos e preços do cigarro, e a substituição paulatina da agricultura do tabaco, sem prejudicar os agricultores. Temporão enfatizou a importância da participação de toda a sociedade: “os recursos do Ministério são bem menores do que os da indústria do tabaco pode gastar para aparecer como socialmente responsável, por exemplo. É uma luta permanente”, concluiu. Avaliação do Programa de Controle do Tabagismo Avançar no estabelecimento de ambientes livres de tabaco e aumentar os impostos e preços dos produtos derivados do tabaco. Essas foram as recomendações da Organização Mundial da Saúde no relatório produzido pela organização sobre o Programa Nacional de Controle do Tabagismo. O diretor da Iniciativa Livre do Tabaco, Douglas Betcher, destacou que o Brasil foi o primeiro a ser avaliado em reconhecimento ao seu programa. Durante cerca de 20 dias, 27 avaliadores entrevistaram 200 pessoas ligadas ao programa brasileiro em quatro estados e 74 instituições. “O Brasil é um líder global no controle do tabagismo e possui vários sucessos nessa área, como o tratamento gratuito de fumantes pelo Sistema Único de Saúde, a construção de redes descentralizadas e o envolvimento da sociedade civil”, destacou Betcher. O relatório final será apresentado somente daqui a dez dias.

fonte: www.inca.gov.br, 27 Maio de 2008.

 

Tabagismo no Brasil

No Brasil, estima-se que cerca de 200.000 mortes/ano são decorrentes do tabagismo (OPAS, 2002). De acordo com o Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos Não Transmissíveis , realizado em 2002 e 2003, entre pessoas de 15 anos ou mais, residentes em 15 capitais brasileiras e no Distrito Federal, a prevalência de tabagismo variou de 12,9 a 25,2% nas cidades estudadas. Os homens apresentaram prevalências mais elevadas do que as mulheres em todas as capitais. Em Porto Alegre, encontram-se as maiores proporções de fumantes, tanto no sexo masculino quanto no feminino, e em Aracaju, as menores. Essa pesquisa também mostrou que a concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo. Em relação à prevalência de experimentação e uso de cigarro entre jovens, de acordo com estudo realizado entre escolares de 12 capitais brasileiras, nos anos de 2002-2003 (Vigescola ) a prevalência da experimentação nessas cidades variou de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino, enquanto a prevalência de escolares fumantes atuais variou de 11 a 27% no sexo masculino e 9 a 24% no feminino.

fonte: www.ocigarro.com, 25 Maio de 2008.

 

Virando fumaça: baixa renda compromete 15% do orçamento com cigarros

SÃO PAULO - Ruim para a saúde, péssimo para o bolso. Além de se expor mais ao risco de contrair doenças cardíacas e vasculares, o fumante vê literalmente seu dinheiro virar fumaça, mesmo quando não tem condições financeiras para sustentar o hábito. De acordo com pesquisa do site Eu quero parar*, mais da metade (60%) dos internautas fumantes de baixa renda, que ganham até dois salários mínimos, comprometem 15% do orçamento ou R$ 124,50, ao consumirem marcas mais caras de cigarros, que custam acima de R$ 3 o maço. Ainda segundo o levantamento, que contou com a participação de 4.218 pessoas, no quesito consumo, as mulheres aparecem à frente dos homens. Os maços com preço superior a R$ 3 são os preferidos de 41% das fumantes do sexo feminino e de 31% dos fumantes do sexo masculino. Além disso, 44% delas fumam mais de 21 cigarros por dia, índice superior ao deles (35%) e ao da média geral (43%). Além de comprometer a renda, a pesquisa mostrou que o tabagismo interfere em outros aspectos da vida dos pesquisados. Para 53%, fumar atrapalha a vida profissional, e para 70%, a pessoal. Em 30 anos, gasto com cigarro equivale a valor de imóvel Caso mantenha o hábito por longo período, o fumante que destina 15% do seu orçamento aos cigarros pode acumular um prejuízo equivalente ao valor de um imóvel, conforme cálculo realizado recentemente pelo consultor financeiro Reinaldo Domingos. "Se pegarmos um maço de cigarro a R$ 2,75 e capitalizarmos a juros de 1% por 30 anos, teremos aproximadamente R$ 288 mil de provável economia, não apenas para o bolso, mas também para a saúde", afirmou, segundo a Agência Brasil. Embora pareçam impressionantes, as projeções do consultor fazem sentido, quando se contabilizam as despesas diárias com o fumo. Considerando que consuma diariamente um maço que custe R$ 3, preço superior ao mencionado por Domingos, mas detectado como o mais comum na pesquisa, o fumante desembolsará em um mês R$ 90. Esse gasto mensal chega a R$ 10.950, para quem é fumante há mais de dez anos, conforme a tabela abaixo, que traz ainda a evolução das despesas com um e dois maços ao dia, considerando outros períodos: Um maço Dois maços Um ano R$ 1.095 R$ 2.190 Cinco anos R$ 5.475 R$ 10.950 Dez anos R$ 10.950 R$ 21.900 Fonte: Infomoney Ofensiva do governo Para diminuir a incidência do tabagismo no país, o governo vem desenvolvendo e implantando uma série de ações. Uma delas, em vigor desde meados do ano passado, afeta diretamente o bolso do consumidor: o aumento de até 30% do IPI (Imposto sobre Produtos Importados) incidente sobre os cigarros, o que tornou o produto 15% mais caro. Ainda assim, está em discussão a proposta do Inca (Instituto Nacional do Câncer) de se aumentar o preço do maço para algo em torno de R$ 4 ou R$ 5. A medida, que conta com o apoio do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e vai de encontro à política defendida pela OMS (Organização Mundial da Saúde), foi bastante criticada pela Receita Federal. Para o Fisco, que considera razoável preços na faixa de R$ 1,75, o encarecimento do cigarro pode elevar o número de ocorrências de contrabando. Temporão, por sua vez, argumenta que a elevação nos preços dos cigarros (e também das bebidas alcoólicas) não só inibiria o consumo como também geraria mais impostos, ampliando os recursos para a Emenda 29, que fixa limites de aplicação do governo para a Saúde. A proposta deve tomar mais corpo agora, quando o Congresso discute justamente essa Emenda e formas de se compensar as perdas da arrecadação com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). É proibido fumar Outra medida para desestimular o tabagismo no país vem sendo adotada por alguns governos estaduais e municipais. A exemplo do que já ocorre em países como França e Turquia, decretos do governo do estado do Rio de Janeiro - em vigor a partir do próximo dia 31 - e da prefeitura de São Paulo - que já vale desde fevereiro deste ano - determinam a proibição do fumo em ambientes fechados, entre eles, bares e restaurantes, e a criação de locais especiais e separados para os fumantes. Há possibilidade da medida se estender para todo o Brasil, com a sanção presidencial do projeto que modifica a lei 9.292/96, que prevê a proibição total do fumo em locais fechados. Essa proposta pode encontrar apoio popular. De acordo com pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, a pedido da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), 88% dos entrevistados são contrários ao fumo em ambientes fechados e 68% são favoráveis ao projeto de lei. Para 88,5% dos 1.992 pesquisados, caso vigore a proibição, a freqüência em estabelecimentos como bares, restaurantes e casas noturnas não mudará, embora 23% se declarem fumantes. Por enquanto, a única iniciativa que comprovadamente surtiu resultados é a da restrição à publicidade do tabaco, que passou a ser limitada à parte interna dos locais de venda e ficou proibida na mídia, como a televisão. Conforme revela o pesquisador da Unifesp, Elisaldo Carlini, essa proibição, estabelecida há mais de seis anos, foi o principal fator para a queda no consumo de cigarros entre jovens. Segundo estudo realizado por ele e outros quatro docentes, o índice de fumantes adolescentes, que havia passado de 22,4% em 1987 para 32,7% dez anos depois, voltou a cair, para 21,7%, em 2005.

fonte: web.infomoney.com.br, 22 Maio de 2008.

 

Parar de fumar é socialmente contagioso

Se o vício em cigarros começa como um hábito, parar de fumar é socialmente contagioso, segundo um amplo estudo realizado nos Estados Unidos ao longo dos últimos 30 anos e divulgado nesta quarta-feira. "Analisando amplas redes sociais, descobrimos que grupos inteiros de pessoas que não se conhecem obrigatoriamente param de fumar ao mesmo tempo", afirmou Nicholas Christakis, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard e co-autor do trabalho. "Desse modo, se há uma mudança no 'zeitgeist' (espírito da época) desta rede social, como uma mudança cultural, todo um grupo de pessoas conectadas mas que não se conhecem necessariamente param de fumar em grupo", disse. Os pesquisadores obtiveram os dados a partir da reconstrução de uma rede social de 12.067 indivíduos entre 1971 e 2003. Todos as mudanças familiares dos participantes, casamentos, mortes ou divórcios, foram catalogadas. Os pesquisadores registraram também os contatos com amigos próximos, colegas de trabalho e vizinhos. A maior parte desses amigos e colegas também participaram do estudo, o que permitiu a observação de um total de 53.228 relações sociais, familiares e profissionais. O mais impressionante, no entanto, é que as pessoas param de fumar em grupo, e não sozinhas, destaca o trabalho, que será publicado no New England Journal of Medicine desta quinta-feira. "Quando nos fixamos no conjunto dessas redes sociais sobre um período de 30 anos, constatamos que o tamanho médio das ramificações de fumantes se mantém mais ou menos igual. Só que há cada vez menos e menos dessas ramificações com o passar do tempo", explicou James Fowler, da Universidade da Califórnia, co-autor do estudo. O trabalho também aponta para o fato de que os fumantes estão cada vez mais marginalizados em diferentes grupos sociais. Em 1971, não havia distinção social entre fumantes e não-fumantes, tanto nas empresas quanto na sociedade. Nos anos 80 e 90, no entanto, "constatamos uma mudança de atitude radical que se traduz em uma rejeição aos fumantes na periferia das redes sociais", segundo James Fowler.

fonte: noticias.terra.com.br, 21 Maio de 2008.

 

Ciclo menstrual afeta tentativa de largar fumo

Uma pesquisa da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, sugere que as mulheres que tentam parar de fumar nas duas semanas que antecedem a ovulação têm mais risco de fracassar. Os pesquisadores acompanharam um grupo de mais de 200 mulheres. Metade delas tentou parar de fumar nas duas semanas anteriores à ovulação, e a outra metade, nas duas semanas seguintes. Depois de 30 dias, 86% das mulheres que tentaram parar de fumar no período antes da ovulação tinham falhado e fumado pelo menos um cigarro. No grupo das mulheres que tentaram parar de fumar na fase seguinte, apenas 66% falharam. Hormônios Cada um dos períodos é marcado por diferenças nos hormônios produzidos pelo corpo. A ligação entre épocas diferentes do ciclo menstrual e o humor da mulher já eram conhecidas, e também há pesquisas mostrando que mulheres fumantes tendem a fumar ainda mais em alguns momentos do mês. Mas os cientistas não conseguiram determinar definir a origem das diferenças em relação à tentativa de largar o cigarro. Uma hipótese é que a diferença entre os hormônios presentes no corpo da mulher, ligada às diferentes fases do ciclo menstrual, pode afetar a gravidade dos sintomas gerados pela abstinência de nicotina. Segundo os pesquisadores os hormônios podem até ter um papel na velocidade pela qual a nicotina é removida da corrente sangüínea. As conclusões da pesquisa foram publicadas na revista especializada Addiction.

fonte: BBC Brasil, 21 Maio de 2008.

 

Vantagem natural contra o cigarro

Quatro de cada dez brasileiros carregam alterações em um gene, o CYP2A6, que podem representar uma vantagem biológica na luta contra o tabagismo. Pessoas com mutações nesse gene, que atua no processo de eliminação (metabolização) da nicotina liberada pelo tabaco no sangue e cérebro dos fumantes, tendem a não fumar ou a ser menos viciadas em cigarro do que indivíduos com a versão normal (e predominante) do CYP2A6. Essa é a boa nova de um estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer (Inca), do Rio de Janeiro, que mapearam a ocorrência das quatro principais mutações do CYP2A6 numa amostra de 342 indivíduos, composta por fumantes, ex-fumantes e indivíduos que nunca fumaram. O trabalho produziu uma informação importante, em especial para um país tão miscigenado como o Brasil: a mais comum dessas mutações que reduzem a dependência química do cigarro, chamada 1B, é bem menos freqüente em pessoas de origem negra ou em mulatos do que em brancos. "Esse dado é muito interessante e inédito na literatura científica", comenta o médico Guilherme Kurtz, do Inca, coordenador do estudo. "Os trabalhos internacionais sobre a incidência de mutações nesse gene haviam sido feitos apenas com populações caucasianas e asiáticas." Sem levar em conta a sua etnia, 31% dos indivíduos que participaram do estudo do Inca apresentam pelo menos uma cópia (alelo) do gene CYP2A6 com a mutação 1B, índice dentro da média internacional encontrada em países com populações formadas majoritariamente por descendentes de caucasianos. Como se sabe, o ser humano possui duas cópias de seus genes, uma herdada do pai e outra da mãe ? e cada uma delas pode ou não ser alvo de mutações. Os resultados do trabalho indicam que a presença dessa alteração genética é sete vezes maior em não-fumantes e duas vezes maior em ex-fumantes do que nos fumantes habituais. Quando se adota a cor da pele como um diferencial dos participantes da pesquisa, a ocorrência da principal mutação no CYP2A6 varia bastante. Pelo menos um alelo alterado está presente em 38% dos brancos, 30% dos mestiços e apenas 15% dos negros. "É interessante observar como varia a freqüência da mutação conforme a classificação dos indivíduos segundo a cor da pele", diz a bióloga Gisele Vasconcelos, do Inca, outra autora do estudo. A amostra analisada era composta por 147 indivíduos brancos, 141 mulatos e 54 negros, espelhando, grosso modo, o padrão de distribuição racial do país. A quantidade de homens e mulheres era mais ou menos a mesma ? e o parâmetro sexo parece não ter relevância na incidência dessas alterações genéticas. Além da nada rara mutação 1B, a incidência de outros três tipos de alterações no gene CYP2A6 foi determinada nos laboratórios do Inca. A segunda mais freqüente delas é a denominada 9, encontrada em 6% dos participantes do trabalho. Depois aparece a mutação 2, presente em 2% dos indivíduos da amostra. Por fim, em último lugar, vem a 4, que incide em 0,6% dos brasileiros analisados (no Japão, essa mutação surge em um de cada cinco de seus habitantes). Somando a prevalência das quatro mutações (1B, 9, 2 e 4), 39% da população nacional possui formas do gene CYP2A6 que pode diminuir o risco de dependência à nicotina ? portanto, ao fumo ? e aumentar as chances de parar de fumar. Por que essas mutações parecem afastar as pessoas do cigarro? Em junho de 1998, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, demonstraram que a ação do gene é um importante elemento da cadeia química que prende os fumantes ao tabaco. O gene comanda a produção no fígado de uma enzima homônima, também chamada CYP2A6, que, entre outras funções, tem o papel de regular a destruição da nicotina, presente no sangue e no cérebro do fumante. À medida que a nicotina é eliminada pela ação da enzima, o tabagista sente mais desejo de acender outro cigarro para repor os níveis dessa substância. Alguns cientistas acreditam que, uma vez estabelecida a dependência química em relação à nicotina, o fumante procura sempre manter níveis elevados dessa substância em seu organismo. Daí a compulsão pelo consumo de tabaco. Atividade reduzida - Nesse contexto, indivíduos que apresentam alguma alteração no gene CYP2A6, as tais mutações citadas (e outras nove mais raras e não mencionadas), fabricam diferentes formas não-convencionais da enzima. Pessoas com as mutações 1B e 9, as mais prevalentes na população brasileira, produzem, por exemplo, variantes menos ativas dessa enzima. É como se elas carregassem naturalmente uma menor quantidade da enzima em seu organismo e, por isso, o processo de destruição da nicotina se dá de forma mais lenta. Como os níveis de nicotina no sangue e no cérebro demoram mais para declinar, os portadores dessas modificações genéticas, se forem fumantes, conseguem saciar seu vício com apenas um ou poucos cigarros. Já indivíduos com a mutação 2 produzem uma forma inativa da enzima e os com a alteração 4 simplesmente não a fabricam. Em termos práticos, isso equivale a dizer que os cidadãos com essas mutações praticamente não produzem a enzima em questão ? pelo menos não a produzem pela ação do gene CYP2A6. Pode até ser que algum outro gene fabrique alguma quantidade dessa enzima, mas não com a mesma eficiência de seu gene original, o CYP2A6. No exterior estão sendo testados medicamentos capazes de imitar o efeito das mutações e inibir ou ao menos retardar a ação da enzima, o que poderia ser um passo importante para diminuir a dependência em relação à nicotina. Benefício duplo - Além de tornar mais lenta a destruição da nicotina e, assim, diminuir o desejo de fumar, as mutações propiciam um segundo tipo de ganho aos seus portadores: reduzem a taxa de ativação de substâncias pré-cancerígenas presentes nos derivados de tabaco. Isso porque, no organismo, a forma normal da enzima CYP2A6 ativa as nitrosaminas, substâncias tóxicas encontradas no cigarro, e as transforma em elementos que predispõem ao câncer. Já as versões anormais da enzima, decorrentes das alterações genéticas, não fazem isso. "As mutações são duplamente benéficas", comenta Gisele. Logicamente, a carga genética não é o único fator que pode favorecer ou inibir o tabagismo. Aspectos culturais e socioeconômicos também contam. Nas nações mais ricas o consumo de cigarros cai há décadas. O mesmo não ocorre nas regiões mais pobres. Tanto que 80% do 1,3 bilhão de fumantes do mundo está em países em desenvolvimento. No Brasil, onde cerca de 200 mil pessoas morrem por ano em razão de problemas de saúde relacionados ao tabagismo, como infarto, enfisema, derrame e câncer, o consumo de cigarros per capita caiu 32% entre 1989 e 2002. Mas há duas vezes mais fumantes entre as camadas menos instruídas ? provavelmente mais pobres também ? do que nas parcelas mais abastadas da população. *Matéria publicada na Revista Pesquisa Fapesp nº 105

fonte: www.universia.com.br, 15 Maio de 2008.

 

Tabagismo - Cigarro? Nunca mais

Fumar causa dificuldade de respirar, taquicardia, impotência sexual e infertilidade. Além disso, os efeitos em longo prazo incluem ataques cardíacos, derrame cerebral e a incidência de alguns tipos de câncer. O dependente perde o controle sobre sua vida. A falta do cigarro causa tensão, estresse, angústia, ansiedade e irritabilidade – a conhecida síndrome de abstinência. Como se não bastasse, o cigarro afeta ainda a auto-estima e a vaidade, visto que a pessoa fica com dentes amarelados, mau hálito e a pele com aspecto seco. Por todas essas razões, não é difícil compreender porque a maioria dos fumantes deseja largar o vício. Esse é o caso, por exemplo, da médica veterinária Regina Caeli de Jesus Costa, que por mais de 30 anos chegou a fumar cerca de 3 carteiras por dia. “Muitos fumantes não sentem prazer em fumar, mas não adianta simplesmente o desejo de parar. Para nos libertarmos do vício, precisamos de compreensão, apoio e de um trabalho eficiente”, enfatiza. “De que me adiantava comprar perfumes caros, usar um belo batom, se o cheiro do cigarro sempre se sobressai?”, questiona a médica. Ela já tinha tentado largar o vício de diversas outras formas, em busca de beleza e saúde e também em benefício da família, mas nada adiantava. No seu entender, o fumante é discriminado e prejudica as pessoas ao redor. “Abandonar o fumo se tornou ainda mais importante depois do nascimento do meu neto, afinal, como eu poderia me aproximar daquele bebê cheiroso com as mãos cheirando cigarro?”, argumenta. O estímulo do laser Foi então que Regina Costa conheceu o método Action Laser, uma tecnologia a laser desenvolvida no Canadá há mais de vinte anos e que tem índices de sucesso de 88% no abandono do cigarro. Segundo a terapeuta Maria José Rodrigues, credenciada para aplicar o método no Brasil, o tratamento consiste em aplicações do laser em determinados pontos. O estímulo auxilia no relaxamento, produzindo uma sensação de bem-estar, inibindo o desejo de fumar e ajudando no processo de desintoxicação. “Fui muito bem acolhida, sem críticas, e conquistei a vitória logo na primeira aplicação”, diz a veterinária, que não fuma há 6 anos e não sente nenhuma vontade de fumar quando está em ambiente de fumantes. O método Action Laser é indolor, não mancha, não perfura a pele e traz resultados imediatos. O paciente recebe, durante o atendimento, além da orientação para interromper o hábito, atividades físicas, pastilhas de vitamina C e ainda todo apoio num período de 90 dias para equilibrar todos os sintomas causados pela retirada da droga, ou seja, a síndrome de abstinência. O tratamento somente é contra-indicado para gestantes e portadores de marca-passo cardíaco. É importante salientar que o paciente deve querer deixar de fumar. “Assim, seguirá o tratamento corretamente e, com acompanhamento, em breve poderá ficar livre do cigarro e retomar uma vida saudável”, comenta a terapeuta Maria José. O empresário Ivo D’ Almeida Gehrke, fumante por 35 anos, concorda: “A técnica Action Laser é tão perfeita que, com um pouco de força de vontade, nunca mais tive vontade de fumar depois que realizei o tratamento”. Hoje, Gehrke é mais um exemplo de sucesso do método: “Meus dentes estão mais brancos, minha saúde está muito melhor e o clima com a minha família, excelente”, diz.

fonte: www.revistacorpore.com.br, 13 Maio de 2008.

 

Instrumentos para apoiar uma lei contra o fumo passivo

Além dos grandes meios de controlo, Irlanda e Malta desenvolveram um vasto número de instrumentos para ajudar as populações: Uma linha telefónica para obter informações sobre as novas leis e também sobre como parar de fumar (“Quitline”, cujo número vem nos maços de tabaco em Malta). Uma campanha publicitária desenvolvida por todo o país. Efeitos positivos da legislação Os efeitos positivos de uma legislação anti-tabaco foram realçados em diversos estudos. Em 2002, o British Medical Journal demonstrou que a proibição total de fumar nos locais de trabalho leva os fumadores a reduzir a quantidade de tabaco em 29%5. Conclusão As regulamentações sobre o fumo passivo (como na Irlanda) devem ser adoptadas a nível Europeu? É altamente recomendado que todos os governos sigam o exemplo da Irlanda e eliminem o tabaco dos locais públicos e locais de trabalho. A proibição vai não só proteger a saúde dos trabalhadores mas também a dos clientes que estão expostos às substâncias perigosas dos ambientes tóxicos, devido ao fumo do tabaco. Focando-se na prevenção, como indicado em documentos recentes (i.e. documentos de reflexão para a nova estratégia da UE para a saúde - 2004), a luta por locais públicos e de trabalho livres de tabaco é uma grande oportunidade para fazer uma mudança convincente, visionária e eficaz! O objectivo é estabelecer boas práticas baseadas neste princípio promovido pela Comissão e pelos governos nacionais, usando as provas irrefutáveis para contrariar os argumentos simplistas dos lobbies da indústria tradicional, que querem menos legislação anti-tabaco. Mudar as boas práticas A maioria dos Estados-membros que se comprometeu a rever as suas leis olha atentamente para a experiência da Irlanda, Itália, Malta e Noruega. Parece provado que a proibição total é mais fácil de aplicar do que apenas algumas restrições que conduzem à confusão e a disputas entre fumadores e não-fumadores. O cumprimento das leis na Irlanda e Noruega melhorou quando foi instituída a proibição total, em 2004.

fonte: http://saude.sapo.pt, 28 Abril de 2008.

 

Livro explica o cigarro como prazer e risco e mostra tabagismo como ep

"O Cigarro", da coleção "Folha Explica", apresenta uma grande reportagem sobre um tema atual e polêmico, em que o repórter especial da Folha Mario Cesar Carvalho conta a história da indústria do cigarro e mostra que o fumo é a maior causa de mortes evitáveis na história da humanidade. O primeiro capítulo pode ser lido abaixo. Divulgação Realista, autor explica que fumar vicia porque é agradável A obra mostra, por exemplo, que a indústria do cigarro sabia da relação entre fumo e câncer desde os anos 50, mas que tentou esconder esse fato até a década de 90, utilizando o cinema de Hollywood e a indústria publicitária para manipular a opinião pública a favor do cigarro. Descrito com clareza o cenário que levou à disseminação do cigarro, o autor mostra como ocorreu a tomada de consciência da sociedade em relação aos malefícios do fumo. O ponto alto do livro está no capítulo "Por que o Cigarro Conquistou o Mundo". Nele, o autor toca num ponto quase nunca lembrado, mas fundamental para entender qualquer dependência química: o usuário sente prazer ao consumir a droga. Como o nome indica, a série "Folha Explica" ambiciona explicar os assuntos tratados e fazê-lo em um contexto brasileiro: cada livro oferece ao leitor condições não só para que fique bem informado, mas para que possa refletir sobre o tema, de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país. * Fraude, corrupção e mentiras Os caubóis parecem os mesmos de sempre --botas, chapelões, calças justas, laços na mão. A cena lembra em quase tudo um comercial de Marlboro: estão lá a paisagem selvagem, a música grandiloqüente e o ar estóico dos caubóis. O diabo é a ação. Em vez de laçar vacas, como sempre fizeram, eles perseguem crianças, apavoradas com os cavalos que avançam sob uma nuvem de poeira, num tropel de boiada encurralada. A mensagem não é nada sutil: a indústria do cigarro está aliciando adolescentes a laço. Os caubóis laçadores de crianças, protagonistas de uma propaganda contra o fumo veiculada na TV pelo governo da Califórnia em 1996, marcaram nos EUA o início de uma nova imagem de massa para o cigarro, a qual se propagou pelo mundo feito vírus de computador. O comercial simbolizou o início de uma nova era para o cigarro --a era do ataque. Em vez de sexo, glamour ou aventura, imagens que a indústria do tabaco cultuava desde 1910, o cigarro passou a simbolizar o mal. O principal argumento de ataque ao cigarro é a defesa da saúde pública. Como a música dos comerciais de cigarro, os números usados para aquilatar o tamanho do desastre também são grandiloqüentes: - O cigarro matou mais no século 20 que todas as guerras somadas: foram 100 milhões de vítimas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). - O fumo mata 3,5 milhões de pessoas no mundo ao ano, número superior à soma das mortes provocadas pelo vírus da Aids, pelos acidentes de trânsito, pelo consumo de álcool, cocaína e heroína e pelo suicídio. - No Brasil, todo ano, morrem 80 mil pessoas de doenças relacionadas ao fumo, quase o dobro das vítimas de homicídio no país. - O cigarro é o maior causador de mortes evitáveis na história da humanidade. - O futuro pode ser ainda mais tenebroso. Se os padrões de consumo continuarem inalterados no século 21, o cigarro deverá matar dez vezes mais que no século passado: 1 bilhão de pessoas, segundo projeção do Banco Mundial e da OMS.1 Em 2020, as mortes por ano deverão atingir a casa dos 10 milhões, se nada mudar até lá. Para retratar com mais precisão o tabagismo, elevado à categoria de doença pela OMS a partir de 1992, os médicos colocaram em circulação um termo reservado para ocasiões muito especiais: pandemia, ou epidemia generalizada. O cigarro gerou a maior pandemia da história, na definição da OMS: 1,1 bilhão de pessoas fuma, o equivalente a um terço da população adulta do mundo. Ataques contra o fumo existem desde que ele chegou à Europa, no final do século 15, para onde foi levado pelas mãos de um capitão da equipagem de Cristóvão Colombo, d. Rodrigo de Xeres, que desembarcara na América em 1492. Que o tabaco faz mal já se sabe desde o século 18, pelo menos. A novidade que catalisou os ataques foi um cruzamento inédito de fatos, comportamentos e descobertas, ocorrido no final do século 20. Ao brutal consenso científico de que o cigarro causa pelo menos meia centena de doenças, somaram-se uma obsessão com o corpo e com a saúde jamais vista e a descoberta de que a indústria do tabaco cometeu uma sucessão de fraudes, propagou mentiras com ares de controvérsia científica e enganou os consumidores num nível provavelmente inédito na história do capitalismo. A satanização do fumo não ocorreu por acaso no final do século 20. O puritanismo dominante na sociedade americana e sua repulsa a todo e qualquer tipo de prazer receberam uma chancela científica ao ter escolhido o cigarro como alvo. Não é um prazer qualquer que está na mira - é um prazer que mata. Um puritano jamais conseguirá entender uma das definições de Cícero (106-43 a.C.) para a felicidade: "Vive-se bem quando se é capaz de desprezar a morte". O poder das empresas que fabricam cigarros também ajudou a galvanizar o ódio ao fumo. Se fosse contada só com os fatos que a indústria escondeu ou deturpou, a história do cigarro seria uma sucessão de fraudes, corrupção e mentiras. As duas maiores fraudes praticadas pela indústria parecem hoje risíveis diante das provas científicas: - Os fabricantes de cigarro tentaram criar um clima de controvérsia para um fato que eles próprios conheciam desde os anos 50 e só admitiram 40 anos depois - o de que o cigarro provoca câncer de pulmão. - Eles também negaram o tempo todo que o cigarro fosse uma droga que causa dependência, pior até do que aquela provocada pela cocaína e heroína, porque nenhum usuário dessas duas drogas consome-as com a mesma freqüência que um fumante. Isso aconteceu praticamente no mundo todo. Mas nos EUA o consumidor sente-se afrontado quando é iludido. Ele então luta por seus direitos em tribunais, como se estes fossem um dos últimos resquícios da democracia moderna que eles ajudaram a criar. A mensagem parece ser a seguinte: "Agora que as grandes empresas mandam em tudo, vamos mostrar que esse poder tem limites". Foi por isso que a história do cigarro no final do século 20 virou caso de tribunais. Este livro tem uma ambição prosaica: tenta resumir a história do cigarro com base nos conflitos entre a ciência e a indústria, entre o prazer e o risco. Parte de fatos recentíssimos (a revelação de milhares de documentos secretos dos fabricantes de cigarros nos EUA a partir dos anos 90, documentos estes praticamente desconhecidos no Brasil), passeia pelos 40 anos de mentira da indústria, retrata como nosso país entrou nessa briga, mostra que o antitabagismo tem 500 anos e discute qual o futuro da droga que, ao lado da cafeína, é a mais popular da história --ela seduz um quinto do planeta e tem vendas de US$ 300 bilhões por ano. 1 A estimativa está na seção de apresentação de Tobacco Control in Developing Countries, uma pesquisa feita pelo Banco Mundial e pela Organização Mundial de Saúde em 13 países.

fonte: Folha Online, 18 Março de 2008.

 

Gravidez e cigarro não combinam

Cigarro e gravidez não combinam. Mas mesmo sabendo que as substâncias tóxicas dele podem causar vários danos à saúde do bebê, muitas mulheres teimam em não largar o vício. O resultado são abortos espontâneos, nascimento de bebês pré-maturos, complicações durante o parto, sangramentos, má formação do feto e até mesmo cólicas para a criança.

Um das causas negativas do uso do cigarro para o desenvolvimento perfeito do feto está na diminuição do oxigênio que é entregue a ele. O oxigênio que deve passar da mãe para o filho, perde lugar para o monóxido de carbono que está na fumaça do cigarro. As sustâncias tóxicas do fumo prejudicam ainda a placenta – aumentando a liberação de catecolaminas que, por sua vez, diminuem o fluxo de sangue que chega ao bebê.

Sem contar que as impurezas do cigarro afetam diretamente o cérebro em formação, podendo ocasionar danos motores e de aprendizagem no futuro.

Como se não bastasse, outro comprometimento ao organismo do feto causado pela nicotina é o desenvolvimento dos pulmões. Quando a mãe está fumando um cigarro, o bebê pode ficar até 90 minutos sem realizar movimentos respiratórios. E, apesar de pesquisas revelarem que os efeitos nocivos do cigarro são maiores durante a segunda metade da gravidez, a idéia é aproveitar a gestação para dar um basta definitivo no cigarro.

Dessa maneira os benefícios são garantidos para mães e filhos.

fonte: Equipe Bem Star, 21 Fevereiro de 2008.

 

Fumaça de cigarro pode alterar esmalte dos dentes

Defendida na Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Araraquara, a tese de doutorado “Efeito da fumaça de cigarro nas propriedades de resinas compostas e substratos dentais” traz mais informações sobre os danos do cigarro para a saúde humana. A pesquisa comprova que, além de causar manchas amarelas, a fumaça pode alterar a estrutura do esmalte e da dentina, camada abaixo do esmalte. Ela também modifica as propriedades da resina composta, material utilizado em restaurações dentárias.

De autoria da odontóloga Cristina Yoshie Garcia Takeuchi, o estudo foi orientado pelos professores Welingtom Dinelli, da Unesp de Araraquara, e co-orientado por Regina Guenka Palma-Dibb, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, câmpus de Ribeirão Preto. O trabalho foi realizado em duas etapas. Na primeira, Cristina Takeuchi utilizou amostras de dentes bovinos, que foram expostas à fumaça de dez cigarros diários, durante oito dias, fixados a uma máquina de fumar – um equipamento que simula a ingestão do cigarro.

Na fase de análise das próteses e dos dentes bovinos, foi detectado que a fumaça do cigarro é capaz de alterar propriedades ópticas ou a cor do dente, e mecânicas, como a perda dos minerais e conseqüente enfraquecimento do esmalte. “Provavelmente as mudanças térmicas provocadas pela fumaça de cigarro foram as responsáveis pela alteração das estruturas, pois se sabe que o calor é capaz de modificar a forma de algumas substâncias que constituem o esmalte dental”, explicou a autora.

Risco de câncer

Ainda na primeira fase foram detectados, na estrutura dentária, a presença de cádmio (Cd), arsênio (As) e chumbo (Pb), elementos químicos que oferecem risco de câncer. Segundo Cristina, essa constatação confirma resultados obtidos por pesquisadores poloneses, em 2004, sobre a presença de chumbo e cádmio em dentes de leite de crianças que conviviam com fumantes. Cristina chama atenção para o fato de que o cádmio não é encontrado naturalmente no organismo humano e qualquer concentração pode ser prejudicial à saúde, funcionando como agente cancerígeno, além de danificar o sistema reprodutivo. Em relação ao chumbo, os efeitos tóxicos podem surgir ao longo do tempo, na forma de distúrbios neurológicos, como dores de cabeça, convulsões, delírios e tremores musculares, assim como distúrbios gastrointestinais e renais. Já o arsênio, se ingerido em grande quantidade, pode causar lesões na pele e até o envenenamento.

Na segunda fase, desenvolvida em clínica da USP de Ribeirão Preto, por meio de questionário e exames, a autora selecionou 24 voluntários fumantes, com idade acima de 21 anos e dentes e gengivas saudáveis. Após serem submetidos a uma limpeza completa dos dentes e da boca, os voluntários receberam instruções de higiene bucal e de como proceder durante o período do estudo. Por 28 dias eles utilizaram uma prótese dentária feita com a resina composta usada no estudo. A prótese somente deveria ser retirada para alimentação e escovação dental. Nesse intervalo de tempo, eles deveriam fumar dez cigarros por dia, da mesma marca comercial utilizada na primeira parte da pesquisa.

fonte: Diário de Taubaté, 21 Fevereiro de 2008.

 

Nova York quer censurar cigarro no cinema

Autoridades sanitárias do estado de Nova York lançaram nesta terça-feira uma campanha destinada a impor restrições ao acesso de menores a filmes nos quais os atores apareçam fumando.

A campanha inclui anúncios de página inteira em grandes jornais como o Wall Street Journal e The New York Times, e são assinados pelo comissário de Saúde do estado de Nova York, Richard Daines, dirigidos à indústria do cinema.

"A exposição ao tabaco nos filmes é o fator de influência mais poderoso sobre as crianças hoje em dia, e é responsável pela metade dos novos fumantes adolescentes", disse Daines.

O aviso estipula, entre outras medidas, estabelecer a qualificação "R" - imprópria para menores de 18 anos - para filmes onde apareça gente fumando.

A proposta contempla como únicas exceções filmes que mostrem de maneira "clara e sem ambigüidades" os efeitos nocivos do tabaco ou que apresenten personagens históricos fumando.

fonte: NOVA YORK, EUA (AFP), 20 Fevereiro de 2008.

 

BH abre guerra total aos fumantes

Proposta para proibir cigarro em bares, restaurantes e hotéis entra em tramitação na Câmara de BH. Prevendo multa elevada pelo descumprimento, idéia divide opiniões

A vida de fumantes em Belo Horizonte pode ficar difícil. A assessoria do vereador Tarcísio Caixeta (PT) apresenta hoje ao presidente da Câmara Municipal emenda substitutiva ao Projeto de Lei 361/05, tornando mais rigorosa a legislação de combate ao tabagismo no município. O texto ainda será submetido aos vereadores e proíbe a população de fumar em ambientes fechados, como bares, restaurantes, hotéis e padarias. Acaba com os fumódromos e a divisão de áreas para fumantes e não-fumantes nos estabelecimentos, permitindo o fumo apenas em tabacarias e áreas abertas.

O projeto representa um endurecimento da Lei 6.861/95, que proíbe o tabaco em teatros, cinemas, bancos, postos de combustível, ônibus, táxis e elevadores, entre outros. O novo projeto estende o impedimento a hospitais, consultórios médicos, postos de saúde, creches, escolas, universidades, ginásios, correios, igrejas, parques, aeroportos, estações de ônibus BHBus e do metrô. Se antes o fumante irregular estava sujeito a uma multa de R$ 206,70, no novo projeto a responsabilidade ficaria nas costas do proprietário ou responsável pelo estabelecimento. Ele estaria sujeito a multa de R$ 380. Se não afixasse cartazes informando a proibição e deixasse de convidar fumantes a se retirarem do local, pagaria ainda mais: R$ 1.140.

A apresentação da emenda substitutiva, com o novo texto, acenderá uma polêmica na Câmara dos Vereadores. Na terça-feira, entidades de classe, como o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Sindhorb), manifestaram-se contrárias à iniciativa. Para o presidente do Sindhorb, Paulo Pedrosa, o poder público não tem estrutura para fiscalizar os estabelecimentos. “O projeto vai aumentar o número de mesas e cadeiras nas calçadas. As pessoas vão para a rua fumar, do mesmo jeito”, disse o dirigente sindical, que completou: “Vamos trabalhar para barrar o projeto na Câmara, não vamos deixar passar”.

Se fumantes seguirem o exemplo da estudante Maria Braga Câmara, de 20 anos, Pedrosa tem motivos para ficar preocupado. Isso porque ela disse na terça-feira que pensa em deixar de freqüentar bares em ambientes fechados e com proibição ao fumo. “Vou ter que escolher outros lugares para ir”, disse. “Às vezes parece que a cerveja pede um cigarro”, complementou o amigo da garota Bruno Verciano, de 21, também fumante. Mesmo com a promessa de selecionar ambientes no futuro, ambos são favoráveis ao endurecimento da lei. “Sempre achei que o cigarro incomoda bastante. Por isso não acendo perto de quem não está fumando”, conta Maria Braga, que na terça-feira pediu permissão ao garçom de um café no Centro da capital antes de pegar o maço.

A iniciativa conta com a aprovação de não-fumantes e ex-fumantes. “Nunca tive muita tolerância com cigarro. Tenho bons amigos que fumam, mas não acho bom voltar para casa com a roupa cheirando a cigarro”, argumenta a advogada Ana Lúcia Malta, de 32. A colega de profissão Sheila Guimarães, de 33, sente saudades do tempo em que fumava e parou por motivos de saúde. Mas reclama do cheiro e acha a medida importante. “Mesmo o fumante não gosta muito desse aroma”, afirmou. Ela considera radical proibir o cigarro em todos lugares fechados, por isso, defende o credenciamento de estabelecimentos onde o fumo é permitido. “A decisão de freqüentar ou não o lugar fica a cargo do consumidor”, ponderou.

O projeto inicial do vereador Caixeta foi apresentado em 2005 e previa a instalação de cabines próprias para fumantes em estabelecimentos comerciais. O texto chegou a ser aprovado por duas comissões da Câmara – de Legislação e Justiça e Meio Ambiente e Política Urbana – e estava pronto para votação em primeiro turno. Entretanto, estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária mostrou que o custo do equipamento seria alto e o vereador decidiu rever o projeto. Como a apresentação de emenda que substitui o projeto original, o texto voltará as comissões a partir da primeira semana de março.

Para assessores do vereador, a tramitação em Belo Horizonte deverá ser mais rápida do que projeto semelhante discutido em âmbito nacional. Na segunda-feira, o ministro da Saúde José Gomes Temporão prometeu enviar ao Congresso Nacional, até o fim do mês, projeto de lei que irá proibir o fumo em ambientes fechados e banir os fumódromos. Assim como a iniciativa belorizontina, o objetivo é extinguir ambientes reservados aos fumantes em bares, restaurantes, shopping centers e escritórios.

fonte: Estado de Minas, 20 Fevereiro de 2008.

 

Pacaembu deve ter controle de fumo

A Prefeitura de São Paulo quer controlar o consumo de cigarro dentro do Pacaembu. Segundo a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação, o estádio municipal, que está em reforma e será reaberto no próximo mês, deve ter um espaço destinado exclusivamente aos fumantes.

Dos 30 mil lugares, dois mil seriam reservados para quem fuma. Antes de tomar uma decisão, a administração está fazendo uma pesquisa entre a população da capital paulista para saber se existem mais favoráveis ou contrários à separação. Quem quiser, pode opinar através do e-mail esportessaopaulo@prefeitura.sp.gov.br

Em estádios da Europa o fumo já é proibido. Durante a última Copa do Mundo, na Alemanha em 2006, telões avisavam que não era permitido fumar nas cadeiras e arquibancadas. E quem tentasse acender um cigarro era repreendido por seguranças.

fonte: GLOBOESPORTE.COM, 20 Fevereiro de 2008.

 

Projeto de lei do governo quer acabar com os fumódromos

Os fumódromos estão com os dias contados. Pelo menos esta é a intenção do Ministério da Saúde, que já encaminhou uma minuta de projeto de lei à Casa Civil, responsável pela redação de medidas propostas pelo governo, para acabar com os ambientes destinados ao consumo de tabaco em ambientes fechados – inclusive particulares.

A Casa Civil vai encaminhar a proposta ao Congresso Nacional. O objetivo é aprimorar a Lei 9.294/96, que restringe a propaganda e o consumo de cigarro. Os fumódromos tornaram-se comuns desde a edição da lei porque ela permite o fumo em locais arejados e a criação de áreas para fumantes, mesmo que não haja nenhuma barreira entre esses locais e aqueles destinados aos não-fumantes.

A sanitarista da divisão de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca) – ligado ao Ministério da Saúde – Vera Colombo diz que os fumódromos não impedem a contaminação do ar de espaços próximos. Ela explica, ainda, que a lei que já existe pode receber interpretações diferentes do seu objetivo – restringir o fumo – e que, por isso, de 1996 para cá ela não é cumprida a rigor.

“O que o Ministério da Saúde está preconizando é o aprimoramento dessa lei para que possamos nos adeqüar ao tratado internacional do Tabaco, do qual o Brasil é signatário, para banir, de vez, a fumaça do cigarro dos ambientes fechados.”

Para Vera, embora a medida possa despertar polêmica entre usuários e donos de estabelecimentos, sua aceitação “é muito mais uma questão de costume das pessoas do que uma dificuldade”. Os estabelecimentos com ambientes abertos ficarão fora da restrição. “Se o bar ou restaurante tiver uma área externa, ela pode ser considerada apropriada para os fumantes”, completa.

O Inca estima que a fumaça que sai da ponta do cigarro contenha o triplo de nicotina e monóxido de carbono, e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o tabagista consome depois de tragar pelo filtro do cigarro.

Com a aprovação da medida, mesmo os fumódromos instalados na Câmara dos Deputados e na sala de embarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, terão que deixar de existir.

fonte: A Tarde On Line, 19 Fevereiro de 2008.

 

Tabagismo passivo em doentes com Fibrose Quística

Investigadores da Johns Hopkins University, em Baltimore, EUA, referem ter descoberto um gene responsável pelo agravamento do estado de saúde de doentes com Fibrose Quística expostos a tabagismo passivo. O trabalho foi publicado no "Journal of the American Medical Association".

A Fibrose Quistica ou Mucoviscidose é uma doença genética que, entre outras consequências, leva a lesões bronco-pulmonares obstrutivas.

No site oficial da universidade, os cientistas referem que pessoas portadoras de uma alteração do gene TGFbeta1 tem as suas funções pulmonares duas vezes mais deterioradas quando expostas ao tabagismo passivo do que aqueles que não o são.

De acordo com os investigadores, a variação do gene enfraquece as funções pulmonares e encurta o tempo de vida das pessoas que sofrem desta doença hereditária. "Sempre suspeitámos que o tabagismo passivo era nocivo para as pessoas que sofrem de doenças pulmonares. Agora apontamos para um gene específico cuja alteração agrava o estado destes pacientes", ressalta o Garry Cutting, professor de Pediatria da Johns Hopkins University, de Baltimore (EUA).

Para o especialista, é uma verdadeira surpresa, o facto desta “alteração genética tão fraca” poder “dobrar os efeitos nefastos do tabagismo passivo sobre as funções pulmonares destes pacientes”.

fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A., 19 Fevereiro de 2008.

 

PRF apreende Besta com 3,5 mil pacotes de cigarro

A Polícia Rodoviária Federal de Foz do Iguaçu apreendeu, neste domingo (17), cerca de 3,5 mil pacotes de cigarro. A apreensão ocorreu quando um veículo Besta saía de um desvio próximo à praça de pedágio de São Miguel do Iguaçu, na BR 277, momento em que os policiais perceberam a ação.

O condutor, José Orazel Rodrigues Silva, 47 anos, disse que a mercadoria seria embarcada em um ônibus de turismo, mas não soube informar o destino do contrabando.

fonte: www.cgn.inf.br, 17 Fevereiro de 2008.

 

Médicos de família importantes no abandono do tabaco

Segundo Agostinho Marques, Director da Faculdade de Medicina do Porto, o médico de família pode ter um papel decisivo na cessação tabágica. Aconselhar os doentes de uma forma sistemática pode trazer taxas de abstinência significativas, entre os três e os 10%.

Agostinho Marques alerta para o papel preponderante dos médicos de família na ajuda à cessação tabágica e fala da importância do aconselhamento dos médicos dos cuidados de saúde primários aos fumadores que querem deixar de fumar e refere que "aconselhar o doente a deixar de fumar durante as consultas, fornecendo um folheto informativo pode valer, só por si, 3% a 5% de taxa de abstinência."

O Director da Faculdade de Medicina do Porto vai ainda mais longe quando diz que "se o médico tiver formação específica na área da cessação tabágica e souber avaliar o hábito tabágico do fumador, disponibilizando apoio farmacológico, é possível alcançar 20% a 30% de taxa de abstinência".

A nova Lei anti-tabágica vai levar a que mais pessoas procurem apoio para deixar de fumar. Os médicos de família vão agora ter uma função acrescida, pois também podem ajudar a informar os fumadores, incentivando à abstinência tabágica.

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Em dois milhões de fumadores em Portugal, estima-se que 55% querem deixar de fumar.

fonte: Diaário dos Açores, 17 Fevereiro de 2008.

 

OMS: tabagismo matará 1 bilhão

Para Paula Johns, presidente da ACT, "o Brasil foi pioneiro em algumas áreas, mas não segue uma medida básica de custo zero: o aumento dos preços e impostos, e com isso o cigarro brasileiro é o sexto mais barato do mundo".

Se não houver um esforço global para diminuir o número de fumantes, o tabagismo pode matar 1 bilhão de pessoas no século XXI nos países em desenvolvimento, grupo no qual está enquadrado o Brasil. Esta previsão significa 10 vezes mais mortes do que no século passado. O cigarro mata 5,4 milhões por ano no mundo (mais do que a soma das vítimas de tuberculose, malária e Aids), número, aliás, que deve crescer para 8 milhões em 2030, de acordo com projeção da OMS (Organização Mundial da Saúde).

O novo documento enfatiza o impacto do fumo nos países em desenvolvimento, já que 80% das mortes previstas para 2030 vão ocorrer nessas nações, de acordo com a organização. O consumo de tabaco está em queda nos países ricos, mas é crescente nos pobres e de renda média, segundo a OMS.

Seis pontos que podem prevenir a catástrofe:

- Monitorar o uso do tabaco e as políticas de prevenção;

- Proteger as pessoas contra a fumaça do tabaco;

- Oferecer ajuda para cessação;

- Advertir sobre os riscos à saúde;

- Reforçar a proibição de propaganda, promoção e patrocínio pelas empresas de tabaco;

- Aumentar os impostos sobre produtos de tabaco.

"Embora os esforços para combater o tabaco estejam aumentando, todos os países precisam fazer mais. Essas seis estratégias estão ao alcance de todo país, rico ou pobre, e quando combinadas, oferecem a melhor chance de reverter esta epidemia crescente", disse Margaret Chan, diretora geral da OMS.

fonte: Guarulhos Web, 16 Fevereiro de 2008.

 

Venda de tabaco já caiu 50%

A lei do tabaco já começa a surtir efeitos. O consumo caiu e a receita com o imposto sobre o tabaco sofreu uma quebra de quase 50%, diz o jornal «Sol».

De acordo com os dados do Ministério das Finanças, em Janeiro de 2008, o Estado arrecadou «apenas» 140 milhões de euros, contra os 249 milhões registados em Janeiro de 2007.

Fonte oficial do Ministério das Finanças sublinha que esta queda nas vendas, e a consequente redução no valor do imposto arrecadado, se fica a dever sobretudo ao aumento do preço do tabaco e, «naturalmente», à entrada em vigor da nova Lei que restringe o consumo em locais públicos.

A introdução de novas regras, destinadas a impedir a venda de tabaco em 2008 com preços de 2007, é, salienta o Executivo, um factor de distorção no mercado. Em Abril, altura em que todos os maços terão de ser vendidos com o novo preço, «estas flutuações serão niveladas».

fonte: Agência Financeira, 16 Fevereiro de 2008.

 

Diminuir o fumo criando mais um cigarro

O advogado americano David Adams propôs, em um artigo publicado no jornal americano The New York Times, que a criação de um novo tipo de cigarro poderia ser uma solução para diminuir o número de fumantes. Não se trata de um contra-senso: Adams sugere a criação de um cigarro com níveis de nicotina que não viciem.

Diretor da equipe política do Food and Drugs Administration, o órgão que cuida da regulamentação de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, entre 1992 e 1994, Adams defende o controle do vício que, por ano, causa 440 mil mortes no país, segundo dados do Instituto de Medicina da National Academy of Sciences. As vítimas são mais numerosas do que a soma das mortes causadas por Aids, álcool, cocaína, heroína, acidentes de trânsito, homicídios e incêndios. Os gastos com os problemas de saúde causados pelo cigarro custam US$ 89 bilhões anuais.

Em entrevista a ÉPOCA, Adams explica os problemas relacionados ao fumo e dá detalhes sobre sua polêmica proposta para reduzir o número de fumantes.

ÉPOCA - Por que o senhor sugere a criação de um novo tipo de cigarro?

David Adams- A idéia é que o governo institua a criação de dois cigarros, um com e outro sem - ou com níveis muito mais baixos de - nicotina. Já há pesquisas já sobre o assunto e o governo pode estabelecer uma estratégia de forma a separar os cigarros que viciam dos que não viciam de acordo com o nível de nicotina. Os cigarros que tiverem níveis baixos de nicotina terão uma regulação própria e diferente. A idéia é desenvolver políticas que restrinjam o acesso aos cigarros que viciam e criem incentivos às pessoas para comprar aqueles que não viciam. Por meio da política, poderíamos criar uma demanda para os cigarros sem nicotina, mas eles também seriam vendidos pelas companhias de tabaco. Se o governo adotar tais medidas de restrição ao cigarro comum, pode criar uma demanda significativa pelos cigarros sem nicotina, que hoje em dia praticamente não existem. As companhia de tabaco, então, tentariam preencher esse mercado.

ÉPOCA - Quais seriam essas medidas restritivas contra o cigarro comum?

Adams - Se, por exemplo, pessoas entre 18 e 21 anos só puderem comprar cigarros sem nicotina, isso seria um mercado importante. Você também teria uma diferença significativa dos preços: os cigarros comuns seriam muito mais caros do que os sem nicotina. Assim, se algum amigo mais velho quiser comprar cigarros para os mais jovens, terá que gastar muito dinheiro. Mas os jovens não começam a fumar atrás de nicotina. Eles começam a fumar para parecer “cool”, rebeldes ou ficarem parecidos com seus pares. Se os cigarros de nicotina forem muito mais caros que os não-viciantes, os jovens não terão nenhum motivo para comprá-los.

ÉPOCA - O senhor afirma, no artigo, que, progressivamente, as pessoas teriam que ser mais velhas para poder comprar os cigarros. Como isso funcionaria?

Adams - A abordagem seria limitar a venda de cigarros que viciam para adultos nascidos depois de certo ano - por exemplo, 1988. Aqueles que nasceram depois de 1988 só poderiam comprar cigarros sem nicotina/que não viciam. A população nascida antes de 1988 gradualmente diminuiria e, por fim, não existiria mais. Até o ponto que ninguém pudesse comprar cigarros com nicotina.

ÉPOCA - Sobretaxar os cigarros com nicotina não geraria um mercado negro, livre de impostos, muito mais prejudicial à sociedade?

Adams - Sempre fica essa questão sobre o mercado negro quando você proíbe ou torna as coisas muito mais caras. Mas a questão é: por que os mais jovens iriam ter tanta vontade de comprar cigarros com nicotina se há outros mais baratos no mercado? Eles não têm esse desejo pela nicotina quando começam a fumar. É claro que pode haver um mercado negro entre aqueles que já estão viciados, mas não acho que isso seja um problema suficiente para impedir a adoção da proposta.

ÉPOCA - Em sua opinião, por que um jovem começa a fumar, já que não está vício químico?

Adams - Principalmente para imitar outras pessoas que eles vêem fumando. Os amigos, os pais, os atores do cinema. Eles querem se parecer com eles, parecer “cool”, parecer mais adulto, mais valentão, tendo um cigarro na boca. Não começam a fumar porque querem nicotina. Eles nunca usaram nicotina e ela não é, quando você começa a fumar, algo que vai dar alguma sensação boa - como o “barato” das drogas. Eles não começam a fumar pensando: “Preciso de nicotina, vamos experimentar como é um pouco de nicotina”.

ÉPOCA - Qual a idade em média em que as pessoas começam a fumar nos Estados Unidos? E a média mundial?

Adams - As pessoas começam em idades diferentes, mas muitos jovens começam antes até dos 18, provavelmente a maioria. Eles têm acesso fácil porque amigos mais velhos compram para eles.

ÉPOCA - Muitos filmes de Hollywood não mostram mais estrelas fumando em cena, como acontecia antigamente. O senhor acha que isso pode ser uma medida eficiente para diminuir o número de pessoas que começa a fumar? Adams - De modo geral, a medida é útil. Ela ajuda as crianças a não verem tanta gente fumando nos filmes, personagens que poderiam estimulá-los a fumar. Eu não conheço nenhuma proposta de restrições significativas em filmes. Filmes são trabalhos artísticos e temos de respeitá-los. É uma boa iniciativa, mas não tenho acompanhado a produção cinematográfica para afirmar que isso de fato esteja acontecendo. Além disso, esse não é o fator mais importante de influência sobre as crianças, embora influencie, sim. O fator mais forte é a vontade de se parecer com os amigos e achar que eles vão ser líderes ao imitar os pares.

ÉPOCA - O senhor não acha que oferecer dois tipos de cigarros pode incitar jovens que sequer provariam um deles?

Adams - Não acredito que isso aconteceria, mas isso depende de como os cigarros sem nicotina serão promovidos. Se eles forem promovidos como mais seguros, que são melhores para você, é possível que alguns jovens se perguntem: “bom, os cigarros são perigosos?”. Sim, esses cigarros são perigosos: cigarros sem nicotina também não serão seguros. Só não viciarão. Acho, portanto, que terá de haver uma regulação rígida dos cigarros sem nicotina. Mas acho que os jovens começam a fumar mesmo para imitar seus pares e isso não vai mudar com a criação de um novo cigarro, sem nicotina. Tenho dúvidas se mais crianças começarão a fumar quando souberem que o cigarro não vicia. Porque eles não parecem dar muita atenção para se os cigarros viciam ou não. Os jovens acham que vão viver para sempre, que podem controlar, fumar alguns cigarros e não ficar viciados. Não acho que você vai ver um número significativo de jovens começando a fumar. E também acho que outro ponto importante da proposta é a possibilidade de poder parar. Se os mais jovens pararem de fumar, haverá muito mais outros que poderão parar. Eles pensarão mais seriamente sobre isso. Vemos muitos jovens tentando parar quando se casam e 90% deles não conseguem e acabam parando de tentar. Assim, se eles virem os amigos conseguindo parar, tentarão também.

ÉPOCA - O senhor acha que a estratégia poderia ajudar os que já são viciados em nicotina a parar de fumar?

Adams - Não acho que a estratégia dos dois cigarros seja a resposta para quem já fuma e é viciado. Acho que pode ajudar porque vai fornecer cigarros sem nicotina muito mais baratos. Mas para as pessoas que são realmente viciadas, acho que tem de haver um trabalho maior. E ajudá-los com esse vício realmente pede outras estratégias, como produtos de reposição de nicotina, por exemplo. A política dos dois cigarros não vai resolver seus problemas.

ÉPOCA - Quanto tempo levaria até que a estratégia dos dois cigarros diminuísse o número de fumantes no mundo?

Adams - Não poderia dar uma resposta precisa sem encomendar algumas pesquisas, mas acho que milhões de jovens fumantes vão tentar parar. E se houver cigarros não-viciantes, a maioria deles conseguirá. Estamos falando em dar a milhões a possibilidade de parar de fumar depois de alguns anos, e isso iria salvar milhões de nossas crianças dos males decorrentes deles.

ÉPOCA - O senhor não acha que os jovens vão burlar a legislação e comprar os cigarros que contém nicotina, da mesma maneira que alguns burlam a proibição do álcool? O que fazer para evitar isso?

Adams - É meio óbvio que isso aconteça, se pensarmos que, na década de 1920, quando houve a lei seca, as pessoas não podiam comprar bebidas, mas criaram um mercado negro. Mas 80 anos depois a situação é diferente. Você vai ter o programa do governo para restringir o acesso a produtos que viciam. As pessoas só vão poder comprar em situações específicas e serão responsáveis por seu consumo. Vai ficar mais difícil para os jovens comprar.

ÉPOCA - Haverá programas escolares, complementando a proibição?

Adams - A educação mostra bem aos jovens que não é bom fumar. Essa é a primeira mensagem que tem de ser dada a eles. Eu não diluiria essa mensagem. Só faria com que, para os que estão começando a fumar, ficasse cada vez mais difícil conseguir um cigarro com nicotina. Há vários bons esforços educacionais sendo feitos nesse país para manter os jovens longe do cigarro. Acho que essa é a mais importante mensagem transmitida às crianças e tem tido relativo sucesso.

ÉPOCA - Proibir o fumo em apartamentos, como aconteceu em Calabasas e Belmont, na Califórnia, não chega a ser uma forma inconstitucional de regular o fumo? Não interfere no livre-arbítrio do cidadão? E a proibição em lugares públicos?

Adams - Esse é outro ponto. Não sei o que pensar sobre a proibição em casa. É uma tentativa de tentar diminuir, mas não sei o quanto funcionaria. Acho que sempre haveria discussões sobre a vida das pessoas. Já em locais públicos é outro assunto. É razoável pedir às pessoas que afetam as outras ao seu redor que não façam isso e não tornem o ambiente desconfortável. É uma questão de saúde para os fumantes passivos também.

ÉPOCA - Quais são os danos do cigarro?

Adams - O Instituto de Medicina da National Academy of Sciences diz que o tabaco causa 440 mil mortes a cada ano nos Estados Unidos e que o fumo passivo atinge outras 50 mil vidas. Contando tudo, as mortes associadas ao cigarro matam mais que a Aids, o uso de álcool, de cocaína, de heroína, os homicídios, os suicídios, os acidentes de carro e os incêndios. As conseqüências econômicas do consumo de tabaco são da ordem de bilhões de dólares. A força de trabalho que é perdida com as mortes causadas pelo cigarro soma mais de US$ 92 bilhões por ano. As despesas com saúde pública e privada em doenças relacionadas ao fumo são estimadas em US$ 89 bilhões por ano. Some-se a isso que os estados e o governo federal gastam milhões de dólares anualmente com prevenção do uso de tabaco, um esforço que poderia ser direcionado para outras necessidades.

fonte: Revista Época, 15 Fevereiro de 2008.

 

60% dos fumantes consomem mais de 40 cigarros por dia

Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, realizado com 582 pessoas em ações de orientação e prevenção promovidas por intermédio do Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas), constatou que mais de 60% dos fumantes consomem mais de dois maços por dia.

Segundo a pesquisa, quem consome dois maços ou mais por dia é considerado fumante pesado. Já quem fuma até um maço de cigarros por dia representou 22,5% do total. Os fumantes leves, que consomem menos de um maço por dia somam 14,2% dos avaliados pela Secretaria. Os demais 3% não conseguiram ou desistiram de realizar o teste.

Os resultados do estudo foram feitos a partir da aplicação de uma espécie de "bafômetro do cigarro", um aparelho que mede a concentração do monóxido de carbono no organismo da pessoa. O resultado apresentado no display do equipamento é comparado às escalas numéricas de um gabarito, que identifica se o paciente é fumante pesado, fumante ou fumante leve.

"Não há um nível seguro para o consumo de cigarro. Ele não é indicado em nenhuma quantidade", afirma a diretora do Cratod e coordenadora do Programa Estadual de Combate ao Tabagismo, Luizemir Lago.

O levantamento mostra que fumantes com idade entre 45 e 49 anos são os mais interessados em abandonar o vício. Entre os fumantes com idade entre 20 e 24 anos, a intenção de parar de fumar é de apenas 7,9%.

Segundo a diretora do Cratod, as pessoas mais velhas têm mais interesse em parar de fumar que os jovens porque na meia idade o fumante começa a sentir os efeitos do tabaco no organismo.

Segundo Luizemir, a responsável pela dependência do cigarro é a nicotina, substância que estimula o sistema nervoso, causando a sensação de prazer e de calma. Doenças consideradas banais como sinusite, rinite, conjuntivite e alergias podem ter sua origem no cigarro. "Quando uma criança vai ao pediatra e é diagnosticado sinusite, por exemplo, ele pede para a mãe se desfazer de bichos de pelúcia, carpetes e cortinas. O problema é que muitos esquecem de perguntar se os pais fumam, pois este pode ser o real motivo da doença", alerta.

Outros problemas de saúde mais sérios como enfisema pulmonar, câncer de boca, língua, laringe, pulmão e até de bexiga podem ser provocados pelo cigarro. "Também estão quase conseguindo provar que alguns casos de câncer de mama também são causados pelo cigarro", diz. Para se livrar do vício, a dica dada pela médica é tentar se distrair com qualquer outra coisa na hora que à vontade de fumar chega. "Também é importante mudar os hábitos que fazem lembrar do cigarro", ensina.

fonte: Repórter Diário, 15 Fevereiro de 2008.

 

Dez mitos relacionados ao abandono do tabagismo

1. Quando o fumante decide abandonar o cigarro é porque não tem mais prazer em fumar?

Mito - A maioria dos fumantes quando decide interromper o tabagismo gosta de fumar, mas decide que esta é a melhor decisão para a sua saúde e sua vida.

2. Se o meu check-up anual não mostrou nenhuma doença é sinal de que posso continuar fumando?

Mito - O fato do check-up não detectar nada não significa que não haja doença em desenvolvimento, e sim que os exames ainda não foram capazes de detectá-la. Muitas doenças não dão sinais de evolução e se manifestam de forma abrupta, como um infarto.

3. Parar de fumar é uma questão somente de força de vontade?

Mito - Motivação e mudança de hábitos relacionados ao cigarro são fundamentais para atingir o sucesso na luta contra o tabagismo, no entanto, algumas pessoas com maior dependência física ou mesmo psicológica ao cigarro necessitam de auxilio medicamentoso.

4. Após parar de fumar todos os meus problemas de saúde e disposição física serão como eram aos meus 18 anos de idade?

Mito - A interrupção do tabagismo sem dúvida ajuda a diminuir o risco de aparecimento de várias doenças e melhora de sintomas habituais, mas certamente não exclui o cuidado com a própria saúde e uma rotina diária com atividades físicas.

5. Fumar de 2 a 4 cigarros ao dia não faz mal a ninguém?

Mito - Alguns estudos científicos já mostraram que há diferença na manifestação de doenças entre não fumantes e pessoas que consomem cigarros em pequena quantidade (até 3 a 4 cigarros/dia). Fumar pouco ou conviver em ambiente com fumantes é prejudicial à saúde.

6. Algumas pessoas não têm dificuldades em deixar de fumar, mas depois de alguns meses voltam a consumir cigarros.

Mito - A diculdade em deixar de fumar existe sim. A interrupção do tabagismo é um processo a longo prazo, envolve uma fase inicial mais difícil com duração de 2 a 3 meses, e a seguir a fase manutenção da condição de não-fumante, que dura a vida toda. Se o fumante não tem grande dificuldade na fase inicial e sim na manutenção, significa que o ponto de atenção deve ser na manutenção sem fumar.

7. Parar de fumar em idade avançada não traz benefícios?

Mito: Parar de fumar sempre traz benefícios, em qualquer idade e mesmo que haja a manifestação de uma doença grave. A interrupção do tabagismo melhora os sintomas em geral, melhora a disposição física, melhora o paladar e a cicatrização.

8. Parar de fumar é igual para todo mundo?

Mito - Pessoas com maior dependência física ou psicológica da nicotina apresentarão maior dificuldade em parar de fumar, embora o principal fator de sucesso seja, sem dúvida, a motivação pessoal.

9. O mais importante ao parar de fumar é a utilização de medicamentos de auxílio?

Mito - A maioria dos fumantes não precisa de medicação para deixar de fumar, a medicação pode auxiliar, mas não resolve o mais importante – que é a motivação pessoal e a mudança de hábitos.

10. Pessoas que já utilizaram medicação e não conseguiram parar de fumar têm maior dificuldade?

Mito - Embora existam ótimas medicações isentas de prescrição para auxiliar o fumante a interromper o tabagismo, a eficácia dessas medicações é muito menor sem algumas informações básicas sobre o processo de parar de fumar, sem a orientação de um profissional de saúde ou uso errado dos medicamentos.

fonte: Tribuna News, 14 Fevereiro de 2008.

 

Médicos família podem ser importantes no abandono do tabaco

Os médicos de família podem desempenhar um papel importante no abandono do consumo de tabaco pelos fumadores, através de um aconselhamento sistemático nesse sentido, defendeu hoje Agostinho Marques, director da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Aconselhar o doente a deixar de fumar durante as consultas, fornecendo um bilhete informativo, pode valer, só por si, três a cinco por cento de taxa de abstinência», afirmou.

Nesse sentido, Agostinho Marques salientou a importância do papel que pode ser desempenhado pelo médico de família, que será ainda maior se o clínico tiver formação adequada nesta área.

Se o médico tiver formação específica na área da cessação tabágica e souber avaliar o hábito tabágico do fumador, disponibilizando apoio farmacológico, é possível alcançar 20 a 30 por cento de taxa de abstinência, frisou o clínico.

A posição deste especialista surge na sequência da entrada em vigor da nova lei do tabaco, que se estima que possa levar mais fumadores a procurarem ajuda para abandonar o vício.

Em Portugal, estima-se que 55 por cento dos dois milhões de fumadores existentes no país querem deixar de fumar.

Nessa perspectiva, os médicos de família poderão vir a desempenhar uma nova função, informando os fumadores e incentivando-os a deixar de fumar.

A Organização Mundial de Saúde considera o tabagismo como a principal causa de morte evitável em todo o mundo, estimando que um terço da população mundial seja fumadora, ou seja, cerca de 1,2 mil milhões de pessoas.

No continente europeu, as estatísticas indicam que morrem por ano, em média, cerca de 700 mil pessoas devido a doenças relacionadas com o tabaco.

fonte: Diário Digital / Lusa, 14 Fevereiro de 2008.

 

Governo quer fim de fumódromo e cigarro mais caro

O Governo Federal retomou uma discussão polêmica, mas considerada essencial por especialistas: a necessidade de aumentar o preço do cigarro e, principalmente, a fixação de um valor mínimo por maço. Além de reiniciar o debate sobre o aumento de preços no Ministério da Saúde e entre a equipe econômica, o Executivo prepara-se para encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei que proíbe até mesmo os fumódromos em locais públicos e particulares.

As medidas fazem parte de programa para tentar conter a disseminação do tabagismo, principalmente entre jovens. A elevação dos preços seria uma forma, já que existe uma extrema facilidade de se comprar cigarros. Na última comparação de preços, o país ocupou o 6º lugar no ranking de cigarros mais baratos do mundo. Alguns setores do governo sustentam que o aumento de preço pode elevar a sonegação e o contrabando. Em 2007, o governo aumentou o imposto que incide sobre o cigarro. Mas o aumento da carga tributária não elevou o preço do produto.

Além da discussão sobre os preços, a política antitabagista espera agora contar com o fim dos fumódromos. O projeto de lei foi encaminhado na semana passada para a Casa Civil. A proposta do governo retira parte do artigo 2º da Lei 9.294/96. O texto proíbe fumar em recinto coletivo, privado ou público, salvo em área destinada exclusivamente a esse fim. O governo quer retirar essa parte que prevê a exceção até mesmo fumódromos instalados em empresas.

O projeto de lei dos fumódromos deverá ser encaminhado em regime de urgência. Mas a proposta deve enfrentar resistência do lobby da indústria do cigarro. No passado recente, a indústria mostrou força política no Congresso, sobretudo no episódio da ratificação da Convenção Quadro do Tabaco. O Brasil foi um dos primeiros a assinar o acordo, mas demorou dois anos para ratificá-lo.

fonte: Agência Estado, 13 Fevereiro de 2008.

 

60% dos fumantes paulistanos consomem dois maços de cigarro por dia

Levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo com 582 fumantes verificou que 60,3% deles consomem pelo menos dois maços de cigarro por dia e são considerados fumantes pesados. Uma parcela de 22,5% do total disse consumir até um maço por dia e outros 14,2%, menos de um maço diariamente.

A pesquisa foi feita na região central da cidade, no ano passado, durante ações de orientação e prevenção contra o consumo do tabaco. Na abordagem, foi medido, com a ajuda de um aparelho, o nível de monóxido de carbono do ar expirado pelos fumantes. A taxa normal, segundo a secretaria, é de 3, mas alguns apresentaram um nível de até 20, mais de seis vezes o índice ideal.

De acordo com Luizemir Lago, coordenadora do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) da secretaria, quanto mais monóxido de carbono no ar expirado, menos oxigênio. Isso também ocorre na corrente sangüínea. “O sangue dessas pessoas em geral é mais espesso e escuro que o normal”.

Para ela, o dado é preocupante, pois essas pessoas estão sujeitas a diversos problemas de saúde como derrame, problemas respiratórios e cardíacos. Ainda segundo a coordenadora, não só os fumantes pesados correm riscos de ter essas doenças. “Não existe grau de consumo seguro para o cigarro. Meio por dia já faz mal”, afirmou. Segundo a coordenadora, a nicotina contida no cigarro tem o poder de transformar células saudáveis em cancerígenas.

Parar de fumar

Os maiores interessados em parar de fumar são as pessoas na faixa etária entre 45 e 49 anos. Os jovens, entre 20 e 24 anos, são a minoria entre os que demonstraram interesse em parar. “Os jovens como não sentem nada acham que o cigarro não lhe faz mal. Os mais velhos já relatam sentir alguns problemas”, comentou Luizemir.

Após responder a pesquisa, as pessoas que diziam ter vontade de parar de fumar eram orientadas a procurar um serviço de saúde pública estadual ou municipal. A secretaria, no entanto, não checou se os entrevistados realmente procuraram um serviço de saúde porque não era preciso se identificar para participar da pesquisa. No entanto, segundo a coordenadora, uma abordagem desse tipo pode conseguir que até 13% das pessoas parem de fumar.

Quem tiver interesse em saber onde há esse tipo de serviço pode entrar em contato com o Cratod pelos telefones: 3329-4467 e 3329-4463.

fonte: G1 Globo.com, 13 Fevereiro de 2008.

 

Ministério Público luta contra o tabagismo

A decisão do Ministério Público do Trabalho em Pernambuco de cobrar o cumprimento da Lei Federal nº 9.294, de 15 de julho de 1996, que proíbe o fumo em estabelecimentos comerciais, foi comemorada, ontem, pela deputada Carla Lapa (PSB). "Além de fazer cumprir a legislação, a medida tem o objetivo de livrar os funcionários da constante exposição à fumaça do cigarro, evitando, assim, o fumo passivo", defendeu a parlamentar.

Segundo a socialista, a fiscalização e aplicação das penalidades ficarão a cargo da Prefeitura Municipal. "Na Capital pernambucana, a Vigilância Sanitária do Recife vai orientar os comerciantes e, no caso de descumprimento à norma federal, realizar a autuação com aplicação de multas que variam entre R$ 40,00 e R$ 400 mil", observou. A estimativa da Organização Internacional do Trabalho é de que a exposição passiva ao tabagismo mate aproximadamente 200 mil trabalhadores por ano.

Carla Lapa lembrou que é autora, no Poder Legislativo, do projeto que deu origem à Lei nº 12.578, de 13 de maio de 2004, visando contribuir para esclarecer e minimizar os malefícios do fumo em ambientes públicos coletivos. "Apesar da relevância, a norma ainda não foi regulamentada pelo Poder Executivo. Desta forma, reitero o apelo ao governador do Estado, Eduardo Campos, para que regulamente a medida", destacou a deputada, parabenizando o Ministério Público do Trabalho em Pernambuco, a Secretaria de Saúde do Recife e a Vigilância Sanitária Municipal pela iniciativa.

fonte: Noticiário Legislativo, 13 Fevereiro de 2008.

 

Fiscalização a Ambientes Livres do Fumo começa nesta quinta

As fiscalizações dos bares, boates, restaurantes, hotéis e motéis para dar cumprimento à Lei Federal nº 9.294/96 (Lei de Ambiente Livre de Fumo) e as recomendações do Ministério Público do Trabalho têm início nesta quinta-feira (14). Técnicos da Vigilância Sanitária do Recife vão inspecionar os estabelecimentos e informar aos clientes sobre os riscos de consumir o tabaco e o Projeto Ambientes Livres do Fumo.

As primeiras inspeções, que ocorrem nos dias 14, 15 e 16 deste mês contam com a participação de 60 fiscais e integrantes do Ministério Público do Trabalho e da Coordenação de Controle de Tabagismo e outros Fatores de Risco de Câncer do Recife. Será observado se o local é livre do fumo ou se há espaços destinados para o consumo do produto em uma área isolada do ambiente interno.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os trabalhadores do setor de lazer, entretenimento e hospitalidade estão de 300% a 600% mais expostos aos efeitos nocivos da poluição produzida pelo tabagismo em relação às demais pessoas.

A diretora da Vigilância à Saúde do Recife, Adeílza Ferraz, afirma que cem empresas de toda a capital serão monitoradas e as vistorias ainda serão incorporadas à rotina da Vigilância Sanitária. "Estamos intensificando as ações agora em fevereiro. Também faremos inspeções noturnas, de forma a contemplar os estabelecimentos que só funcionam nesses horários, como boates e alguns restaurantes", destaca. As penas para aqueles que não se adequarem à lei variam de advertência a multas entre R$ 40 e R$ 400 mil.

LEGISLAÇÃO - A Organização Mundial de Saúde (OMS) foi quem recomendou a criação dos Ambientes Livres do Fumo. Dados da entidade revelam que o tabagismo passivo (inalação da fumaça de derivados do tabaco por fumantes e não-fumantes) é a terceira maior causa de morte evitável no mundo. Perde apenas para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool. Os gastos anuais com os tratamentos dos males provocados pelo cigarro, no Brasil, é cerca de US$ 200 milhões, valor 2,5 vezes superior ao arrecadado com impostos da indústria do cigarro.

O Recife tem hoje 372 ambientes livres do fumo, entre unidades de saúde, shoppings centers, repartições públicas e privadas, ONGs e escolas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, isso representa um benefício para mais de 955 mil pessoas que transitam mensalmente nesses espaços, entre trabalhadores, usuários dos serviços e visitantes.

fonte: JC ON LINE, 13 Fevereiro de 2008.

 

Lei restringe fumo de cachimbo, charuto e cigarrilha em São Paulo

O fumo de charutos, cigarrilhas e cachimbos em locais que não são reservados exclusivamente para essa prática está proibido a partir desta quarta-feira na cidade de São Paulo. Uma modificação à lei 10.862, de julho de 1990, que restringe ainda mais o fumo em locais públicos, foi publicada hoje pela prefeitura no "Diário Oficial". O projeto de lei do vereador Farhat (PTB), aprovado pela Câmara e sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), prevê que, se o comerciante deseja que seus clientes fumem cigarrilhas, charutos ou cachimbos, ele tem de criar uma área específica, fechada e separada das demais dependências do estabelecimento. "Percebemos que às vezes em lanchonetes ou restaurantes que há local para fumante e não fumante, algumas pessoas fumam charuto, por exemplo. O recinto fica impregnado com um cheiro forte. Já vi uma situação de um casal solicitar que um garçom pedisse para um homem apagar seu charuto, mas essa pessoa disse que estava na área de fumante. Ele se sentiu no direito. Não havia restrição", disse o vereador autor do projeto. A partir de quinta-feira (14), os estabelecimentos têm de se adequar à nova lei. Segundo Farhat, os próprios comerciantes serão os fiscais da nova proibição --são eles que têm de pagar a multa caso o fumante use charuto, cigarrilha ou cachimbo em lugar inapropriado. A multa é de sete UFMs (Unidades Fiscais do Município) --R$ 610,40 em fevereiro deste ano. "Eles [comerciantes] terão um argumentos com os clientes. No Brasil, o que não está escrito é permitido", afirmou o vereador.

fonte: Folha Online , 13 Fevereiro de 2008.

 

Ministério da Saúde quer o fim dos fumódromos

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, encaminhou uma proposta para proibir o cigarro em locais públicos como bares, restaurantes ou empresas. A medida altera a lei 15 de julho de 1996 e a idéia principal é acabar com a existência de áreas exclusivas a fumantes, os chamados fumódromos.

A proposta passará por avaliação da Casa Civil e deve ser levada ao Congresso nos próximos dias. A proposta é baseada em estudo feito pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), referendada pela conferência da Organização Mundial de Saúde (OMS) em julho passado, na Tailândia.

Os estudos mostram que o risco de câncer em não-fumantes expostos ao tabaco é 30% maior. A chance pode aumentar para 100%, dependendo da intensidade do contato com a fumaça do cigarro.

fonte: Portal Terra, 12 Fevereiro de 2008.

 

Proibição do fumo em locais fechados diminui infartos na Itália

Um ano após a implantação da lei que proibiu o fumo em locais fechados caiu o número de infartos na Itália. A análise dos dados estatísticos englobou cinco anos antes da proibição e os comparou com os números de um ano após o banimento total do tabaco em locais públicos.

Em janeiro de 2005, a Itália pôs em pratica uma legislação que proibia completamente o fumo em locais públicos, como escritórios, lojas, restaurantes e bares. A lei prevê sanções pesadas contra os fumantes e os donos dos estabelecimentos comerciais flagrados desrespeitando a norma.

A pesquisa realizada por médicos da cidade de Roma mostrou que o banimento está tendo efeitos positivos e salvando vidas. Para que os resultados fossem o mais isentos possíveis, os pesquisadores levaram em conta outros fatores que afetam a ocorrência de infartos. Os médicos já sabem que a temperatura ambiente, poluição e surtos de doenças infecciosas aumentam a incidência de problemas coronarianos nas populações.

Comparandos os números de 2000 a 2004, antes da lei, com os dados de 2005, foi possível constatar que: - O número de infartos foi reduzido em 11% nas pessoas com idade entre 35 e 64 anos. - A freqüência do tabagismo caiu 4% nos homens e 0,2% nas mulheres. - As vendas de cigarros diminuiram 5,5% na Itália no mesmo período.

Algumas observações também puderam ser feitas: - A lei teve efeito nas populações mais jovens, porém o número de infartos nos idosos nao sofreu praticamente alteracao alguma. - O número de mulheres fumantes também não foi significativamente alterado.

Um aspecto ambiental importante foi a constatação de que a concentração de partículas finas no ar dos ambientes fechados caiu de 119 ig/m3 para 43 ig/m3, um ano após a efetivação do banimento.

Todos esses argumentos devem servir para esclarecer as pessoas que ainda tentam defender a manutenção do fumo em locais fechados. No Brasil, a legislação federal indica que se tolera o fumo em locais fechados com áreas específicas, com condições adequadas como ventilação e separação das áreas dos não-fumantes.

A prática mostra que essa medida não consegue ser efetiva, especialmente em estabelecimentos de diversão como danceterias e bares. Alguns municípios já evoluiram na legislação e proibiram o fumo totalmente em locais fechados, ainda que a conscientização da sociedade nao seja unânime.

O ministro da Saúde prometeu em dezembro de 2007 lutar para que a proibição seja estabelecida como lei federal, portanto acabando com as diferenças regionais de abordagem. Ao aplicarmos os resultados italianos ao número de casos de infarto no Brasil no período de janeiro a novembro de 2007, poderíamos evitar algo como 5 mil novos casos de infarto do miocárdio.

A pequisa italiana publicada na revista "Circulation", da Associação Americana do Coração, se soma a resultados semelhantes da Irlanda e da Nova Zelândia, que também baniram completamente o fumo dos ambientes públicos.

fonte: Globo Noticias, 12 Fevereiro de 2008.

 

Campanha anti-fumo começa nesta segunda-feira em Pernambuco

Uma campanha que promete punir com multa de até R$ 400 mil os donos de bares, restaurantes, motéis e boates que permitem o fumo em ambientes fechados foi iniciada nesta segunda-feira (11), em todo o Brasil. O cigarro em ambientes fechados são proibidos desde 1996 por lei federal.

Em Pernambuco, o Ministério Público do estado (MPPE) promete fechar o cerco contra esses estabelecimentos. A Procuradoria Regional do Estado, a Secretaria de Saúde e a Vigilância Sanitária do Recife estão angajados na fiscalização a esses locais. No Recife, mais de 14.500 pontos comerciais começaram a ser monitorados.

A alegação para essa fiscalização é a preocupação com os funcionários que acabam ficando expostos à fumaça do cigarro. De acordo com o procurador do Trabalho Fábio Farias, inicialmente a fiscalização será apenas de orientação. “Vamos conscientizar tanto os donos quanto o público sobre essa proibição. Se após essa conversa percebermos que as irregularidades continuam, vamos aplicar as multas, que variam de R$ 40 a R$ 400 mil”, explicou.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Leonardo Lamartine, avisou que vai orientar os proprietários a criarem áreas aberta para atender o público fumante. “Nos últimos meses, tivemos muitas perdas. Antes dessa determinação sobre o cigarro, a Justiça proibiu a venda de bebidas alcoólicas nas estradas federais. Infelizmente isso é lei federal e não podemos ir de encontro. Temos que achar mecanismos para atender a todo o público”, defendeu.

HORA DE PARAR

Se você é fumante e tem a intenção de acabar com o vício de cigarro, o serviço público disponibiliza tratamento gratuito no Recife. São seis centros de atenção psicosocial para os usuários de álcool, fumo e outras drogas, além de um albergue terapêutico feminino, que fica no Distrito Sanitário 2, em Campo Grande, no Grande Recife.

Segundo estudos médicos, o tratamento para quem desejar parar de fumar é difícil e precisa de muita força de vontade. Pela ordem, o pior vício é o do crack, depois vem o tabagismo, seguido da cocaína e outras drogas.

No mundo, o cigarro mata por ano mais de cinco 5,4 milhões de pessoas. Esse número é maior que a soma das pessoas mortas com aids, tuberculose e malária, segundo a Organização Mundial de Saúde.

fonte: Redação pe360graus.com, 11 Fevereiro de 2008.

 

Cigarro matará 1 bilhão de pessoas

Se nada for feito nos países pobres para diminuir o número de fumantes, o cigarro pode matar um bilhão de pessoas no século XXI, segundo relatório divulgado ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra.

A previsão multiplica por 10 o número de mortes causadas pelo tabaco no século XX, 100 milhões, mais do que a soma de todas as vítimas de guerras entre 1901 e 2000.

O cigarro dizima 5,4 milhões de habitantes por ano no mundo, mais do que a soma das vítimas de tuberculose, malária e Aids, número que deve crescer para oito milhões em 2030, de acordo com projeção da OMS. O novo documento enfatiza o impacto do fumo nos países pobres porque 80% de óbitos previstos para 2030 vão ocorrer nessas nações, de acordo com a entidade. O consumo de tabaco está em queda nos países ricos. Mas é crescente nos pobres e de renda média, de acordo com a OMS. O cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo, de acordo com um consenso médico internacional. Apesar do cenário trágico, só 5% da população mundial é protegida por alguma das seis medidas preconizadas pela OMS, segundo o relatório. As medidas que o organismo recomenda são: monitoramento do consumo, ambientes livres de fumo, programas públicos para parar de fumar, alertas nos maços a respeito dos males, banimento da publicidade e elevação de impostos. Nenhuma nação pobre adota todas as medidas combinadas.

O Brasil é apresentado no relatório como um exemplo positivo de controle. São citados os alertas com fotos nos maços e o financiamento público de tratamento para deixar de fumar.

Ativistas contra o fumo têm, no entanto, restrições à política brasileira. "O Brasil foi pioneiro em algumas áreas, mas não segue uma medida básica de custo zero: o aumento de impostos", afirmou Paula Johns, diretora da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), rede que congrega cerca de 350 entidades. O cigarro brasileiro é um dos mais baratos do mundo.

Outra restrição feita por Paula é que no Brasil ainda falta uma lei contra o fumo em ambientes fechados, como ocorre em cidades dos Estados Unidos, parte da Europa e até no Uruguai. O relatório da OMS é o primeiro documento a contabilizar o impacto das medidas de controle do tabaco em vários países. O banimento da publicidade em 14 nações, por exemplo, reduziu o consumo em 9% num período de 10 anos, segundo o levantamento.

O contra-exemplo é um grupo de 78 países, nos quais a publicidade de cigarro é livre. Neles, o consumo caiu 1%. Ainda de acordo com a pesquisa, só 5% da população mundial vive em países que banem a publicidade. O mesmo percentual habita nações que vetam o fumo em ambientes fechados, segundo a OMS, apesar de esse tipo de medida ser extremamente popular.

Em Nova York, a proibição de cigarro em bares e restaurantes recebeu o apoio de quase 80% dos moradores e na República da Irlanda, de 90%. Na China, com raríssimos ambientes livres de fumo, o apoio beira os 90%. A medida mais eficaz para reduzir o consumo, apresentada pela OMS como "essencial", é o aumento de impostos.

Na África do Sul, citada como exemplo, o consumo de cigarros caiu cerca de 40% a partir dos anos 1990, porque o preço do maço praticamente dobrou. A arrecadação com impostos corresponde a 5.000 vezes o gasto com programas de controle de tabaco, segundo o relatório. Nos países pobres e de renda média, onde vivem 3,8 bilhões de pessoas, a despesa com controle é de US$ 14 milhões por ano. Já os impostos alcançam R$ 66,5 bilhões.

Dito de outra maneira, seria como se um país arrecadasse US$ 5 mil em impostos e gastasse só US$ 1,00 em controle. A maior parte dos custos com controle está restrita aos países ricos, diz o documento. Nos países pobres e de renda média, o gasto per capita dos programas de controle é de US$ 0,001 (um décimo de centavo de dólar) e US$ 0,005 (meio centavo de dólar), respectivamente.

fonte: O Povo, 09 Fevereiro de 2008.

 

Governo enviará projeto para restringir fumo

O governo deve enviar na próxima segunda-feira ao Congresso um projeto de lei que prevê o banimento do fumo em espaços coletivos públicos e privados. O plano é proibir o uso de cigarro, charuto, cachimbo e cigarro de palha em empresas, bares, restaurantes e casas de shows.

O texto do projeto de lei, que recebia ontem os últimos retoques, veta qualquer possibilidade de fumódromo. A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera o fumódromo um artifício ilusório, que dá a falsa sensação de proteção ao não fumante.

De acordo com um consenso científico internacional, não há métodos seguros de proteção em ambientes fechados para aqueles que não fumam. A única medida recomendada é o veto ao fumo.

Pesquisa Datafolha divulgada em dezembro mostrou que 88% dos paulistanos aprovam o veto ao fumo em ambientes fechados. Os fumantes que defendem esse tipo de proibição somam 85%.

A Casa Civil, que define as estratégias para aprovação de projetos de interesse do governo, não havia definido até ontem se o projeto vai tramitar sob o regime de urgência urgentíssima, como defende o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Sob esse regime os projetos têm prioridade na discussão e na votação.

O projeto de lei do governo prevê que a fiscalização dos ambientes em que o fumo é proibido será feita pela Vigilância Sanitária dos Estados e municípios, sob a coordenação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

fonte: Gazeta do Sul, 09 Fevereiro de 2008.

 

Fumar pode desencadear forma mais comum de cegueira, afirma estudo

Se a existência de tantas doenças ligadas ao tabagismo ainda não foi capaz de fazer alguém largar o cigarro, talvez a mais nova evidência científica apresentada sobre o tema tenha esse poder.

Uma pesquisa inglesa, publicada na revista "British Medical Journal", liga o uso do tabaco ao aumento do risco de se perder a visão.

A conclusão obtida após a revisão de vários trabalhos envolvendo um total de mais de 12 mil participantes demonstra a ligação entre o cigarro e uma incidência aumentada e um curso pior da degeneração macular da retina, causa primordial de cegueira em idosos.

A degeneração macular da retina causa cegueira por conta da lesão da região da mácula na retina, região responsável pela transmissão das imagens colhidas pelo olho para o cérebro. Atualmente, poucos tratamentos efetivos para degeneração macular da retina estão disponíveis.

Em uma pequena parte dos casos, a evolução da doença pode ser evitada através da aplicação de um tipo especial de laser.

Uma parte importante dos resultados da revisão apresentada diz respeito à reversibilidade da sensibilidade da retina dos fumantes à degeneração macular, após a cessação do hábito de fumar. Por outro lado, ficou evidenciada também a pior evolução dos que continuam fumando após o diagnóstico da doença retiniana.

Como estamos falando de uma doença que atinge milhões de pessoas através do mundo, e com poucas opções terapêuticas, a inclusão da prevenção da cegueira deve ser inserida nas campanhas que estimulam a cessação do hábito de fumar. Os resultados mostram que alertar para o problema vale a pena.

Após uma campanha alertando para ligação entre o tabaco e a cegueira na Nova Zelândia, a resposta da sociedade procurando apoio técnico para parar de fumar foi maior do que com as campanhas tradicionais.

fonte: Globo Notícias, 08 Fevereiro de 2008.

 

Brasil está entre os 10 países com mais fumantes no mundo

O Brasil está entre os dez países com mais fumantes no mundo, segundo um comunicado da Organização Mundial de Saúde publicado em Nova York nesta quinta-feira.

O tabaco poderá ainda matar bilhões de pessoas no planeta esse século, caso os governos e a sociedade civil não atuem rapidamente para reduzir seu consumo, continua o relatório da OMS.

"O tabaco matou 100 milhões de pessoas no mundo durante o século XX e matará bilhões no século XXI se as tendências atuais se mantiverem", indica o "Informe sobre a epidemia mundial de tabagismo", apresentado pela diretora-geral da OMS, Margaret Chan, e o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.

"Se não se fizer nada, o número de mortes ligadas ao tabagismo alcançará mais de oito milhões de pessoas por ano até 2030, e 80% desses casos irão ocorrer nos países em desenvolvimento", continua o documento.

O estudo, que exibe estatísticas sobre o consumo de tabaco e as medidas tomadas para reduzir esse hábito em países que representam 99% da população mundial, recomenda uma estratégia em seis fases chamada "MPOWER", para lutar contra esse problema.

Essa estratégia inclui o acompanhamento, em cada país, do consumo e as políticas de prevenção; a proteção da sociedade contra o fumo de tabaco; o desenvolvimento de programas de ajuda para pessoas que desejam parar de fumar; o melhoramento da informação sobre os perigos do tabagismo; a aplicação efetiva de proibições para as propagandas de tabaco e a alta de impostos para esse produto.

"Essas seis estratégias estão ao alcance de todos os países e, combinadas em um só 'pacote', nos oferecem a possibilidade de reverter a crescente epidemia", disse Bloomberg, também um ex-fumante.

Segundo o informe, cerca de dois terços dos fumantes do mundo vivem em dez países: China (cerca de 30%), Índia (10%), Indonésia, Rússia, Estados Unidos, Japão, Brasil, Bangladesh, Alemanha e Turquia.

Contudo, apenas 5% da população mundial está protegida por legislações amplas contra o tabagismo, enquanto metade dos países -- dois terços do mundo desenvolvido -- não têm informações mínimas a respeito do consumo do tabaco.

Por outro lado, "na maioria dos países, o consumo do tabaco é maior entre os pobres do que entre os ricos, e os menos favorecidos sofrem mais com as conseqüências das doenças associadas com o tabagismo, o que gera dificuldades econômicas e perpetua o círculo vicioso da pobreza e da doença", adverte o estudo da OMS.

Descrevendo o informe como "revolucionário", o prefeito de Nova York declarou também que, "pela primeira vez, o mundo dispõe de um enfoque rigoroso para deter a epidemia do tabagismo uma vez que existem estatísticas sólidas para que cada parte se responsabilize".

fonte: AFP, 08 Fevereiro de 2008.

 

OMS: tabaco pode matar mais de um bilhão no século XXI

O uso de tabaco pode matar mais de um bilhão de pessoas ao redor do mundo neste século, a menos que os governos e a sociedade ajam rapidamente para reverter esse quadro, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Cem milhões de mortes foram causadas pelo tabaco no século XX", diz o documento, lançado pela diretora geral da OMS, Margaret Chan, em uma coletiva de imprensa conjunta com o prefeito de Nova York Michael Bloomberg.

"Se a atual tendência persistir, haverá mais de um milhão de mortes no século XXI. As mortes relacionadas ao uso do tabaco subirão para mais de oito milhões por ano em 2030, e 80% dessas mortes acontecerão nos países em desenvolvimento", relata o texto.

O relatório aponta que o uso do tabaco aumenta mais rapidamente nos países em desenvolvimento devido ao crescimento estável da população combinado às estratégias de marketing da indústria do cigarro, resultando em milhões de novos viciados todos os anos, principalmente entre os jovens.

Segundo os dados da OMS, cerca de dois terços da população fumante do mundo vive em dez países: China (que concentra aproximadamente 30%), Índia (10%), Brasil, Estados Unidos, Japão, Rússia, Alemanha, Turquia, Indonésia e Bangladesh.

O estudo, que fornece dados importantes sobre uso e controle do tabaco em países que representam mais de 99% da população mundial, recomenda uma estratégia de seis pontos para combater o macabro prognóstico.

Os pontos listados pela OMS são: monitorar o uso de tabaco e as políticas de prevenção, proteger as pessoas da fumaça do tabaco, oferecer ajuda àqueles que desejam parar de fumar, alertar a respeito dos riscos do tabaco, reforçar a propaganda anti-tabagista e criar e aumentar impostos sobre a comercialização do tabaco.

"Se por um lado os esforços para combater o tabaco estão ganhando força, por outro todos os países ainda precisam fazer mais", disse Chan. "Essas seis estratégias estão ao alcance de todos os países e, combinadas em um pacote, oferecem uma boa chance de reverter esta crescente epidemia".

Para Michael Bloomberg, o relatório é "revolucionário". "Pela primeira vez, temos uma abordagem rigorosa para parar a epidemia do tabaco (...). Algumas medidas anti-tabagistas são muitas vezes polêmicas, mas elas salvam vidas e os governos precisam fazer a coisa certa", declarou o prefeito de Nova York.

fonte: AFP, 07 Fevereiro de 2008.

 

Cessação tabágica deve fazer parte do despiste médico habitual

Conceição Pereira, pneumologista responsável pela consulta de cessação tabágica do Hospital Central do Funchal considera fundamental que todos os especialistas intervenham junto dos doentes de forma sistemática.

Segundo a especialista os profissionais de saúde deveriam fazer o despiste do tabagismo, tal como faz para todos os outros sinais vitais.

Por outro lado, a responsável pela consulta refere que o aconselhamento é um contributo importante na ajuda aos fumadores e, acrescenta que a breve intervenção gera uma taxa de abstinência na ordem dos 3%.

Conceição Pereira tem vindo a leccionar vários cursos de cessação tabágica com o objectivo de preparar a intervenção dos profissionais de saúde junto da população fumadora e não fumadora (prevenção).

De acordo com a médica, as consultas de desabituação tabágica registam desde o 2º semestre do ano passado uma maior procura, sobretudo ao nível dos funcionários do próprio Hospital.

fonte: Diário de Notícias, 06 Fevereiro de 2008.

 

Tabaco no Japão só com cartão eletrônico

O Governo do Japão criou um cartão de identificação electrónico para fumadores. O objectivo é diminuir o consumo de tabaco pela população mais jovem do país, que não tem parado de aumentar devido ao baixo preço dos cigarros.

Este documento, que vai começar a ser distribuído este mês, tem o formato de um cartão Multibanco e inclui uma fotografia e a identificação pessoal do seu portador. Este terá de ser utilizado nas máquinas de venda de tabaco japonesas que já têm um sensor de leitura específica para lerem estes cartões.

De acordo com o El Mundo , a medida está a ser implementada progressivamente e prevê-se que até ao próximo mês de Julho chegue a todo o território japonês, abrangendo todas as máquinas de tabaco e os fumadores maiores de idade.

fonte: I-Gov Central, 05 Fevereiro de 2008.

 

Cigarro é o tema do Dia Mundial do Câncer este ano

A Organização Mundial da Saúde marca, nesta segunda-feira, o Dia Internacional da Luta Contra o Câncer. O objetivo é aumentar a conscientização da prevenção da doença e a qualidade de vida dos pacientes.

O câncer é a principal causa de morte em todo o mundo. De acordo com estimativas da OMS, cerca de 84 milhões de pessoas correm o risco de morrer da doença, na próxima década.

Os casos mais comuns são câncer de pulmão, estômago, fígado, útero e mama.

Prevenção

A agência da ONU afirma que 40% dos casos da doença podem ser prevenidos com atividades físicas, dieta saudável e o não uso do tabaco. Na semana passada, a representante da Agência Internacional de Pesquisa de Câncer da OMS, Maria Paula Curado, disse à Rádio ONU, de Lyon, na França, que campanhas contra o fumo são uma importante arma no combate a doença.

"Nós fizemos um trabalho recente, olhando a mortalidade de câncer de pulmão no Brasil. Para algumas faixas etárias, ele já tem diminuído, em alguns estados. Sem dúvida, as campanhas de intervenção, como a redução do uso do cigarro e a redução do consumo do álcool, são eficientes", disse.

Fumantes passivos

Este ano, o tema do Dia Mundial da Luta Contra o Câncer é "Crianças e a Exposição ao Fumo Passivo". A OMS afirma que aproximadamente 700 milhões de menores respiram o ar poluído por fumaça de cigarros, principalmente em casa.

A agência da ONU pretende conscientizar os pais sobre a importância de manter os filhos em ambientes livres do tabaco.

Somente em 2005, 7,6 milhões de pessoas morreram de câncer no mundo.

fonte: Imirante.com, 04 Fevereiro de 2008.

 

Bruxelas quer continuar a financiar Fundo Antitabagismo

Retirar subsídios aos produtores de tabaco para dar às campanhas antitabagismo é o que pretende continuar a fazer a Comissão Europeia. Desde a reforma do sector, em 2004, que Bruxelas tem vindo a baixar os subsídios aos produtores e a utilizar a diferença no financiamento do Fundo Antitabagismo.

Agora, Bruxelas quer que esta medida, que terminava este ano, seja prolongada até 2010.

Atualmente, as